{"id":2936,"date":"2023-10-09T14:09:14","date_gmt":"2023-10-09T17:09:14","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=2936"},"modified":"2023-10-09T14:22:11","modified_gmt":"2023-10-09T17:22:11","slug":"retrospecto-tributario-02-10-a-09-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=2936","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/10 a 09\/10"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/10 a 09\/10: Todas as atualidades mundo tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lista positiva de medicamentos e exclus\u00e3o do ICMS da base do PIS\/Cofins<\/strong><br>Data: 02\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A complexidade inerente ao sistema tribut\u00e1rio brasileiro frequentemente apresenta desafios consider\u00e1veis tanto para as empresas como para as entidades reguladoras. Entre esses desafios, destaca-se a quest\u00e3o da exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins, especialmente quando se trata de opera\u00e7\u00f5es sujeitas ao cr\u00e9dito presumido dessas contribui\u00e7\u00f5es e envolve a lista positiva de medicamentos. Surge, portanto, a indaga\u00e7\u00e3o fundamental: devem ou n\u00e3o as opera\u00e7\u00f5es abrangidas pela lista positiva de medicamentos integrar a base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins para efeitos de exclus\u00e3o do ICMS?<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de disposi\u00e7\u00f5es legais espec\u00edficas que abordem essa quest\u00e3o crucial levanta uma preocupa\u00e7\u00e3o relevante: o impacto negativo que resultaria da n\u00e3o inclus\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 lista positiva de medicamentos na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins para fins de exclus\u00e3o do ICMS para as empresas que operam no setor farmac\u00eautico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma compreens\u00e3o desse assunto, importante mencionar que a Lei 10.174\/2000 estabelece disposi\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 incid\u00eancia do PIS\/Cofins nas vendas de produtos espec\u00edficos. De acordo com essa lei, as al\u00edquotas aplicadas sobre a receita bruta proveniente das vendas variam entre 2,1% e 9,9%, dependendo se a empresa realiza a industrializa\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o de determinados itens. Al\u00e9m disso, a mesma lei reduz as al\u00edquotas a zero para vendas desses mesmos itens por parte de empresas que n\u00e3o se enquadram na condi\u00e7\u00e3o de industrial ou importador.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o adota a t\u00e9cnica de tributa\u00e7\u00e3o com al\u00edquotas diferenciadas, concentrando a tributa\u00e7\u00e3o do PIS\/Cofins nas empresas que realizam a industrializa\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o desses itens, permitindo que outras empresas na cadeia produtiva n\u00e3o efetuem o pagamento dessas contribui\u00e7\u00f5es devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o a zero das al\u00edquotas. Esse modelo de tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecido como sistema concentrado ou monof\u00e1sico.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 10.174\/2000 tamb\u00e9m prev\u00ea a possibilidade de apropria\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos presumidos de PIS\/Cofins vinculados \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o de determinados itens, incluindo alguns medicamentos. No entanto, a utiliza\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos presumidos requer a concess\u00e3o de um regime especial, a fim de garantir que a redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria seja repassada aos pre\u00e7os dos produtos. Uma das possibilidades de se obter esse regime especial \u00e9 seguindo as diretrizes estabelecidas pela C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (CMED).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, os cr\u00e9ditos presumidos s\u00e3o calculados com base nas al\u00edquotas de 2,1% e 9,9% do PIS\/Cofins aplicadas sobre a receita bruta proveniente da venda desses medicamentos e s\u00e3o deduzidos do montante devido a t\u00edtulo dessas contribui\u00e7\u00f5es durante o per\u00edodo em que a empresa est\u00e1 sob o regime especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, dentre as compet\u00eancias legais da CMED e com base no disposto na Lei 10.147\/2000, que prev\u00ea o regime especial de utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito presumido do PIS\/Cofins, essa entidade emitiu o Comunicado CMED 5\/2016. Tal medida normativa estabeleceu a Lista de Concess\u00e3o de Cr\u00e9dito Tribut\u00e1rio (LCCT), classificando os medicamentos de acordo com as listas positiva, negativa e neutra.<\/p>\n\n\n\n<p>A lista positiva inclui os itens submetidos \u00e0 sistem\u00e1tica monof\u00e1sica que geram cr\u00e9ditos presumidos. A lista negativa abrange os itens submetidos \u00e0 sistem\u00e1tica monof\u00e1sica, com tributa\u00e7\u00e3o concentrada no produtor de medicamentos e al\u00edquota zero nos demais elos da cadeia produtiva, n\u00e3o gerando cr\u00e9ditos presumidos. Por fim, a lista neutra engloba os itens submetidos apenas \u00e0 sistem\u00e1tica ordin\u00e1ria de tributa\u00e7\u00e3o do PIS\/Cofins, seja no regime cumulativo ou n\u00e3o cumulativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar que os itens relacionados na lista positiva de medicamentos s\u00e3o aqueles cujas empresas produtoras usufruem do regime especial de utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito presumido do PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, esse cr\u00e9dito presumido do PIS\/Cofins tem como objetivo principal aliviar a carga tribut\u00e1ria ao longo da cadeia produtiva, garantindo que a redu\u00e7\u00e3o resultante seja refletida nos pre\u00e7os dos produtos. Trata-se de uma ferramenta que permite a redu\u00e7\u00e3o dos tributos incidentes sobre as opera\u00e7\u00f5es realizadas, concedendo aos produtores de determinados medicamentos um percentual de cr\u00e9dito com base na receita bruta proveniente da venda desses produtos. Isso permite que as empresas deduzam esses cr\u00e9ditos do montante devido a t\u00edtulo de PIS\/Cofins, reduzindo, assim, os valores a serem pagos aos cofres p\u00fablicos. Assim, em vez de simplesmente pagar as contribui\u00e7\u00f5es de acordo com a sistem\u00e1tica monof\u00e1sica, o contribuinte efetua o pagamento com a dedu\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido, subtraindo os valores calculados a esse t\u00edtulo do montante devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, a tributa\u00e7\u00e3o sobre o cr\u00e9dito presumido do PIS\/Cofins \u00e9 uma maneira pela qual a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica arrecada esses tributos, aplicando-os sobre as opera\u00e7\u00f5es, mas concedendo ao contribuinte uma redu\u00e7\u00e3o com base em um percentual da receita bruta. Como esse instrumento \u00e9 n\u00e3o cumulativo, ele reduz o impacto tribut\u00e1rio no pre\u00e7o final dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, \u00e9 evidente que as opera\u00e7\u00f5es sujeitas \u00e0 sistem\u00e1tica monof\u00e1sica e inclu\u00eddas na lista positiva de medicamentos, que geram cr\u00e9dito presumido, devem integrar a base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. Ali\u00e1s, essas opera\u00e7\u00f5es sequer est\u00e3o entre aquelas listadas em lei que n\u00e3o devem compor a base de c\u00e1lculo dessas contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, as opera\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 lista positiva de medicamentos comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins e, consequentemente, fazem parte do montante devido a t\u00edtulo dessas contribui\u00e7\u00f5es. Somente em um momento subsequente \u00e9 que se efetua a dedu\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos, calculados com base em um percentual incidente sobre a receita bruta proveniente das opera\u00e7\u00f5es com itens constantes na lista positiva, reduzindo assim os valores a serem recolhidos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa interpreta\u00e7\u00e3o de que as opera\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 lista positiva de medicamentos fazem parte da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins \u00e9 corroborada pela pr\u00f3pria Receita Federal, pois, ao analisar o Perguntas e Respostas do Guia Pr\u00e1tico da EFD-Contribui\u00e7\u00f5es, fica claro, junto \u00e0 pergunta 90, que o CST utilizado para opera\u00e7\u00f5es com a lista positiva (segmento farmac\u00eautico) \u00e9 o 02, o qual se refere \u00e0 opera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1vel com al\u00edquota diferenciada. E continua, informando que no caso de revenda desses medicamentos, o CST a ser utilizado \u00e9 o 04, o qual est\u00e1 relacionado \u00e0 opera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1vel monof\u00e1sica com al\u00edquota zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, podem ser apresentadas as conclus\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>1. A lista positiva inclui produtos sujeitos \u00e0 sistem\u00e1tica monof\u00e1sica de tributa\u00e7\u00e3o que geram cr\u00e9ditos presumidos;<\/p>\n\n\n\n<p>2. Os cr\u00e9ditos presumidos do PIS\/Cofins representam uma forma pela qual a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica realiza a cobran\u00e7a desses tributos, incidindo-os sobre as opera\u00e7\u00f5es pertinentes. Ao final, permite-se a dedu\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos com base em um percentual aplicado sobre a receita bruta, o que reduz os valores a serem recolhidos aos cofres p\u00fablicos;<\/p>\n\n\n\n<p>3. N\u00e3o se encontra, dentre as hip\u00f3teses previstas em lei que definem o que n\u00e3o compor\u00e1 a base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins, nenhuma disposi\u00e7\u00e3o relativa ao cr\u00e9dito presumido dessas contribui\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>4. A pr\u00f3pria Receita Federal determina que o CST aplicado \u00e0s opera\u00e7\u00f5es com a lista positiva de medicamentos seja o 02, o que sustenta o entendimento de que tais opera\u00e7\u00f5es est\u00e3o devidamente sujeitas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>5. Uma vez que as opera\u00e7\u00f5es com cr\u00e9dito presumido relacionadas \u00e0 lista positiva de medicamentos s\u00e3o tributadas e somente ap\u00f3s ocorre a dedu\u00e7\u00e3o dos valores referentes ao cr\u00e9dito presumido, reduzindo os montantes recolhidos a t\u00edtulo dessas contribui\u00e7\u00f5es aos cofres p\u00fablicos, essas opera\u00e7\u00f5es devem ser consideradas na quantifica\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins, o que poder\u00e1 aumentar expressivamente, para as empresas do setor farmac\u00eautico, os valores a serem restitu\u00eddos\/compensados a este t\u00edtulo. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/lista-positiva-de-medicamentos-e-exclusao-do-icms-da-base-do-pis-cofins-02102023\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/lista-positiva-de-medicamentos-e-exclusao-do-icms-da-base-do-pis-cofins-02102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proposta inclui aluguel de m\u00e1quinas entre os setores beneficiados com redu\u00e7\u00e3o de tributos ap\u00f3s pandemia<\/strong><br>Data: 03\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 3026\/23 inclui o segmento de aluguel de m\u00e1quinas e equipamentos comerciais e industriais, sem operadores, entre os benefici\u00e1rios do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). O texto em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados altera a Lei 14.148\/21, que criou o programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquela lei reduziu a 0%, por 60 meses, as al\u00edquotas de alguns tributos (PIS\/Pasep, Cofins, CSLL e IRPJ) incidentes sobre o resultado obtido pelas empresas do setor de eventos, abrangendo diversas atividades econ\u00f4micas afetadas pela pandemia de Covid-19. A ideia foi criar condi\u00e7\u00f5es para a recupera\u00e7\u00e3o de certos segmentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Perse \u00e9 hoje o principal mecanismo de suporte ao setor de eventos e turismo do Pa\u00eds\u201d, disse o autor da proposta, deputado Max Lemos (PDT-RJ). \u201cApesar de ser um programa muito recente, os efeitos s\u00e3o not\u00e1veis, o que faz com que diversos outros segmentos busquem a ades\u00e3o\u201d, continuou o parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1003591-proposta-inclui-aluguel-de-maquinas-entre-os-setores-beneficiados-com-reducao-de-tributos-apos-pandemia\/#:~:text=Economia-,Proposta%20inclui%20aluguel%20de%20m%C3%A1quinas%20entre%20os%20setores,redu%C3%A7%C3%A3o%20de%20tributos%20ap%C3%B3s%20pandemia&amp;text=O%20Projeto%20de%20Lei%203026,Setor%20de%20Eventos%20(Perse).\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1003591-proposta-inclui-aluguel-de-maquinas-entre-os-setores-beneficiados-com-reducao-de-tributos-apos-pandemia\/#:~:text=Economia-,Proposta%20inclui%20aluguel%20de%20m%C3%A1quinas%20entre%20os%20setores,redu%C3%A7%C3%A3o%20de%20tributos%20ap%C3%B3s%20pandemia&amp;text=O%20Projeto%20de%20Lei%203026,Setor%20de%20Eventos%20(Perse).<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Herman Benjamin muda entendimento: N\u00e3o cabe rescis\u00f3ria nas a\u00e7\u00f5es da tese do s\u00e9culo ajuizadas ap\u00f3s 03.2017<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Herman Benjamin muda entendimento: N\u00e3o cabe rescis\u00f3ria nas a\u00e7\u00f5es da tese do s\u00e9culo ajuizadas ap\u00f3s 03.2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se do seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF decidiu no RE n\u00ba 574.706 julgado pelo sistema da repercuss\u00e3o geral, que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para fins de incid\u00eancia do PIS e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, o STF acolheu, em parte, os embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos pela Uni\u00e3o Federal, para modular os efeitos do julgado cuja produ\u00e7\u00e3o haver\u00e1 de se dar ap\u00f3s 15.3.2017, data em que julgado o RE n\u00ba 574.706 ressalvadas as a\u00e7\u00f5es judiciais e administrativas protocoladas at\u00e9 a data da sess\u00e3o em que proferido o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que somente a partir de 16.03.2017, a decis\u00e3o do STF, come\u00e7a a valer com efic\u00e1cia para todos, e ter\u00e1 vinculante em rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de 16.03.2017 o contribuinte n\u00e3o ter\u00e1 direito a questionar ou pleitear de volta os valores pagos de PIS e Cofins sobre o ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o fora dessa regra, apenas os contribuintes que ajuizaram a\u00e7\u00e3o at\u00e9 15.03.2017, ou seja, para esses foi mantido o direito de ter de volta os valores indevidamente pagos sobre qualquer per\u00edodo no passado, respeitada a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como ficam aqueles contribuintes que ajuizaram a\u00e7\u00f5es ap\u00f3s 15.3.2017, e que j\u00e1 tinham decis\u00e3o transitada em julgado antes do julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta est\u00e1 sendo dada pelo STJ. H\u00e1 julgados favor\u00e1veis aos contribuintes e outros contra.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a reviravolta aconteceu no entendimento do Ministro Herman Benjamin, que julgava em desfavor do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, ao julgar o Recurso Especial n\u00ba 2060442 \u2013 RS do contribuinte pelo qual se discutia a mat\u00e9ria, o Ministro, por meio de decis\u00e3o monocr\u00e1tica, negou provimento ao recurso do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte protocolou Agravo Interno (AgInt nos EDcl no Resp n\u00ba 2060442 \u2013 RS) e, em ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o, o Ministro reconsiderou a decis\u00e3o anterior e deu provimento ao Recurso Especial do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a aconteceu porque, nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, n\u00e3o cabe A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria por viola\u00e7\u00e3o de literal de lei se, ao tempo em que foi prolatada a decis\u00e3o rescindenda, a interpreta\u00e7\u00e3o era controvertida nos Tribunais, embora posteriormente se tenha fixado favoravelmente \u00e0 pretens\u00e3o de uma das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 o enunciado da S\u00famula n. 343 do STF, segundo o qual n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a rescis\u00f3ria fundada em texto legal de interpreta\u00e7\u00e3o controvertida nos tribunais, salvo nos casos submetidos a controle concentrado de constitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale dizer, a S\u00famula 343 do STF somente pode ser afastada quando a mat\u00e9ria constitucional apreciada divergir de orienta\u00e7\u00e3o firmada pelo STF em controle concentrado de constitucionalidade, n\u00e3o servindo, entretanto, quando a parte prop\u00f5e demanda rescis\u00f3ria com a finalidade de aplicar simples altera\u00e7\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial, com caracter\u00edstica de suced\u00e2neo recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a discuss\u00e3o sobre a inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS somente foi pacificada com o julgamento do RE 574.706\/PR, pelo Supremo Tribunal Federal, sob o regime da Repercuss\u00e3o Geral (controle difuso de constitucionalidade, e n\u00e3o concentrado). Assim a quest\u00e3o n\u00e3o condiz com a exce\u00e7\u00e3o prevista pelo STF a de modo a justificar o cabimento da A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/10\/herman-benjamim-muda-entendimento-nao-cabe-rescisoria-nas-acoes-da-tese-do-seculo-ajuizadas-apos-03-2017\/#:~:text=rescis%C3%B3ria-,Herman%20Benjamin%20muda%20entendimento%3A%20N%C3%A3o%20cabe%20rescis%C3%B3ria%20nas%20a%C3%A7%C3%B5es%20da,do%20PIS%20e%20da%20COFINS.\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/10\/herman-benjamim-muda-entendimento-nao-cabe-rescisoria-nas-acoes-da-tese-do-seculo-ajuizadas-apos-03-2017\/#:~:text=rescis%C3%B3ria-,Herman%20Benjamin%20muda%20entendimento%3A%20N%C3%A3o%20cabe%20rescis%C3%B3ria%20nas%20a%C3%A7%C3%B5es%20da,do%20PIS%20e%20da%20COFINS.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ decide passar disputa sobre cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins para o Supremo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu ontem, pela primeira vez em turma, sobre as a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias que foram ajuizadas pela Uni\u00e3o para reabrir processos e cancelar milh\u00f5es de reais em cr\u00e9ditos obtidos com a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d &#8211; a exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. O julgamento ocorreu na 2\u00aa Turma e teve desfecho contr\u00e1rio aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa decis\u00e3o vem como um balde de \u00e1gua fria. As empresas ainda comemoravam decis\u00f5es recentes, monocr\u00e1ticas, contra as investidas da Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia pelo menos duas na Corte. Ambas do ministro Herman Benjamin, que integra a 2\u00aa Turma, e no julgamento de ontem &#8211; no colegiado &#8211; mudou de posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas enfrentam uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. Na segunda inst\u00e2ncia, praticamente todas as decis\u00f5es s\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o. Os desembargadores v\u00eam aceitando as rescis\u00f3rias e cancelando parte dos cr\u00e9ditos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tais decis\u00f5es n\u00e3o forem revertidas, dizem os advogados, as empresas correm risco de endividamento. A maioria j\u00e1 usou os cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma decidiu sobre o tema, ontem, em um caso envolvendo a Horbach, uma fornecedora de equipamentos industriais do Rio Grande do Sul. O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) aceitou a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria proposta pela Uni\u00e3o e a empresa recorreu, ent\u00e3o, ao STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso, no entanto, foi rejeitado por unanimidade &#8211; conforme o voto do relator, ministro Mauro Campbell. Ele afirmou que a decis\u00e3o do TRF estava fundamentada em quest\u00f5es constitucionais e n\u00e3o poderia o STJ, que trata s\u00f3 de mat\u00e9ria infraconstitucional, revisar. Em outras palavras: \u00e9 um assunto para o Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>Se a 1\u00aa Turma do STJ, que tamb\u00e9m trata de tributa\u00e7\u00e3o, decidir de forma diferente, os contribuintes ainda ter\u00e3o a chance de virar o jogo na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o &#8211; a inst\u00e2ncia uniformizadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 nada prov\u00e1vel que isso aconte\u00e7a. Quatro dos cinco integrantes da 1\u00aa Turma j\u00e1 se manifestaram, por meio de decis\u00f5es monocr\u00e1ticas, da mesma forma como a 2\u00aa Turma se posicionou: Benedito Gon\u00e7alves, Gurgel de Faria, Regina Helena Costa e S\u00e9rgio Kukina.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2022, segundo o escrit\u00f3rio Abe Advogados, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ajuizou mais de 300 a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias para cancelar parte dos cr\u00e9ditos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d &#8211; cerca de 40% no TRF da 3\u00aa Regi\u00e3o, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse imbr\u00f3glio est\u00e1 atrelado \u00e0 decis\u00e3o do STF que determinou a exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins e garantiu aos contribuintes o direito de receber de volta o que pagaram a mais no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>As rescis\u00f3rias s\u00e3o direcionadas a empresas que entraram com a\u00e7\u00e3o depois de mar\u00e7o de 2017 &#8211; quando o STF j\u00e1 havia decidido o m\u00e9rito &#8211; e obtiveram decis\u00e3o definitiva da Justi\u00e7a, garantindo o direito a cr\u00e9dito, antes do julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, em maio de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe discuss\u00e3o porque em 2021 os ministros aplicaram a chamada modula\u00e7\u00e3o de efeitos \u00e0 decis\u00e3o de m\u00e9rito. Eles fizeram um recorte no tempo, usando como data-base o julgamento de m\u00e9rito: de 15 de mar\u00e7o de 2017 para frente, nenhum contribuinte precisaria mais recolher PIS e Cofins com o ICMS embutido na conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foram criadas situa\u00e7\u00f5es diferentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o dos valores pagos no passado. Aqueles que tinham a\u00e7\u00f5es antes de 15 de mar\u00e7o de 2017 t\u00eam o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o integral, ou seja, a contabiliza\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos retroage at\u00e9 cinco anos antes do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A regra muda, no entanto, para quem ajuizou a\u00e7\u00e3o depois. A recupera\u00e7\u00e3o do passado ficou limitada. Vale a data-base. Uma empresa que entrou com o processo em 2018, por exemplo, pode recuperar o que pagou de forma indevida desde 2017 somente. Sem a modula\u00e7\u00e3o de efeitos, ela teria at\u00e9 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o STF demorou para concluir esse caso &#8211; foram quatro anos entre a decis\u00e3o de m\u00e9rito e a conclus\u00e3o, por meio de embargos -, muitas empresas que entraram com a a\u00e7\u00e3o depois de mar\u00e7o de 2017 j\u00e1 haviam obtido decis\u00f5es finais (transitadas em julgado).<\/p>\n\n\n\n<p>Essas decis\u00f5es, por serem anteriores, n\u00e3o trazem a limita\u00e7\u00e3o de tempo. As empresas, ent\u00e3o, contabilizaram os valores pagos a mais, antes de 2017, e v\u00eam usando ou j\u00e1 usaram esses cr\u00e9ditos para pagar tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem, durante a sess\u00e3o na 2\u00aa Turma, o advogado Mateus Bassani de Matos, que atua para a Horbach, argumentou que a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria serve para casos em que a decis\u00e3o que se pretende desconstituir viola norma jur\u00eddica. S\u00f3 que nesse caso especificamente, frisou, n\u00e3o teria como isso acontecer porque a modula\u00e7\u00e3o de efeitos s\u00f3 ocorreu depois.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m citou as decis\u00f5es recentes do ministro Herman Benjamin em favor de contribuintes. Na sess\u00e3o, Benjamin n\u00e3o fez qualquer coment\u00e1rio sobre a mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o (REsp 2088760).