{"id":2902,"date":"2023-09-18T14:54:47","date_gmt":"2023-09-18T17:54:47","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=2902"},"modified":"2023-09-18T15:06:37","modified_gmt":"2023-09-18T18:06:37","slug":"retrospecto-tributario-11-09-a-18-09","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=2902","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 11\/09 a 18\/09"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 11\/09 a 18\/09: Todas as atualidades mundo tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas v\u00e3o \u00e0 Justi\u00e7a para acelerar libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas no Estado de S\u00e3o Paulo t\u00eam apostado em a\u00e7\u00f5es judiciais e programas fiscais para tentar reduzir o volume de cr\u00e9ditos acumulados de ICMS &#8211; em dezembro, o estoque alcan\u00e7ava R$ 4,4 bilh\u00f5es. Esse movimento ganhou for\u00e7a com o texto da reforma tribut\u00e1ria aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados e em tramita\u00e7\u00e3o no Senado, que prev\u00ea simplifica\u00e7\u00e3o do sistema, mas tamb\u00e9m um longo prazo para uso do saldo credor, al\u00e9m de menor corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o dos valores acumulados atualmente, essas mudan\u00e7as podem trazer forte impacto para empresas do pa\u00eds inteiro. S\u00f3 as de capital aberto, que fazem parte da B3, t\u00eam R$ 46,3 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos de ICMS, segundo levantamento realizado pelo escrit\u00f3rio de advocacia ButtiniMoraes, com base nos resultados financeiros do quarto trimestre de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a reforma for aprovada como est\u00e1, com o fim do ICMS, em 2033, o saldo desses cr\u00e9ditos poder\u00e1 ser compensado com o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) em 240 parcelas (20 anos). A corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria passa a ser pelo IPCA (de 5,79% em 2022). Hoje \u00e9 pela Selic, que est\u00e1 em 13,25%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs empresas est\u00e3o preocupadas. O prazo de 20 anos n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel, nem mesmo uma corre\u00e7\u00e3o inferior \u00e0 Selic\u201d, diz o advogado Thiago Amaral, do escrit\u00f3rio Demarest, que espera altera\u00e7\u00f5es nesses pontos pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta desse cen\u00e1rio, os advogados passaram a registrar uma maior procura das empresas para a libera\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos. E esse movimento, segundo eles, ainda deve crescer caso a reforma seja aprovada como est\u00e1. \u201cAt\u00e9 porque h\u00e1 um risco de calote\u201d, afirma Jo\u00e3o Andr\u00e9 Buttini de Moraes, s\u00f3cio do ButtiniMoraes.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses cr\u00e9ditos s\u00e3o gerados quando o contribuinte compra uma mercadoria e a revende. \u00c9 o caso das exporta\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o isentas de tributos, e das vendas para outros Estados, que podem ter al\u00edquota menor do imposto. Eles podem ser usados hoje para reduzir o valor do ICMS a recolher, pagar fornecedores &#8211; na aquisi\u00e7\u00e3o de bens e insumos -, ser transferi dos para empresas interdependentes, que t\u00eam o mesmo s\u00f3cio, ou vendidos para terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo, existe previs\u00e3o legal de prazo de 120 dias para a Fazenda analisar a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos (artigo 33 da Lei n\u00ba 10.177, de 1998). Quando esse prazo n\u00e3o \u00e9 cumprido, os contribuintes recorrem ao Judici\u00e1rio &#8211; movimento que agora ganhou for\u00e7a com a reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos casos foi julgado recentemente pela 9\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP). O pedido foi apresentado por uma empresa com 48 requerimentos de pedidos de transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos acumulados de ICMS, apresentados entre janeiro e mar\u00e7o de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a, em raz\u00e3o da demora, deu prazo de 60 dias para a an\u00e1lise desses pedidos, o que foi confirmado pelo tribunal (processo n\u00ba 1013640-27.2022.8.26.0602). Na decis\u00e3o, o relator, desembargador Rebou\u00e7as de Carvalho, cita diversos precedentes nesse sentido (processos n\u00ba 1027902-85.2021.8.26.0482, n\u00ba 1024938-22.2021.8.26.0482 e n\u00ba 1003751-32.2021. 8.26.0037).<\/p>\n\n\n\n<p>Outras empresas, que s\u00e3o exportadoras e acumulam muitos cr\u00e9ditos de ICMS, tamb\u00e9m acabam entrando na Justi\u00e7a, com base noo par\u00e1grafo 1\u00ba, do artigo 25 da Lei Kandir. A norma diz que a transfer\u00eancia desses cr\u00e9ditos seria autoaplic\u00e1vel, sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o do Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, existem diversas decis\u00f5es. Entre elas, uma recente da 2\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJSP. Os desembargadores mantiveram senten\u00e7a que garantiu \u00e0 empresa a imediata transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS para estabelecimento n\u00e3o interdependente. No caso, a Fazenda j\u00e1 tinha deferido a apropria\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos &#8211; 93% do montante tem origem em exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora, desembargadora Vera Angrisani \u201ca demora na conclus\u00e3o dos pedidos e consequente efetiva\u00e7\u00e3o das transfer\u00eancias (tamb\u00e9m incontroversa), tampouco se justifica, n\u00e3o vingando no argumento de que o exerc\u00edcio do direito do contribuinte pode ser obstado pelo ju\u00edzo de oportunidade e conveni\u00eancia da autoridade\u201d (processo n\u00ba 1041952-11.2022.8.26.0053).<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Andr\u00e9 Buttini de Moraes, que atuou no processo, afirma que esses pedidos t\u00eam sido frequentemente concedidos. E essa argumenta\u00e7\u00e3o, acrescenta, pode ser utilizada em qualquer Estado. \u201cInclusive o STJ [Superior Tribunal de Justi\u00e7a] reconhece esse direito. Se o cr\u00e9dito j\u00e1 foi auditado pelo Fisco e foi deferido, o Estado n\u00e3o pode mais interferir nessa transfer\u00eancia para terceiros\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro caminho trilhado em S\u00e3o Paulo \u00e9 o da ades\u00e3o a programas que preveem a libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS de forma mais r\u00e1pida. Segundo Buttini, o Estado \u00e9 o \u00fanico com programas para acelerar essas opera\u00e7\u00f5es &#8211; como o ProAtivo e o Nos Conformes, que trazem vantagens a \u201cbons contribuintes\u201d. Mas, acrescenta, os valores liberados s\u00e3o limitados e a empresa tem que preencher certos requisitos para participar.<\/p>\n\n\n\n<p>O ProAtivo, o Programa de Amplia\u00e7\u00e3o de Liquidez de Cr\u00e9ditos a Contribuintes com Hist\u00f3rico de Aquisi\u00e7\u00f5es de Bens Destinados ao Ativo Imobilizado, \u00e9 destinado aos contribuintes que disp\u00f5em de cr\u00e9ditos acumulados. Foram feitas oito rodadas de negocia\u00e7\u00f5es, cada uma com determinados setores. No programa, j\u00e1 foram liberados R$ 2,7 bilh\u00f5es de cr\u00e9ditos acumulados, desde o in\u00edcio de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa Nos Conformes, criado em 2018, foi rec\u00e9m-regulamentado pelo Decreto n\u00ba 67.853, de julho, para tratar das contrapartidas que o Estado passou a oferecer aos contribuintes com boa classifica\u00e7\u00e3o &#8211; os chamados bons pagadores de impostos. Aqueles com nota A ou A+ ter\u00e3o autoriza\u00e7\u00e3o para apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito a cumulado e renova\u00e7\u00e3o de regime especial de tributa\u00e7\u00e3o mediante procedimentos simplificados. Os contribuintes com B ter\u00e3o direito a se apropriar de 50% do cr\u00e9dito acumulado por meio de procedimentos simplificados.