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/03\/stj-decide-passar-disputa-sobre-creditos-de-pis-cofins-para-o-supremo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/03\/stj-decide-passar-disputa-sobre-creditos-de-pis-cofins-para-o-supremo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Maioria vota pela cobran\u00e7a de IOF em empr\u00e9stimos entre empresas<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 06\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela constitucionalidade da incid\u00eancia do IOF nos contratos de m\u00fatuo (empr\u00e9stimo) em que n\u00e3o h\u00e1 participa\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00e3o financeira &#8211; entre empresas. O julgamento, em repercuss\u00e3o geral, deve ser aplicado para os demais processos que discutem o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, existe o voto do ministro Cristiano Zanin, relator, a favor da cobran\u00e7a do IOF. Ele j\u00e1 foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Edson Fachin e Dias Toffoli. O julgamento, que acontece no Plen\u00e1rio Virtual, termina hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros analisam recurso da fabricante de autope\u00e7as Fras-le (RE 590186 ou Tema 104) contra decis\u00e3o da 2\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), em Porto Alegre, que manteve o IOF nessas opera\u00e7\u00f5es entre empresas do mesmo grupo. Para o tribunal, a Constitui\u00e7\u00e3o e o artigo 13 da Lei n\u00ba 9.779, de 1999, n\u00e3o exigem que o contrato de m\u00fatuo seja celebrado com institui\u00e7\u00e3o financeira, o que, inclusive, j\u00e1 teria sido confirmado pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Corte, a empresa alega, contudo, que o artigo 13 da Lei n\u00ba 9.779\/99 alargou indevidamente a base de c\u00e1lculo do IOF para que o imposto passe a incidir sobre as opera\u00e7\u00f5es de m\u00fatuo entre pessoas jur\u00eddicas ou entre pessoa jur\u00eddica e pessoa f\u00edsica, equiparando-as \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito efetivadas por institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar o caso, o ministro Cristiano Zanin, entendeu que o Supremo j\u00e1 analisou quest\u00e3o an\u00e1loga ao tratar da ADI 1.763, cujo relator foi o ministro Sep\u00falveda Pertence. Nesse julgamento, que tratou de opera\u00e7\u00f5es de factoring, os ministros entenderam ser constitucional a incid\u00eancia do IOF sobre opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e que essas n\u00e3o se restringem \u00e0s praticadas por institui\u00e7\u00f5es financeiras. Zanin ainda destaca que esse mesmo processo foi julgado no m\u00e9rito em junho de 2020 e que, por decis\u00e3o un\u00e2nime, ficou fixado que \u201cnada h\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ou no pr\u00f3prio C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, que restrinja a incid\u00eancia do IOF sobre as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito realizadas por institui\u00e7\u00f5es financeiras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Zanin, com base no julgamento na ADI 1.763 \u201cn\u00e3o h\u00e1 como fugir \u00e0 compreens\u00e3o de que o m\u00fatuo de recursos financeiros de que trata o artigo 13 da Lei 9.779\/99 \u2014 ainda que considerado empr\u00e9stimo da coisa fung\u00edvel \u2018dinheiro\u2019 e realizado entre particulares \u2014 se insere no tipo \u2018opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito\u2019, sobre o qual a Constitui\u00e7\u00e3o autoriza sobre o qual a Constitui\u00e7\u00e3o autoriza a institui\u00e7\u00e3o do IOF (artigo 153, inciso V)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acrescenta que se trata de \u201cneg\u00f3cio jur\u00eddico realizado com a finalidade de se obter, junto a terceiro e sob liame de confian\u00e7a, a disponibilidade de recursos que dever\u00e3o ser restitu\u00eddos ap\u00f3s determinado lapso temporal, sujeitando-se aos riscos inerentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, prop\u00f4s a seguinte tese, que foi seguida pela maioria: \u201c\u00c9 constitucional a incid\u00eancia do IOF sobre opera\u00e7\u00f5es de realizadas por institui\u00e7\u00f5es financeiras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada B\u00e1rbara Bach, especialista em direito tribut\u00e1rio contencioso e aduaneiro, s\u00f3cia da \u00e1rea da Lira Advogados, o STF, em julgamentos anteriores envolvendo opera\u00e7\u00f5es de factoring j\u00e1 havia dado ind\u00edcios de que seu entendimento era pela desnecessidade de envolver opera\u00e7\u00e3o praticada por institui\u00e7\u00e3o financeira para incidir IOF. \u201cContudo, agora estamos falando de pessoas jur\u00eddicas e pessoas f\u00edsicas que n\u00e3o t\u00eam por atividade fim ou mesmo praticam usualmente opera\u00e7\u00f5es que justifiquem ficarem sujeitas a um tributo criado como mecanismo de regula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria e cambial\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, segundo a advogada, com a pacifica\u00e7\u00e3o pelo STF de que o m\u00fatuo se enquadra no conceito constitucional de \u201copera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito\u201d, aos contribuintes que praticam contratos de conta corrente entre empresas de um mesmo grupo econ\u00f4mico, o relator deixou em aberto a possibilidade de discuss\u00e3o, em \u00e2mbito infraconstitucional, sobre o enquadramento de sse tipo de opera\u00e7\u00e3o como m\u00fatuo para fins de incid\u00eancia do IOF. \u201cDe modo que se mostra v\u00e1lida a insist\u00eancia do contribuinte sujeito a esse cen\u00e1rio que dever\u00e1 ser analisado, em \u00faltima inst\u00e2ncia, pelo STJ\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Fabio Calcini, que atua no caso como amicus curiae (amigo da Corte) pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (Abag), concorda que ainda existe discuss\u00e3o. Ele afirma que, em sua sustenta\u00e7\u00e3o oral, destacou que IOF cr\u00e9dito incide sobre contratos de m\u00fatuo ou cr\u00e9dito, mas n\u00e3o se confunde com contrato de conta corrente, muito utilizado pelas empresas para transitar dinheiro entre as companhias, para pagamento de despesas, ajuste financeiro entre elas, o que seria uma outra opera\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 de cr\u00e9dito, e portanto n\u00e3o teria a incid\u00eancia do IOF. \u201cO ministro Zanin destaca esse ponto no voto mas n\u00e3o aprofunda porque a discuss\u00e3o espec\u00edfica n\u00e3o trata desse m\u00e9rito. Zanin d\u00e1 ind\u00edcios de que s\u00e3o institutos distintos, mas vamos ter que aguardar outro caso para voltar debater esse tema provavelmente\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/06\/stf-maioria-vota-pela-cobrana-de-iof-em-emprstimos-entre-empresas.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/06\/stf-maioria-vota-pela-cobrana-de-iof-em-emprstimos-entre-empresas.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>________________________________________________________<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cabimento da arbitragem mar\u00edtima no contexto da sobre-estadia de cont\u00eaineres<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O presente artigo busca trazer ao debate o cabimento da arbitragem \u2014 como meio de resolu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios \u2014 para dirimir as cobran\u00e7as abusivas pela sobre-estadia de cont\u00eaineres nos portos. Primeiramente, o artigo abordar\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o da sobre-estadia de armazenagem dos cont\u00eaineres nos portos. J\u00e1 a segunda parte buscar\u00e1 demonstrar os motivos pelos quais a arbitragem mar\u00edtima seria uma boa forma (no lugar do Poder Judici\u00e1rio) para discutir essas cobran\u00e7as, sobretudo em raz\u00e3o de o Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o reconhecer tais cobran\u00e7as como abusivas, em raz\u00e3o do princ\u00edpio do pacta sunt servanda, por meio do qual se reconhece que dever\u00e3o ser respeitadas as disposi\u00e7\u00f5es contratuais convencionadas entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Define-se sobre-estadia qualquer demora al\u00e9m de determinado prazo acordado, estando a sobre-estadia de cont\u00eainer, usualmente conhecida como demurrage, regulada no XXII, artigo 2\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o Antaq n\u00ba 62\/2021 como o valor devido pelos dias que ultrapassarem o prazo acordado de livre estadia dos cont\u00eaineres:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;XXII- sobre-estadia de cont\u00eainer: valor devido ao transportador mar\u00edtimo, ao propriet\u00e1rio do cont\u00eainer ou ao agente transit\u00e1rio pelos dias que ultrapassarem o prazo acordado de livre estadia do cont\u00eainer para o embarque ou para sua devolu\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que o que se v\u00ea \u00e9 que a burocracia na libera\u00e7\u00e3o das cargas exige mais esse custo financeiro, que muitas vezes \u00e9 abusivo, sem qualquer limita\u00e7\u00e3o, muitas vezes ultrapassando o valor do pr\u00f3prio cont\u00eainer. Na obra Direito da Arbitragem Mar\u00edtima, Jos\u00e9 Gabriel Assis de Almeida e S\u00e9rgio Ferrari Filho levantam esses dados:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Num desses \u00fanicos trabalhos, realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBTP), divulgado tamb\u00e9m em 2013, constatou-se que somente a demurrage foi respons\u00e1vel por 18,5% dos custos dos exportadores entre janeiro de 2009 e junho de 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>No ranking do IBTP, a demurrage ocupa a segunda coloca\u00e7\u00e3o, perdendo apenas para os custos de armazenagem e movimenta\u00e7\u00e3o nos terminais portu\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) A soma de todos esses elementos, mais o fato de 95% do com\u00e9rcio exterior brasileiro ser feito pelo mar, mais quest\u00f5es ambientais (chuvas torrenciais, desmorona, neblina intensa), e\/ou mais ou menos imprevis\u00edveis ou fora do poder de controle (acidentes, avarias nos ve\u00edculos e feriados); mais a falta da infraestrutura log\u00edstica no modal rodovi\u00e1rio e, especialmente, no ferrovi\u00e1rio, impactando no tempo de carregamento dos caminh\u00f5es, escoamento da carga, carregamento no navio, fila dos ber\u00e7os e capacidade de estoque dos terminais em zona prim\u00e1ria; mais as greves relativamente frequentes, tanto de servidores p\u00fablicos alocados em reparti\u00e7\u00f5es fiscalizat\u00f3rias voltadas ao com\u00e9rcio exterior (precipuamente, a Receita Federal, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria \u2014 Anvisa e o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento \u2014 Mapa), quanto de trabalhadores envolvidos na cadeia log\u00edstica (notadamente, estivadores e motoristas de caminh\u00e3o) formam no Brasil a conjun\u00e7\u00e3o de verdadeira \u201ctempestade perfeita\u201d, que permite a cobran\u00e7a de pre\u00e7os alt\u00edssimos das sobre-estadias em geral, especificamente a de cont\u00eainer.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>E, infelizmente, o Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o costuma reconhecer as cl\u00e1usulas de cobran\u00e7a de sobre-estadia de cont\u00eainer (demurrage) como abusivas, por conta do princ\u00edpio do pacta sunt servanda por meio do qual fica estabelecido que dever\u00e3o ser respeitadas as disposi\u00e7\u00f5es contratuais convencionadas entre as partes. Abaixo, precedente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a nesse sentido:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;RECURSO ESPECIAL. A\u00c7\u00c3O DE COBRAN\u00c7A DE SOBRE-ESTADIAS DE CONTAINERS (DEMURRAGES). NEGATIVA DE PRESTA\u00c7\u00c3O JURISDICIONAL. N\u00c3O OCORR\u00caNCIA. NATUREZA JUR\u00cdDICA. INDENIZA\u00c7\u00c3O. DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL. DES\u00cdDIA DO DEVEDOR. LIMITA\u00c7\u00c3O DO VALOR INDENIZAT\u00d3RIO. PACTA SUNT SERVANDA. 1. \u00c9 descabida a alega\u00e7\u00e3o de negativa de entrega da plena presta\u00e7\u00e3o jurisdicional se a Corte de origem examinou e decidiu, de forma motivada e suficiente, as quest\u00f5es que delimitaram a controv\u00e9rsia. 2. As demurrages t\u00eam natureza jur\u00eddica de indeniza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de cl\u00e1usula penal, o que afasta a incid\u00eancia do art. 412 do C\u00f3digo Civil. 3. Se o valor das demurrages atingir patamar excessivo apenas em fun\u00e7\u00e3o da des\u00eddia da parte obrigada a restituir os containers, deve ser privilegiado o princ\u00edpio pacta sunt servanda, sob pena de o Poder Judici\u00e1rio premiar a conduta faltosa da parte devedora. 4. Recurso especial conhecido e provido.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Penso que a situa\u00e7\u00e3o presente n\u00e3o configura hip\u00f3tese justificadora da relativiza\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do pacta sunt servanda.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Na linha do substancioso voto do Ministro RICARDO VILLAS B\u00d4AS CUEVA, n\u00e3o h\u00e1 falar na incid\u00eancia do art. 412 do C\u00f3digo Civil, uma vez que as demurrages t\u00eam natureza jur\u00eddica de indeniza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de cl\u00e1usula penal, como j\u00e1 apontaram alguns precedentes das Turmas que comp\u00f5em a Segunda Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, mencionados no aludido voto. Assim, a circunst\u00e2ncia de o valor da indeniza\u00e7\u00e3o pelo descumprimento contratual ter atingido montante expressivo em raz\u00e3o, unicamente, da des\u00eddia da parte devedora n\u00e3o justifica sua redu\u00e7\u00e3o pelo Poder Judici\u00e1rio, sob pena de se premiar a conduta faltosa da parte devedora&#8221; (Superior Tribunal de Justi\u00e7a, Recurso Especial n\u00ba 1.286.209\/SP, 3\u00aa Turma, ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, julgado em 08.03.2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, tem-se que o Poder Judici\u00e1rio costuma ficar propenso a decidir pela legitimidade das cobran\u00e7as abusivas, eis que, diferente da arbitragem por meio da qual muitas vezes o conflito \u00e9 decidido por um especialista \u2014 e nesse caso seria um especialista em sobre-estadia de cont\u00eainer \u2014 no Judici\u00e1rio os magistrados est\u00e3o totalmente fixados \u00e0s fontes formais para formar a decis\u00e3o, no caso um princ\u00edpio (pacta sunt servanda) que privilegia a for\u00e7a contratual, independentemente se h\u00e1 abusividade ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lan\u00e7ar m\u00e3o da arbitragem para decidir sobre a abusividade das cobran\u00e7as, o \u00e1rbitro utilizar\u00e1 de seu conhecimento agregado no \u00e2mbito da sua respectiva especialidade (no caso sobre-estadia de cont\u00eainer) para equilibrar a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, ou seja, haver\u00e1 com a arbitragem verdadeira hip\u00f3tese de flexibiliza\u00e7\u00e3o do pacta sunt servanda, para o fim de decidir de forma mais equ\u00e2nime o caso. Nesse sentido, \u00e9 poss\u00edvel observar na obra Direito da Arbitragem Mar\u00edtima, Jos\u00e9 Gabriel Assis de Almeida e S\u00e9rgio Ferrari Filho:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Terceiro, a depender do caso, e sempre desde que respeitado o convencionado entre as partes, o arbitro pode decidir por equidade (Lei 9.307\/96, artigo 2\u00ba, caput), possibilidade que inexiste no Judici\u00e1rio. Em outras palavras, o Juiz est\u00e1 totalmente adstrito \u00e0s fontes formais da lei para decidir (lei, jurisprud\u00eancia, doutrina, costumes), enquanto o \u00e1rbitro pode lan\u00e7ar m\u00e3o das m\u00e1ximas de experi\u00eancia e de todo o conhecimento adquirido no \u00e2mbito da sua respectiva especialidade, para equilibrar a rela\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e jur\u00eddica em torno da cobran\u00e7a de sobre-estadia de cont\u00eainer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se n\u00e3o fosse suficiente, com a arbitragem h\u00e1 verdadeira mitiga\u00e7\u00e3o dos custos internos com a administra\u00e7\u00e3o das disputas, considerando ser um caminho muito mais c\u00e9lere do que o processo judicial, eis que conforme artigo 23 da Lei de Arbitragem, o procedimento arbitral deve terminar ap\u00f3s seis meses, contados da institui\u00e7\u00e3o da arbitragem ou da substitui\u00e7\u00e3o do \u00e1rbitro, sabendo-se que a dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de um processo judicial \u00e9 de quatro&nbsp; anos, sem contar o prazo para interposi\u00e7\u00e3o de recurso aos tribunais superiores, segundo o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Como delimitado no presente artigo, a burocracia na libera\u00e7\u00e3o das cargas exige mais um custo financeiro (sobre-estadia de cont\u00eainer), que muitas vezes \u00e9 abusivo, sem qualquer limita\u00e7\u00e3o, ultrapassando o valor do pr\u00f3prio cont\u00eainer.<\/p>\n\n\n\n<p>E, muito embora a abusividade, o Poder Judici\u00e1rio costuma ficar propenso a decidir pela legitimidade das cobran\u00e7as abusivas, eis que no Judici\u00e1rio os magistrados est\u00e3o totalmente fixados \u00e0s fontes formais para formar a decis\u00e3o, no caso h\u00e1 prest\u00edgio do princ\u00edpio pacta sunt servanda) que favorece a for\u00e7a contratual, independentemente se h\u00e1 abusividade ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, ao lan\u00e7ar m\u00e3o da arbitragem para decidir sobre a abusividade das cobran\u00e7as, o \u00e1rbitro utilizar\u00e1 seu conhecimento agregado no \u00e2mbito da sua respectiva especialidade (no caso sobre-estadia de cont\u00eainer) para equilibrar a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, ou seja, haver\u00e1, com a arbitragem, verdadeira hip\u00f3tese de flexibiliza\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio jur\u00eddico (pacta sunt servanda), para o fim de decidir de forma mais equ\u00e2nime o caso, o que, decerto, favorecer\u00e1 a parte prejudicada que se v\u00ea compelida a pagar vultosas quantias de valores abusivos. Fato que afirma, portanto, a import\u00e2ncia da arbitragem mar\u00edtima para decidir conflitos como o aqui tratado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-01\/priscila-santos-arbitragem-estadia-conteineres\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-01\/priscila-santos-arbitragem-estadia-conteineres<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita lan\u00e7a novas orienta\u00e7\u00f5es para criptomoedas; advogado comenta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima sexta-feira, 29, a Receita Federal publicou dois atos que esclarecem o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es relacionadas ao mercado de criptoativos.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o de consulta COSIT 217\/23 determina que a pessoa jur\u00eddica que oferece servi\u00e7os referentes a opera\u00e7\u00f5es com non fungible token (NFT), representativo de um im\u00f3vel em particular, n\u00e3o est\u00e1 obrigada a prestar as informa\u00e7\u00f5es relativas a opera\u00e7\u00f5es com tal NFT, conforme a IN RFB 1.888\/19, pelo fato dele n\u00e3o se enquadrar no conceito de criptoativo previsto na referida instru\u00e7\u00e3o normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o de consulta COSIT 218\/23 equipara a empresa que disponibiliza a negocia\u00e7\u00e3o de utility tokens (criptoativos que d\u00e3o acesso a algum bem ou servi\u00e7o aos seus detentores) a uma exchange de criptomoedas. Por esse motivo, a empresa que realiza essa atividade deve observar a IN 1.888\/19.<\/p>\n\n\n\n<p>Isac Costa, s\u00f3cio do Warde Advogados, coordenador dos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Direito do Ibmec S\u00e3o Paulo e professor do Insper, explica que, ap\u00f3s a IN 1.888, a Receita Federal tem esclarecido alguns pontos relativos a quem deve prestar informa\u00e7\u00f5es ao Fisco e em que situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Anteriormente, j\u00e1 havia sido publicada orienta\u00e7\u00e3o a respeito de tributa\u00e7\u00e3o de ganho de capital na permuta entre criptoativos e agora foram publicadas duas novas orienta\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o profissional, na solu\u00e7\u00e3o de consulta 218, a RFB entendeu que, se uma empresa facilita a negocia\u00e7\u00e3o entre pessoas envolvendo ativos virtuais (na modalidade utility tokens), ainda que na modalidade peer to peer (negocia\u00e7\u00e3o direta), essa empresa \u00e9 equipar\u00e1vel a uma exchange e deve fornecer as informa\u00e7\u00f5es exigidas pela IN 1.888.<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o 217, de acordo com Isac, quando as transa\u00e7\u00f5es envolvem NFT associados a im\u00f3veis (ou alugu\u00e9is de im\u00f3veis), a RFB entendeu que as transa\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o n\u00e3o geram o dever de informar estipulado quando da transa\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis propriamente ditos (no caso, a DImob).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ou seja, n\u00e3o houve uma equipara\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es com ativos virtuais \u00e0s opera\u00e7\u00f5es com bens im\u00f3veis a eles associados para fins de presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es ao Fisco.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/394632\/receita-lanca-novas-orientacoes-para-criptomoedas-advogado-comenta\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/394632\/receita-lanca-novas-orientacoes-para-criptomoedas-advogado-comenta<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto cria cadastro integrado de informa\u00e7\u00f5es fiscais sobre alguns produtos no Pa\u00eds<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 32\/23 obriga Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal e munic\u00edpios a adotarem cadastro compartilhado e integrado de informa\u00e7\u00f5es fiscais relativa a:<\/p>\n\n\n\n<p>combust\u00edveis (gasolina, \u00f3leo diesel, GLP, biodiesel, querosene);<\/p>\n\n\n\n<p>energia el\u00e9trica;<\/p>\n\n\n\n<p>comunica\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>cigarros;<\/p>\n\n\n\n<p>medicamentos; e<\/p>\n\n\n\n<p>bebidas industrializadas (alco\u00f3licas ou n\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>No futuro, poder\u00e3o ser agregadas ao cadastro opera\u00e7\u00f5es com outros produtos e servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta tamb\u00e9m cria o Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Impostos Digitais Eletr\u00f4nicos Autom\u00e1tico (Ideia), que permitir\u00e1 a emiss\u00e3o de nota fiscal nacional e de guia unificada de recolhimento de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto institui ainda o Formul\u00e1rio Online de Contribui\u00e7\u00f5es e Impostos Lan\u00e7ados nas Etapas Anteriores (F\u00e1cil), cujo objetivo \u00e9 identificar os cr\u00e9ditos relativos a tributos n\u00e3o cumulativos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS).<\/p>\n\n\n\n<p>Caber\u00e1 a um comit\u00ea gestor composto por representantes da Uni\u00e3o, dos estados e Distrito Federal e dos munic\u00edpios regulamentar os novos instrumentos criados pelo projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Simplifica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O autor do projeto, deputado Julio Lopes (PP-RJ), afirma que o objetivo \u00e9 permitir a simplifica\u00e7\u00e3o gradual do sistema tribut\u00e1rio por meio da digitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUrge que avancemos na dire\u00e7\u00e3o da digitaliza\u00e7\u00e3o e da troca eletr\u00f4nica \u00e1gil de informa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o apenas dos entes tributantes entre si, mas tamb\u00e9m destes para com os contribuintes, a fim de que n\u00e3o tenhamos mais uma d\u00e9cada perdida em termos de inefici\u00eancia no preenchimento de declara\u00e7\u00f5es e no pagamento de tributos\u201d, disse Lopes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta ser\u00e1 analisada nas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ). Depois seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio da C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/975881-projeto-cria-cadastro-integrado-de-informacoes-fiscais-sobre-alguns-produtos-no-pais\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/975881-projeto-cria-cadastro-integrado-de-informacoes-fiscais-sobre-alguns-produtos-no-pais\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Com simplifica\u00e7\u00e3o, reforma tribut\u00e1ria tem potencial para reduzir obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria tem o potencial de simplificar o dia-a-dia do contribuinte e tornar mais transparente o custo tribut\u00e1rio dos produtos e dos servi\u00e7os no Brasil. Para tanto, pontos em torno do objetivo de uniformiza\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio, com a meta de reduzir obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, ainda dependem de defini\u00e7\u00f5es mais firmes durante a tramita\u00e7\u00e3o no Senado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, cada estado e cada munic\u00edpio tem a possibilidade de definir campos de preenchimento e envio de declara\u00e7\u00f5es, notas fiscais e outros documentos&nbsp; que precisam ser emitidos toda vez que as empresas vendem produtos ou prestam servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E uma das mudan\u00e7as mais importantes que a reforma tribut\u00e1ria pode promover no sistema brasileiro \u00e9 justamente reduzir a complexidade que os contribuintes enfrentam na hora de cumprir as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias (isto \u00e9, as in\u00fameras exig\u00eancias que acompanham o pagamento de tributos).<\/p>\n\n\n\n<p>Para se ter ideia da dimens\u00e3o da heterogeneidade nessas obriga\u00e7\u00f5es, em 2018 o Banco Mundial calculou que, apenas para cumprir com as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, as empresas gastam em m\u00e9dia 1.958 horas por ano no Brasil \u2013 o que colocou o pa\u00eds no topo do ranking entre os pa\u00edses mais burocr\u00e1ticos do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, desde a Constitui\u00e7\u00e3o foram aprovadas cerca de 7 milh\u00f5es de normas tribut\u00e1rias, sendo que, atualmente, uma empresa precisaria cumprir, em m\u00e9dia, quase 5 mil regras, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<\/p>\n\n\n\n<p>O esfor\u00e7o para combater esse cen\u00e1rio caminharia em conjunto com a mudan\u00e7a no sistema para o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA). No texto da PEC 45\/2019 aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados em julho, e que agora passou a ser discutido pelo Senado, a simplifica\u00e7\u00e3o do sistema gira em torno dessa altera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reforma, haver\u00e1 a substitui\u00e7\u00e3o de cinco tributos (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) pela Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), que comp\u00f5em o IVA dual, al\u00e9m de um Imposto Seletivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto prev\u00ea, de maneira ainda gen\u00e9rica, que a legisla\u00e7\u00e3o para os novos tributos ser\u00e1 unificada \u2013 isto \u00e9, n\u00e3o haver\u00e1 normas ou exig\u00eancias diferentes a depender do tributo e do local em que o consumo ocorrer. Esse \u00e9 um dos cernes do sucesso da reforma tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que, ao se dedicar a preencher e enviar uma multiplicidade de documentos fiscais \u00e0s autoridades, os contribuintes deixam de priorizar aquilo que para eles \u00e9 mais importante: a produtividade e a capacidade de vender produtos e de prestar servi\u00e7os. Em vez disso, \u00e9 frequentemente necess\u00e1rio investir em equipes (que v\u00e3o da \u00e1rea de contabilidade \u00e0 de tecnologia) para se adequar \u00e0s exig\u00eancias do governo conforme elas mudam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a falta de uniformidade das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias dos estados e dos munic\u00edpios faz com que o contribuinte tenha incertezas sobre quais obriga\u00e7\u00f5es lhe cabem e como elas devem ser cumpridas. As incertezas, por sua vez, levam \u00e0 falta de conformidade, judicializa\u00e7\u00e3o e, ao fim, mau uso do tempo e dos recursos do pr\u00f3prio contribuinte e dos governos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA modifica\u00e7\u00e3o principal para o modelo de IVA dual tende a diminuir a quantidade de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias que hoje precisam ser apresentadas pelos contribuintes e que, rotineiramente, geram casos de contencioso tribut\u00e1rio\u201d, observa o advogado Maur\u00edcio Terciotti, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio TAGD Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Matheus Bueno, s\u00f3cio da banca Bueno Tax Lawyers, tamb\u00e9m atribui esse efeito a diferentes propostas do texto-base da PEC: \u201cA promessa de simplifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 especialmente espelhada pela redu\u00e7\u00e3o de tributos; substitui\u00e7\u00e3o das diferentes regras atuais de n\u00e3o cumulatividade por uma legisla\u00e7\u00e3o uniforme, tirando a multiplicidade de regras; e arrecada\u00e7\u00e3o pelo destino da mercadoria ou servi\u00e7o, eliminando a famosa guerra fiscal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado ainda considera essas mudan\u00e7as ben\u00e9ficas e atrativas para o empreendedorismo, incluindo os pequenos e microempres\u00e1rios, uma vez que facilitam a compreens\u00e3o da carga tribut\u00e1ria da cadeia, de forma a auxiliar na precifica\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, h\u00e1 ainda uma tend\u00eancia de maior seguran\u00e7a jur\u00eddica, pois se espera que, com menos complexidade, haja menos espa\u00e7o para arbitrariedades, menos conflitos entre estados e munic\u00edpios, menor guerra fiscal, entre outras consequ\u00eancias negativas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE ao imprimir maior seguran\u00e7a jur\u00eddica ao investidor, abre-se o mercado local a uma parcela significativa de neg\u00f3cios que at\u00e9 ent\u00e3o eram afugentados pelos altos custos de compliance e lit\u00edgio contencioso\u201d, avalia Bueno.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, para que isso de fato aconte\u00e7a, precisar\u00e1 haver um esfor\u00e7o de uniformiza\u00e7\u00e3o entre os diferentes entes da federa\u00e7\u00e3o, evitando ainda que, ao longo do tempo, surjam novas regras e especificidades que possam somar complexidades ao sistema tribut\u00e1rio. Isso pode ser facilitado pelo que ficar disposto j\u00e1 na PEC \u2013 com indica\u00e7\u00f5es concretas sobre como isso dever\u00e1 acontecer, por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o setor privado deposita na reforma tribut\u00e1ria a expectativa de uma resolu\u00e7\u00e3o mais definitiva para o problema. \u201cMesmo a Lei Complementar 199\/2023, que instituiu o Estatuto de Simplifica\u00e7\u00e3o de Obriga\u00e7\u00f5es Acess\u00f3rias, ainda apresenta complexidades que podem comprometer a desburocratiza\u00e7\u00e3o, como a aloca\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os de um comit\u00ea especializado\u201d, afirma Maria Ang\u00e9lica dos Santos, professora de Direito da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do objetivo de uniformiza\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias \u2013 crucial para a simplifica\u00e7\u00e3o pretendida pela reforma ser observada na pr\u00e1tica&nbsp; \u2013, a PEC 45\/2019 ainda n\u00e3o define como esse processo ser\u00e1 conduzido para integrar os diferentes entes federativos, o que poderia ser aprofundado no Senado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados prev\u00ea, no artigo 156-B, que os estados e munic\u00edpios trabalhar\u00e3o de forma integrada para editar normas sobre o IVA e para uniformizar a interpreta\u00e7\u00e3o dessas normas. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 no trecho e no restante da proposta um direcionamento claro para a unifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias Brasil afora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta chega a prever a cria\u00e7\u00e3o de um Conselho Federativo do IBS, que reunir\u00e1 estados e munic\u00edpios para organizar a execu\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es administrativas e operacionais relacionadas ao novo tributo e deve lidar ainda com a aplica\u00e7\u00e3o uniforme da legisla\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 definido que, ap\u00f3s a PEC, a Lei Complementar dever\u00e1 necessariamente fixar as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias unificadas para o IVA \u2013 o que poderia evitar que, mais tarde, a meta de uniformiza\u00e7\u00e3o seja deixada de lado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o do setor privado \u00e9 que defini\u00e7\u00f5es mais precisas como essa seriam capazes de garantir mais previsibilidade e seguran\u00e7a de que, no novo sistema, os documentos fiscais ter\u00e3o os mesmos campos, prazos e requisitos a serem preenchidos, enviados ou cancelados em qualquer estado ou munic\u00edpio do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sob tal perspectiva, esse detalhe em torno das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias no texto \u00e9 apontado como capaz de representar um dos principais avan\u00e7os da PEC para o ambiente de neg\u00f3cios no Brasil. Ele pode definir, para os contribuintes, como o novo sistema tribut\u00e1rio, ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o completa, vai se apresentar \u2013 se ela vai somente reduzir o n\u00famero de diferentes tributos, mas manter as burocracias, ou se vai ser capaz de afastar o Brasil da lista dos pa\u00edses mais burocr\u00e1ticos para fazer neg\u00f3cios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o completa<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda h\u00e1 um per\u00edodo pela frente antes que os efeitos do IVA dual sejam plenamente observados na redu\u00e7\u00e3o de burocracias. A reforma est\u00e1 prevista para ser implementada gradualmente a partir de 2026, com um per\u00edodo de sete anos de transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 2033, quando ela ser\u00e1 implementada na totalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante esse per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, um dos principais desafios \u00e9 relacionado \u00e0 conviv\u00eancia do sistema antigo e o proposto pela reforma tribut\u00e1ria, com implementa\u00e7\u00e3o progressiva da CBS e do IBS, e a concomitante redu\u00e7\u00e3o gradual dos outros tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o dos novos tributos, haver\u00e1 ainda uma transi\u00e7\u00e3o federativa entre 2029 e 2078. Essa fase tem por intuito corrigir perdas estaduais ou municipais, em decorr\u00eancia da mudan\u00e7a de tributa\u00e7\u00e3o no local da produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHaver\u00e1 necessidade de bastante di\u00e1logo entre Fisco e contribuintes, sobretudo nesse momento de transi\u00e7\u00e3o para um sistema novo. O prazo \u00e9 longo e acreditamos que ser\u00e1 poss\u00edvel fazer as mudan\u00e7as se sustentarem porque ser\u00e3o ben\u00e9ficas para o pa\u00eds\u201d, analisa Terciolli. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/ambiente-negocios-oportunidades\/com-simplificacao-reforma-tributaria-tem-potencial-para-reduzir-obrigacoes-acessorias-04102023\">https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/ambiente-negocios-oportunidades\/com-simplificacao-reforma-tributaria-tem-potencial-para-reduzir-obrigacoes-acessorias-04102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 empresa offshore, como funciona e o que pode mudar na tributa\u00e7\u00e3o dela<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas offshore, abertas comumente em pa\u00edses considerados &#8220;para\u00edsos fiscais&#8221; devem, mesmo assim, prestar contas financeiras e fiscais \u00e0s autoridades brasileiras. Neste sentido, um projeto de lei que tramita em regime de urg\u00eancia no Congresso Nacional prev\u00ea a tributa\u00e7\u00e3o anual de rendimentos de capital aplicado em offshores.<\/p>\n\n\n\n<p>Offshores s\u00e3o empresas abertas fora do Brasil, em pa\u00edses onde o propriet\u00e1rio ou os s\u00f3cios n\u00e3o residem e n\u00e3o t\u00eam naturalidade. Neste caso, as negocia\u00e7\u00f5es s\u00e3o regidas pelas respectivas legisla\u00e7\u00f5es internas, que geralmente incentivam a cria\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de empresas estrangeiras. \u00c9 a\u00ed que entram os &#8220;para\u00edsos fiscais&#8221;, economias onde o regime de tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais favor\u00e1vel e oferece vantagens, como al\u00edquotas menores e at\u00e9 mesmo isen\u00e7\u00e3o de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a Receita Federal, podem ser considerados para\u00edsos fiscais os pa\u00edses que possuem carga tribut\u00e1ria inferior a 20%. Atualmente, 70 pa\u00edses se encaixam nesses par\u00e2metros, como alguns na regi\u00e3o do Caribe (Aruba, Ilhas Cayman e Bahamas) e outros espalhados pelo mundo, como Luxemburgo, Su\u00ed\u00e7a, Irlanda, Singapura, Emirados \u00c1rabes Unidos e L\u00edbano.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, vale destacar que nem toda empresa offshore \u00e9 aberta em um para\u00edso fiscal \u2014 mesmo que essa seja a configura\u00e7\u00e3o mais comum.<\/p>\n\n\n\n<p>No projeto de lei enviado ao Congresso pelo Poder Executivo, o texto prev\u00ea a tributa\u00e7\u00e3o anual de rendimentos de capital aplicado nas offshores progressiva de 0% (ganhos anuais at\u00e9 R$ 6 mil) a 22,5% (ganhos anuais que superarem R$ 50 mil).<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta, de acordo com o Minist\u00e9rio da Fazenda, busca a &#8220;equidade no sistema tribut\u00e1rio nacional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Como funciona uma offshore?<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o de uma empresa offshore funciona de maneira semelhante a uma empresa convencional, mas com particularidades relacionadas \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o local e estrutura legal. \u00c9 por isso que, na hora de abrir uma empresa offshore, \u00e9 importante considerar fatores como estabilidade pol\u00edtica, estrutura legal, reputa\u00e7\u00e3o, vantagens fiscais, prote\u00e7\u00e3o de ativos e confidencialidade antes de tomar a decis\u00e3o pela abertura.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o funcionamento da offshore deve estar em conformidade com as leis e regulamenta\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses onde as atividades comerciais ocorrem.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da conota\u00e7\u00e3o negativa do termo para\u00edso fiscal pela facilidade de us\u00e1-lo para sonega\u00e7\u00e3o fiscal e lavagem de dinheiro, ter uma empresa offshore n\u00e3o \u00e9 crime, desde que ela seja declarada \u00e0 Receita Federal. Ainda, caso os ativos ultrapassem o valor de US$ 100 mil, \u00e9 necess\u00e1rio a declara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ao Banco Central brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/04\/o-que-e-empresa-offshore-como-funciona-e-o-que-pode-mudar-na-tributacao-dela.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/04\/o-que-e-empresa-offshore-como-funciona-e-o-que-pode-mudar-na-tributacao-dela.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3s reuni\u00e3o, Lira e l\u00edderes partid\u00e1rios adiam vota\u00e7\u00e3o do projeto de taxa\u00e7\u00e3o das offshores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu nessa quarta-feira junto com os l\u00edderes partid\u00e1rios adiar a vota\u00e7\u00e3o do projeto de lei de tributa\u00e7\u00e3o dos investimentos offshore (fora do pa\u00eds) e dos fundos exclusivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 data para deliberar sobre a proposta, mas o mais prov\u00e1vel \u00e9 que o texto s\u00f3 seja analisado pelo plen\u00e1rio no dia 24 de outubro, ap\u00f3s Lira retornar de viagem internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo e Lira insistiram que era importante votar o projeto antes da viagem e contou com apoio de alguns partidos, mas a pr\u00f3pria base aliada se dividiu e argumentou que n\u00e3o houve tempo para estudar a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) foi confirmado relator na noite de segunda-feira e entregou seu parecer na noite de ter\u00e7a-feira. A maior parte do conte\u00fado j\u00e1 era, contudo, conhecida, pois foi replicada exatamente como estava nos projetos enviados pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos bastidores, parlamentares afirmaram que n\u00e3o havia motivo para pressa com o projeto e que os motivos para o adiamento eram pol\u00edticos, para aguardar a entrega de compromissos do governo com o pagamento de emendas e nomea\u00e7\u00e3o de cargos.<\/p>\n\n\n\n<p>As pr\u00f3ximas duas semanas devem ser esvaziadas por conta da viagem de Lira com os l\u00edderes j\u00e1 na segunda-feira e do feriado em 12 de outubro, quinta-feira. Na semana seguinte, o projeto das offshores trancar\u00e1 a pauta de plen\u00e1rio e impedir\u00e1 que outros projetos de lei sejam votados. Al\u00e9m disso, o PL e o Novo est\u00e3o em obstru\u00e7\u00e3o, o que tem dificultado o qu\u00f3rum para vota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator aproveitar\u00e1 as pr\u00f3ximas para negociar ajustes no texto com o governo e com o mercado (mas a ideia de extinguir os Juros sobre Capital Pr\u00f3prio foi abortada). A nova vers\u00e3o deve ser apresentada diretamente no plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pedidos da equipe econ\u00f4mica \u00e9 para antecipar parte da arrecada\u00e7\u00e3o com a valoriza\u00e7\u00e3o dos investimentos offshore e dos fundos exclusivos para o ano de 2023. Pelo parecer atual, o pagamento sobre o estoque ocorrer\u00e1 a partir de maio de 2024, com al\u00edquota favorecida de 6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra altera\u00e7\u00e3o em estudo \u00e9 reduzir o n\u00famero de cotistas para que um Fundo de Investimento Imobili\u00e1rio (FII) tenha isen\u00e7\u00e3o de imposto de renda sobre os dividendos distribu\u00eddos. Hoje esse benef\u00edcio \u00e9 garantido para quem possui mais de 50 cotistas, mas o parecer eleva esse n\u00famero a 500. A proposta \u00e9 chegar a um meio termo, de cerca de 300 cotistas, e conceder prazo para adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/04\/lira-convoca-reuniao-para-decidir-se-projeto-sobre-offshore-sera-votado-nesta-quarta-feira-ou-adiado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/04\/lira-convoca-reuniao-para-decidir-se-projeto-sobre-offshore-sera-votado-nesta-quarta-feira-ou-adiado.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relator finaliza audi\u00eancias e reforma tribut\u00e1ria entra em reta final de articula\u00e7\u00e3o no Senado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da reforma tribut\u00e1ria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), finalizou a etapa de audi\u00eancias p\u00fablicas para a mat\u00e9ria na quarta-feira (4). Com isso, a tramita\u00e7\u00e3o entra na reta final, com previs\u00e3o de vota\u00e7\u00e3o no Plen\u00e1rio da Casa ainda em outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 de que Braga apresente seu relat\u00f3rio para a mat\u00e9ria at\u00e9 o dia 20 de outubro. A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) do Senado deve apreciar a mat\u00e9ria na semana seguinte (23 a 27).<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia inicial era de que o texto seria votado na CCJ no dia 4 de outubro, para ir ao Plen\u00e1rio no dia 18. Contudo, Braga acatou novas audi\u00eancias p\u00fablicas no \u00faltimo m\u00eas \u2014 o que atrasou a composi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo apura\u00e7\u00e3o da CNN, n\u00e3o houve, contudo, altera\u00e7\u00e3o na previs\u00e3o \u2014 por parte de Braga ou do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) \u2014 da vota\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria no Plen\u00e1rio ainda em outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste per\u00edodo de audi\u00eancias, o relator da reforma se reuniu com setor de servi\u00e7os, agroneg\u00f3cios, cooperativas, al\u00e9m de estados e munic\u00edpios. Teve ainda audi\u00eancia espec\u00edfica sobre regimes favorecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A CNN mostrou recentemente que senadores apresentaram mais de 300 emendas \u00e0 reforma desde que a mat\u00e9ria chegou \u00e0 Casa. Parte significativa delas pede que setores e atividades tenham isen\u00e7\u00e3o ou al\u00edquota diferenciada de Imposto sobre Valor Agregado (IVA).<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os pedidos de tratamento especial, h\u00e1 emendas para favorecimento de saneamento b\u00e1sico, transporte de carga, internet, insumos veterin\u00e1rios, floriculturas, eventos esportivos, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste per\u00edodo, Braga tamb\u00e9m recebeu relat\u00f3rio elaborado pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) sobre o m\u00e9rito da mat\u00e9ria. Entre outros t\u00f3picos abordados, \u00e9 indicado que \u201cn\u00e3o existem motivos t\u00e9cnicos para a manuten\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas diversas e incentivos para regimes diferenciados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a an\u00e1lise do TCU, isen\u00e7\u00f5es e diferencia\u00e7\u00f5es nos impostos sobre consumo \u201cn\u00e3o s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es efetivas como pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d e s\u00f3 existem at\u00e9 hoje \u201cpela dificuldade pol\u00edtica de se corrigir erros de desenho na implementa\u00e7\u00e3o de IVA mais antigos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal tamb\u00e9m recomenda a revis\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o de produtos da cesta b\u00e1sica. Em sua an\u00e1lise, indica que essa ren\u00fancia fiscal poderia ser utilizada em m\u00e9todos mais eficientes de combate \u00e0 pobreza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-cnn-brasil wp-block-embed-cnn-brasil\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Z4HJFk07eF\"><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/relator-finaliza-audiencias-e-reforma-tributaria-entra-em-reta-final-de-articulacao-no-senado\/\">Relator finaliza audi\u00eancias e reforma tribut\u00e1ria entra em reta final de articula\u00e7\u00e3o no Senado<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Relator finaliza audi\u00eancias e reforma tribut\u00e1ria entra em reta final de articula\u00e7\u00e3o no Senado&#8221; &#8212; CNN Brasil\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/relator-finaliza-audiencias-e-reforma-tributaria-entra-em-reta-final-de-articulacao-no-senado\/embed\/#?secret=ZHxihdBFtj#?secret=Z4HJFk07eF\" data-secret=\"Z4HJFk07eF\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova projeto que autoriza pessoas e empresas a deduzir do IR valores doados \u00e0 causa animal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da C\u00e2mara dos Deputados aprovou proposta que autoriza pessoas f\u00edsicas e empresas a deduzirem do Imposto de Renda (IR) valores doados para a causa animal. Pelo texto, pessoas f\u00edsicas poder\u00e3o deduzir at\u00e9 6% do imposto devido; e empresas, 4%, em conjunto com outras dedu\u00e7\u00f5es j\u00e1 previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta original \u2013 Projeto de Lei 2481\/21, dos deputados Felipe Carreras (PSB-PE) e Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) \u2013 e outras seis que tramitam em conjunto foram aprovadas na forma de um novo texto proposto pelo relator, deputado Marcelo Queiroz (PP-RJ).<\/p>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o aprovada estabelece que, para gerarem dedu\u00e7\u00e3o, as doa\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser feitas a entidades civis sem fins lucrativos de prote\u00e7\u00e3o animal habilitadas por \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO benef\u00edcio fiscal proposto compartilha os limites das demais dedu\u00e7\u00f5es j\u00e1 previstas em lei e, portanto, n\u00e3o aumenta a ren\u00fancia de receita nem cria despesas novas para os cofres p\u00fablicos\u201d, destaca o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Para adequar a proposta \u00e0 da Lei de Responsabilidade Fiscal, o substitutivo determina ainda que o Executivo federal estime o montante da ren\u00fancia fiscal e inclua o valor no projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2014, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) estimou que existem no Brasil cerca de 30 milh\u00f5es de animais abandonados, sendo 20 milh\u00f5es de c\u00e3es e 10 milh\u00f5es de gatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto ser\u00e1 ainda analisado, em car\u00e1ter conclusivo, pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1005040-comissao-aprova-projeto-que-autoriza-pessoas-e-empresas-a-deduzir-do-ir-valores-doados-a-causa-animal\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1005040-comissao-aprova-projeto-que-autoriza-pessoas-e-empresas-a-deduzir-do-ir-valores-doados-a-causa-animal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo deve enviar PL com urg\u00eancia para substituir MP das subven\u00e7\u00f5es de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0s dificuldades para a medida provis\u00f3ria que trata das regras para subven\u00e7\u00f5es de ICMS (MPV 1185\/2023) avan\u00e7ar no Congresso Nacional, o governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) avalia encaminhar um projeto de lei com teor similar para tramitar no parlamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que o texto seja enviado com pedido de regime de urg\u00eancia \u2212 o que provoca trancamento da pauta da casa legislativa em que estiver tramitando ap\u00f3s 45 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>O instrumento j\u00e1 foi usado no envio do projeto de lei que prev\u00ea o fim da dedutibilidade dos Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) da base de c\u00e1lculo de impostos federais. Neste caso, por\u00e9m, a urg\u00eancia foi retirada h\u00e1 um m\u00eas a pedido do pr\u00f3prio governo para viabilizar a vota\u00e7\u00e3o de projeto que tratava do programa de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas Desenrola Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A MPV das subven\u00e7\u00f5es veio com o argumento de regulamentar decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que entendeu que benef\u00edcios fiscais concedidos pelos Estados via ICMS n\u00e3o podem ser deduzidos da base de c\u00e1lculo dos tributos federais \u2212 especificamente o Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o texto gerou a impress\u00e3o no mundo pol\u00edtico, entre empres\u00e1rios e especialistas de que o governo extrapolou o entendimento da Corte e ampliou o escopo da legisla\u00e7\u00e3o \u2212 inclusive revogando dispositivo usado pelo tribunal naquela decis\u00e3o \u2212 com o intuito de ampliar a base de arrecada\u00e7\u00e3o em busca do cumprimento da meta de zerar o d\u00e9ficit prim\u00e1rio em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas consultados pelo InfoMoney, o texto tem potencial de afetar de forma significativa os resultados de empresas de diversos setores da economia, especialmente do varejo e da ind\u00fastria, que j\u00e1 haviam sido atingidos pelo entendimento formado pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>As subven\u00e7\u00f5es na pr\u00e1tica resultaram em isen\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o nos impostos estaduais pagos pelas companhias como forma de estimular a cria\u00e7\u00e3o ou a expans\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es. E tal desconto era usado pelas companhias para reduzir a pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL \u2013 o que passou a gerar questionamentos do atual governo em situa\u00e7\u00f5es em que o benef\u00edcio n\u00e3o era usado exatamente para investimentos, mas custeio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mudan\u00e7a proposta pelo governo, a tributa\u00e7\u00e3o de todas as empresas voltaria ao padr\u00e3o, para que as situa\u00e7\u00f5es sejam avaliadas pela Receita Federal de acordo com as normas estabelecidas. A pr\u00e9via habilita\u00e7\u00e3o por meio do Fisco visa conferir maior controle aos benef\u00edcios por parte do governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para atacar eventual \u201cdesvirtuamento do instituto\u201d, a MPV reconhece \u00e0 pessoa jur\u00eddica tributada pelo lucro real que receber subven\u00e7\u00e3o de qualquer ente federado para implantar ou expandir empreendimento econ\u00f4mico o direito de apurar cr\u00e9dito fiscal \u2013 enquanto esp\u00e9cie de direito credit\u00f3rio concedido a t\u00edtulo de IRPJ e pass\u00edvel de compensa\u00e7\u00e3o ou ressarcimento com outros tributos administrados pela Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto estabelece que, na apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito fiscal, poder\u00e3o ser computadas somente as receitas que estejam relacionadas a implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico e sejam reconhecidas ap\u00f3s a conclus\u00e3o da implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico e o protocolo do pedido de habilita\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o poder\u00e3o ser computadas: 1) as receitas n\u00e3o relacionadas \u00e0s despesas de deprecia\u00e7\u00e3o, amortiza\u00e7\u00e3o ou exaust\u00e3o relativas \u00e0 instala\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico; 2) a parcela das receitas que superar o valor dessas despesas; 3) a parcela das receitas que superar o valor das subven\u00e7\u00f5es concedidas pelo ente federado; 4) as receitas que n\u00e3o tenham sido submetidas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL; (5) as receitas decorrentes de incentivos de IRPJ e do pr\u00f3prio cr\u00e9dito fiscal; e (6) as receitas reconhecidas ap\u00f3s 31 de dezembro de 2028.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa faz parte do conjunto de medidas encaminhadas pelo Minist\u00e9rio da Fazenda para equilibrar as contas p\u00fablicas e \u00e9 vista como uma das mais pol\u00eamicas delas. A equipe econ\u00f4mica estima que seriam necess\u00e1rias receitas adicionais na ordem de R$ 168,5 bilh\u00f5es para que a meta de zerar o d\u00e9ficit fiscal em 2024 seja alcan\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 que o novo projeto de lei seja encaminhado nos pr\u00f3ximos dias, conforme t\u00eam sinalizado representantes do governo nas \u00faltimas semanas, e indique maior disposi\u00e7\u00e3o ao di\u00e1logo por parte do Pal\u00e1cio do Planalto na mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tal encaminhamento evitaria o persistente impasse entre C\u00e2mara dos Deputados e Senado Federal em torno do rito adequado para MPVs. Essa disputa tem prejudicado o andamento de agendas de interesse do governo neste formato, em raz\u00e3o das dificuldades para instala\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es mistas no parlamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, o envio de um projeto de lei de mesmo teor soaria como um aceno ao presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que tem manifestado discord\u00e2ncia com o regime de tramita\u00e7\u00e3o das MPVs por uma leitura de suposta sub-representa\u00e7\u00e3o dos deputados no processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Enviada em 31 de agosto, a medida provis\u00f3ria que trata das subven\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o teve seu colegiado formado, nem relator designado. A mat\u00e9ria est\u00e1 em seu 36\u00ba dia de tramita\u00e7\u00e3o. Vale salientar que medidas provis\u00f3rias entram em vigor no momento da publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (salvo se houver alguma indica\u00e7\u00e3o em sentido diverso no pr\u00f3prio texto) e t\u00eam validade de 120 dias. Caso n\u00e3o sejam votadas neste prazo, elas \u201ccaducam\u201d. No caso das subven\u00e7\u00f5es, as duas casas legislativas t\u00eam at\u00e9 o fim do ano para apreciar as mudan\u00e7as propostas pelo Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como sinal de resist\u00eancia ao texto encaminhado, foram protocoladas 99 emendas por parlamentares com sugest\u00f5es de altera\u00e7\u00e3o na reda\u00e7\u00e3o proposta. Algumas delas j\u00e1 est\u00e3o em negocia\u00e7\u00e3o com a equipe econ\u00f4mica. Nos bastidores, h\u00e1 um entendimento de que a mat\u00e9ria sofrer\u00e1 flexibiliza\u00e7\u00f5es, mas o governo indica indisposi\u00e7\u00e3o em ceder no principal: a possibilidade de abatimento do subs\u00eddio estadual na base de imposto federal apenas em caso de investimento, e n\u00e3o para custeio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo estimativas do Minist\u00e9rio da Fazenda, a medida tem potencial de arrecada\u00e7\u00e3o da ordem de R$ 35,3 bilh\u00f5es em 2024, R$ 32,4 bilh\u00f5es em 2025, R$ 34,1 bilh\u00f5es em 2026 e R$ 36,1 bilh\u00f5es em 2027. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/governo-deve-enviar-pl-com-urgencia-para-substituir-mp-das-subvencoes-de-icms\/\">https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/governo-deve-enviar-pl-com-urgencia-para-substituir-mp-das-subvencoes-de-icms\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Incentivo fiscal via ICMS \u00e9 pr\u00f3xima aposta de Haddad<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Retomada a pauta de vota\u00e7\u00f5es de mat\u00e9rias econ\u00f4micas na C\u00e2mara, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pretende nos pr\u00f3ximos dias concentrar as aten\u00e7\u00f5es numa proposta pol\u00eamica, mas que pode estancar um ponto de sangria das receitas federais e recuperar R$ 35,3 bilh\u00f5es em 2024: a Medida Provis\u00f3ria (MP) 1.185\/2023. Trata do impacto de incentivos fiscais estaduais na base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>Para atenuar uma das frentes de resist\u00eancia \u00e0 proposta, Haddad pretende dialogar com as bancadas no Norte e do Nordeste. Quer explicar que, diferentemente da vers\u00e3o que corre no Congresso, seus Estados n\u00e3o ser\u00e3o prejudicados pela aprova\u00e7\u00e3o da MP.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo contr\u00e1rio, promete Haddad: dados do Minist\u00e9rio da Fazenda mostram que os Estados menos desenvolvidos perdem duplamente com a situa\u00e7\u00e3o atual: pela \u201cguerra fiscal\u201d, frequentemente \u201cvencida\u201d pelas unidades mais ricas da Federa\u00e7\u00e3o, e pela redu\u00e7\u00e3o das cotas do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados (FPE), que \u00e9 formado com parte da arrecada\u00e7\u00e3o do IRPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTenho certeza de que, quando o Congresso tomar conhecimento do que est\u00e1 acontecendo com as receitas tribut\u00e1rias federais e com a guerra fiscal nos Estados, vai compreender o sentido da MP 1.185\u201d, disse Haddad ao Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de n\u00e3o ajudar os Estados menos desenvolvidos, o problema afeta diretamente o ajuste das contas federais, mostram dados do governo. S\u00f3 no ano passado, a Uni\u00e3o perdeu cerca de R$ 50 bilh\u00f5es em arrecada\u00e7\u00e3o, porque empresas abatem da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL os benef\u00edcios concedidos pelos Estados &#8211; inclusive quando o gasto \u00e9 de custeio, coisa que era proibida at\u00e9 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados que a Receita calculou a partir das declara\u00e7\u00f5es das pr\u00f3prias empresas mostram que os abatimentos sa\u00edram de R$ 39,3 bilh\u00f5es em 2017 para R$ 149,1 bilh\u00f5es em 2022. A tend\u00eancia \u00e9 de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda utiliza dados dos pr\u00f3prios Estados para demonstrar que Norte e Nordeste s\u00e3o prejudicados pela situa\u00e7\u00e3o atual. Consultando as Leis de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDOs) de cada um deles, os t\u00e9cnicos chegaram a uma previs\u00e3o total de R$ 98,1 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos presumidos do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) em 2023. A penas dois anos antes, eram R$ 55 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor informado pelos Estados nas LDOs \u00e9 bem inferior ao declarado pelas empresas \u00e0 Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os Estados, os benef\u00edcios mais polpudos est\u00e3o nos Estados mais ricos, mostram as LDOs. Em Santa Catarina, s\u00e3o R$ 15,5 bilh\u00f5es; em S\u00e3o Paulo, R$ 15,2 bilh\u00f5es; Amazonas, R$ 14,2 bilh\u00f5es; Minas Gerais, R$ 12,4 bilh\u00f5es; e Goi\u00e1s, R$ 6,6 bilh\u00f5es. Esses s\u00e3o os que t\u00eam f\u00f4lego para oferecer benef\u00edcios e atrair empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Abatidos da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, esses benef\u00edcios dev em reduzir a arrecada\u00e7\u00e3o em R$ 33,4 bilh\u00f5es, estimou a Receita. Esse valor, calculado conforme cotas do FPE, resulta em preju\u00edzo de R$ 276 milh\u00f5es para Alagoas, R$ 403 milh\u00f5es para Pernambuco e R$ 240 milh\u00f5es para o Amap\u00e1, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das bancadas regionais, a MP enfrenta no Congresso a oposi\u00e7\u00e3o das empresas de capital aberto. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) est\u00e1 contra. Essa entidade congrega 440 empresas que respondem por 88% do valor de mercado da B3 e 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Avalia que a proposta do governo traz uma mudan\u00e7a \u201cbrusca\u201d de modelo, o que traz inseguran\u00e7a \u00e0s empresas e a seus investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A eros\u00e3o da base fiscal federal provocada pelo impacto de subs\u00eddios estaduais come\u00e7ou em 2017, quando foi aprovada a Lei Complementar 160. Ela equiparou subven\u00e7\u00f5es a investimentos com subven\u00e7\u00f5es a custeio, o que est\u00e1 na raiz das perdas de receitas da Uni\u00e3o. Essa equipara\u00e7\u00e3o estava em uma emenda que foi vetada pelo presidente \u00e0 \u00e9poca, Michel Temer. Por\u00e9m, o veto foi derrubado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ambiente estava pesado no Congresso Nacional\u201d, lembrou o ent\u00e3o secret\u00e1rio da Receita Federal, Jorge Rachid, atualmente consultor tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, foram apresentadas duas justificativas ao veto. A primeira \u00e9 que n\u00e3o havia estimativa de impacto or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro da ren\u00fancia fiscal. A segunda era uma ressalva de m\u00e9rito: a equipara\u00e7\u00e3o entre custeio e investimentos traria distor\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e desfiguraria o objetivo original da lei, que era estimular investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa desse veto derrubado, h\u00e1 empresas que hoje fazem duplo abatimento de uma mesma despesa de custeio. \u00c9 um mecanismo que, segundo um t\u00e9cnico do governo, \u201cn\u00e3o tem l\u00f3gica matem\u00e1tica, \u00e9 um neg\u00f3cio bizarro\u201d. Empresas que abateram gastos com custeio foram procuradas pela Receita para corrigir a situa\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 a abertura de processos de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP 1.185\/2023 trata da situa\u00e7\u00e3o futura. Somente as subven\u00e7\u00f5es estaduais para investimentos ser\u00e3o preservadas na esfera federal, mas n\u00e3o na forma de dedu\u00e7\u00e3o. As empresas passar\u00e3o a receber um cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, uma esp\u00e9cie de \u201cvoucher.<\/p>\n\n\n\n<p>Rachid avaliou que o governo est\u00e1 correto em mudar a sistem\u00e1tica. Na sua vis\u00e3o, a resist\u00eancia das empresas pode ser atribu\u00edda ao impacto financeiro. \u201c\u00c9 uma redu\u00e7\u00e3o significativa\u201d, comentou. \u201cSe o governo pesou a m\u00e3o ou n\u00e3o, veremos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ex-secret\u00e1rio de Fazenda de S\u00e3o Paulo e atual economista-chefe da Warren Rena, Felipe Salto avaliou que a medida provis\u00f3ria \u00e9 correta. &#8220;A solu\u00e7\u00e3o da Receita Federal \u00e9 perfeita\u201d, elogiou. \u201cN\u00e3o h\u00e1 o menor cabimento na din\u00e2mica que vigorava at\u00e9 h\u00e1 pouco: ao obter um benef\u00edcio fiscal do ICMS, o valor era abatido do lucro, erodindo o Fisco federal.\u201d Para ele, n\u00e3o h\u00e1 sentido em um governo estadual decidir conceder um incentivo e a Uni\u00e3o pagar uma fatura \u201cpor tabela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO tratamento como cr\u00e9dito fiscal e, como tal, tribut\u00e1vel, \u00e9 a sa\u00edda definitiva para acabar com essa grande confus\u00e3o\u201d, afirmou Salto, ao falar da nova sistem\u00e1tica para investimentos. \u201cAgora, quem estiver realmente investindo e gerando agrega\u00e7\u00e3o de valor efetiva ao pa\u00eds n\u00e3o tem por que se preocupar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o economista Jos\u00e9 Roberto Afonso avaliou que todo o sistema \u00e9 uma jabuticaba. \u201cO Brasil \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds do mundo que d\u00e1 um incentivo e depois tributa o que teria renunciado\u201d, comentou. \u201c\u00c9 a mesma hist\u00f3ria dos Estados, sobretudo do agro, que cobram uma contribui\u00e7\u00e3o sobre guerra fiscal estadual.\u201d Faria muito mais sentido, disse ele, simplesmente diminuir o incentivo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/10\/05\/incentivo-fiscal-via-icms-e-proxima-aposta-de-haddad.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/10\/05\/incentivo-fiscal-via-icms-e-proxima-aposta-de-haddad.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Judici\u00e1rio pode desacelerar pautas sobre o STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O poss\u00edvel distensionamento entre Congresso e Judici\u00e1rio tende a desacelerar a tramita\u00e7\u00e3o, no Legislativo, de propostas que visem alterar as prerrogativas e o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), disseram ao Valor integrantes da c\u00fapula do Parlamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa quinta-feira (5), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e l\u00edderes partid\u00e1rios decidiram que a Casa concentrar\u00e1 esfor\u00e7os neste m\u00eas no andamento da reforma tribut\u00e1ria e em temas econ\u00f4micos. As quest\u00f5es relacionadas ao Supremo correr\u00e3o em paralelo, e dever\u00e3o ser apreciadas somente a partir de novembro. A decis\u00e3o teve apoio at\u00e9 mesmo de oposicionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Senadores aprovaram na quarta-feira, em vota\u00e7\u00e3o rel\u00e2mpago na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), uma proposta para limitar decis\u00f5es monocr\u00e1ticas e pedidos de vista na Corte. O texto ainda precisar\u00e1 passar pelo plen\u00e1rio do Senado, o que n\u00e3o tem previs\u00e3o de ocorrer. H\u00e1, ainda, pelo menos duas propostas de emenda constitucional (PECs) que tratam da fixa\u00e7\u00e3o de mandatos dos ministros do STF tramitando na CCJ, mas elas tamb\u00e9m dever\u00e3o ser alvo de debates antes de serem deliberadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVamos submeter ao col\u00e9gio de l\u00edderes. Pode haver diverg\u00eancias, como ao prazo de pedido de vista, por exemplo, mas \u00e9 uma discuss\u00e3o que vamos submeter ao col\u00e9gio de l\u00edderes e, na sequ\u00eancia, ao plen\u00e1rio\u201d, disse Pacheco sobre a proposta que trata das decis\u00f5es monocr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que n\u00f3s n\u00e3o podemos fazer \u00e9 atropelar procedimentos, deixar de ouvir a sociedade civil, deixar de ouvir os demais Poderes e isso n\u00f3s jamais faremos. H\u00e1 uma demonstra\u00e7\u00e3o muito clara de minha parte, como presidente do Senado, da forma cautelosa como trato todos os temas\u201d, afirmou, em outro momento.<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do R\u00eago (MDB-PB), seguiu a mesma linha. \u201c\u00c9 tudo ainda embrion\u00e1rio. Vamos fazer as discuss\u00f5es. \u00c9 um processo que exige um bom debate, um amadurecimento, sem a\u00e7odamentos\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos dias, a oposi\u00e7\u00e3o sinalizou que pode abrir m\u00e3o de alguns pontos do texto para deix\u00e1-lo mais palat\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste at\u00e9 algo pacificado no aspecto do pedido de vista. Talvez isso at\u00e9 possa sair da PEC porque o pr\u00f3prio STF j\u00e1 normatizou com rela\u00e7\u00e3o a isso\u201d, disse o senador Eduardo Gir\u00e3o (Novo-CE), em refer\u00eancia a uma resolu\u00e7\u00e3o do Supremo que trata do assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com pessoas pr\u00f3ximas ao presidente do Senado, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o acelerar a tramita\u00e7\u00e3o, mas tampouco segurar as mat\u00e9rias completamente. Nesse meio tempo, h\u00e1 a expectativa de que o di\u00e1logo com os ministros do STF se intensifique em busca de um entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Pacheco e outros senadores ficaram satisfeitos com gestos recentes do presidente do STF, Lu\u00eds Roberto Barroso. Ele reconheceu que o Legislativo tem autonomia para realizar suas delibera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles n\u00e3o gostaram, no entanto, das cr\u00edticas do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Senado de avan\u00e7ar com a discuss\u00e3o de estabelecer mandatos para os ministros da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>O l\u00edder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), defendeu que as propostas sejam apreciadas com calma, buscando o equil\u00edbrio entre os Poderes. O parlamentar, no entanto, reconheceu que decis\u00f5es recentes do STF geraram insatisfa\u00e7\u00e3o entre os colegas e que isso ficou claro na aprova\u00e7\u00e3o rel\u00e2mpago da PEC que limita decis\u00f5es monocr\u00e1ticas de ministros do Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na C\u00e2mara, deputados consideram remotas as chances de avan\u00e7o da PEC que permite que o Legislativo suste, em vota\u00e7\u00e3o com maioria qualificada, decis\u00e3o do STF transitada em julgado que extrapole os limites constitucionais. Protocolado na semana passada, o projeto ainda n\u00e3o foi encaminhado \u00e0 CCJ pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Al\u00e9m disso, o deputado Rui Falc\u00e3o (PT-SP), presidente da CCJ da C\u00e2mara, j\u00e1 demonstrou pouco entusiasmo com a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento do Congresso tem sido alvo de cr\u00edticas no Judici\u00e1rio. O ministro aposentado do STF Celso de Mello, por exemplo, considera um \u201cgrave retrocesso hist\u00f3rico\u201d a PEC que pretende modificar as regras internas da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao Valor, ele afirmou que a possibilidade de o Legislativo rever decis\u00f5es do Supremo \u201creproduz um esp\u00edrito autocr\u00e1tico\u201d e \u201csubverte o dogma da separa\u00e7\u00e3o de poderes\u201d. \u201cEssa proposta, caso venha a ser promulgada, claramente transgredir\u00e1 um dos limites materiais expl\u00edcitos &#8211; a separa\u00e7\u00e3o de poderes &#8211; que o poder constituinte origin\u00e1rio estabeleceu no cat\u00e1logo dos temas protegidos por cl\u00e1usula p\u00e9trea\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/06\/alivio-na-tensao-pode-desacelerar-pautas-sobre-o-stf.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/06\/alivio-na-tensao-pode-desacelerar-pautas-sobre-o-stf.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: Imposto seletivo sobre bebidas alco\u00f3licas<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 06\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1lcool \u00e9 \u00e1lcool. Esta afirma\u00e7\u00e3o parece um tanto quanto \u00f3bvia. Vale dizer, se determinado cidad\u00e3o deve ser desincentivado a beber \u00e1lcool por fazer mal \u00e0 sa\u00fade a depender de quanto e como consumir, \u00e9 fato que \u00e9 absolutamente irrelevante a origem do \u00e1lcool, alcan\u00e7ando qualquer bebida alco\u00f3lica igualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Se determinado cidad\u00e3o ingere 14 gramas de \u00e1lcool, esta dosagem afetar\u00e1 igualmente a concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool no sangue independentemente se o \u00e1lcool decorre da ingest\u00e3o de cerveja, vinho ou whisky.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isto, a introdu\u00e7\u00e3o do imposto seletivo, ao ser regulado por lei complementar ap\u00f3s prov\u00e1vel aprova\u00e7\u00e3o da PEC 45, deve prever al\u00edquota absolutamente igual para todos os tipos de bebidas alco\u00f3licas.<\/p>\n\n\n\n<p>E a raz\u00e3o \u00e9 muito simples: uma lata de cerveja de 350 ml com 5% de teor alco\u00f3lico, uma ta\u00e7a de vinho com 150 ml a 12%, ou uma dose de whisky de 40 ml com 40% de teor alco\u00f3lico possuem exatamente a mesma quantidade de \u00e1lcool, qual seja, 14 gramas.<\/p>\n\n\n\n<p>Se 3 motoristas em condi\u00e7\u00f5es e com caracter\u00edsticas equivalentes beberem, respectivamente, uma lata de cerveja, uma ta\u00e7a de vinho ou uma dose de whisky e fizerem o teste do baf\u00f4metro, o teor alco\u00f3lico de todos eles ser\u00e1 exatamente igual. \u00c9 s\u00f3 fazer o teste e confirmar.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso ocorre porque, embora as concentra\u00e7\u00f5es de \u00e1lcool sejam diferentes na mesma litragem das bebidas, o \u00e1lcool presente nas suas doses simplesmente se equivalem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m confiaria o seu filho a algum motorista que bebeu uma lata de cerveja, uma ta\u00e7a de vinho ou uma dose de whisky. Todos eles sofrem o mesmo impacto desta ingest\u00e3o equivalente de \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p>A apar\u00eancia de que uma bebida \u00e9 mais fraca do que outra \u00e9 um ledo engano, eis que a dose de todas elas \u00e9 propositadamente calibrada para esta mesma quantidade de \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma distor\u00e7\u00e3o que ocorre hoje na legisla\u00e7\u00e3o do imposto sobre produtos industrializados (IPI) ao fazer esta equivocada distin\u00e7\u00e3o. O imposto seletivo deve atentar para este detalhe e caminhar, como nos demais aspectos da reforma tribut\u00e1ria, para um sistema moderno, mais justo e \u00e0 frente do seu tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>O equ\u00edvoco extrapola os limites da tributa\u00e7\u00e3o. Bebidas reputadas equivocadamente mais fracas podem fazer propaganda nas TVs em hor\u00e1rios mais cedo, quando crian\u00e7as ainda est\u00e3o acordadas, ao passo que propagandas de bebidas reputadas de mais fortes, t\u00eam uma restri\u00e7\u00e3o mais severa.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre algu\u00e9m que bebeu 2 latas de cerveja e outro algu\u00e9m que bebeu 1 dose de whisky, quem bebeu a cerveja ingeriu o dobro de \u00e1lcool puro.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se tributa a cevada, a uva ou malte, mas o \u00e1lcool que integra todas estas bebidas. \u00c9 por tal raz\u00e3o que n\u00e3o faz sentido que um imposto que pretende desincentivar o consumo de \u00e1lcool tenha diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao tipo de bebida que o carrega. Afinal de contas, \u00e1lcool \u00e9 \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p>A corre\u00e7\u00e3o deste rumo \u00e9 medida que se imp\u00f5e diante de uma sistema jur\u00eddico que deve evoluir com a mesma velocidade que a sociedade se transforma e que injusti\u00e7as fiscais s\u00e3o identificadas e superadas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2023\/10\/reforma-tributaria-imposto-seletivo-sobre-bebidas-alcoolicas.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2023\/10\/reforma-tributaria-imposto-seletivo-sobre-bebidas-alcoolicas.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saiba tudo sobre a nova regulamenta\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de transfer\u00eancia da Receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o na \u00faltima semana a Instru\u00e7\u00e3o Normativa 2.161\/23, que regulamenta as novas regras de pre\u00e7o de transfer\u00eancia no Brasil. A norma detalha o que foi trazido pela Lei 14.596\/23, que define as diretrizes para o c\u00e1lculo dos tributos incidentes sobre opera\u00e7\u00f5es internacionais entre empresas ligadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as novidades trazidas pela instru\u00e7\u00e3o normativa (IN) est\u00e3o a simplifica\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias ligadas ao pre\u00e7o de transfer\u00eancia, exemplos que podem servir de base para os contribuintes e a amplia\u00e7\u00e3o do prazo para a op\u00e7\u00e3o antecipada pelas novas regras. Agora, as empresas interessadas t\u00eam at\u00e9 31 de dezembro para declarar que pretendem utilizar as novas diretrizes ainda em 2023. Para as demais, o novo pre\u00e7o de transfer\u00eancia \u00e9 obrigat\u00f3rio a partir de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Novas regras est\u00e3o de acordo com a OCDE<\/p>\n\n\n\n<p>A IN 2.161 foi editada ap\u00f3s consulta p\u00fablica aberta pela Receita Federal, na qual foram recebidas contribui\u00e7\u00f5es de setores impactados pelas mudan\u00e7as. O tema \u00e9 relevante principalmente para multinacionais, que est\u00e3o sujeitas aos pre\u00e7os de transfer\u00eancia como forma de controle, por parte do Poder P\u00fablico, contra manipula\u00e7\u00f5es na base de c\u00e1lculo dos tributos incidentes em opera\u00e7\u00f5es entre empresas ligadas. O mecanismo evita, por exemplo, o envio de lucros de forma disfar\u00e7ada a pa\u00edses com tributa\u00e7\u00e3o favorecida e a eros\u00e3o das bases tribut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o sobre pre\u00e7o de transfer\u00eancia utiliza como base o princ\u00edpio arm\u2019s length, aplicado pelos pa\u00edses da OCDE. Este modelo prev\u00ea, para o c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL devidos em caso de opera\u00e7\u00f5es ligadas, que as empresas observem os valores que seriam utilizados em opera\u00e7\u00f5es semelhantes envolvendo companhias independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A editora do JOTA PRO Tributos, B\u00e1rbara Mengardo, preparou um relat\u00f3rio especial sobre o assunto. Escrit\u00f3rios de advocacia e empresas assinantes da solu\u00e7\u00e3o corporativa do JOTA receberam com exclusividade o material na \u00faltima semana.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/saiba-tudo-sobre-a-nova-regulamentacao-do-preco-de-transferencia-da-receita-06102023\"> https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/saiba-tudo-sobre-a-nova-regulamentacao-do-preco-de-transferencia-da-receita-06102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Intelig\u00eancia artificial poder\u00e1 ter regras para o tratamento de dados pessoais<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 07\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Autoridade Nacional de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (ANPD), que fiscaliza o cumprimento da Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais (LGPD), abriu consulta \u00e0 sociedade para a cria\u00e7\u00e3o de um &#8220;sandbox regulat\u00f3rio&#8221; para testar tecnologias associadas \u00e0 intelig\u00eancia artificial (IA). O objetivo final, segundo o \u00f3rg\u00e3o, \u00e9 compreender as perspectivas de todos que poder\u00e3o ser afetados pela regulamenta\u00e7\u00e3o futura em mat\u00e9ria de IA e prote\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>A popula\u00e7\u00e3o e empresas, privadas ou p\u00fablicas, nacionais ou estrangeiras, podem opinar sobre a estrutura\u00e7\u00e3o do sandbox regulat\u00f3rio at\u00e9 o dia 1\u00ba de novembro, por meio da Plataforma Participa + Brasil. &#8220;O termo caixa de areia (tradu\u00e7\u00e3o da palavra sandbox) \u00e9 interessante, pois as crian\u00e7as brincam sob a supervis\u00e3o atenta de adultos, e no sandbox, as inova\u00e7\u00f5es s\u00e3o testadas com a supervis\u00e3o das autoridades reguladoras&#8221;, afirma Rony Vainzof, s\u00f3cio do VLK Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Vainzof, a principal ideia por tr\u00e1s do sandbox \u00e9 permitir que as autoridades reguladoras observem como as inova\u00e7\u00f5es se comportam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s normas existentes, de maneira cuidadosa e em um ambiente de confian\u00e7a m\u00fatua entre os reguladores e empresas, buscando melhorar e adaptar as leis e regulamentos existentes com base no que \u00e9 aprendido durante o processo.<\/p>\n\n\n\n<p>San\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Na Uni\u00e3o Europeia, de acordo com o Regulamento Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais (GDPR), autoridades t\u00eam fiscalizado e aplicado san\u00e7\u00f5es em virtude do uso de sistemas de IA envolvendo dados pessoais de forma il\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo um levantamento feito por Vainzof, uma empresa de tecnologia foi multada em \u00a3 7.552.800 pela Information Commissioner&#8217;s Office, do Reino Unido, por usar imagens de pessoas coletadas da web para criar base de dados global que poderia ser usada para reconhecimento facial. Na It\u00e1lia, a autoridade de prote\u00e7\u00e3o de dados multou empresa de delivery em \u20ac 2.600.000 por viola\u00e7\u00f5es de privacidade relacionadas ao uso de algoritmos para gerenciar seus entregadores.