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m deles, existe o Programa de Incentivo ao Investimento pelo Fabricante de Ve\u00edculo Automotor (Prove\u00edculo Verde), que j\u00e1 tem ades\u00e3o da Toyota. A montadora vai investir R$ 1,7 bilh\u00e3o em uma f\u00e1brica na regi\u00e3o de Sorocaba para a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos menos poluentes &#8211; h\u00edbridos (el\u00e9tricos e flex) &#8211; e, em contrapartida, ter\u00e1 facilidades na libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos acumulados de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo, Samuel Kinoshita, a atual gest\u00e3o est\u00e1 investindo na moderniza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, na melhoria do ambiente de neg\u00f3cios, que pode aumentar a gera\u00e7\u00e3o de empregos, e na constru\u00e7\u00e3o de uma boa rela\u00e7\u00e3o com os contribuintes, al\u00e9m de tentar elevar a arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado aposta na amplia\u00e7\u00e3o dos programas j\u00e1 existentes, afirma Kinoshita, e tamb\u00e9m em dois projetos de lei encaminhados \u00e0 Assembleia Legislativa pelo governo, em regime de tramita\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia. O PL n\u00ba 1245, institui a chamada transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, que permitiria o pagamento de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com cr\u00e9ditos de ICMS. Hoje a d\u00edvida ativa do Estado est\u00e1 em R$ 380 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o projeto n\u00ba 1.246 cria o \u201cResolve J\u00e1\u201d, que amplia o prazo para pagamento de valor previsto em auto de infra\u00e7\u00e3o com desconto. Hoje o contribuinte tem prazo de at\u00e9 30 dias. Com a mudan\u00e7a, poderia quitar o devido com redu\u00e7\u00e3o do valor da penalidade at\u00e9 a inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, com descontos regressivos. A ideia \u00e9 diminuir o contencioso. Hoje, h\u00e1 5.834 autua\u00e7\u00f5es cobrando R$ 117,5 bilh\u00f5es. Tamb\u00e9m poderiam ser usados cr\u00e9ditos de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/12\/empresas-vao-a-justica-para-acelerar-liberacao-de-creditos-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/12\/empresas-vao-a-justica-para-acelerar-liberacao-de-creditos-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal obriga Fazenda Nacional a alterar rating de contribuinte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro determinou a mudan\u00e7a do rating de um contribuinte, o que permitir\u00e1 a obten\u00e7\u00e3o de maior desconto na negocia\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com a Uni\u00e3o &#8211; a chamada transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. A empresa ter\u00e1 uma nova classifica\u00e7\u00e3o da capacidade de pagamento (Capag).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, segundo advogados, \u00e9 fruto da pouca clareza dos crit\u00e9rios usados pela Fazenda Nacional para avaliar a capacidade de pagamento dos contribuintes. Apesar de ser uma tutela provis\u00f3ria (esp\u00e9cie de liminar), a medida \u00e9 vista como importante precedente para as demais transa\u00e7\u00f5es em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Recente balan\u00e7o da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) sobre transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias revela que, desde 2020, o instrumento ajudou a Uni\u00e3o a regularizar R$ 466,6 bilh\u00f5es em d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado pela Justi\u00e7a \u00e9 de uma ind\u00fastria do setor de \u00f3leo e g\u00e1s, com d\u00edvidas tribut\u00e1rias de aproximadamente R$ 22,3 milh\u00f5es &#8211; R$ 11,77 milh\u00f5es de princ principal e R$ 10,6 milh\u00f5es de juros, multa e encargos. Como ela precisava de uma certid\u00e3o negativa de d\u00e9bitos para operar para a Petrobras, decidiu fechar uma transa\u00e7\u00e3o com a Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a negocia\u00e7\u00e3o, a PGFN se baseia na capacidade de pagamento. A Portaria n\u00ba 6757, de 2022, traz as classifica\u00e7\u00f5es A, B, C, e D. A \u201cD\u201d, por exemplo, \u00e9 a de quem tem cr\u00e9ditos considerados irrecuper\u00e1veis, inscritos na ativa h\u00e1 mais de 15 anos. Quanto menor essa capacidade, maiores s\u00e3o os benef\u00edcios na transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa ind\u00fastria fez uma consulta com a Fazenda Nacional e teria capacidade \u201cC\u201d. Na pr\u00e1tica, daria a ela a possibilidade de pagar o que deve em 120 parcelas, com redu\u00e7\u00e3o de 100% de juros, multa e encargos. Ainda seria poss\u00edvel usar preju\u00edzo fiscal e base negativa da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas enquanto se preparava financeiramente para firmar a transa\u00e7\u00e3o, foi surpreendida, de acordo com o processo, com uma mudan\u00e7a do seu rating pela PGFN. Foi colocada na categoria \u201cB\u201d. Nela, s\u00f3 teria direito a parcelar a d\u00edvida em at\u00e9 60 vezes, sem redu\u00e7\u00e3o de juros, multa e encargos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado Janssen Murayama, do escrit\u00f3rio Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados, que representa a ind\u00fastria no processo, o faturamento dessa empresa aumentou, mas, ao mesmo tempo, ela foi se endividando para manter o capital de giro. \u201cContratamos dois laudos mostrando que piorou a capacidade de pagamento da empresa\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na portaria da transa\u00e7\u00e3o est\u00e1 previsto que \u00e9 poss\u00edvel impugnar decis\u00e3o da Fazenda Nacional sobre a Capag (artigo 27). \u201cAntes de entrar com a a\u00e7\u00e3o judicial pedimos a revis\u00e3o da capacidade de pagamento, o que foi indeferido porque, conforme as m\u00e9tricas do sistema, estaria correto\u201d, afirma Murayama. \u201cMas a d\u00edvida correspondia a tr\u00eas vezes o patrim\u00f4nio l\u00edquido da ind\u00fastria\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria, o juiz Fabio Tenenblat, da 3\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro, decidiu que a empresa teria Capag \u201cC\u201d para a transa\u00e7\u00e3o. \u201cTendo em conta n\u00e3o estar clara a metodologia utilizada pela Fazenda para a altera\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o da autora, em preju\u00edzo da contribuinte, considero veross\u00edmeis as alega\u00e7\u00f5es da parte autora, especialmente considerando a documenta\u00e7\u00e3o apresentada juntamente com a inicial, que cont\u00e9m indicativos da efetiva piora na situa\u00e7\u00e3o financeira da empresa\u201d, diz (processo n\u00ba 5071493-74.2023.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 h\u00e1 jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Capag, mas s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o a acordos entre a Uni\u00e3o e Estados. \u201cS\u00e3o casos em que a Uni\u00e3o alterou a m\u00e9trica, isso aumentou o valor das parcelas e os Estados contestaram\u201d, afirma Murayama. Em uma das recentes a\u00e7\u00f5es, o Estado do Rio Grande do Norte obteve tutela provis\u00f3ria favor\u00e1vel (ACO 3.596).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, o precedente obtido pela ind\u00fastria \u00e9 importante para outras empresas endividadas que questionem as m\u00e9tricas usadas pela Fazenda Nacional na transa\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o faturamento que determina a capacidade de pagamento\u201d, aponta. \u201cE demonstramos que a empresa quer se regularizar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas em geral criticam o fato de haver pouca transpar\u00eancia sobre o que leva o contribuinte para o enquadramento A, B, C ou D. \u201cEssa decis\u00e3o judicial \u00e9 fruto dessa pouca clareza\u201d, diz Leonardo Martins, s\u00f3cio do tribut\u00e1rio do Machado Meyer.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a portaria da Fazenda Nacional traga os crit\u00e9rios para identifica\u00e7\u00e3o da Capag, acrescenta o advogado, \u00e9 a procuradoria que analisa e gera o rating. \u201cEm um estado democr\u00e1tico de direito, o contribuinte tem que saber exatamente quais os crit\u00e9rios usados at\u00e9 para permitir que ele pe\u00e7a a revis\u00e3o da Capag de modo fundamentado\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>No Machado Meyer, segundo o tributarista, h\u00e1 muitas negocia\u00e7\u00f5es e pedidos de revis\u00e3o em andamento. \u201cNada judicializado ainda, mas \u00e9 um caminho prov\u00e1vel o da a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria se algo semelhante ocorrer\u201d, diz Martins. \u201cE essa decis\u00e3o da Justi\u00e7a do Rio pode servir de precedente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Florence Haret, s\u00f3cia tribut\u00e1ria do NHM Advogados, lembra que a transa\u00e7\u00e3o \u00e9 ben\u00e9fica tanto para os contribuintes quanto para a Fazenda. \u201cO que incomoda \u00e9 a falta de clareza nos crit\u00e9rios e a demora\u201d, afirma. Para ela, tudo relativo \u00e0 transa\u00e7\u00e3o tem que estar na lei, n\u00e3o em portarias. \u201cIsso traria mais seguran\u00e7a jur\u00eddica para o contribuinte montar um plano efetivo para negocia\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada n\u00e3o conhecia decis\u00e3o judicial favor\u00e1vel \u00e0 mudan\u00e7a da Capag de uma empresa. Lembra de um ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), de mar\u00e7o, que