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na Hungria, um banco foi multado em cerca de \u20ac 653.000, por gravar e analisar por IA as chamadas de atendimento ao cliente, classificando-os com base em sua probabilidade de insatisfa\u00e7\u00e3o, sem pedir autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguran\u00e7a jur\u00eddica e \u00e9tica<\/p>\n\n\n\n<p>Para Henrique Fabretti, s\u00f3cio do Opice Blum Advogados Associados, como ainda n\u00e3o temos uma regula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre IA, \u00e9 importante dar seguran\u00e7a jur\u00eddica para promover a inova\u00e7\u00e3o. &#8220;A proposta de cria\u00e7\u00e3o de um sandbox regulat\u00f3rio pela ANPD, ainda que com um vi\u00e9s nas ferramentas quem envolvem uso de dados pessoais, \u00e9 um passo importante nessa dire\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Fabretti, a execu\u00e7\u00e3o deste programa, na pr\u00e1tica, vai permitir que o regulador aprenda como lidar com essas tecnologias e, assim, possa apresentar orienta\u00e7\u00f5es e novas regula\u00e7\u00f5es de forma mais eficaz, sem coibir novos neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Marcelo C\u00e1rgano, especialista em direito digital do escrit\u00f3rio Abe Advogados, lembra que a IA pode oferecer in\u00fameros benef\u00edcios \u00e0 humanidade, como ganhos de produtividade com a automa\u00e7\u00e3o de tarefas e maior efici\u00eancia em diagn\u00f3sticos m\u00e9dicos, mas, ao mesmo tempo, pode perpetuar divis\u00f5es e desigualdades sociais, resultar na coleta massiva de dados pessoais e na viola\u00e7\u00e3o da privacidade das pessoas, e gerar desemprego em massa. &#8220;O resultado final depender\u00e1 da abordagem regulat\u00f3ria que adotarmos agora, da\u00ed a import\u00e2ncia desta iniciativa da ANPD&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de custos<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Vainzof, a ANPD planeja incluir no escopo de seu sandbox tecnologias impulsionadas por aprendizado de m\u00e1quina, incluindo aquelas relacionadas \u00e0 IA generativa. Dessa forma, para empreendedores nessas \u00e1reas, que costumam demandar muitos recursos, a cria\u00e7\u00e3o de um sandbox regulat\u00f3rio pode resultar em um significante impacto financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pode resultar em redu\u00e7\u00e3o de custos de entrada em mercados, ao permitir que empresas fa\u00e7am a testagem de viabilidade de novos modelos de neg\u00f3cios na plataforma&#8221;, diz Vainzof. &#8220;As empresas participantes poder\u00e3o ainda diminuir os riscos legais no tratamento de dados pessoais, que tamb\u00e9m podem levar a custos&#8221;, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiras sugest\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas j\u00e1 come\u00e7aram a receber demandas relacionadas \u00e0 consulta aberta pela ANPD. &#8220;Estamos trabalhando para entidades representativas de alguns setores, ainda reunindo os principais pontos de melhoria&#8221;, afirma Vainzof. &#8220;\u00c9 o Direito, mais uma vez, impulsionando a inova\u00e7\u00e3o, que \u00e9 algo que acreditamos e defendemos profundamente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/07\/inteligencia-artificial-podera-ter-regras-para-o-tratamento-de-dados-pessoais.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/07\/inteligencia-artificial-podera-ter-regras-para-o-tratamento-de-dados-pessoais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita pode condicionar an\u00e1lise de compensa\u00e7\u00e3o \u00e0 transmiss\u00e3o da escritura\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que n\u00e3o h\u00e1 impeditivo \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o, disciplinada pela Lei 9430\/1996, por ato normativo da Receita Federal. Assim, n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade no condicionamento de recebimento de pedidos de restitui\u00e7\u00e3o e declara\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o \u00e0 transmiss\u00e3o da Escritura\u00e7\u00e3o Fiscal Cont\u00e1bil (ECF) estabelecido pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) 1.765\/2017, da Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos (AREsp 2.217.732\/RJ e AREsp 2.156.015\/SC) envolvem pedido de compensa\u00e7\u00e3o de saldo negativo de IRPJ e CSLL. A discuss\u00e3o gira em torno da legalidade da restri\u00e7\u00e3o imposta pela IN 1.765, segundo a qual o fisco s\u00f3 poderia processar pedidos de restitui\u00e7\u00e3o e declara\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o mediante pr\u00e9via entrega da ECF. Para os contribuintes, os requisitos para an\u00e1lise do pedido de compensa\u00e7\u00e3o decorrem da lei, e n\u00e3o poderiam ser estabelecidos por instru\u00e7\u00e3o normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O AREsp 2.217.732\/RJ teve decis\u00e3o a favor do contribuinte no tribunal de origem, enquanto o AREsp 2.156.015\/SC teve decis\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 empresa. Os ministros deram provimento ao recurso da Fazenda no primeiro caso e negaram provimento ao recurso do contribuinte no segundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma seguiu a jurisprud\u00eancia do STJ sobre o tema, expressa em precedentes como o REsp 1.309.265\/RS. Conforme o julgado, de relatoria do ministro Mauro Campbell, \u201cn\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o, por meio de ato normativo da Receita Federal do Brasil, do exerc\u00edcio do direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 forma e procedimento, desde que respeitados os par\u00e2metros previstos no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no AgInt e no REsp 1.991.053\/SP, o relator, ministro Gurgel de Faria, aplica ao caso a S\u00famula 83 do STJ, que prev\u00ea que n\u00e3o se conhece do recurso especial pela diverg\u00eancia quando a orienta\u00e7\u00e3o da Corte se firmou no mesmo sentido da decis\u00e3o recorrida. No caso concreto, o tribunal de origem havia conclu\u00eddo pela aus\u00eancia de ilegalidade na exig\u00eancia da ECF para processamento da declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/receita-pode-condicionar-analise-de-compensacao-a-transmissao-da-escrituracao-fiscal-08102023\"> https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/receita-pode-condicionar-analise-de-compensacao-a-transmissao-da-escrituracao-fiscal-08102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 226, de 02 de outubro de 2023<\/strong><br>Data: 09\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Trata de Normas Gerais de Direito Tribut\u00e1rio, dispondo que na apura\u00e7\u00e3o, cumulativa ou n\u00e3o cumulativa, da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins, o benefici\u00e1rio da desonera\u00e7\u00e3o fiscal do Perse, prevista no art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 14.148, de 2021, deve segregar em duas categorias distintas as receitas e os resultados por ele auferidos, conforme tais valores sejam abrangidos ou n\u00e3o pelo referido benef\u00edcio. Somente sobre as receitas e resultados vinculados ao setor de eventos \u00e9 aplicado o benef\u00edcio fiscal, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio fiscal do Perse, previsto no art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 14.148, de 2021, pode ser usufru\u00eddo pela pessoa jur\u00eddica que, entre outros requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, exer\u00e7a as atividades consideradas integrantes do setor de eventos para efeitos do referido Programa, enquadradas nos c\u00f3digos da CNAE previstos nas Portarias expedidas pelo Minist\u00e9rio da Economia e no art. 4\u00ba da citada Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente de ser principal ou secund\u00e1rio o CNAE, atendido o crit\u00e9rio temporal e demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, as receitas e resultados objetos da desonera\u00e7\u00e3o fiscal prevista no art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 14.148, de 2021, s\u00e3o aqueles tidos como consequ\u00eancias ou frutos das atividades da pessoa jur\u00eddica vinculadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba 14.148, de 2021, devendo haver segrega\u00e7\u00e3o das referidas receitas e resultados para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas a zero.<\/p>\n\n\n\n<p>As express\u00f5es \u201cresultado auferido\u201d ou \u201creceitas e\/ou resultados\u201d, utilizadas, respectivamente, na Lei n\u00ba 14.148, de 2021, e na Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.114, de 2022, referem-se, genericamente, \u00e0s bases de c\u00e1lculo do IRPJ, da CSLL, da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins sujeitas \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 0% (zero por cento), na hip\u00f3tese de pessoa jur\u00eddica beneficiada pela desonera\u00e7\u00e3o fiscal do Perse, prevista no art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 14.148, de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito do Sped, a presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre a frui\u00e7\u00e3o do referido benef\u00edcio fiscal dever\u00e1 ser feita mediante preenchimento de campos espec\u00edficos da ECF e da EFD-Contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1\u00ba de abril de 2023 \u00e9 vedada a apropria\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos da n\u00e3o cumulatividade da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins vinculados a receitas decorrentes de atividades sujeitas ao benef\u00edcio fiscal de al\u00edquota zero previsto no art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 14.148, de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota a zero, previsto no art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 14.148, de 2021, inclui tanto a al\u00edquota regular do IRPJ, quanto a al\u00edquota do adicional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-226-de-2-de-outubro-de-2023-515394571\">https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-226-de-2-de-outubro-de-2023-515394571<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais de 460 mil normas tribut\u00e1rias foram editadas desde a Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) revelou que existem 466 mil normas relacionadas a quest\u00f5es tribut\u00e1rias desde a cria\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (CF). Destas, 38.540 est\u00e3o em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de um documento que re\u00fana todas as regras referentes a um tributo espec\u00edfico torna a gest\u00e3o tribut\u00e1ria um desafio extremamente complexo para os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, o IBPT estimou que as empresas no Brasil gastavam R$ 181 bilh\u00f5es por ano apenas para acompanhar as mudan\u00e7as constantes na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Isso inclui a manuten\u00e7\u00e3o de equipes de pessoal, sistemas de computador e equipamentos necess\u00e1rios para estar em conformidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que a maioria das empresas n\u00e3o opera em todos os estados do pa\u00eds, o instituto estima que, em m\u00e9dia, cada empresa \u00e9 obrigada a cumprir cerca de 4.869 normas tribut\u00e1rias diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs normas s\u00e3o produzidas em um ritmo acelerado, sem se preocupar com as melhores pr\u00e1ticas e sem an\u00e1lise de impacto regulat\u00f3rio. No Brasil, costuma-se introduzir a norma e os contribuintes se ajustarem a ela. Temos normas de m\u00e1 qualidade, superprodu\u00e7\u00e3o legislativa e baixa governan\u00e7a entre os \u00f3rg\u00e3os de elabora\u00e7\u00e3o, aplica\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o das normas\u201d, afirma o advogado e pesquisador na FGV-SP e no Insper, Breno Vasconcelos, em entrevista ao Conjur.<\/p>\n\n\n\n<p>Relat\u00f3rios do Insper e do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) destacam que o contencioso administrativo e judicial no Brasil, relacionado a quest\u00f5es tribut\u00e1rias, equivale a 75% do Produto Interno Bruto (PIB), com base em dados de 2019. Isso representa um montante de R$ 5,4 trilh\u00f5es, dos quais R$ 4 trilh\u00f5es (74% do total) est\u00e3o envolvidos em lit\u00edgios nos tribunais federais, estaduais e municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparado a outros pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) no ranking Doing Business de 2019, o Brasil se destaca negativamente. Enquanto a m\u00e9dia de tempo gasto para preparar os impostos na OCDE \u00e9 de 164 horas, no Brasil esse n\u00famero \u00e9 de 1.500 horas. Em 2021, o Brasil foi o \u00fanico pa\u00eds com uma popula\u00e7\u00e3o acima de 100 milh\u00f5es de habitantes a relatar \u00e0 OCDE a aus\u00eancia de iniciativas de coopera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, sendo uma exce\u00e7\u00e3o entre os oito pa\u00edses analisados. Apenas 61% dos pa\u00edses pesquisados t\u00eam pol\u00edticas e\/ou programas de coopera\u00e7\u00e3o entre o fisco e grandes contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra medida da complexidade tribut\u00e1ria brasileira \u00e9 evidenciada pelo \u00edndice Tax Complexity, desenvolvido por universidades alem\u00e3s em 2016. Neste \u00edndice, o Brasil ocupou a 66\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre 100 pa\u00edses na categoria &#8220;orienta\u00e7\u00e3o&#8221; pela administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Quando se trata do quesito de declara\u00e7\u00e3o e pagamento de impostos, o Brasil se classifica como o pior da lista.<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo discutida no Congresso Nacional. A Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 45\/19, aprovada por ampla maioria na C\u00e2mara dos Deputados e atualmente em an\u00e1lise no Senado, busca uma transforma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica na forma de arrecada\u00e7\u00e3o de impostos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de Reforma Tribut\u00e1ria, apoiada tanto pelo governo quanto pela oposi\u00e7\u00e3o e pela maioria dos empres\u00e1rios, visa simplificar os impostos sobre a produ\u00e7\u00e3o e o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/61773\/constituicao-mais-de-460-mil-normas-foram-editadas-em-35-anos\/\">https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/61773\/constituicao-mais-de-460-mil-normas-foram-editadas-em-35-anos\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma impacta opera\u00e7\u00f5es de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Opera\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es (M&amp;A, no jarg\u00e3o do mercado) passaram a levar em considera\u00e7\u00e3o mudan\u00e7as previstas pela reforma tribut\u00e1ria, em discuss\u00e3o no Senado. Algumas quest\u00f5es est\u00e3o sendo colocadas nas mesas de negocia\u00e7\u00e3o, especialmente para a defini\u00e7\u00e3o do valor de mercado (valuation) das empresas-alvo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, por afetarem proje\u00e7\u00f5es de resultados financeiros e a pr\u00f3pria precifica\u00e7\u00e3o, alguns pontos devem ser avaliados nas transa\u00e7\u00f5es: a carga tribut\u00e1ria do setor depois de aprovada a reforma, a forma de compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos acumulados de ICMS e PIS e Cofins, al\u00e9m da extin\u00e7\u00e3o at\u00e9 2032 de benef\u00edcios fiscais atrelados a impostos que ser\u00e3o substitu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma promete mudan\u00e7as profundas no sistema tribut\u00e1rio, com perspectiva de melhora no ambiente de neg\u00f3cios. Mas \u00e9 um momento de muita incerteza, o que exige cautela adicional nos contratos para antecipar problemas ainda n\u00e3o vivenciados\u201d, afirma a advogada Adriana Stamato, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Trench Rossi Watanabe.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprovada na C\u00e2mara e agora em debate no Senado, a reforma tribut\u00e1ria altera substancialmente o sistema de pagamento de impostos sobre bens e servi\u00e7os. Extingue cinco tributos: PIS e Cofins, IPI, ICMS e ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos ser\u00e3o substitu\u00eddos por tr\u00eas novos: a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e o Imposto Seletivo. O governo projeta al\u00edquota da CBS e do IBS somados entre 25,45% e 27%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar da estimativa, ainda n\u00e3o se sabe qual ser\u00e1 a al\u00edquota, que \u00e9 um elemento fundamental de qualquer plano de neg\u00f3cios\u201d, diz o advogado Hermano Barbosa, s\u00f3cio do BMA.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da reforma tribut\u00e1ria, senador Eduardo Braga (MDB-AM), adiou a apresenta\u00e7\u00e3o de seu parecer. Passou do dia 4 para 20 deste m\u00eas. A expectativa do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), \u00e9 que a proposta de emenda constitucional (PEC 45) seja votada em plen\u00e1rio no fim do m\u00eas ou in\u00edcio de novembro<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de cr\u00e9dito fiscal, considerado ativo da empresa e usado atualmente para quitar tributos, n\u00e3o haveria no texto aprovado pela C\u00e2mara uma forma clara de compensa\u00e7\u00e3o ou monetiza\u00e7\u00e3o dos saldos credores ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do PIS\/Cofins, IPI, ICMS e ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, afirmam advogados, \u00e9 comum que uma companhia que compra outra pague esses cr\u00e9ditos fiscais conforme consiga compens\u00e1-los. A quest\u00e3o, acrescentam, \u00e9 que ainda n\u00e3o se sabe como esses pagamentos ser\u00e3o tratados depois da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Maur\u00edcio Pacheco, s\u00f3cio da \u00e1rea transacional do Trench Rossi Watanabe, o sinal vermelho se acende para empresas que ter\u00e3o estoque de cr\u00e9ditos ap\u00f3s o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. \u201cO comprador n\u00e3o vai querer comprar algo que n\u00e3o sabe se poder\u00e1 usar\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Um cen\u00e1rio poss\u00edvel, afirma o advogado, \u00e9 o vendedor tentar prever em contrato a obriga\u00e7\u00e3o de o comprador mover a\u00e7\u00e3o judicial para usar cr\u00e9ditos de ICMS homologados, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno Marques Santo e Milton Schivitaro, do Finocchio &amp; Ustra, observam a reforma tribut\u00e1ria como mais um elemento para as negocia\u00e7\u00f5es, ao lado de proje\u00e7\u00f5es financeiras e de atingimento de metas comerciais. \u201cIsso deve entrar nas negocia\u00e7\u00f5es conforme a proposta avance no Legislativo e se torne mais tang\u00edvel\u201d, afirma Schivitaro.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com eles, diante das atuais incertezas, pode ser estrat\u00e9gico nas transa\u00e7\u00f5es negociar cl\u00e1usulas contratuais de pre\u00e7os contingentes atrelados \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, ou aos impactos financeiros efetivos posteriores \u00e0s mudan\u00e7as tribut\u00e1rias para a adquirida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel, por exemplo, fechar um pre\u00e7o e, passada a reforma, pagar um valor adicional caso seja empresa de um setor para quem as mudan\u00e7as sejam positivas\u201d, diz Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Paulo Duarte, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Stocche Forbes, a simplifica\u00e7\u00e3o prometida com a aprova\u00e7\u00e3o da reforma pode impactar vendas de ativos e reestrutura\u00e7\u00f5es internas de empresas. \u201cCom o IBS n\u00e3o vai fazer mais sentido, do ponto de vista fiscal, ter uma segrega\u00e7\u00e3o de estrutura pesada. Isso tende a acabar\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A segrega\u00e7\u00e3o de atividades de uma empresa, explica, \u00e9 motivada pelas regras atuais. Alguns tributos, por serem cumulativos, seguem regimes especiais de recolhimento, como de monofasia ou substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ou, ainda, incidem apenas em uma parte da cadeia econ\u00f4mica. \u00c9 ainda motivada por ac\u00famulo de cr\u00e9dito ou por benef\u00edcios fiscais de ICMS concedidos por Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Flavio Meyer, s\u00f3cio respons\u00e1vel pela \u00e1rea de M&amp;A da mesma banca, lembra que atualmente existem muitos centros de distribui\u00e7\u00e3o longe do polo consumidor porque custa menos do ponto de vista fiscal. \u201cA reforma tende a expurgar o fator fiscal da equa\u00e7\u00e3o, deixa de ser determinante para alocar estruturas que fa\u00e7am mais sentido do pont o de vista do neg\u00f3cio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito embora especialistas afirmem que a reforma tribut\u00e1ria v\u00e1 desonerar cadeias de produ\u00e7\u00e3o, transformar pre\u00e7os e custos, al\u00e9m de previs\u00f5es de fluxo de caixa em todos os setores, a proposta n\u00e3o tem repercutido decisivamente para o volume de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma sobre o consumo, sozinha, n\u00e3o motiva investimento. Precisamos ver como ser\u00e1 a tributa\u00e7\u00e3o da renda, causa de grande sensibilidade no mercado. Quem est\u00e1 otimista [com a PEC 45] n\u00e3o est\u00e1 tomando decis\u00f5es com base nisso\u201d, diz Romero Tavares, s\u00f3cio da PwC Brasil na \u00e1rea de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, as transa\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es est\u00e3o em baixa. A expectativa \u00e9 que o ano encerre abaixo do total movimentado em 2022, tamb\u00e9m considerado fraco.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da TTR Data, as negocia\u00e7\u00f5es atingiram R$ 91,4 bilh\u00f5es, com 868 opera\u00e7\u00f5es, no primeiro semestre &#8211; recuo de 44,16% em valor negociado e 33,79% no n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os dados s\u00e3o justificados mais por quest\u00f5es econ\u00f4micas do que tribut\u00e1rias, segundo Leonardo Dell&#8217;Oso, s\u00f3cio da PwC na \u00c1rea de Fus\u00f5es e Aquisi\u00e7\u00f5es. \u201cTaxa de juros muito alta inibe opera\u00e7\u00f5es de M&amp;A\u201d, diz ele, acrescentando que as contas p\u00fablicas e incertezas sobre tributa\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos s\u00e3o pontos de desest\u00edmulo para investidor.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/09\/reforma-impacta-operacoes-de-fusao-e-aquisicao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/09\/reforma-impacta-operacoes-de-fusao-e-aquisicao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo recupera R$ 111,8 milh\u00f5es de ITCMD<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Mirando nos planejamentos sucess\u00f3rios das fam\u00edlias, a delegacia especializada em ITCMD do Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; \u00fanica desse tipo no pa\u00eds &#8211; realizou com sucesso suas duas primeiras opera\u00e7\u00f5es. Garantiram ao cofre p\u00fablico estadual uma arrecada\u00e7\u00e3o extra de R$ 111,8 milh\u00f5es, sem ter que aplicar autos de infra\u00e7\u00e3o aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPretendemos fazer esse tipo de opera\u00e7\u00e3o regularmente, a cada ano, at\u00e9 porque ela tem um car\u00e1ter educativo importante\u201d, afirma Leonardo Jos\u00e9 Balthar de Souza, delegado regional tribut\u00e1rio especializado do ITCMD. \u201cJ\u00e1 est\u00e1 em andamento a opera\u00e7\u00e3o sobre doa\u00e7\u00e3o de carro de pais a filhos sem o pagamento do ITCMD correspondente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O ITCMD \u00e9 pago ao Estado sobre heran\u00e7a e doa\u00e7\u00e3o. Em S\u00e3o Paulo e no Rio a al\u00edquota \u00e9 de 4%, mas a Constitui\u00e7\u00e3o Federal permite que ela chegue a at\u00e9 8%. Com base no texto da reforma tribut\u00e1ria aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados e em discuss\u00e3o no Senado, especialistas apontam que esse percentual aumentar\u00e1 ao se tornar progressivo: quanto maior o valor da doa\u00e7\u00e3o ou heran\u00e7a, mais alta a al\u00edquota.<\/p>\n\n\n\n<p>Para alcan\u00e7ar a arrecada\u00e7\u00e3o milion\u00e1ria, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo (Sefaz-SP) finalizou duas opera\u00e7\u00f5es: a Donatio XVIII (\u201cdoa\u00e7\u00e3o\u201d em latim) XVIII e a Vaisyas III (\u201cmercadores\u201d em s\u00e2nscrito). A primeira \u00e9 fruto do cruzamento de dados do Fisco estadual e da Receita Federal. A segunda nasceu ap\u00f3s a Fazenda verificar o aumento do uso de holding na sucess\u00e3o patrimonial familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Leonardo Jos\u00e9 Balthar de Souza, na delegacia especializada h\u00e1 dois n\u00facleos, com 10 fiscais em cada, que se debru\u00e7aram por cerca de seis meses nas opera\u00e7\u00f5es. Eles usaram ci\u00eancia de dados e learning machine para identificar contribuintes que n\u00e3o recolheram o ITCMD ou pagaram valores menores.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Donatio, por exemplo, um grupo de contribuintes informou a doa\u00e7\u00e3o \u00e0 Receita Federal, mas n\u00e3o ao Fisco paulista, e outro declarou \u00e0 Receita valor de doa\u00e7\u00e3o superior ao informado \u00e0 Sefaz-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambas as opera\u00e7\u00f5es, os fiscais fizeram a\u00e7\u00f5es de incentivo \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o. Se o contribuinte recolhe o imposto com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de 1% a o m\u00eas, pelo atraso no pagamento, antes do in\u00edcio da fiscaliza\u00e7\u00e3o, fica livre da multa, que dobraria o valor do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, a Sefaz-SP manda mensagem por celular (SMS) e e-mail ao contribuinte. Ap\u00f3s um m\u00eas, checa quem n\u00e3o recolheu o ITCMD mesmo ap\u00f3s esses avisos. Por fim, manda carta por correio, indicando a autorregulariza\u00e7\u00e3o em at\u00e9 30 dias e alertando que se n\u00e3o for realizada, ser\u00e1 feita notifica\u00e7\u00e3o para impor o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas duas opera\u00e7\u00f5es, quase 90% dos contribuintes (2.952) fizeram a autorregulariza\u00e7\u00e3o. Os outros cerca de 10% j\u00e1 receberam auto de infra\u00e7\u00e3o. \u201cDe quase 3,4 mil contribuintes envolvidos, s\u00f3 363 receberam autua\u00e7\u00e3o, totalizando R$ 37,3 milh\u00f5es que poder\u00e3o, no futuro, entrar no caixa do Estado\u201d, diz o delegado regional.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado da autorregulariza\u00e7\u00e3o superou as expectativas. \u201cS\u00e3o quase R$ 120 milh\u00f5es em arrecada\u00e7\u00e3o que j\u00e1 entraram para o cofre do Estado, \u00e0 vista ou por meio de parcelamento em execu\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Souza. \u201cTrata-se de um recurso extra consider\u00e1vel por meio de equipes reduzidas de fiscais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 que tudo passa a ser feito por meio da unidade especializada em ITCMD, ficar\u00e1 mais f\u00e1cil avaliar as opera\u00e7\u00f5es, segundo o delegado. \u201cNa Donatio, por exemplo, houve caso de aviso relacionado a doa\u00e7\u00e3o de bolsa de estudo, o que n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de recolhimento do ITCMD, e vamos aprimorar isso\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, esse cruzamento de dados \u00e9 uma tend\u00eancia. O advogado Samir Choaib, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Choaib Paiva e Justo Advogados Associados, lembra que cada Estado tem um limite de isen\u00e7\u00e3o de ITCMD na doa\u00e7\u00e3o &#8211; em S\u00e3o Paulo, por exemplo, para doa\u00e7\u00e3o de cerca de R$ 85 mil e, no Rio, de R$ 49,8 mil. \u201cAcima disso, se o ITCMD n\u00e3o foi recolhi do, o melhor \u00e9 fazer a autorregulariza\u00e7\u00e3o o quanto antes\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a advogada Priscila Stela Mariano da Silva, do Pinheiro Neto Advogados, alerta que nem sempre o contribuinte est\u00e1 errado no caso de doa\u00e7\u00e3o de cotas de empresa n\u00e3o negociadas na B3. \u201cO Fisco tem interpretado que a base de c\u00e1lculo do ITCMD n\u00e3o \u00e9 o valor patrimonial cont\u00e1bil, mas o valor patrimonial real, que \u00e9 o quanto se conseguiria na venda da empresa, mas n\u00e3o \u00e9 isso o que est\u00e1 na lei\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/03\/sao-paulo-recupera-r-1118-milhoes-de-itcmd.