manteve o indeferimento de pedido de altera\u00e7\u00e3o (processo n\u00ba 5008342-57.2023.4.04.0000). Ela destaca que, al\u00e9m de a tutela provis\u00f3ria ser um precedente, \u00e9 relevante por deixar claro que \u201ccom um laudo t\u00e9cnico e documentos cont\u00e1beis redondos, fica mais f\u00e1cil transacionar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Florence aponta, contudo, que se o procurador n\u00e3o tem disponibilidade para explicar a decis\u00e3o da Fazenda, h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o do direito ao devido processo legal. \u201cTamb\u00e9m j\u00e1 sei de mandados de seguran\u00e7a propostos no Judici\u00e1rio porque, como n\u00e3o h\u00e1 prazo para a PGFN se manifestar, muitas vezes, o contribuinte perde o prazo para entrar em uma transa\u00e7\u00e3o excepcional\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 decis\u00e3o da Justi\u00e7a do Rio, a PGFN diz que avalia eventual interposi\u00e7\u00e3o de recurso. Por meio de nota, afirma que todo contribuinte tem acesso e conhecimento integral das m\u00e9tricas usadas para estimar sua capacidade de pagamento e pode apresentar pedido de revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNessa oportunidade, poder\u00e1 apresentar seu fluxo de caixa e a demonstra\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil resultados do exerc\u00edcio, de modo a evidenciar, com vistas \u00e0 prefer\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, a margem financeira dispon\u00edvel para pagamento do passivo fiscal\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/13\/decisao-da-justica-federal-obriga-fazenda-nacional-a-alterar-rating-de-contribuinte.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/13\/decisao-da-justica-federal-obriga-fazenda-nacional-a-alterar-rating-de-contribuinte.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gastos de transportadora com IPVA s\u00e3o insumos e geram cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ju\u00edza, despesas com IPVA e taxa de licenciamento s\u00e3o essenciais para a realiza\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica da empresa<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o da 2\u00aa Vara Federal de Cascavel (PR) determinou que os gastos de uma transportadora com IPVA e taxa de licenciamento de ve\u00edculos sejam considerados como insumos. Dessa forma, os valores podem gerar cr\u00e9ditos de PIS e Cofins. A decis\u00e3o foi tomada no mandado de seguran\u00e7a 5000859-10.2023.4.04.7005. A Receita Federal j\u00e1 recorreu da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A transportadora K Napoli, do Paran\u00e1, entrou na Justi\u00e7a solicitando o direito aos cr\u00e9ditos de PIS e Cofins pelo pagamento de despesas obrigat\u00f3rias para manuten\u00e7\u00e3o de sua frota. Como o transporte de cargas \u00e9 sua principal atividade, a companhia sustentou que gastos como o IPVA e a taxa de licenciamento dos caminh\u00f5es seriam insumos essenciais para o funcionamento do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal, por outro lado, entende que esse tipo de gasto obrigat\u00f3rio n\u00e3o poderia ser enquadrado no conceito de insumo. Na decis\u00e3o, a ju\u00edza Suane Moreira Oliveira disse que o pr\u00f3prio Fisco considera que o crit\u00e9rio da relev\u00e2ncia \u00e9 identific\u00e1vel no item cuja finalidade, embora n\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio produto ou \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, integre o processo de produ\u00e7\u00e3o por imposi\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ju\u00edza, no caso da transportadora, o recolhimento do IPVA e da taxa de licenciamento s\u00e3o gastos essenciais para o desenvolvimento da sua atividade econ\u00f4mica. \u201cConstata-se que, para que os caminh\u00f5es de propriedade da parte impetrante possam trafegar regularmente \u2013 e, assim, ela possa desenvolver sua atividade econ\u00f4mica \u2013, deve ela recolher o IPVA e a taxa de licenciamento\u201d, diz a ju\u00edza.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLogo, as despesas relacionadas na proemial caracterizam-se como insumo da atividade econ\u00f4mica de transporte rodovi\u00e1rio de cargas, porquanto, por serem normativamente compuls\u00f3rias, integram o processo de produ\u00e7\u00e3o da parte impetrante\u201d, escreveu.<\/p>\n\n\n\n<p>Otavio Taube Toretta, advogado que representa a K Napoli no caso, acredita que a decis\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 empresa j\u00e1 na primeira inst\u00e2ncia pode abrir precedentes para novos julgados favor\u00e1veis para companhias do setor de transporte. \u201cEstamos esperan\u00e7osos que a decis\u00e3o vai se manter de forma vantajosa para o contribuinte na segunda inst\u00e2ncia\u201d, diz o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tramita com o n\u00famero 5000859-10.2023.4.04.7005.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/gastos-de-transportadora-com-ipva-sao-insumos-e-geram-creditos-de-pis-cofins-12092023\"> https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/gastos-de-transportadora-com-ipva-sao-insumos-e-geram-creditos-de-pis-cofins-12092023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00f5es do STF mant\u00eam cobran\u00e7as de IR sobre heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 18\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuintes t\u00eam recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar cobran\u00e7as de Imposto de Renda (IR) sobre ganho de capital decorrente da valoriza\u00e7\u00e3o de bens transmitidos por heran\u00e7a ou doa\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o, por\u00e9m, ainda divide os ministros e h\u00e1 decis\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o &#8211; individual (monocr\u00e1tica) ou de turma.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o \u00e9 se ocorre dupla tributa\u00e7\u00e3o, uma vez que os Estados cobram o ITCMD, o Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o. Outro argumento, segundo Daniel Clarke, do escrit\u00f3rio Mannrich e Vasconcelos Advogados, \u00e9 que o doador n\u00e3o tem acr\u00e9scimo de patrim\u00f4nio ao transferir bens gratuitamente. \u201cPelo contr\u00e1rio. Ele tem decr\u00e9scimo patrimonial\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O ITCMD ou ITD \u00e9 cobrado na transfer\u00eancia da propriedade em raz\u00e3o de morte ou de doa\u00e7\u00e3o. Quem recolhe \u00e9 o herdeiro ou o donat\u00e1rio, aquele que recebe a doa\u00e7\u00e3o. As al\u00edquotas variam de Estado para Estado, mas podem chegar a 8%.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o tem exigido o IR &#8211; com al\u00edquota entre 15% e 22% &#8211; sobre eventual ganho auferido na atualiza\u00e7\u00e3o do valor do bem no momento da transfer\u00eancia da propriedade. Mas diferentemente do que ocorre com o ITCMD, o IR \u00e9 cobrado do doador ou do esp\u00f3lio, explicam advogados tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo artigo 23 da Lei n\u00ba 9.532, de 1997, os bens ou direitos transferidos por heran\u00e7a ou doa\u00e7\u00e3o em adiantamento de heran\u00e7a podem ser avaliados a valor de mercado ou pelo constante da declara\u00e7\u00e3o de bens do doador ou do falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o central, apontam advogados, \u00e9 sobre a constitucionalidade do par\u00e1grafo 1\u00ba da norma. O dispositivo prev\u00ea que, na transfer\u00eancia a valor de mercado, a diferen\u00e7a a maior fica sujeita \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo IR.<\/p>\n\n\n\n<p>O importante, diz a advogada Juliana Cardoso, s\u00f3cia da banca Humberto Sanches e Associados, \u00e9 que o contribuinte saiba do risco de, na transfer\u00eancia a valor de mercado, ser exigido o IR sobre o ganho de capital. \u201cO fato \u00e9 que a tributa\u00e7\u00e3o acaba por diminuir a heran\u00e7a. Isso tem levado alguns clientes a querer discutir o tema judicialmente\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, a 1\u00aa e a 2\u00aa Turmas do STF proferiram, cada uma, dois ac\u00f3rd\u00e3os sobre o assunto, em sentidos opostos. Para advogados, o ideal seria a Corte afetar o tema para julgamento em repercuss\u00e3o geral, o que daria uma orienta\u00e7\u00e3o para o Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma, em nota ao Valor, que como existem precedentes das duas turmas do STF chancelando a exig\u00eancia do IR \u201cseria poss\u00edvel a submiss\u00e3o da mat\u00e9ria ao Plen\u00e1rio Virtual de repercuss\u00e3o geral, para reafirma\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julgamento virtual realizado em agosto, a 1\u00aa Turma deu sinal verde para a Uni\u00e3o exigir o IR. Reformou ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal (TRF) da 6\u00aa Regi\u00e3o, que havia reconhecido a bitributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, ministro Luiz Fux, os fatos geradores dos impostos e as bases de c\u00e1lculo s\u00e3o distintos. \u201cNo IRPF, h\u00e1 incid\u00eancia sobre o patrim\u00f4nio acrescido referente ao ganho de capital dos ativos herdados. Quanto ao ITCMD, a incid\u00eancia se dar\u00e1 sobre a transmiss\u00e3o causa mortis da propriedade\u201d, afirma no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, a base de c\u00e1lculo do IRPF \u00e9 o acr\u00e9scimo apurado entre o valor de mercado no momento da transmiss\u00e3o da heran\u00e7a e o valor de aquisi\u00e7\u00e3o do bem. J\u00e1 a do ITCMD, diz, \u00e9 o valor venal do bem transmitido causa mortis.