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/03\/sao-paulo-recupera-r-1118-milhoes-de-itcmd.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SP eleva desconto para pagamento de autua\u00e7\u00e3o de ICMS<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 04\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas que desistirem de discutir autua\u00e7\u00f5es aplicadas pelo Estado de S\u00e3o Paulo poder\u00e3o ter desconto e prazo maiores para quitar d\u00edvidas de ICMS. O desconto pode chegar a 70% se o pagamento for feito \u00e0 vista e em at\u00e9 30 dias &#8211; at\u00e9 ent\u00e3o o percentual m\u00e1ximo valia para at\u00e9 15 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os benef\u00edcios est\u00e3o previstos na Lei n\u00ba 17.784, publicada ontem no Di\u00e1rio Oficial. A norma trata do programa Resolve J\u00e1, lan\u00e7ado para estimular a autorregulariza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 diminuir o estoque de processos administrativos e reduzir a litigiosidade. Hoje, h\u00e1 cerca de 5,8 mil autua\u00e7\u00f5es fiscais lavradas pelo Estado, em valor total de R$ 117,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova lei estabelece descontos regressivos, at\u00e9 a inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa. Termina em 30%. Uma multa originalmente de R$ 35 mil, por exemplo, pode cair para cerca de R$ 4 mil com o desconto ap\u00f3s desist\u00eancia de disputa administrativa e pagamento \u00e0 vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra novidade da lei, segundo especialistas, \u00e9 a possibilidade de pagamento dessas d\u00edvidas com cr\u00e9ditos acumulados de ICMS e de valores decorrentes de ressarcimento de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa \u00e9 fruto de um projeto de lei encaminhado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) e aprovado na semana passada pela Assembleia Legislativa. Na segunda-feira, foi sancionado pelo governador Tarc\u00edsio de Freitas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com advogados e consultores tribut\u00e1rios, o programa traz boas oportunidades \u00e0s empresas que buscam a autorregulariza\u00e7\u00e3o. Marcelo Bolognese, do Bolognese Advogados, destaca que a lei dobra o tempo para pagamento e obten\u00e7\u00e3o do desconto m\u00e1ximo, de 70%. Com a lei, passou de 15 para 30 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO tempo de 15 dias era um prazo muito curto para que exista uma an\u00e1lise efetiva da empresa. Agora ela ter\u00e1 mais tempo para ter direito ao desconto m\u00e1ximo\u201d, diz Bolognese.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois desses 30 dias, acrescenta, tamb\u00e9m houve um gradativo aumento dos descontos &#8211; antes o menor era de 25% e agora passa a ser de 30%. \u201cO contribuinte tem diversas oportunidades ao longo do processo administrativo para que fa\u00e7a o pagamento com algum tipo de vantagem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outra grande vantagem do programa, afirma Douglas Campanini, da Athros Auditoria e Consultoria, \u00e9 a possibilidade de pagar essas d\u00edvidas de auto de infra\u00e7\u00e3o com cr\u00e9ditos acumulados do ICMS ou originados de ressarcimento de ICMS-ST, pr\u00f3prio ou de terceiros. \u201cMuitas empresas v\u00e3o passar a pensar nessas possibilidades para fazer a liquida\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Campanini lembra que \u00e9 comum empresas terem cr\u00e9ditos acumulados e n\u00e3o conseguirem utiliz\u00e1-los. Mas se n\u00e3o tiverem, afirma Campanini, podem comprar no mercado com des\u00e1gio e quitar suas d\u00edvidas de forma mais vantajosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei ainda traz maiores descontos aos parcelamentos. Agora o desconto m\u00e1ximo de 55% vale para pagamentos em at\u00e9 36 meses &#8211; at\u00e9 ent\u00e3o era para at\u00e9 12 meses. A norma ainda traz previs\u00e3o de novos descontos para os contribuintes que pagarem regularmente 50% do parcelamento, aplicados \u00e0s parcelas remanescentes. E tamb\u00e9m poder\u00e1 haver desconto, sobre o saldo remanescente, para quem antecipar o recolhimento de todas as parcelas vincendas. Esses percentuais de descontos, contudo, ainda dependem de regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante das vantagens do programa, caber\u00e1 a cada companhia avaliar se vale a pena ou n\u00e3o abrir m\u00e3o da discuss\u00e3o e pagar com os descontos, afirmam especialistas. \u201cA empresa ter\u00e1 que fazer uma an\u00e1lise financeira e, depois, com a ajuda do advogado, avaliar as chances de prosseguir com o processo administrativo\u201d, diz Bolognese.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Douglas Campanini, \u00e9 necess\u00e1rio avaliar a chance de sucesso na discuss\u00e3o sobre o auto de infra\u00e7\u00e3o. \u201cEm casos em que n\u00e3o h\u00e1 uma chance elevada, pode valer mais a pena liquidar esse d\u00e9bito com descontos significativos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O Resolve J\u00e1, diz o secret\u00e1rio da Sefaz-SP, Samuel Kinoshita, tem como proposta reduzir a litigiosidade excessiva na esfera administrativa. \u201cDe maneira sint\u00e9tica, oferece descontos substanciais, dilata a janela de oportunidade de conforma\u00e7\u00e3o e permite pagamento com o emprego de cr\u00e9ditos acumulados de ICMS\u201d, afirma ele, acrescentando que, com os descontos e parcelamentos, as multas atingem patamares muito razo\u00e1veis e atrativas para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Bolognese, contudo, destaca dois pontos que podem ser desfavor\u00e1veis aos contribuintes. Um deles \u00e9 referente aos parcelamentos. Em caso de inadimpl\u00eancia, diz, o valor do d\u00e9bito volta automaticamente com as multas e vai direto para a inscri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa. \u201cIsso deve evitar que ocorram casos de empresas que aderem a parcelamento para tirar certid\u00e3o fiscal e depois acabam desistindo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto ruim para os contribuintes \u00e9 a possibilidade de multas maiores. At\u00e9 ent\u00e3o, a m\u00ednima era de 70 Ufesps (R$ 2.398,20) para casos de infra\u00e7\u00f5es n\u00e3o especificadas na lei, como atraso na escritura\u00e7\u00e3o fiscal. Agora, com a nova norma, h\u00e1 uma trava de 25% do valor do imposto devido.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/04\/sp-eleva-desconto-para-pagamento-de-autuacao-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/04\/sp-eleva-desconto-para-pagamento-de-autuacao-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes sofrem derrotas bilion\u00e1rias com volta do voto de qualidade ao Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Petrobras perdeu na C\u00e2mara Superior, a \u00faltima inst\u00e2ncia do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), uma discuss\u00e3o tribut\u00e1ria de R$ 6,5 bilh\u00f5es. O julgamento foi decidido por voto de qualidade &#8211; terminou em empate e o presidente da turma, um representante do Fisco, deu a palavra final.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta semana foi marcada pela volta dos julgamentos presenciais no Carf e foi tamb\u00e9m a primeira desde que entrou em vigor a Lei n\u00ba 14.689, que reinstituiu o voto de qualidade no Conselho. A norma tamb\u00e9m concedeu alguns direitos a contribuintes derrotados dessa forma, dentre eles, redu\u00e7\u00e3o de multas e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es em torno do voto de qualidade duraram o ano inteiro e, por conta disso, casos valiosos e que geralmente terminam em empate ficaram represados. O que se viu, nesta semana, foi um \u201cdestrave\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Temas de hist\u00f3rica diverg\u00eancia entre conselheiros representantes da Fazenda e de contribuintes foram colocados em pauta. O caso da Petrobras, qu e foi julgado ontem, \u00e9 um deles. Trata sobre a tributa\u00e7\u00e3o de empresas controladas e coligadas no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o, lavrada em 2018, cobra Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL sobre lucros auferidos por uma controlada na Holanda entre os anos de 2013 e 2014 (processo n\u00ba 16682.720429\/2018-62).<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, no processo, a companhia argumentou que n\u00e3o seria poss\u00edvel a tributa\u00e7\u00e3o dos lucros auferidos por empresas sediadas em pa\u00edses amparados por tratados contra a dupla tributa\u00e7\u00e3o da renda, como \u00e9 o caso da Holanda.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fisco entende, no entanto, que o artigo 74 da Medida Provis\u00f3ria (MP) 2.158, de 2001, autoriza a tributa\u00e7\u00e3o. A interpreta\u00e7 \u00e3o \u00e9 de que n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o aos tratados que preveem a tributa\u00e7\u00e3o exclusiva no pa\u00eds de resid\u00eancia da empresa por considerar que, nesse caso, o residente \u00e9 a companhia brasileira que, na composi\u00e7\u00e3o da sua base, tem o valor reproduzido do lucro da estrangeira.<\/p>\n\n\n\n<p>A Petrobras havia vencido essa discuss\u00e3o na turma ordin\u00e1ria, inst\u00e2ncia abaixo da C\u00e2mara Superior, no ano passado. O julgamento tamb\u00e9m terminou em empate naquela ocasi\u00e3o &#8211; conselheiros representantes dos contribuintes votaram contra a tributa\u00e7\u00e3o e os representantes do Fisco a favor. S\u00f3 que ainda estava vigente a Lei n\u00ba 13.988, de 2020, que dava vit\u00f3ria ao contribuinte em caso de empate.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa legisla\u00e7\u00e3o deixou de valer em janeiro deste ano, quando o governo federal publicou uma medida provis\u00f3ria restabelecendo a antiga vers\u00e3o do voto de qualidade &#8211; o que gerou enorme debate e acabou dando origem \u00e0 Lei n\u00ba 14.689, que est\u00e1 agora em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>A vers\u00e3o anterior do voto de qualidade n\u00e3o previa nenhum direito aos contribuintes. Se perdesse por esse crit\u00e9rio, maioria ou unanimidade n\u00e3o fazia diferen\u00e7a. Com a nova lei, segundo os especialistas, chega-se num \u201cmeio termo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como efeito pr\u00e1tico, os contribuintes ficam em desvantagem nos julgamentos. Al\u00e9m do processo da Petrobras, ao menos outros sete sobre o mesmo tema, envolvendo outras companhias, foram colocados em pauta e, segundo advogados que acompanham os julgamentos no Carf, tamb\u00e9m tiveram decis\u00e3o por voto de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes tamb\u00e9m perderam, por voto de qualidade, em pelo menos outros tr\u00eas temas: amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio, aplica\u00e7\u00e3o da trava de 30% para uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL no caso de extin\u00e7\u00e3o de empresa ap\u00f3s fus\u00e3o ou incorpora\u00e7\u00e3o e dedutibilidade de juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP) retroativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o mudou nada no entendimento dos conselheiros, da turma ou da mat\u00e9ria. Apenas mudou o crit\u00e9rio processual para atribuir vit\u00f3ria em caso de empate\u201d, diz Caio Quintella, ex-conselheiro e hoje titular da Nader Quintella Consultoria, enfatizando a hist\u00f3rica diverg\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a esses temas no conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leandro Cabral, do escrit\u00f3rio Velloza, especialista na \u00e1rea, essa primeira semana de julgamentos no Carf ap\u00f3s a Lei n\u00ba 14.689, \u201cilustra bem o que se espera adiante, em especial nas turmas da C\u00e2mara Superior, em casos que envolvem teses e valores relevantes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO uso do voto de qualidade nesses temas n\u00e3o surpreende, mas os conselheiros devem manter a coer\u00eancia com uma das principais conquistas destes cem anos de Carf, que \u00e9 o julgamento de casos concretos, e n\u00e3o de teses, com rigor aten\u00e7\u00e3o aos fatos\u201d, pondera.<\/p>\n\n\n\n<p>A volta do voto de qualidade \u00e9 tratada pelo governo federal, desde o come\u00e7o do ano, como medida essencial para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o. A equipe econ\u00f4mica tem a expectativa de angariar R$ 54 bilh\u00f5es em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>O Carf \u00e9 a \u00faltima inst\u00e2ncia da esfera administrativa para discutir as cobran\u00e7as da Receita Federal. Mas, se perder, o contribuinte ainda pode levar o caso para o Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova lei, no entanto, quem perder por voto de qualidade e pagar o d\u00e9bito &#8211; sem recorrer \u00e0 Justi\u00e7a &#8211; ficar\u00e1 livre de multas e juros, poder\u00e1 parcelar e tamb\u00e9m utilizar precat\u00f3rio, preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL como moeda de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o contribuinte preferir discutir na Justi\u00e7a em vez de pagar, ele continua livre de multas, mas os juros ser\u00e3o mantidos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Petrobras, portanto, independentemente de qual for a escolha, a conta de R$ 6,5 bilh\u00f5es deve ficar menor. A companhia, al\u00e9m disso, ainda pode apresentar embargos de declara\u00e7\u00e3o &#8211; para esclarecer d\u00favidas e obscuridades da decis\u00e3o &#8211; \u00e0 C\u00e2mara Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>O Valor procurou a Petrobras para tratar do caso, mas n\u00e3o teve retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialista na \u00e1rea, Diana Piatti Lobo, do escrit\u00f3rio Machado Meyer, n\u00e3o acredita que a expectativa do governo de ampliar substancialmente a arrecada\u00e7\u00e3o se concretize.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela avalia que o \u201ccusto de oportunidade\u201d ter\u00e1 um peso importante na decis\u00e3o das empresas de pagar o d\u00e9bito ou levar o caso \u00e0 Justi\u00e7a, mas afirma existirem outros fatores que tamb\u00e9m devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o. Um dos principais \u00e9 a forma como o Judici\u00e1rio se posiciona sobre a mat\u00e9ria em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCasos que terminam em empate indicam que existe uma d\u00favida em rela\u00e7\u00e3o ao tributo, afinal de contas, quatro conselheiros opinaram num sentido e quatro no outro\u201d, frisa a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dedutibilidade do JCP retroativo, por exemplo, ela diz, as duas turmas do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que tratam sobre quest\u00f5es tribut\u00e1rias t\u00eam decis\u00e3o favor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/06\/contribuintes-sofrem-derrotas-bilionarias-com-volta-do-voto-de-qualidade-ao-carf.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/06\/contribuintes-sofrem-derrotas-bilionarias-com-volta-do-voto-de-qualidade-ao-carf.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m, por voto de qualidade, autua\u00e7\u00f5es sobre JCP e trava de 30%<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a trava de 30% para aproveitamento do preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa de CSLL no caso de extin\u00e7\u00e3o da empresa. O processo \u00e9 o 10480.735470\/2013-19.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira vez que o colegiado aplica o voto de qualidade desde a san\u00e7\u00e3o da Lei 14689\/23, que restabeleceu o m\u00e9todo de desempate.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o da conselheira Edeli Pereira Bessa, relatora do processo, prevaleceu. Em seu voto, Bessa ressaltou que seu entendimento \u00e9 conhecido e ressaltou que \u201cnunca vislumbrou\u201d a possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o acima do limite de 30% no momento da extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo conselheiro Luis Henrique Toselli. O julgador chegou a citar posicionamento recente da 2\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal no RE 1357308 que validou a trava de 30% para ressaltar que o entendimento n\u00e3o \u00e9 vinculante. Para Toselli, a extin\u00e7\u00e3o est\u00e1 fora do campo da limita\u00e7\u00e3o de 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte, uma empresa sucroalcooleira, ainda tinha outra diverg\u00eancia em que pedia o seu reconhecimento como agroind\u00fastria e, com isso, pudesse fazer jus \u00e0 dispensa na limita\u00e7\u00e3o de 30% reservada \u00e0s atividades rurais, prevista no artigo 14 da Lei 8023\/90. No entanto, por unanimidade, o tema n\u00e3o foi conhecido e, assim, o m\u00e9rito n\u00e3o foi analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso concreto, estamos falando de incorpora\u00e7\u00e3o de empresa que era sucroalcooleira, JB A\u00e7\u00facar e \u00c1lcool, pela Alcoolqu\u00edmica. A JB no \u00faltimo ano de suas atividades apurou preju\u00edzo e base negativa. A JB sempre foi empresa que produziu sua cana de a\u00e7\u00facar e aplicou essa cana na transforma\u00e7\u00e3o em \u00e1lcool. Isso est\u00e1 no contrato social da JB e Alcoolqu\u00edmica. As atividades continuam exatamente as mesmas\u201d, disse a advogada do caso, Camila Gon\u00e7alves de Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado ainda manteve a trava de 30% no processo 19515.000084\/2010-90, da SCBrasil Participa\u00e7\u00f5es Ltda. No caso, e em outros decididos por voto de qualidade nesta ter\u00e7a-feira, a decis\u00e3o foi por n\u00e3o mencionar quest\u00f5es como exonera\u00e7\u00e3o de multa prevista na Lei 14689\/23, na ata. O presidente da turma, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, afirmou que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se a decis\u00e3o da turma \u00e9 definitiva. Assim, a forma escolhida foi por mencionar que o resultado foi proferido ap\u00f3s a san\u00e7\u00e3o da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma j\u00e1 julgou o tema da trava de 30% este ano ainda em fevereiro, quando o resultado foi o mesmo, com a aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade no processo 16682.720173\/2010-36, da Fratelli Vita Bebidas. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-por-voto-de-qualidade-autuacoes-sobre-jcp-e-trava-de-30-06102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-por-voto-de-qualidade-autuacoes-sobre-jcp-e-trava-de-30-06102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Incide contribui\u00e7\u00e3o ao Senar sobre receitas de exporta\u00e7\u00e3o, define Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por seis votos a dois, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) considerou que a contribui\u00e7\u00e3o ao Senar se enquadra como contribui\u00e7\u00e3o de interesse das categorias profissionais ou econ\u00f4micas, incidindo sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento do relator, conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti, foi majorit\u00e1rio. Para ele, a contribui\u00e7\u00e3o seria de interesse de categorias profissionais ou econ\u00f4micas e, assim, a imunidade de contribui\u00e7\u00f5es sociais sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o prevista no inciso I, par\u00e1grafo segundo do artigo 149 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o seria aplic\u00e1vel. Righetti firmou seu entendimento na jurisprud\u00eancia da turma nos ac\u00f3rd\u00e3os 9202-009.529 e 9202-008.161.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse trecho da Constitui\u00e7\u00e3o define que as contribui\u00e7\u00f5es sociais e de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico n\u00e3o incidem sobre receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o. O contribuinte alega que a contribui\u00e7\u00e3o ao Senar seria uma contribui\u00e7\u00e3o social, que se enquadraria na imunidade, diferentemente do defendido pelo relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto, o conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso pediu vista para analisar a decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) no RE 816.830 (Tema 801), que reconheceu a constitucionalidade da contribui\u00e7\u00e3o ao Senar, mas fez constar na ementa que a contribui\u00e7\u00e3o estaria \u201cintrinsecamente voltada para uma contribui\u00e7\u00e3o social geral\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo entre a \u00faltima sess\u00e3o da turma e o final do julgamento, o STF decidiu retirar esse trecho da ementa em julgamento de embargos de declara\u00e7\u00e3o. Com a supress\u00e3o desse trecho, n\u00e3o h\u00e1 mais manifesta\u00e7\u00e3o da Suprema Corte sobre o tema. Dessa forma, Risso acompanhou o relator por considerar que a decis\u00e3o do STF n\u00e3o seria aplic\u00e1vel ao caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o passada, o ex-conselheiro Jo\u00e3o Victor Ribeiro Aldinucci, que finalizou seu mandato, votou pela imunidade das receitas de exporta\u00e7\u00e3o. Nesta ter\u00e7a, o \u00fanico voto nesse sentido foi o do conselheiro Maur\u00edcio Dalri Timm do Valle, que considera que a contribui\u00e7\u00e3o ao Senar \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o social, e estaria enquadrada na imunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Senar n\u00e3o tem a defesa pr\u00f3pria de uma categoria profissional espec\u00edfica, apesar de estar ligado \u00e0 atividade rural. O Senar, me parece que n\u00e3o tem necessariamente esta vincula\u00e7\u00e3o, diferente do que acontece, por exemplo, com as anuidades desses conselhos profissionais ou como era a contribui\u00e7\u00e3o sindical \u00e0 \u00e9poca, essa sim ligada a interesses pr\u00f3prios de determinada categoria\u201d, argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi nos processos de n\u00fameros 11634.720186\/2017-33, 11634.720741\/2012-12 e 11634.720737\/2012-54, da Fia\u00e7\u00e3o de Seda Bratac S.A. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/incide-contribuicao-ao-senar-sobre-receitas-de-exportacao-define-carf-09102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/incide-contribuicao-ao-senar-sobre-receitas-de-exportacao-define-carf-09102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fisco paulista aceita c\u00e1lculo de ITCMD favor\u00e1vel a contribuintes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ao receber, como heran\u00e7a ou doa\u00e7\u00e3o, cotas de empresa n\u00e3o negociadas em bolsa de valores, o contribuinte pode calcular o ITCMD devido ao Estado de S\u00e3o Paulo com base no seu \u201cvalor patrimonial cont\u00e1bil\u201d, em vez do \u201cpre\u00e7o de venda\u201d &#8211; que seria muito maior. A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado (Sefaz-SP) passou a acatar a jurisprud\u00eancia do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo (TJ-SP).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, a Sefaz-SP disponibilizou ao p\u00fablico a Resposta \u00e0 Consulta Tribut\u00e1ria n\u00ba 24.429, que determinava o uso do valor patrimonial real das cotas para o c\u00e1lculo do ITCMD: \u201cAdmite-se o valor patrimonial, desde que se leve em conta o valor patrimonial real, ou seja, aquele que mais se aproxima do valor de mercado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Fazenda, na realiza\u00e7\u00e3o das auditorias, vinha verificando \u201ccom alguma frequ\u00eancia\u201d manobras cont\u00e1beis com o objetivo de reduzir artificialmente o valor do patrim\u00f4nio l\u00edquido &#8211; o que consequentemente diminui o valor patrimonial cont\u00e1bil. \u201cAlgumas empresas usadas como forma de planejamento sucess\u00f3rio, ainda, sequer apresentavam a Escritura\u00e7\u00e3o Cont\u00e1bil Digital, o que levava o Fisco a ter que reconstituir sua contabilidade para chegar ao valor patrimonial\u201d, diz o \u00f3rg\u00e3o em nota enviada ao Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a jurisprud\u00eancia do TJ-SP \u00e9 un\u00e2nime a favor do valor patrimonial cont\u00e1bil (processos n\u00ba 1005874-91.2016.8.26.0032 e n\u00ba 1015410-33.2014.8.26.0506), a Delegacia Especializada do ITCMD do Estado adotou o posicionamento da Corte. \u201cToda fiscaliza\u00e7\u00e3o realizada pela Delegacia Especializada do ITCMD que envolva cota de empresas segue a jurisprud\u00eancia do TJSP, poupando o contribuinte do lit\u00edgio e o Fisco da realiza\u00e7\u00e3o de um procedimento de lan\u00e7amento [autua\u00e7\u00e3o] que fatalmente seria anulado judicialmente\u201d, afirma a Sefaz-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>Para especialistas, o novo posicionamento da Sefaz-SP sobre a base de c\u00e1lculo do ITCMD na transfer\u00eancia de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria tem o potencial de incentivar a autorregulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta semana, a Fazenda anunciou o balan\u00e7o de duas opera\u00e7\u00f5es nesse sentido: a \u201cDonatio\u201d e a \u201cVasyas\u201d. A primeira \u00e9 fruto do cruzamento de dados enviados pela Receita Federal com os do Fisco paulista e a outra nasceu da percep\u00e7\u00e3o de aumento do uso de holding na sucess\u00e3o familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o envio de avisos a mais de tr\u00eas mil contribuintes, ambas renderam aos cofres do Estado mais de R$ 100 milh\u00f5es, sem a aplica\u00e7\u00e3o de auto de infra\u00e7\u00e3o. Por meio de autorregulariza\u00e7\u00e3o, o contribuinte paga ou parcela o ITCMD devido, com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de 1% ao m\u00eas pelo atraso na quita\u00e7\u00e3o. Se recebesse auto de infra\u00e7\u00e3o, o valor do ITCMD devido, cuja al\u00edquota \u00e9 de 4%, dobraria.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o contribuinte n\u00e3o precisa esperar aviso do Fisco para se autorregularizar. \u201cSe o contribuinte fez a doa\u00e7\u00e3o de cotas patrimoniais ou qualquer bem e n\u00e3o fez a declara\u00e7\u00e3o no momento correto, pode realizar ela agora e, se fez a declara\u00e7\u00e3o com o valor errado, pode retificar sem penalidade pelo portal na internet do sistema declarat\u00f3rio do ITCMD\u201d, afirma Leonardo Jos\u00e9 Balthar de Souza, delegado regional tribut\u00e1rio especializado do ITCMD. \u201cIncide sobre o devido apenas os juros de mora porque o contribuinte est\u00e1 em atraso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Priscila Stela Mariano da Silva, consultora do escrit\u00f3rio Pinheiro Neto, \u201c\u00e9 uma \u00f3tima not\u00edcia para o contribuinte o fato de o Fisco paulista estar aplicando o valor patrimonial cont\u00e1bil\u201d para o c\u00e1lculo do ITCMD. Ela diz que a lei \u00e9 clara no sentido de que deve ser usado o valor patrimonial para o c\u00e1lculo do imposto, nos casos de doa\u00e7\u00e3o ou sucess\u00e3o de cotas de empresa fora da bolsa de valores ou que n\u00e3o tenha sido objeto de negocia\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 180 dias (par\u00e1grafo 3\u00ba do artigo 14 da Lei n\u00ba 10.705, de 2000).<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Samir Choaib, do escrit\u00f3rio Choaib Paiva e Justo Advogados, concorda que a incid\u00eancia do ITCMD sobre o valor patrimonial cont\u00e1bil \u00e9 o correto. Isso porque, afirma ele, cada empresa vale o equivalente ao seu patrim\u00f4nio l\u00edquido. \u201cAvaliar cotas a valor de mercado extrapola o conceito cont\u00e1bil de valor patrimonial\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/05\/fisco-paulista-aceita-calculo-de-itcmd-favoravel-a-contribuintes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/05\/fisco-paulista-aceita-calculo-de-itcmd-favoravel-a-contribuintes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Multinacionais perdem no STJ discuss\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu ontem um tema relevante para multinacionais: o c\u00e1lculo do pre\u00e7o de transfer\u00eancia. Os ministros se posicionaram a favor de uma norma da Receita Federal que \u00e9 contestada pelas empresas e motivo de in\u00fameras a\u00e7\u00f5es judiciais. H\u00e1 impacto sobre os valores a pagar em Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia muita expectativa em torno desse julgamento. A 1\u00aa Turma, que tamb\u00e9m analisa quest\u00f5es tribut\u00e1rias na Corte, j\u00e1 tinha decis\u00e3o sobre o tema &#8211; a favor dos contribuintes &#8211; e se a 2\u00aa Turma se posicionasse da mesma forma, a discuss\u00e3o estaria praticamente encerrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, a inst\u00e2ncia uniformizadora, s\u00f3 pode ser acionada pelas partes quando existe diverg\u00eancia entre as duas turmas respons\u00e1veis por julgar os processos tribut\u00e1rios na Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, com decis\u00e3o favor\u00e1vel nas duas turmas, as empresas teriam muito mais facilidade para convencer ju\u00edzes e desembargadores a replicar o entendimento favor\u00e1vel para os processos que ainda est\u00e3o em primeira e segunda inst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, com decis\u00e3o contr\u00e1ria na 2\u00aa Turma, o jogo vira. As discuss\u00f5es continuam vivas no STJ &#8211; com chances para os dois lados &#8211; e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ganha muni\u00e7\u00e3o para brigar contra os contribuintes nas inst\u00e2ncias inferiores.<\/p>\n\n\n\n<p>As regras do pre\u00e7o de transfer\u00eancia se aplicam quando opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o s\u00e3o feitas entre partes relacionadas, ou seja, empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico, mas localizadas em pa\u00edses diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um meio de controle previsto na Lei n\u00ba 9.430, de 1996, para evitar que o lucro seja transferido de forma indevida para o exterior, o que reduziria o pagamento de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem m\u00e9todos para fixar o pre\u00e7o do produto que vem de fora. O Pre\u00e7o de Revenda menos Lucro (PLR) \u00e9 um dos mais utilizados. Aplica-se quando o produto \u00e9 importado para revenda e n\u00e3o passa por nenhum processo de transforma\u00e7\u00e3o no Brasil. O contribuinte tem que diminuir do pre\u00e7o da revenda uma margem de lucro presumida em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o no STJ trata desse m\u00e9todo. Mas tem um per\u00edodo espec\u00edfico: de 2002 a 2012. Isso porque a norma da Receita Federal em quest\u00e3o &#8211; Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 243 &#8211; foi editada no ano de 2002 e deixou de valer em 2012 porque foram feitas altera\u00e7\u00f5es na lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados dizem que praticamente todas as empresas atingidas t\u00eam processos discutindo esse tema. Seja porque entraram com a\u00e7\u00e3o de forma preventiva, para evitar autua\u00e7\u00e3o fiscal, ou porque n\u00e3o seguiram o c\u00e1lculo estabelecido pela Receita Federal, foram autuados e recorrem das cobran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores envolvidos, segundo os especialistas, costumam ser altos, atingindo a casa de milh\u00f5es muitas vezes. Eles dizem que houve aumento de imposto com a f\u00f3rmula institu\u00edda pela Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustentam que a legisla\u00e7\u00e3o da \u00e9poca estabelecia uma margem que se iniciava em 60% e cairia conforme se agregasse valor no pa\u00eds. Quanto maior o \u00edndice de nacionaliza\u00e7\u00e3o do produto, portanto, menor seria a margem de lucro exigida e tributada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a norma editada pela Receita estabeleceu uma t\u00e9cnica de proporcionaliza\u00e7\u00e3o. Segundo os advogados, passou a exigir que as empresas tivessem margem de 60% tamb\u00e9m sobre o que agregassem no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es proferidas tanto na 1\u00aa Turma como na 2\u00aa Turma foram un\u00e2nimes. S\u00f3 que cada uma de um jeito. A 1\u00aa decidiu a favor do contribuinte no ano passado (AREsp 511736). Os ministros entenderam que a Receita Federal extrapolou o que diz a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a 2\u00aa Turma, no julgamento de ontem, firmou posicionamento no sentido de que a instru\u00e7\u00e3o normativa traz a correta interpreta\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 9.430, sem que tivesse ocorrido aumento de tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tema come\u00e7ou a ser julgado na turma em agosto. As discuss\u00f5es foram abertas, naquela ocasi\u00e3o, com o voto do relator, o ministro Francisco Falc\u00e3o. \u201cA forma de c\u00e1lculo prevista em lei e detalhada na IN atende a finalidade consagrada pelo sistema do pre\u00e7o de transfer\u00eancia\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es haviam sido interrompidas por pedido de vista do ministro Mauro Campbell, que devolveu o caso na sess\u00e3o de ontem. O julgamento foi conclu\u00eddo em menos de cinco minutos. Campbell disse n\u00e3o ter mais d\u00favidas sobre o tema e que estava acompanhando integralmente o voto do relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, os demais ministros tamb\u00e9m afirmaram que concordavam com o posicionamento (REsp 1787614).<\/p>\n\n\n\n<p>Especialista na \u00e1rea, Gustavo Taparelli, do Abe Advogados, diz que havia expectativa &#8211; antes da sess\u00e3o &#8211; de que mesmo se a 2\u00aa Turma julgasse de forma favor\u00e1vel ao Fisco, haveria votos divergentes, o que, no saldo final, favoreceria as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o \u00e9 composta pelos ministros das duas turmas. Ent\u00e3o, somada toda a 1\u00aa Turma, que votou de forma un\u00e2nime em favor do contribuinte, e os votos divergentes da 2\u00aa Turma, haveria maioria. Ou seja, mesmo perdendo, existiria uma expectativa de vit\u00f3ria l\u00e1 na frente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas n\u00e3o foi o que aconteceu. Ent\u00e3o n\u00f3s temos, aqui, uma situa\u00e7\u00e3o bem diferente. O placar est\u00e1 empatado\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/03\/multinacionais-perdem-no-stj-discussao-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/03\/multinacionais-perdem-no-stj-discussao-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF valida incid\u00eancia de ISS no pre\u00e7o total de di\u00e1rias de hotel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>STF validou dispositivo que incluiu a totalidade do valor da hospedagem na base de c\u00e1lculo do ISS. Segundo o plen\u00e1rio, &#8220;op\u00e7\u00e3o legislativa \u00e9 clara no sentido de inserir na base de incid\u00eancia do ISSQN tudo aquilo que se demonstre uma hospedagem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso<\/p>\n\n\n\n<p>No Supremo, a ABIH &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Hot\u00e9is questionou a constitucionalidade do item 9.01 da lista anexa \u00e0 LC 116\/03, que prev\u00ea a incid\u00eancia de ISS sobre a hospedagem de qualquer natureza em &#8220;hot\u00e9is,&nbsp;apart-service&nbsp;condominiais,&nbsp;flat, apart-hot\u00e9is, hot\u00e9is resid\u00eancia,&nbsp;residence-service,&nbsp;suite service, hotelaria mar\u00edtima, mot\u00e9is, pens\u00f5es e cong\u00eaneres; ocupa\u00e7\u00e3o por temporada com fornecimento de servi\u00e7o&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade argumentava que o ISS n\u00e3o pode incidir sobre a totalidade das receitas advindas das di\u00e1rias pagas pelos h\u00f3spedes, mas apenas sobre a parcela referente aos servi\u00e7os prestados, excluindo-se a parcela relativa \u00e0 loca\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel da unidade habitacional, sob pena de se violar o conceito constitucional de servi\u00e7o, e, em consequ\u00eancia o pr\u00f3prio art. 156, inciso III, da CF\/88.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Art. 156. Compete aos munic\u00edpios instituir impostos sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; servi\u00e7os de qualquer natureza, n\u00e3o compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, relator do caso, incialmente destacou que, diferentemente do argumentado pela associa\u00e7\u00e3o, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 o que se confundir entre a rela\u00e7\u00e3o negocial de hospedagem e o contrato de loca\u00e7\u00e3o de bem im\u00f3vel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, S. Exa. destacou que a op\u00e7\u00e3o legislativa \u00e9 clara no sentido de inserir na base de incid\u00eancia do ISSQN tudo aquilo que se demonstre uma hospedagem.&nbsp;&#8220;Ademais, n\u00e3o custa observar que o pr\u00f3prio Poder Judici\u00e1rio tem balizado a atua\u00e7\u00e3o do fisco municipal, ao identificar a ocorr\u00eancia de fato tribut\u00e1vel somente em hip\u00f3teses nas quais os servi\u00e7os prestados pelo contribuinte sejam t\u00edpicos de albergaria&#8221;, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, considerou jurisprud\u00eancia do STJ de que &#8220;todas as parcelas que integram o pre\u00e7o do servi\u00e7o de hotelaria comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do ISS&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Por todas essas raz\u00f5es, sob qualquer \u00e2ngulo que se olhe, n\u00e3o visualizo inconstitucionalidade no objeto ora atacado&#8221;, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a constitucionalidade do dispositivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o voto do relator.<\/p>\n\n\n\n<p>O plen\u00e1rio, por unanimidade, acompanhou o entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: ADIn 5.764<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/390395\/qual-o-impacto-da-reforma-tributaria-para-advocacia-veja-as-analises\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/390395\/qual-o-impacto-da-reforma-tributaria-para-advocacia-veja-as-analises<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Cr\u00e9dito presumido de ICMS se submete \u00e0 LC 160\/2017<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9dito presumido de ICMS se submete \u00e0 LC 160\/2017. Esse foi a conclus\u00e3o da Segunda Turma ao julgar o Agravo em Recurso Especial, AREsp 2388499.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se do seguinte. Em um processo que se pretendia a exclus\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL apurados pela sistem\u00e1tica do Lucro Real, a Fazenda Nacional interp\u00f4s Agravo em Recurso Especial, AREsp 2388499.<\/p>\n\n\n\n<p>Argumentos da Fazenda Nacional<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o recurso da Fazenda:<\/p>\n\n\n\n<p>1- a decis\u00e3o proferida no ERESP 1.517.492 (onde se decidiu pela exclus\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ\/CSLL) toma por premissa a classifica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos como subven\u00e7\u00e3o de custeio x subven\u00e7\u00e3o de investimento, classifica\u00e7\u00e3o essa superada pela LC 160\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>2- Ap\u00f3s o julgamento do ERESP 1.517.492 sobreveio a LC 160\/2017, ao alterar a Lei 12.973\/2014, estabeleceu como hip\u00f3tese de incid\u00eancia do IRPJ\/CSLL sobre os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS justamente a caracteriza\u00e7\u00e3o objetiva de ter a empresa auferido renda ou lucros, e n\u00e3o ter cumprido a destina\u00e7\u00e3o prevista.<\/p>\n\n\n\n<p>3 \u2013 Por ainda n\u00e3o ter sido publicada a LC 160.2017, o STJ no ERESP 1.517.492\/PR nada fala e nada decide quanto aos dispositivos da Lei Complementar n\u00ba 160\/2017 e da Lei n\u00ba 12.973\/14 em rela\u00e7\u00e3o aos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>4 \u2013 Os embargos de diverg\u00eancia \u2013 ERESP 1.517.492 \u2013 foram decididos com fundamento em premissas constitucionais, em especial a viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>5 \u2013 O STJ jamais externou posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria aos arts. 9\u00ba e 10 da Lei Complementar 160\/17 e ao art. 30 da Lei n\u00ba 12.973\/14.<\/p>\n\n\n\n<p>6- Sendo certo que a altera\u00e7\u00e3o legislativa em debate entrou em vigor ap\u00f3s o julgamento do Embargos de Diverg\u00eancia no Recurso Especial n\u00ba 1.517.492\/PR e que a lei nova se aplica aos processos judiciais n\u00e3o definitivamente julgados (\u00a7 5\u00ba), o precedente da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ, merece ser atualizado com a seguinte proposi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>a) os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS n\u00e3o devem ser computados na determina\u00e7\u00e3o do Lucro Real, desde que atendidas as condi\u00e7\u00f5es do art. 30 da Lei 12.973\/14, com as altera\u00e7\u00f5es da LC 160\/17.<\/p>\n\n\n\n<p>b) Para os fatos geradores posteriores \u00e0 vig\u00eancia da Lei n\u00ba 12.973\/2014 \u00e9 imprescind\u00edvel o cumprimento dos requisitos e condi\u00e7\u00f5es do art. 10 da Lei Complementar n\u00ba 160, de 2017, e do art. 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014, sendo vedada a exig\u00eancia de outros requisitos adicionais, por expressa determina\u00e7\u00e3o do \u00a7 4\u00ba rec\u00e9m acrescentado ao art. 30 pela citada Lei Complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o da Segunda Turma do STJ<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar o recuso da Fazenda, a Segunda Turma por unanimidade conheceu do agravo para dar provimento ao recurso especial da Fazenda, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator, Mauro Campbell Marques. Contudo a decis\u00e3o ainda n\u00e3o foi publicada.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>Causa espanto a decis\u00e3o da segunda Turma, al\u00e9m de gerar profunda inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode olvidar que recentemente, ao julgar o Recurso Especial n\u00ba 1945110 \u2013 RS que tratava da inclus\u00e3o de benef\u00edcios fiscais da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL sob o sistema de recursos repetitivos, o STJ decidiu o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cImposs\u00edvel excluir os benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, \u2013 tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros \u2013 da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, salvo quando atendidos os requisitos previstos em lei (art. 10, da Lei Complementar n. 160\/2017 e art. 30, da Lei n. 12.973\/2014), n\u00e3o se lhes aplicando o entendimento firmado no ERESP 1.517.492\/PR que excluiu o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Vale dizer, nesse julgamento foi ressalvada diversas vezes a aplica\u00e7\u00e3o da LC 160.2017 para o cr\u00e9dito presumido de ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>E no ac\u00f3rd\u00e3o no sistema de repetitivos ficou decidido:\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u2026acordam os Ministros da Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso e, nesta parte, dar-lhe parcial provimento para determinar o retorno dos autos \u00e0 origem, a fim de que seja verificado o cumprimento das condi\u00e7\u00f5es e requisitos previstos em lei para a exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL dos demais benef\u00edcios fiscais de ICMS, que n\u00e3o seja o cr\u00e9dito presumido, dentro dos limites cognitivos que a demanda judicial comporte (mandado de seguran\u00e7a), nos termos do voto do Sr. Ministro Relator\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Isso sem falar nas centenas de vezes que o STJ deixou claro que os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS n\u00e3o se submetem aos ditames da Lei Complementar 160.2017. Aqui se cita apenas um precedente para relembrar:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTRIBUT\u00c1RIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CR\u00c9DITO PRESUMIDO DE ICMS. INCLUS\u00c3O. BASES DE C\u00c1LCULO DO IRPJ E DA CSLL. IMPOSSIBILIDADE. SUPERVENI\u00caNCIA DA LC N. 160\/2017. INAPLICABILIDADE.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o desta Corte, por ocasi\u00e3o do julgamento do EREsp 1.517.492\/PR, pacificou o entendimento da n\u00e3o inclus\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de ICMS nas bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, ao fundamento de que a incid\u00eancia de tributo federal sobre o incentivo fiscal de ICMS ofenderia o princ\u00edpio federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A superveni\u00eancia da LC n. 160\/2017, que promoveu altera\u00e7\u00e3o no art. 30 da Lei n. 12.973\/2014, e passou a enquadrar o incentivo fiscal estadual como subven\u00e7\u00e3o para investimento, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de alterar o entendimento desta Corte de que a tributa\u00e7\u00e3o federal do cr\u00e9dito presumido de ICMS representa viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Agravo interno a que se nega provimento.\u201d (AgInt no REsp 1802273\/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 09\/03\/2021, DJe 18\/03\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>O que se espera que a decis\u00e3o aqui comentada seja isolada e que o entendimento n\u00e3o seja reiterado, ainda mais que desconsidera tudo que foi decidido at\u00e9 esse momento pelo STJ, inclusive no sistema de recurso repetitivo. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/10\/stj-credito-presumido-de-icms-se-submete-a-lc-160-2017\/#:~:text=outubro%204%2C%202023-,Cr%C3%A9dito%20presumido%20de%20ICMS%20se%20submete%20%C3%A0%20LC%20160%2F2017,em%20Recurso%20Especial%2C%20AREsp%202388499.\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/10\/stj-credito-presumido-de-icms-se-submete-a-lc-160-2017\/#:~:text=outubro%204%2C%202023-,Cr%C3%A9dito%20presumido%20de%20ICMS%20se%20submete%20%C3%A0%20LC%20160%2F2017,em%20Recurso%20Especial%2C%20AREsp%202388499.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Concession\u00e1ria consegue no Supremo reduzir IPTU de aeroporto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas que administram aeroportos no pa\u00eds conseguiram, no Supremo Tribunal Federal (STF), um importante precedente sobre pagamento de IPTU. A 1\u00aa Turma decidiu que a Inframerica n\u00e3o \u00e9 obrigada a recolher o imposto sobre toda a \u00e1rea do Aeroporto de Natal (RN), localizado em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante, na regi\u00e3o metropolitana da capital. Incidiria apenas sobre os espa\u00e7os ocupados por lojas, restaurantes e locadoras de ve\u00edculos &#8211; onde h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros entenderam que as \u00e1reas que abrigam pista e hangar, por exemplo, n\u00e3o devem entrar no c\u00e1lculo do imposto municipal. A decis\u00e3o, de acordo com especialistas, vale tamb\u00e9m como precedente para concess\u00f5es de ferrovias e portos (Rcl 60726).<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento, finalizado no Plen\u00e1rio Virtual, cancela autos de infra\u00e7\u00e3o de 2012 a 2017, que totalizam cerca de R$ 70 milh\u00f5es, segundo a Inframerica. Os ministros analisaram reclama\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante contra decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Norte (TJRN) que livrou a empresa de pagar o IPTU sobre a \u00e1rea total do aeroporto.<\/p>\n\n\n\n<p>A Inframerica, ap\u00f3s as autua\u00e7\u00f5es, passou a defender na Justi\u00e7a que n\u00e3o deveria pagar nada de IPTU. Para o advogado que assessora a companhia, Gilvandro Ara\u00fajo, s\u00f3cio do Carneiros Advogados, a isen\u00e7\u00e3o de impostos de um ente da federa\u00e7\u00e3o para \u00f3rg\u00e3os que prestam servi\u00e7os p\u00fablicos, prevista no artigo 150, inciso VI, al\u00ednea a, da Constitui\u00e7\u00e3o, seria extens\u00edvel \u00e0s concession\u00e1rias. \u201cO aeroporto continua sendo da Uni\u00e3o e est\u00e1 em regime de concess\u00e3o. Por isso n\u00e3o faz sentido essa cobran\u00e7a\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s senten\u00e7a favor\u00e1vel \u00e0 Inframerica, mantida em segunda inst\u00e2ncia, o munic\u00edpio decidiu ingressar com reclama\u00e7\u00e3o no Supremo. Alegou haver afronta a decis\u00f5es em repercuss\u00e3o geral, entre elas a que estabeleceu cobran\u00e7a de IPTU sobre im\u00f3vel de pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico cedido a pessoa jur\u00eddica de direito privado (Tema 437).<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto, o relator do caso, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, em decis\u00e3o monocr\u00e1tica, suspendeu a decis\u00e3o do TJRN, por considerar que violaria precedentes vinculantes do STJ. Por\u00e9m, reconsiderou seu posicionamento ao levar seu voto no Plen\u00e1rio Virtual, na semana passada.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso afirmou que, no julgamento do Tema 437, os votos que formaram a corrente vencedora destacaram a desvincula\u00e7\u00e3o do bem im\u00f3vel de suas finalidades p\u00fablicas como elemento central a justificar a incid\u00eancia do tributo e sua cobran\u00e7a ao particular.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda lembrou que, no julgamento do Tema 385, o STF fixou a posi\u00e7\u00e3o de que a imunidade \u201cn\u00e3o se estende a empresa privada arrendat\u00e1ria de im\u00f3vel p\u00fablico, quando seja ela exploradora de atividade econ\u00f4mica com fins lucrativos\u201d (RE 594.015).<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, com base nos dois julgamentos, \u201ca imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel a im\u00f3veis que, embora formalmente pertencentes a entes p\u00fablicos, sejam utilizados por concession\u00e1rios ou arrendat\u00e1rios para a explora\u00e7\u00e3o de atividades econ\u00f4micas com finalidade lucrativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no caso do Aeroporto de Natal, acrescentou o ministro, \u201cas circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas n\u00e3o permitem que seja reconhecida a imunidade tribut\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o a todos os segmentos do complexo aeroportu\u00e1rio\u201d, uma vez que tamb\u00e9m existem atividades acess\u00f3rias com explora\u00e7\u00e3o de atividades econ\u00f4micas por empresas privadas, e que est\u00e3o dissociadas da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele citou, em seu voto, que o Supremo definiu no mesmo sentido no julgamento da Reclama\u00e7\u00e3o 50.522. A 2\u00aa Turma decidiu pela exclus\u00e3o da imunidade tribut\u00e1ria dos im\u00f3veis cedidos para o desempenho, por particulares, de atividades econ\u00f4micas alheias ao servi\u00e7o aeroportu\u00e1rio e ao transporte a\u00e9reo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento do ministro, devem ser exclu\u00eddos da imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca do IPTU \u201cos im\u00f3veis pertencentes ao complexo aeroportu\u00e1rio cedidos a particulares para a explora\u00e7\u00e3o de atividade econ\u00f4mica com intuito de lucro, e que sejam alheios ao servi\u00e7o p\u00fablico stricto sensu de infraestrutura aeroportu\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Bruno Sigaud, do Sigaud Advogados, de fato, o instituto da imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca n\u00e3o foi concebido para evitar a cobran\u00e7a de IPTU de particulares que atuam no regime da livre concorr\u00eancia. \u201cNesse sentido, estender a imunidade do IPTU aos im\u00f3veis ocupados pelas lojas, restaurantes e locadoras de ve\u00edculos, onde h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o comercial, representaria conferir a tais particulares uma vantagem indevida, benef\u00edcio este n\u00e3o existente para os seus concorrentes\u201d, afirma ele, acrescentando que a medida violaria o princ\u00edpio da livre concorr\u00eancia, previsto no artigo 170 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a manuten\u00e7\u00e3o da imunidade de IPTU aos hangares, pista de pouso e outras \u00e1reas, Sigaud afirma que \u201ccertamente atende ao instituto da imunidade rec\u00edproca, justamente em raz\u00e3o da necessidade de se observar que, no contexto do pacto federativo, a Constitui\u00e7\u00e3o objetivou preservar o respeito rec\u00edproco e a autonomia dos entes p\u00fablicos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Prefeitura de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/04\/concessionaria-consegue-no-supremo-reduzir-iptu-de-aeroporto.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/04\/concessionaria-consegue-no-supremo-reduzir-iptu-de-aeroporto.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Majora\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de ICMS deve considerar anterioridade anual, decide STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou irregular a cobran\u00e7a da majora\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do ICMS interno de 18% para 20% no estado do Tocantins ainda no ano de 2023. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime, no julgamento da a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade 7.375.<\/p>\n\n\n\n<p>A ADI foi ajuizada pelo PSD, que questionou a constitucionalidade de dispositivo da medida provis\u00f3ria (MP) 33\/2022, convertida na Lei 4.141\/2023, que majorou a al\u00edquota.