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, no caso, foi un\u00e2nime (RE 1437588). Participaram do julgamento a ministra C\u00e1rmen L\u00facia, que tem se posicionamento a favor da Uni\u00e3o na tese, al\u00e9m dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro, julgamento da mesma quest\u00e3o na 1\u00aa Turma teve, por\u00e9m, desfecho diferente. Os ministros, por maioria, impediram a exig\u00eancia do IR por entender estar configurada a bitributa\u00e7\u00e3o. Mantiveram decis\u00e3o do TRF da 2\u00aa Regi\u00e3o, favor\u00e1vel ao contribuinte (ARE 1387761).<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o ministro Barroso fundamentou que o Supremo tem entendimento de que o IR incide sobre acr\u00e9scimo patrimonial dispon\u00edvel econ\u00f4mica ou juridicamente. E que a Constitui\u00e7\u00e3o repartiu o poder de tributar entre os entes federados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAdmitir a incid\u00eancia do imposto sobre a renda nos moldes defendidos pela Fazenda acabaria por acarretar indevida bitributa\u00e7\u00e3o, na medida em que tamb\u00e9m incidiria o Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma, no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanharam o relator, na ocasi\u00e3o, os ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Apenas a ministra C\u00e1rmen L\u00facia divergiu.<\/p>\n\n\n\n<p>A composi\u00e7\u00e3o das turmas do STF mudou neste ano. Em maio, o ministro Toffoli passou da 1\u00aa para a 2\u00aa Turma. Depois, em agosto, o novo ministro Cristiano Zanin passou a compor a 1\u00aa Turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na 2\u00aa Turma tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 entendimento uniforme. No in\u00edcio de mar\u00e7o, os ministros n\u00e3o entraram no m\u00e9rito da discuss\u00e3o. Entenderam, por unanimidade, que n\u00e3o haveria, no caso, discuss\u00e3o constitucional para a Corte analisar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, mantiveram decis\u00e3o do TRF da 1\u00aa Regi\u00e3o que, al\u00e9m de reconhecer a bitributa\u00e7\u00e3o, entendeu n\u00e3o ter ocorrido ganho de capital na transfer\u00eancia do bem herdado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEventual discuss\u00e3o acerca da ocorr\u00eancia de bitributa\u00e7\u00e3o &#8211; nas hip\u00f3teses de incid\u00eancia do IR sobre im\u00f3veis recebidos em heran\u00e7a &#8211; exigiria a reinterpreta\u00e7\u00e3o de norma infraconstitucional (Lei n\u00ba 9.532), o que \u00e9 vedado em sede de recurso extraordin\u00e1rio, al\u00e9m de revelar afronta meramente reflexa ou indireta ao texto constitucional\u201d, afirmou o relator, ministro Nunes Marques (RE 943075).<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro de 2021, a 2\u00aa Turma, por unanimidade, havia liberado a Uni\u00e3o de exigir o IR, a partir do voto da relatora, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, que, na \u00e9poca, compunha o colegiado. Para ela, as normas que preveem a tributa\u00e7\u00e3o n\u00e3o inovam sobre o fato gerador do IR nem na determina\u00e7\u00e3o de incid\u00eancia desse tributo sobre a doa\u00e7\u00e3o ou a heran\u00e7a (RE 1269201).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrata-se apenas da defini\u00e7\u00e3o do momento para a apura\u00e7\u00e3o do ganho de capital tribut\u00e1vel\u201d, diz ela, acrescentando que tamb\u00e9m n\u00e3o haveria bitributa\u00e7\u00e3o porque o IR recai sobre o ganho de capital apurado na doa\u00e7\u00e3o em antecipa\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a, e n\u00e3o sobre a doa\u00e7\u00e3o em si.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a mesma linha adotada, em abril deste ano, pelo ministro Gilmar Mendes, em decis\u00e3o individual. Para ele, o par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 23 da Lei n\u00ba 9.532, de 1997, apenas explicitou o momento de apura\u00e7\u00e3o do acr\u00e9scimo patrimonial, n\u00e3o se tratando de inova\u00e7\u00e3o sobre o fato gerador do IR.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA tributa\u00e7\u00e3o do ganho de capital nas transfer\u00eancias de bens do de cujus ou do doador configura acr\u00e9scimo patrimonial sujeito \u00e0 incid\u00eancia do Imposto de Renda, n\u00e3o se havendo cogitar de bitributa\u00e7\u00e3o ou de invas\u00e3o de compet\u00eancia tribut\u00e1ria\u201d, afirma (RE 1425609).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/18\/decisoes-do-stf-mantem-cobrancas-de-ir-sobre-herancas-e-doacoes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/18\/decisoes-do-stf-mantem-cobrancas-de-ir-sobre-herancas-e-doacoes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF publica ac\u00f3rd\u00e3o sobre tributa\u00e7\u00e3o de seguradoras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou, na sexta feira, ac\u00f3rd\u00e3o aguardado por contribuintes e Fazenda Nacional, que esclarece a tributa\u00e7\u00e3o sobre as seguradoras. Na ementa, o relator do caso, ministro Dias Toffoli, afirma que PIS e Cofins incidem sobre pr\u00eamios, sem citar e excluir expressamente as receitas financeiras, como havia feito em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida surgiu com o julgamento em junho, no Plen\u00e1rio Virtual, que tratou tamb\u00e9m da tributa\u00e7\u00e3o de receitas financeiras (como juros, por exemplo) de institui\u00e7\u00f5es financeiras. Al\u00e9m da ementa, o ac\u00f3rd\u00e3o re\u00fane os votos e atas do julgamento, come\u00e7ando pela manifesta\u00e7\u00e3o do relator original, ministro Cezar Peluso (aposentado).<\/p>\n\n\n\n<p>Na ementa, Toffoli afirma que \u201cno caso das seguradoras, as receitas de pr\u00eamios auferidas em raz\u00e3o dos contratos de seguro est\u00e3o abrangidas pelo conceito de faturamento, ficando receitas sujeitas ao PIS e \u00e0 Cofins, ressalvando exclus\u00f5es e dedu\u00e7\u00f5es legalmente prescritas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro n\u00e3o detalha, contudo, como havia feito em seu voto, que \u201cpara as se guradoras, n\u00e3o consistem em faturamento as receitas financeiras oriundas das aplica\u00e7\u00f5es financeiras das reservas t\u00e9cnicas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A disputa envolve a Lei n\u00ba 9.718, de 1998, que ampliou a base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins para todas as receitas das companhias. Em 2005, o STF definiu que o artigo da norma que trouxe a altera\u00e7\u00e3o \u00e9 inconstitucional. Por\u00e9m, faltava definir quais receitas comp\u00f5em o faturamento &#8211; base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es. Foi quando teve in\u00edcio o julgamento, conclu\u00eddo em junho (RE 400479).<\/p>\n\n\n\n<p>O voto de Peluso \u00e9 de 2009. Na ocasi\u00e3o, ele prop\u00f4s a tributa\u00e7\u00e3o \u201cdaquilo que cada empresa aufere em raz\u00e3o do exerc\u00edcio das atividades que lhes s\u00e3o pr\u00f3prias e t\u00edpicas\u201d &#8211; o que inclui os pr\u00eamios das seguradoras. J\u00e1 as receitas n\u00e3o operacionais, na vis\u00e3o dele, n\u00e3o poderiam ser contabilizadas. Mas ele n\u00e3o detalhou, em seu voto, quais seriam elas, no caso das seguradoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a retomada do julgamento este ano, o ministro Dias Toffoli assumiu a relatoria, destacando que, para as seguradoras, n\u00e3o consistem faturamento as receitas financeiras oriundas das aplica\u00e7\u00f5es das reservas t\u00e9cnicas. O voto foi seguido pelo ministro Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o relator n\u00e3o ter tratado na ementa sobre as receitas de forma expl\u00edcita, apresentou um parecer recente de Peluso sobre o assunto. No documento citado, o ministro aposentado afirma que a constitui\u00e7\u00e3o das reservas t\u00e9cnicas n\u00e3o \u00e9 atividade pr\u00f3pria do objeto social das seguradoras.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ministro Edson Fachin divergiu. Mas, segundo ele, esse ponto sequer foi objeto de an\u00e1lise e seu voto foi computado como favor\u00e1vel ao relator. Com exce\u00e7\u00e3o dos ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aur\u00e9lio Mello (aposentados), ningu\u00e9m mais divergiu. Por isso, o ac\u00f3rd\u00e3o era t\u00e3o aguardado.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa de impacto, divulgada em 2016, era de R$ 26, 9 bilh\u00f5es &#8211; n\u00e3o h\u00e1 valor atualizado porque a quest\u00e3o deixou de constar nos riscos fiscais da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO). O julgamento se aplica para os casos entre 1999 e 2014, quando entrou em vigor altera\u00e7\u00e3o legal esclarecendo a tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Andr\u00e9 Torres, do escrit\u00f3rio Pinheiro Neto, que representa a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Seguradoras (CNseg), que acompanha a a\u00e7\u00e3o, o ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 positivo. Seria uma vit\u00f3ria parcial, acrescenta, porque a ementa exclui as receitas financeiras das seguradoras da tributa\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 o que est\u00e1 no voto do Toffoli, que \u00e9 o relator\u201d, afirma ele, acrescentando que esse entendimento j\u00e1 estava na manifesta\u00e7\u00e3o de Peluso.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado lembra que essas receitas financeiras s\u00e3o obrigat\u00f3rias. As seguradoras, explica, t\u00eam que manter os saldos como ativos garantidores para fazer frente \u00e0 cobertura dos seguros vendidos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/18\/stf-publica-acordao-sobre-tributacao-de-seguradoras.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/18\/stf-publica-acordao-sobre-tributacao-de-seguradoras.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Economia na Semana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Melhor capital humano&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Ranking de Competitividade dos Estados trouxe novamente Santa Catarina em 2\u00ba lugar no pa\u00eds, atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo. Mas foi o crescimento do Estado em um indicador espec\u00edfico o que chamou aten\u00e7\u00e3o: SC teve o melhor resultado do Brasil em Capital Humano, subindo 23 posi\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao ranking anterior. Significa que o Estado tem o melhor cen\u00e1rio de todos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3o de obra. O pilar Capital Humano avalia o n\u00edvel educacional da m\u00e3o de obra, aspectos ligados \u00e0 inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e os impactos sobre a produtividade da economia. Santa Catarina se destaca, por exemplo, na quantidade de trabalhadores com Ensino Superior e na entrada de jovens no mercado de trabalho. O crescimento do Estado tamb\u00e9m ocorre porque, desta vez o pilar de Capital Humano passou a considerar Formalidade do Mercado de Trabalho, Inser\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica e Inser\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica dos Jovens, itens que anteriormente eram avaliados dentro do pilar de Sustentabilidade Social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A MadeiraMadeira, principal plataforma online de m\u00f3veis e decora\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina, apresentou em evento exclusivo no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, a for\u00e7a de seus canais de vendas, o quanto as parcerias impulsionam os seus neg\u00f3cios. Os dados foram apresentados pelos s\u00f3cios fundadores, que como exemplo falaram sobre o App da marca, que em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior, obteve um crescimento de mais 142%, tornando-se assim, um dos maiores aplicativos de e-commerce. Com o conceito OlhoNoOlho, os empreendedores ainda refor\u00e7aram que a MadeiraMadeira j\u00e1 est\u00e1 presente em aproximadamente 5% dos lares brasileiros, ou seja, mais de 3 milh\u00f5es de clientes atendidos nos \u00faltimos 12 meses. Criada em 2009, a MadeiraMadeira \u00e9 a maior plataforma online especializada em produtos para casa do Brasil, com mais de 10 milh\u00f5es de clientes atendidos. A empresa tem sede em Curitiba e um time de mais de 2 mil colaboradores espalhados pelo pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivo para crescer&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especializada em fundi\u00e7\u00e3o de a\u00e7o e ferro modular sob encomenda, a Acearia Frederico Missner, de Luiz Alves, vai aumentar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de 550 para 600 toneladas por m\u00eas. O investimento previsto \u00e9 de R$ 12,3 milh\u00f5es, com gera\u00e7\u00e3o de cerca 60 novos empregos. Para viabilizar a expans\u00e3o, a empresa contar\u00e1 com incentivos fiscais do Prodec. O programa do governo de SC permite as ind\u00fastrias postergar o recolhimento do ICMS, com o valor equivalente sendo usado como aporte para a amplia\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>PIB de SC cresce<\/p>\n\n\n\n<p>A diversificada economia catarinense mostra f\u00f4lego maior que a do pa\u00eds mais uma vez. De acordo com proje\u00e7\u00e3o da Secretaria de Estado do Planejamento, o Produto Interno Bruto (PIB) de SC cresceu 4,2% no per\u00edodo de 12 meses at\u00e9 junho deste ano, desempenho que ficou acima da m\u00e9dia nacional de 3,2% apurada pelo IBGE no mesmo per\u00edodo. O resultado mostrou desacelera\u00e7\u00e3o frente ao do trimestre anterior, quando o crescimento de 12 meses at\u00e9 mar\u00e7o fechou em 5%. A agropecu\u00e1ria foi um dos setores que puxaram o resultado para cima. A safra 2022\/2023 cresceu 17,2%, com clima favor\u00e1vel e produtividade maior. O com\u00e9rcio, que responde por uma parte importante dos servi\u00e7os, cresceu 2% nos \u00faltimos 12 meses at\u00e9 junho. Os destaques foram grandes varejistas e supermercados. A ind\u00fastria, mais uma vez, teve resultado negativo. No acumulado de 12 meses at\u00e9 junho teve queda de 3,9% enquanto a ind\u00fastria nacional ficou est\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Arbitragem e Poder Judici\u00e1rio&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O lan\u00e7amento da obra Arbitragem e Poder Judici\u00e1rio, com estudos sobre a Intera\u00e7\u00e3o entre as Jurisdi\u00e7\u00f5es Arbitral e Estatal est\u00e1 sendo lan\u00e7ada. A obra re\u00fane renomados autores e conta com apresenta\u00e7\u00e3o do Ministro Marco Aur\u00e9lio Buzzi e pref\u00e1cio do advogado Celso Cintra Mori. \u00danico no mercado editorial, o trabalho est\u00e1 dividido em 24 cap\u00edtulos, oferece ao leitor um estudo aprofundado da mat\u00e9ria sob diferentes perspectivas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Arrecada\u00e7\u00e3o maior&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Santa Catarina fechou agosto com arrecada\u00e7\u00e3o estadual de R$ 3,8 bilh\u00f5es. O resultado teve crescimento real de 8,1% (menos a infla\u00e7\u00e3o de 3,99%) frente ao mesmo m\u00eas de 2022 e alta nominal de 12,4% na mesma compara\u00e7\u00e3o. O ICMS, principal tributo do Estado, arrecadou R$ 3 bilh\u00f5es em agosto, 11,8% a mais frente ao mesmo m\u00eas de 2022, segundo a Secretaria da Fazenda. O secret\u00e1rio de Estado da Fazenda destacou que a meta para o ano \u00e9 crescimento real de 5% na arrecada\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Perigos da obesidade<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edndice de pessoas com obesidade disparou em Santa Catarina nos \u00faltimos anos. A quantidade de catarinenses atendidos pelo SUS saltou de 28 mil em 2012 para 398 mil no ano passado. O aumento ultrapassa 1.300% no per\u00edodo, o que representa que, em 2022, pelo menos cinco em cada 100 catarinenses estavam com o \u00edndice de massa corp\u00f3rea (IMC) em n\u00edveis elevados, conforme dados de atendimentos registrados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Especialistas apontam a ascens\u00e3o das redes sociais, o aumento dos casos de ansiedade e depress\u00e3o, al\u00e9m da acessibilidade aos alimentos ultraprocessados como principais fatores para o crescimento acelerado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Novo Porto&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia por ter seis portos, Santa Catarina vai ganhar mais um. O novo terminal, denominado IEP, iniciais da empresa Imbituba Empreendimentos &amp; Participa\u00e7\u00f5es, ser\u00e1 ao lado do Porto de Imbituba. O projeto, or\u00e7ado em R$ 600 milh\u00f5es, est\u00e1 licenciado e pode ter in\u00edcio em 2024. O empres\u00e1rio Roberto Villa Real, que est\u00e1 \u00e0 frente do empreendimento, informa que o primeiro terminal, em cais de 440 metros, ser\u00e1 para movimenta\u00e7\u00e3o de cargas a granel. Depois, operar\u00e1 tamb\u00e9m com cont\u00eaineres. O principal entrave para iniciar a obra \u00e9 uma ocupa\u00e7\u00e3o ilegal com resid\u00eancias e a reintegra\u00e7\u00e3o de posse foi solicitada \u00e0 Justi\u00e7a. Os seis atuais portos s\u00e3o: Itapo\u00e1, S\u00e3o Francisco, Navegantes, Itaja\u00ed, Imbituba e Laguna.