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a requerente, para que produzisse efeitos em 2023, a medida provis\u00f3ria deveria ter sido convertida em lei at\u00e9 o \u00faltimo dia do exerc\u00edcio financeiro de 2022, o que n\u00e3o ocorreu: o ato normativo s\u00f3 virou lei em abril de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA inconstitucionalidade se mostra t\u00e3o flagrante que n\u00e3o demanda grandes digress\u00f5es, pois no presente caso, a N\u00c3O convers\u00e3o da MP\/33 em lei at\u00e9 o final do ano de sua edi\u00e7\u00e3o (2022), descumpriu, para que fosse poss\u00edvel produzir seus efeitos em 2023, o disposto no art. 62, \u00a72\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o sendo observado assim o princ\u00edpio da anterioridade anual previsto Art. 150, III, \u201cb\u201d da Carta Magna, devendo a Lei 4.141\/2023, mesmo em vig\u00eancia, aguardar at\u00e9 o dia 1\u00ba de janeiro de 2024 para produzir seus efeitos\u201d, defendeu o partido.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, concordou que o aumento violou o princ\u00edpio constitucional da anterioridade anual. Ele determinou a incid\u00eancia da al\u00edquota de 20% somente a partir de 1\u00b0 de janeiro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendon\u00e7a citou, em seu voto, que a Constitui\u00e7\u00e3o de fato estabelece que as medidas provis\u00f3rias que impliquem em institui\u00e7\u00e3o ou majora\u00e7\u00e3o de impostos s\u00f3 produzir\u00e3o efeitos no exerc\u00edcio financeiro seguinte se houver sido convertida em lei at\u00e9 o \u00faltimo dia daquele em que foi editada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSob pena de permitir ao ente tributante manipular os marcos temporais em mat\u00e9ria de cria\u00e7\u00e3o e majora\u00e7\u00e3o de tributos, o Poder Constituinte Reformador trouxe a lume a norma contida no art. 62, \u00a7 2\u00ba, do texto constitucional, segundo a qual somente com a estabiliza\u00e7\u00e3o do ato normativo, o que ocorre com a convers\u00e3o da MP em lei, segundo a dic\u00e7\u00e3o deste STF, pode-se reputar que a teleologia da anterioridade de exerc\u00edcio foi alcan\u00e7ada\u201d, pontuou o relator. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/majoracao-da-aliquota-de-icms-deve-considerar-anterioridade-anual-decide-stf-04102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/majoracao-da-aliquota-de-icms-deve-considerar-anterioridade-anual-decide-stf-04102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Julgamento sobre corre\u00e7\u00e3o do FGTS pode ser conclu\u00eddo neste m\u00eas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) pode concluir neste m\u00eas julgamento que discute a aplica\u00e7\u00e3o da Taxa Referencial (TR) como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o dos saldos das contas vinculadas do FGTS. Esse caso come\u00e7ou a ser analisado pelo Plen\u00e1rio no m\u00eas de abril e tem, por enquanto, dois votos para que a remunera\u00e7\u00e3o do fundo seja, no m\u00ednimo, igual a da poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa decis\u00e3o, se prevalecer, no entanto, ter\u00e1 validade somente a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento. As discuss\u00f5es ser\u00e3o reabertas no dia 18 com o voto-vista do ministro Nunes Marques.<\/p>\n\n\n\n<p>A Caixa Econ\u00f4mica Federal estima impacto de R$ 661 bilh\u00f5es para a Uni\u00e3o se os ministros decidirem contra a TR e a decis\u00e3o puder ser aplicada para per\u00edodos passados.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>O caso que est\u00e1 em discuss\u00e3o trata do per\u00edodo entre 1999 e 2013. A a\u00e7\u00e3o &#8211; ADI 5090 &#8211; foi proposta pelo partido Solidariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o julgamento teve in\u00edcio, em abril, os representantes do partido argumentaram que o FGTS \u00e9 uma poupan\u00e7a compuls\u00f3ria em favor do trabalhador e que a corre\u00e7\u00e3o das contas pela TR dilapida esse patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS\/CUT) atuaram como parte interessada (amicus curiae) e se posicionaram da mesma forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Votos<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril, quando o julgamento teve in\u00edcio, o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, votou para afastar a TR e aplicar taxa de corre\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja inferior \u00e0 da caderneta de poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso somente a partir da ata do julgamento, sem efeitos para o passado \u2013 ou seja, n\u00e3o contempla quem entrou com a\u00e7\u00f5es judiciais com esse pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso chamou aten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m disso, que desde 2019 n\u00e3o se remunera o FGTS abaixo da caderneta de poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento foi acompanhando, naquela ocasi\u00e3o, pelo ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Nunes Marques afirmou que a medida proposta pelo relator &#8220;\u00e9 um gatilho para o porvir&#8221;. Hoje quem \u00e9 demitido j\u00e1 tem o FGTS com valor corrigido acima da poupan\u00e7a, segundo o ministro. Apesar da manifesta\u00e7\u00e3o, ele pediu vista para analisar com mais profundidade o voto de Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Remunera\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>As Leis n\u00ba 13.446\/2017 e n\u00ba 13.932\/2019 alteraram a forma de remunera\u00e7\u00e3o das contas do FGTS. O fundo passou a distribuir uma parcela de seus lucros aos cotistas, levando a remunera\u00e7\u00f5es superiores \u00e0 da TR e \u00e0 infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas leis foram um dos argumentos da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) para que o tema n\u00e3o fosse julgado pela Corte, mas sem sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, a TR foi de 1,63%, o que levaria a uma corre\u00e7\u00e3o de 4,63% do FGTS mais os rendimentos do FGTS adicionados a partir de 2017. A poupan\u00e7a rendeu 7,89% e o IPCA fechou o ano em 5,79%.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o realizada em abril, a Caixa indicou que as taxas dos financiamentos habitacionais subiriam cerca de 5% para entre 10% e 13% se o pedido dos trabalhadores fosse aceito, afastando a TR e adotando outros \u00edndices, como Selic ou IPCA.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a Caixa, 87% do valor a ser pago ser\u00e1 destinado a 5% dos fundistas, aqueles que ganham acima de dez sal\u00e1rios m\u00ednimos. Enquanto o trabalhador de menor renda vai receber em m\u00e9dia entre R$ 1 mil e R$ 4 mil e ter taxas maiores no financiamento da casa pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m no julgamento, o ministro Nunes Marques afirmou, citando material da AGU, que ainda n\u00e3o foi conclu\u00edda an\u00e1lise sobre eventual d\u00e9ficit que a Uni\u00e3o enfrentaria se obrigada a complementar os dep\u00f3sitos fundi\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 indica\u00e7\u00e3o, frisou, de que, em 2024, a Uni\u00e3o teria que completar entre R$ 1,5 bilh\u00e3o e R$ 5,4 bilh\u00f5es, al\u00e9m da expectativa de aumento da taxa de juros para os mutu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/valor-juridico\/coluna\/stf-julgamento-sobre-correcao-do-fgts-pode-ser-concluido-neste-mes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/valor-juridico\/coluna\/stf-julgamento-sobre-correcao-do-fgts-pode-ser-concluido-neste-mes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF mant\u00e9m exig\u00eancia de ISS sobre ag\u00eancias franqueadas dos Correios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) validou a exig\u00eancia do Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) sobre o contrato de franquia postal. A decis\u00e3o foi tomada na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4784, julgada em sess\u00e3o virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) validou a exig\u00eancia do Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) sobre o contrato de franquia postal. A decis\u00e3o foi tomada na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4784, julgada em sess\u00e3o virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Franquias Postais do Brasil (Anafpost) argumentava que a previs\u00e3o contida na lista de servi\u00e7os anexa \u00e0 Lei Complementar 116\/2003 seria inconstitucional por ter determinado a incid\u00eancia do ISS sobre uma atividade auxiliar, a de franquia postal, que n\u00e3o se equipara a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu no julgamento o entendimento do ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, relator, de que o contrato de franquia n\u00e3o abrange apenas a cess\u00e3o do uso de marca, mas tamb\u00e9m obriga\u00e7\u00f5es a serem prestadas por ambas as partes, configurando assim uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o pass\u00edvel de incid\u00eancia do imposto municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente quanto \u00e0 franquia postal, o ministro destacou que a Lei n\u00ba 11.668\/2008 obriga o franqueado a prestar contas \u00e0 Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos (ECT) e permite que esta fiscalize o franqueado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, Barroso rejeitou o pedido em rela\u00e7\u00e3o aos itens da lista que dizem respeito \u00e0 incid\u00eancia de ISS sobre os servi\u00e7os de coleta, remessa ou entrega de correspond\u00eancias, por entender que o conflito se d\u00e1 na esfera infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanharam essa corrente a ministra C\u00e1rmen L\u00facia e os ministros Dias Toffoli, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Edson Fachin, Luiz Fux, Nunes Marques e Cristiano Zanin.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e a ministra Rosa Weber (aposentada) divergiram no segundo ponto, por admitirem a incid\u00eancia do ISS sobre os servi\u00e7os de coleta, remessa ou entrega de correspond\u00eancias, documentos, objetos, bens ou valores que n\u00e3o sejam considerados servi\u00e7os postais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/05\/stf-mantem-exigencia-de-iss-sobre-agencias-franqueadas-dos-correios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/05\/stf-mantem-exigencia-de-iss-sobre-agencias-franqueadas-dos-correios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Senai n\u00e3o pode cobrar contribui\u00e7\u00e3o de empresas com mais de 500 funcion\u00e1rios, diz STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por cinco votos a dois, que o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) n\u00e3o tem legitimidade para cobrar a contribui\u00e7\u00e3o adicional de 0,2% sobre a folha de pagamento de empresas com mais de 500 funcion\u00e1rios, destinada a incentivar programas de forma\u00e7\u00e3o profissional. O processo \u00e9 o EREsp 1571933\/SC.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu a diverg\u00eancia aberta pelo ministro Gurgel de Faria. Para Faria, o Decreto 60.466\/1967, no qual o Senai se fundamenta para sustentar sua legitimidade para a cobran\u00e7a, foi tacitamente revogado ap\u00f3s a Lei 11.457\/2007, conhecida como Lei da Super Receita, que alterou a din\u00e2mica da cobran\u00e7a das contribui\u00e7\u00f5es sociais devidas \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado proclamou o resultado, mas ficou decidido que Faria se manifestar\u00e1 sobre a sugest\u00e3o de modula\u00e7\u00e3o feita pelo ministro Mauro Campbell. O magistrado prop\u00f4s que a ilegitimidade do Senai para efetuar a cobran\u00e7a tenha efeitos \u201cpara frente\u201d, ou seja, para fatos geradores ap\u00f3s o julgamento desta quarta.<\/p>\n\n\n\n<p>Campbell defendeu a import\u00e2ncia de modular os efeitos, uma vez que se trata de altera\u00e7\u00e3o na jurisprud\u00eancia da Corte e poderia e poderia influenciar outras decis\u00f5es, embora n\u00e3o se trate de decis\u00e3o em sede de recurso repetitivo, o que obrigaria as demais inst\u00e2ncias e o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) a seguir o STJ. Por\u00e9m, vale pontuar que ainda que o STJ module o caso julgado hoje, a decis\u00e3o s\u00f3 vale para o contribuinte do caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi bem recebida pela defesa da Cia Hering. Conforme a advogada Anete Mair Maciel Medeiros, do Gaia Silva Gaede, a companhia busca afastar um auto de infra\u00e7\u00e3o lavrado pelo Senai para cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o. Segundo ela, se prevalecer a modula\u00e7\u00e3o \u201cpara frente\u201d, ser\u00e1 como se a empresa n\u00e3o tivesse vencido o processo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que o ministro Campbell prop\u00f4s \u00e9 que essa decis\u00e3o s\u00f3 produza efeitos para fatos geradores futuros. Nem a gente, que entrou com a a\u00e7\u00e3o, est\u00e1 preservado. O STF [Supremo Tribunal Federal], quando modula, preserva o direito de quem j\u00e1 tinha a\u00e7\u00e3o ou processo administrativo\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mudan\u00e7a de jurisprud\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o desta quarta-feira (27\/9) representa uma mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o dos ministros. A cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 feita h\u00e1 70 anos pelo Senai. At\u00e9 2019, a 1\u00aa e a 2\u00aa Turmas do STJ tinham o mesmo entendimento sobre o tema, a favor da legitimidade do Senai para fiscalizar e arrecadar a contribui\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, a 1\u00aa Turma alterou sua posi\u00e7\u00e3o a partir de 2019, com decis\u00e3o no pr\u00f3prio caso julgado hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ retomou o julgamento hoje ap\u00f3s interrup\u00e7\u00e3o da discuss\u00e3o em novembro de 2022, quando o placar estava 1\u00d71, por pedido de vista da ministra Assusete Magalh\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, Magalh\u00e3es decidiu acompanhar Gurgel de Faria na diverg\u00eancia da posi\u00e7\u00e3o do relator, o ministro Og Fernandes. Fernandes deu provimento ao recurso do Senai citando a jurisprud\u00eancia da 2\u00aa Turma favor\u00e1vel \u00e0 cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o pela entidade. Por\u00e9m, a maioria dos ministros votou com a diverg\u00eancia, sendo o posicionamento do relator seguido apenas pelo ministro Mauro Campbell.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Campbell, a sistem\u00e1tica de arrecada\u00e7\u00e3o direta pelas entidades prevista no artigo 50 do Decreto 494\/1962 e no artigo 10 da Lei 60.466\/1967 s\u00e3o compat\u00edveis com a cria\u00e7\u00e3o da Super Receita. Segundo o ministro, os artigos 3\u00b0 e 48, inciso II, da Lei 11.457\/2007 preservaram a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-senai-nao-pode-cobrar-contribuicao-de-empresas-com-mais-de-500-funcionarios-05102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-senai-nao-pode-cobrar-contribuicao-de-empresas-com-mais-de-500-funcionarios-05102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso sobre PIS\/Cofins para previd\u00eancia privada fechada tem repercuss\u00e3o geral<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, com placar de 8 votos a 2, reconhecer a repercuss\u00e3o geral no recurso que discute se as entidades fechadas de previd\u00eancia complementar s\u00e3o obrigadas a recolher PIS e Cofins. A controv\u00e9rsia \u00e9 objeto do RE 722.528 (Tema 1280), que n\u00e3o tem data para ir a julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Autora do recurso, a Caixa de Previd\u00eancia dos Funcion\u00e1rios do Banco do Brasil (Previ) questiona a constitucionalidade da Lei 9.718\/98. A Previ defende que, com base na reda\u00e7\u00e3o original do artigo 195, inciso I, da Constitui\u00e7\u00e3o, o PIS e a Cofins s\u00f3 deveriam incidir sobre receitas oriundas da venda de bens e da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade argumenta, por\u00e9m, que tem apenas duas fontes de receitas \u2013 as contribui\u00e7\u00f5es recebidas de seus participantes e da patrocinadora e os frutos de seus investimentos \u2013 e que estas n\u00e3o se confundem com faturamento, uma vez que se destinam apenas a compor a poupan\u00e7a previdenci\u00e1ria dos participantes. A Previ afirma ainda que, pelas regras da Lei Complementar 109\/01, as entidades fechadas de previd\u00eancia complementar n\u00e3o podem ter fins lucrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Dias Toffoli, votou para reconhecer a repercuss\u00e3o geral do tema. Ele ressaltou que as entidades fechadas de previd\u00eancia complementar possuem regulamenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e particularidades, como a aus\u00eancia de finalidade lucrativa e a voca\u00e7\u00e3o para a gest\u00e3o de planos de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios de natureza complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros Luiz Fux e Edson Fachin foram votos vencidos, para n\u00e3o reconhecer a repercuss\u00e3o geral. A ministra C\u00e1rmen L\u00facia n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, a discuss\u00e3o n\u00e3o foi resolvida no julgamento do RE 609.096 (Tema 372), por meio do qual o STF validou a incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es sobre as receitas financeiras das institui\u00e7\u00f5es financeiras. \u201c\u00c9 evidente que a defini\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o nortear\u00e1 o julgamento de in\u00fameros outros casos e poder\u00e1, ainda, afetar o or\u00e7amento das EFPC bem como da Uni\u00e3o\u201d, escreveu Toffoli em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/caso-sobre-pis-cofins-para-previdencia-privada-fechada-tem-repercussao-geral-07102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/caso-sobre-pis-cofins-para-previdencia-privada-fechada-tem-repercussao-geral-07102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo volta a julgar cobran\u00e7a sobre benef\u00edcio fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 em julgamento no Plen\u00e1rio Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) um processo que discute a constitucionalidade de dois fundos de emerg\u00eancia criados pelo Estado do Rio de Janeiro \u2014 o FEEF e o FOT. Empresas que recebem benef\u00edcios e incentivos fiscais v\u00eam sendo obrigadas, desde 2017, a depositar nesses fundos 10% do valor total concedido.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa condi\u00e7\u00e3o, na pr\u00e1tica, reduz o benef\u00edcio fiscal a que o contribuinte teria direito e, consequentemente, aumenta os valores a pagar de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros onze Estados, pelo menos, tamb\u00e9m t\u00eam fundos semelhantes. A decis\u00e3o que for aplicada na a\u00e7\u00e3o do Rio, afirmam especialistas, poder\u00e1 gerar um efeito domin\u00f3 sobre os demais.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise foi proposta pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) \u2014 ADI 5635. Teve v\u00e1rias idas e vindas. Come\u00e7ou a ser julgada em maio do ano passado, houve interrup\u00e7\u00e3o por pedido de vista, voltou \u00e0 pauta e foi retirada, mais uma vez, por pedido de destaque.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, depois de j\u00e1 ter votado, decidiu que o caso deveria ser julgado presencialmente, no Plen\u00e1rio do STF. Mas mudou de ideia. Por isso, um novo come\u00e7o de julgamento no ambiente virtual. As discuss\u00f5es foram reabertas na sexta-feira e t\u00eam conclus\u00e3o prevista para o dia 16.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso emitiu o seu voto na sexta-feira e praticamente repete o que havia proferido no ano passado. H\u00e1 diferen\u00e7a de um ou dois par\u00e1grafos, mas a conclus\u00e3o \u00e9 a mesma: considera os fundos constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro pondera, no entanto, que o Estado precisa respeitar a n\u00e3o cumulatividade do imposto. Esse trecho beneficia os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 que pela regra da n\u00e3o cumulatividade, toda mercadoria adquirida com incid\u00eancia de ICMS gera cr\u00e9dito para a empresa e esse cr\u00e9dito pode ser usado para abater do imposto que tem a pagar ao Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fazer essa observa\u00e7\u00e3o em seu voto, dizem advogados, Barroso est\u00e1 permitindo que os contribuintes paguem os 10% do fundo com o uso de cr\u00e9dito. O Estado, hoje, n\u00e3o permite que os pagamentos sejam feitos dessa forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Da \u00faltima vez que esse tema esteve no Plen\u00e1rio Virtual, o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a emitiu voto. Ele divergiu do relator. Deu raz\u00e3o aos contribuintes e votou contra os dois fundos de emerg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o caso tivesse seguido para julgamento presencial, como proposto pelo relator anteriormente, o placar do Plen\u00e1rio Virtual seria anulado e as discuss\u00f5es come\u00e7ariam do zero no plen\u00e1rio da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a desist\u00eancia do destaque e reinclus\u00e3o do caso no virtual, no entanto, a regra \u00e9 de que o julgamento continue de onde parou. Por esse motivo, o voto de Mendon\u00e7a continua valendo. O placar parcial, at\u00e9 sexta-feira, portanto, era de 1 a 1.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fundo Estadual de Equil\u00edbrio Fiscal (FEEF) foi institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.428, de 2016, e regulamentado pelos decretos n\u00ba 45.810, do mesmo ano, e n\u00ba 45.973, de 2017. Em 2020, houve uma substitui\u00e7\u00e3o: o FEEF virou Fundo Or\u00e7ament\u00e1rio Tempor\u00e1rio (FOT). A lei que disciplina esse segundo fundo \u00e9 a n\u00ba 47.057.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dois fundos t\u00eam base no Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 42, de 2016, editado pelo Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) num contexto de crise fiscal, que permitiu aos Estados e Distrito Federal reduzirem os benef\u00edcios fiscais dos contribuintes em 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Leonardo Martins, do escrit\u00f3rio Machado Meyer, que representa o Instituto Brasileiro de Petr\u00f3leo nesse caso \u2014 na condi\u00e7\u00e3o de interessado (amicus curiae) \u2014 diz que a discuss\u00e3o tem a ver com o fato de a Constitui\u00e7\u00e3o, no artigo 167, impedir que se destine parte da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto a finalidades espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE \u00e9 justamente isso o que ocorre. O FEEF claramente determinava que a destina\u00e7\u00e3o dos recursos depositados pelos contribuintes seria para pagamento de despesas com sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a p\u00fablica\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a segue essa mesma linha em seu voto. \u201cO princ\u00edpio da n\u00e3o afeta\u00e7\u00e3o de receitas de impostos veda que um ato normativo infraconstitucional estabele\u00e7a um v\u00ednculo entre uma fonte de recursos dessa esp\u00e9cie tribut\u00e1ria a determinado destino. Com efeito, busca evitar o engessamento do manejo or\u00e7ament\u00e1rio\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso pondera, no voto, no entanto, que na lei do FOT \u2014 que substituiu o FEEF \u2014 essa previs\u00e3o deixou de existir. Ele fez constar, na proposta de tese, que as receitas devem ter destina\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica, ou seja, \u201cn\u00e3o vinculadas a um programa governamental espec\u00edfico e detalhado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>Especialista na \u00e1rea, o advogado Victor Amaral, do escrit\u00f3rio Vinhas e Redenschi, diz que se prevalecer o voto do relator, na pr\u00e1tica, ser\u00e3o chanceladas as exig\u00eancias fiscais que prevalecem desde 2017, o que reduz margem de lucro e abala as condi\u00e7\u00f5es de competitividade dos contribuintes do Rio de Janeiro. \u201cEm especial porque os Estados vizinhos n\u00e3o possuem fundos dessa natureza.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) do Rio de Janeiro n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/08\/supremo-volta-a-julgar-cobranca-sobre-beneficio-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/08\/supremo-volta-a-julgar-cobranca-sobre-beneficio-fiscal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>ESTADUAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Absolvi\u00e7\u00e3o na esfera tribut\u00e1ria anula crime fiscal, decide TJ-PR<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 07\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da inexist\u00eancia de d\u00edvida fiscal repercute na esfera penal e tem como consequ\u00eancia o desaparecimento de crime tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento da 8\u00aa Vara Criminal de Curitiba ao aceitar revis\u00e3o criminal em favor de um homem condenado pelo crime de sonega\u00e7\u00e3o relacionado a Imposto sobre Servi\u00e7os (ISS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, a defesa pediu o afastamento da condena\u00e7\u00e3o imposta na esfera penal, j\u00e1 que na esfera tribut\u00e1ria houve decis\u00e3o que declarou a anula\u00e7\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es fiscais que deram origem \u00e0 a\u00e7\u00e3o penal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator, desembargador Gamaliel Seme Scaff, explicou que a decis\u00e3o que reconheceu a inexist\u00eancia da d\u00edvida do r\u00e9u \u00e9 posterior \u00e0 data do tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOra, se a cobran\u00e7a pela Fazenda P\u00fablica municipal foi indevida, e a d\u00edvida em verdade nunca existiu, tem raz\u00e3o o requerente quando alega ser o crime imposs\u00edvel, j\u00e1 que o tipo penal pelo qual foi condenado o r\u00e9u exige a supress\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o do pagamento de tributo devido, o que restou posteriormente comprovado n\u00e3o ser o caso concreto\u201d, registrou o julgador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado afirmou que em casos como esse aplica-se o princ\u00edpio da subsidiariedade, j\u00e1 que \u00e9 completamente desconexo que o r\u00e9u seja condenado na a\u00e7\u00e3o penal, quando na verdade, a d\u00edvida que teria originado o crime sequer existe na esfera tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O acusado foi representado pelo advogado Paulo Incott.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 0040676-66.2023.8.16.0000<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-07\/absolvicao-esfera-tributaria-anula-crime-fiscal-decide-tj-pr\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-07\/absolvicao-esfera-tributaria-anula-crime-fiscal-decide-tj-pr<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-palette-color-6-background-color has-background is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p style=\"font-size:0.8em\">A Amaral,\u00a0Yazbek, OAB\/PR 762, possui 36 anos de experi\u00eancia auxiliando empresas a transformar a tributa\u00e7\u00e3o em lucro. 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