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Maring\u00e1 (PR)<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez Maring\u00e1 e o estado do Paran\u00e1 foram destaque no Ranking de Competitividade dos Munic\u00edpios. A quarta edi\u00e7\u00e3o do ranking analisou 410 munic\u00edpios brasileiros com popula\u00e7\u00e3o acima de 80 mil habitantes. A cidade de Maring\u00e1 ficou com a primeira posi\u00e7\u00e3o em efici\u00eancia na abertura de empresa, sendo considerada a 11\u00aa mais competitiva do Brasil. J\u00e1 o estado do Paran\u00e1 ficou com o segundo lugar no ranking de efici\u00eancia da m\u00e1quina p\u00fablica. Maring\u00e1 foi o \u00fanico munic\u00edpio do Brasil a receber nota m\u00e1xima no indicador de tempo para abertura de empresa. O prefeito foi para as redes sociais comemorar a conquista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bola da vez na economia&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A sigla \u201cM&amp;A\u201d est\u00e1 na moda. Cada vez mais presente no vocabul\u00e1rio corporativo, as \u201cmergers &amp; aquisitions\u201d, ou fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es em tradu\u00e7\u00e3o livre, viraram pilar estrat\u00e9gico para o crescimento de muitas empresas. E em alguns casos tamb\u00e9m s\u00e3o a t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o para neg\u00f3cios em apuros financeiros. Em SC, este mercado est\u00e1 em alta, mostram pesquisas especializadas no mapeamento de opera\u00e7\u00f5es de compra e venda de companhias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aquisi\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as maiores ind\u00fastrias de bens de capital do Brasil e do mundo, a WEG tem recorrido \u00e0s M&amp;A para fortalecer os neg\u00f3cios. Nos \u00faltimos cinco anos, a fabricante de transformadores, motores, geradores de energia e tintas desembolsou R$ 500 milh\u00f5es na aquisi\u00e7\u00e3o de nove empresas. Ao olhar para esse tipo de oportunidade, a companhia considera entrar ou refor\u00e7ar presen\u00e7a em algum mercado ou ent\u00e3o ter acesso a uma tecnologia, segundo o diretor administrativo e financeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cooperativismo s\u00f3 cresce<\/p>\n\n\n\n<p>O setor que tem mais de 20,5 milh\u00f5es de cooperados, \u00e9 respons\u00e1vel pela gera\u00e7\u00e3o de mais de 524 mil empregos diretos no pa\u00eds. Ao longo dos anos, o cooperativismo tem ganhado for\u00e7a e aumentado a sua representatividade no Brasil. O n\u00famero de cooperados ultrapassou a marca de 20 milh\u00f5es em 2022 ante 18,8 milh\u00f5es registrados em 2021. A maior parte deles foi constatada no ramo de cr\u00e9dito (75%), seguido por consumo e infraestrutura. J\u00e1 o faturamento do setor chegou a R$ 624 bilh\u00f5es no ano passado. Os dados constam no Anu\u00e1rioCoop \u2013 Dados do Cooperativismo Brasileiro divulgado recentemente pelo Sistema OCB.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Turismo brasileiro&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Santa Catarina soma 71 cidades certificadas no Mapa do Turismo Brasileiro, que define os munic\u00edpios tur\u00edsticos do pa\u00eds e orienta as pol\u00edticas de desenvolvimento do Minist\u00e9rio do Turismo. A \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o do mapa confirmou a perman\u00eancia de Laguna, no Sul do Estado, na categoria B, segundo melhor classifica\u00e7\u00e3o do mapa. O estado conta com tr\u00eas cidades tur\u00edsticas na categoria A: Balne\u00e1rio Cambori\u00fa, Bombinhas e Itapema. Os munic\u00edpios fazem parte da regi\u00e3o catarinense chamada \u201cCosta Verde &amp; Mar\u201d e atingem os melhores \u00edndices nas vari\u00e1veis avaliadas. No total, o pa\u00eds contabiliza 44 munic\u00edpios nesta faixa de classifica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tradi\u00e7\u00e3o e qualidade&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alimento \u00e9 mais do que sabor, \u00e9 mem\u00f3ria e carinho compartilhados. Com 40 anos de hist\u00f3ria nas refei\u00e7\u00f5es ga\u00fachas, a Fritz &amp; Frida chega a Santa Catarina para adicionar \u00e0 sua mesa o toque especial da tradi\u00e7\u00e3o. Crie momentos \u00fanicos com os sabores que s\u00e3o a marca das fam\u00edlias h\u00e1 d\u00e9cadas. Na hora das compras, escolha Fritz &amp; Frida para levar qualidade e amor ao seu lar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Maior produtora de ovos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O empres\u00e1rio Ricardo Faria, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Catarinense de Avicultura (Acav), segue surpreendendo o mercado de prote\u00edna animal do Brasil e do mundo com uma das empresas dele, a Granja Faria. Maior produtora de ovos do Brasil, a granja fundada em 2006 em SC, que passou a ser acelerada em 2017, adquiriu em 28 de junho a granja Takayama, de S\u00e3o Paulo. Com isso, chegou \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de 16 milh\u00f5es de ovos por dia, sendo apontada at\u00e9 como a maior do mundo. O empres\u00e1rio, que atualmente reside em S\u00e3o Paulo por ter neg\u00f3cios em todo Brasil, projeta que a Granja Faria vai faturar R$ 3 bilh\u00f5es este ano. Sinalizou que os neg\u00f3cios seguir\u00e3o crescendo. Os investimentos chegar\u00e3o a R$ 1,5 bilh\u00e3o este ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de imposto para franquias&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de franquias no Brasil recebeu com entusiasmo a not\u00edcia a not\u00edcia da nova medida do Governo Federal, que promete reduzir em at\u00e9 14% os impostos para franqueadoras e franqueadas em 2024. Essa a\u00e7\u00e3o tem como objetivo impulsionar o crescimento do franchising, que desempenha um papel significativo na gera\u00e7\u00e3o de empregos e no fortalecimento da economia do pa\u00eds. A redu\u00e7\u00e3o das taxas \u00e9 uma medida estrat\u00e9gica para promover a cria\u00e7\u00e3o de novas franquias e estimular o empreendedorismo no Brasil. Ao diminuir as obriga\u00e7\u00f5es fiscais, as empresas que operam no sistema de franquia ter\u00e3o mais capital dispon\u00edvel para investir em expans\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e apoio \u00e0s suas unidades franqueadas. Isso amplia as possibilidades de novas oportunidades de neg\u00f3cio e impulsiona o crescimento do setor como um todo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Empreguismo&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Rio Negrinho pode ter uma das primeiras leis em SC para desobrigar a Prefeitura de pagar sal\u00e1rios de servidores municipais cedidos a institui\u00e7\u00f5es representativas de classe, tipo sindicato, por exemplo. Crici\u00fama j\u00e1 est\u00e1 na frente com a san\u00e7\u00e3o de lei municipal, autorizando o afastamento de servidores para exercerem mandatos tanto em sindicatos, como em confedera\u00e7\u00f5es, associa\u00e7\u00f5es e outras no \u00e2mbito municipal, por\u00e9m com uma condi\u00e7\u00e3o essencial: que tais organiza\u00e7\u00f5es paguem os sal\u00e1rios e encargos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Terceira faixa&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Representante da Arteris, concession\u00e1ria da BR-101 na parte norte de SC, explicou para autoridades numa audi\u00eancia p\u00fablica que a terceira faixa entre Governador Celso Ramos e Barra Velha, com 80 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, n\u00e3o seria uma solu\u00e7\u00e3o definitiva, mas paliativa, e que tem que ser feita. Ela estuda a amplia\u00e7\u00e3o da capacidade da estrada, a exemplo do que aconteceu no trecho da Grande Florian\u00f3polis, em Palho\u00e7a, que conseguiu entregar, em 11 meses, 15 quil\u00f4metros de terceira faixa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ind\u00fastria de SC&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Santa Catarina gerou 2,2 mil vagas de trabalho formal na economia em julho deste ano. Os setores de servi\u00e7os e da constru\u00e7\u00e3o foram determinantes para esse resultado. De acordo com dados do Observat\u00f3rio Fiesc, apesar de fechamento de vagas na ind\u00fastria geral e na agropecu\u00e1ria, o estado continua na terceira posi\u00e7\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o de vagas na atividade industrial no pa\u00eds. A insufici\u00eancia da demanda interna \u00e9 atualmente o maior problema enfrentado pelos industriais catarinenses. A desacelera\u00e7\u00e3o na abertura de vagas est\u00e1 atrelada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o das taxas de juros em patamares historicamente elevados, que restringem a atividade industrial. Os efeitos desse cen\u00e1rio podem ser observados na demanda interestadual por produtos do setor t\u00eaxtil, confec\u00e7\u00f5es, couro e cal\u00e7ados, por exemplo, que apresentou o maior fechamento de vagas na ind\u00fastria catarinense em julho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mercado Pet<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de 50% das resid\u00eancias brasileiras possuem c\u00e3es ou gatos e cerca de 30% deles foram adicionados durante a pandemia. O mercado mundial de produtos para Pet cresceu 3,2% em 2022 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A an\u00e1lise \u00e9 da Abinpet \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Produtos para Animais de Estima\u00e7\u00e3o, que aponta ainda que o Brasil \u00e9 o terceiro pa\u00eds em faturamento, representando 4,95% do mercado global, atr\u00e1s somente de EUA (43,7%) e China (8,7%). Dados atualizados do censo, apontam que 56% dos domic\u00edlios t\u00eam pelo menos um c\u00e3o ou gato e 30% dos pets foram adquiridos durante a pandemia de 2020. J\u00e1 nos EUA, a Sociedade Americana para a Preven\u00e7\u00e3o da Crueldade contra os Animais estima que aproximadamente 1 em cada 5 lares adicionaram um c\u00e3o ou gato \u00e0 fam\u00edlia durante a pandemia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mercado de beleza&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A marca de cosm\u00e9ticos Kohll Beauty, de Brusque, participou da 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Beleza Experience, maior evento do mercado de beleza da Am\u00e9rica Latina, que aconteceu domingo dia 10, no WTC Events Center, em S\u00e3o Paulo. O evento foi idealizado pela Beleza na Web, plataforma digital de beleza pertencente ao Grupo Botic\u00e1rio, e Beleza na Web ORO. O Beleza Experience premia anualmente profissionais do mercado e oferece workshops com especialistas e marcas do segmento de beleza. O convite para participar do evento surgiu com a recente parceria da Kohll Beauty e a Beleza Web, como explica Hel\u00f4 Bertolini, diretora da marca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Exclus\u00e3o de SC&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre outras variantes, nem o fato de SC ter fronteira internacional com a Argentina conta para que tenha pelo menos um deputado ou senador entre os 36 congressistas brasileiros integrantes do Parlamento do Mercosul para mandato nos pr\u00f3ximos dois anos. A prop\u00f3sito, n\u00e3o h\u00e1 nenhum senador de SC, S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 ou Rio Grande do Sul. O Parlamento do Mercosul tem sede em Montevid\u00e9u, no Uruguai, e funciona desde maio de 2007. Al\u00e9m dos 77 parlamentares brasileiros, tem 26 argentinos, 18 uruguaios e 18 paraguaios. Nos \u00faltimos anos, tem tratado como prioridade as negocia\u00e7\u00f5es do acordo entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia. Toneladas de bananas se perdendo em caminh\u00f5es na fronteira de Dion\u00edsio Cerqueira, em SC, porque, durante dias, as autoridades alfandeg\u00e1rias tupiniquim e argentina n\u00e3o se acertam na burocracia, \u00e9 um dos tantos exemplos de que \u00e9 preciso, antes de tudo, se entender nesse di\u00e1logo de surdos que vige h\u00e1 d\u00e9cadas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Saneamento&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento do Tribunal de Contas do Estado, a partir de fiscaliza\u00e7\u00e3o ordenada, constatou que 80 munic\u00edpios de todas as regi\u00f5es de SC n\u00e3o fazem a gest\u00e3o de seus res\u00edduos s\u00f3lidos dom\u00e9sticos e das \u00e1reas da sa\u00fade e da constru\u00e7\u00e3o civil, de acordo com a lei 14.026\/2020, que atualizou o marco legal do saneamento b\u00e1sico. Alguns tem \u00e1rea de transbordo, mas sem licenciamento ambiental; outros simplesmente n\u00e3o d\u00e3o nenhum dado ao Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es sobre a Gest\u00e3o de Res\u00edduos S\u00f3lidos. Resumo: n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed para o problema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Regimes especiais de tributa\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estar em dia com a carga tribut\u00e1ria brasileira possivelmente lidera a lista de desafios dos neg\u00f3cios. As empresas devem cumprir, em m\u00e9dia, cerca de 4,8 mil normas relacionadas ao pagamento de impostos, segundo estudo \u201cQuantidade de normas editadas no Brasil em 34 anos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988\u201d, divulgado em setembro de 2022 pelo Instituto de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o. Se para as grandes companhias, com estrutura e porte, \u00e9 dif\u00edcil, para as menores pode ser o fim do empreendimento. Por isso, no Brasil, a tributa\u00e7\u00e3o que \u00edncide sobre as entidades empresariais considera as particularidades e peculiaridades de cada segmento, incluindo o tamanho, para promover equidade fiscal e estimular o desenvolvimento econ\u00f4mico. Neste sentido, \u00e9 importante conhecer os regimes tribut\u00e1rios e as oportunidades e possibilidades oferecidas por eles. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s microempresas e empresas de pequeno porte, o regime institu\u00eddo \u00e9 o Simples Nacional, conforme a Lei Complementar 123\/2006. Ele surgiu para simplificar e reduzir a carga tribut\u00e1ria, consolidando em uma \u00fanica guia diversos tributos federais, estaduais e municipais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Igrejas isentas&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeitura de munic\u00edpio do Oeste, que pleiteava cobrar R$ 16 mil de IPTU de uma igreja, n\u00e3o tem amparo legal para faz\u00ea-lo, decidiu o TJ-SC. A decis\u00e3o se baseia em legisla\u00e7\u00e3o que diz que a imunidade de impostos concedida a entidades religiosas n\u00e3o alcan\u00e7a apenas im\u00f3veis destinados \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o de cultos, atinge todo o patrim\u00f4nio, renda e servi\u00e7o utilizados ou revertidos para a promo\u00e7\u00e3o das finalidades essenciais da institui\u00e7\u00e3o. Am\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Crises&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As recentes crises enfrentadas por grandes corpora\u00e7\u00f5es brasileiras come\u00e7aram pela Americana e agora t\u00eam novos cap\u00edtulos com as Casas Bahia e a 123 Milhas. Mas, j\u00e1 foram muitas empresas como: Oi, Marisa, Nexpet (antiga Brasil Brokers) e Tok&amp;Stok, todas com dificuldades para pagar d\u00edvidas, reestruturar-se ou buscar a recupera\u00e7\u00e3o judicial. Por tr\u00e1s dessas crises, uma combina\u00e7\u00e3o de fatores agrava problemas operacionais e de gest\u00e3o. Entre os diversos fatores que contribuem para essa situa\u00e7\u00e3o, o principal elemento \u00e9 o aumento das taxas de juros, que encarece o cr\u00e9dito. Al\u00e9m disso, a lenta retomada do consumo, impactada pela infla\u00e7\u00e3o e pela perda de renda da popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 altamente endividada, reduziu os lucros das empresas. Por fim, a incerteza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica fiscal do novo governo compromete a confian\u00e7a dos investidores, segundo especialistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Empres\u00e1rios: o que fazer?<\/p>\n\n\n\n<p>Em momento de crise, \u00e9 fundamental compreender que nenhuma empresa est\u00e1 imune a problemas, que podem surgir a qualquer momento. Por isso, \u00e9 cruel investir constantemente em controles e gest\u00e3o. Al\u00e9m disso, todas as empresas devem estar atentas \u00e0s mudan\u00e7as e exig\u00eancias do mercado atual, a fim de identificar poss\u00edveis pontos de aten\u00e7\u00e3o em \u00e1reas internas que necessitam de melhorias para se manterem competitivas e conquistarem novos clientes. Para evitar que uma empresa seja afetada por uma crise financeira \u00e9 necess\u00e1rio que ela invista em estrat\u00e9gia que promovam um crescimento sustent\u00e1vel a m\u00e9dio e longo prazo, de forma a garantir sua pr\u00f3pria sustentabilidade financeira. No entanto, se a crise j\u00e1 estiver instalada, uma op\u00e7\u00e3o pode ser recorrer \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Corrup\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o tenha apontado culpados, juntamente com o relat\u00f3rio final da CPI da Americanas, seu relator apresentou sugest\u00f5es de quatro projetos de lei para melhorar a governan\u00e7a corporativa e combater a corrup\u00e7\u00e3o nas empresas privadas, de modo a evitar que fraudes como a da Americanas n\u00e3o voltem a se repetir. Entre os projetos, um aprimora mecanismos de responsabiliza\u00e7\u00e3o dos administradores e de acionistas controladores em sociedades an\u00f4nimas. Prev\u00ea tamb\u00e9m a\u00e7\u00e3o contra auditores independentes por viola\u00e7\u00e3o ao cumprimento de seus deveres por imper\u00edcia, imprud\u00eancia ou neglig\u00eancia. Outra medida tipifica o crime de infidelidade patrimonial, onde o delito consiste em abusar do poder de administra\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio alheio para tirar vantagem. A puni\u00e7\u00e3o seria de pris\u00e3o de um a cinco anos e multa. \u00c9 pouco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mercado est\u00e9ril&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto toneladas de bananas estragam em caminh\u00f5es retidos na fronteira de SC com a Argentina, esperando dias at\u00e9 que os burocratas se entendam nos procedimentos legais diferenciados entre os dois pa\u00edses, ainda se tenta, pela milion\u00e9sima vez, fazer com que o Mercosul funcione verdadeiramente. O pior \u00e9 que, mesmo assim, se quer fazer um tratado de livre com\u00e9rcio com a Uni\u00e3o Europeia, tema de um semin\u00e1rio internacional de dois dias em Florian\u00f3polis. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 boa, mas \u00e9 puro desperd\u00edcio de tempo e dinheiro. A causa n\u00e3o vale o quanto quer parecer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Den\u00fancia&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Corajosa, sobretudo a den\u00fancia atrav\u00e9s de dossi\u00ea, do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil da Grande Florian\u00f3polis contendo informa\u00e7\u00f5es de obras em andamento sem incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria na regi\u00e3o. Conforme o documento, cerca de 100 constru\u00e7\u00f5es, somente na Capital, estariam irregulares. Por tr\u00e1s estariam empresas oferecendo empreendimentos a pre\u00e7o de custo, mas sem atender as exig\u00eancias legais, notadamente a incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Problema nacional&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A apreens\u00e3o h\u00e1 dias, na Ilha de SC, num ferro velho, de mais de oito toneladas de fios de cobre furtados, foi citada em audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Minas e Energia da C\u00e2mara dos Deputados, onde se discutiu o assunto que \u00e9 um problema nacional por interromper o fornecimento de energia, comprometer os sinais de tr\u00e2nsito e as redes de telefonia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Catarinenses trocam investimentos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Investimentos ultraconservadores perderam espa\u00e7o na carteira dos aplicadores catarinenses, neste primeiro semestre do ano. Levantamento realizado pelo Santander Brasil em SC mostra que t\u00edtulos p\u00fablicos, fundos DI e at\u00e9 a poupan\u00e7a cederam espa\u00e7o para op\u00e7\u00f5es com CDBs, Letras de Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rios, Letras de Cr\u00e9dito do Agroneg\u00f3cio e as Letras Imobili\u00e1rias Garantidas. O estudo compara os investimentos realizados pelos clientes entre janeiro e junho de 2023 ante o mesmo per\u00edodo do ano passado. Os n\u00fameros acompanham o cen\u00e1rio nacional, que registrou movimento similar.<\/p>\n\n\n\n<p>Orquestra C\u00f4nsul&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Orquestra C\u00f4nsul, de Brusque, embarcou em uma turn\u00ea por terras germ\u00e2nicas. A programa\u00e7\u00e3o contar\u00e1 com as cidades de Karsdorf-Neuthard, Stutenseee, Zaisenhausen e Bruchsal. Formada por 25 estudantes, ex-alunos e professores a Orquestra C\u00f4nsul \u00e9 um verdadeiro exemplo da dedica\u00e7\u00e3o e do amor \u00e0 m\u00fasica. Desde 2010, a Orquestra produziu mais de 150 apresenta\u00e7\u00f5es, nas mais diversas localidades de Brusque e regi\u00e3o. Dos palcos de teatro at\u00e9 o verde das pra\u00e7as, mostrando versatilidade e ecletismo em sua proposta art\u00edstica. Conhecida por oferecer um repert\u00f3rio altamente original durante suas apresenta\u00e7\u00f5es, de cl\u00e1ssicos eternos aos mais recentes sucessos de r\u00e1dio, o resultado \u00e9 entusiasmo e alegria que emocionam o p\u00fablico durante cada concerto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pagina3.com.br\/colunistas\/economiaenegocios\/economia-na-semana-107\/\">https:\/\/pagina3.com.br\/colunistas\/economiaenegocios\/economia-na-semana-107\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tese dos cr\u00e9ditos de ICMS acumulados nas exporta\u00e7\u00f5es retorna com for\u00e7a&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Existem bilh\u00f5es de cr\u00e9ditos de ICMS acumulados decorrentes de exporta\u00e7\u00f5es sem que os contribuintes possam aproveit\u00e1-los, pois os Estados criam atrav\u00e9s de leis e outras normas estaduais, restri\u00e7\u00f5es para impedir o aproveitamento dos cr\u00e9ditos do imposto estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal garante que as opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o sejam desoneradas do ICMS (art. 155, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso X, al\u00ednea \u2018a\u2019). Com efeito, a CF\/88 estabelece que o ICMS n\u00e3o incide sobre \u201copera\u00e7\u00f5es que destinem mercadorias para o exterior, \u2026 assegurada a manuten\u00e7\u00e3o e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es anteriores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Vale dizer, a CF\/88 garante, n\u00e3o apenas a imunidade nas opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a devolu\u00e7\u00e3o ao exportador de qualquer montante de ICMS cobrado ao longo da cadeia produtiva do bem ou servi\u00e7o exportado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a Lei Complementar n\u00ba 87\/96, no seu artigo 25 \u00a7 1\u00ba determina que, os saldos credores acumulados por estabelecimentos que realizem opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos prim\u00e1rios e produtos industrializados, semi-elaborados, ou servi\u00e7os podem ser, havendo saldo remanescente, transferidos pelo sujeito passivo a outros contribuintes do mesmo Estado, mediante a emiss\u00e3o pela autoridade competente de documento que reconhe\u00e7a o cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Para felicidade dos contribuintes, o STJ tem entendido que \u00e9 desnecess\u00e1ria a edi\u00e7\u00e3o de lei estadual regulamentadora para que os contribuintes exportadores possam transferir estes cr\u00e9ditos, pois o artigo 25 \u00a7 1\u00ba da LC 87\/96, \u00e9 norma de efic\u00e1cia plena, ou autoaplic\u00e1vel.&nbsp; Segundo o STJ, o legislador estadual n\u00e3o pode impor qualquer proibi\u00e7\u00e3o ao aproveitamento ou transfer\u00eancia destes cr\u00e9ditos de ICMS, sob pena de infringir o princ\u00edpio da n\u00e3o-cumulatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido cito a seguinte decis\u00e3o do STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPROCESSUAL CIVIL. VIOLA\u00c7\u00c3O DO ART. 535 DO CPC. ALEGA\u00c7\u00c3O GEN\u00c9RICA. S\u00daMULA 284\/STF. TRIBUT\u00c1RIO. ICMS. LC N. 87\/96. TRANSFER\u00caNCIA A TERCEIROS DE CR\u00c9DITOS ACUMULADOS EM DECORR\u00caNCIA DE OPERA\u00c7\u00d5ES DE EXPORTA\u00c7\u00c3O. ART. 25, \u00a7 1\u00ba, DA LC N. 87\/96. NORMA DE EFIC\u00c1CIA PLENA. DESNECESSIDADE DE EDI\u00c7\u00c3O DE LEI ESTADUAL REGULAMENTADORA. INVIABILIDADE DE VEDA\u00c7\u00c3O \u00c0 TRANSFER\u00caNCIA.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser autoaplic\u00e1vel o \u00a7 1\u00ba do art. 25 da Lei Complementar n. 87\/96, e sendo os cr\u00e9ditos oriundos de opera\u00e7\u00f5es disciplinadas no art. 3\u00ba, inciso II, do mesmo normativo, \u201cn\u00e3o \u00e9 dado ao legislador estadual qualquer veda\u00e7\u00e3o ao aproveitamento dos cr\u00e9ditos do ICMS, sob pena de infringir o princ\u00edpio da n\u00e3o-cumulatividade, quando este aproveitamento se fizer em benef\u00edcio de qualquer outro estabelecimento seu, no mesmo Estado, ou de terceiras pessoas, observando-se para tanto a origem no art. 3\u00ba\u201d (RMS 13544\/PA, Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 19.11.2002, DJ 2.6.2003, p. 229).<\/p>\n\n\n\n<p>In casu, \u00e9 direito da empresa transferir, na propor\u00e7\u00e3o que as sa\u00eddas das mercadorias representem o total dos saldos apurados, os cr\u00e9ditos acumulados em decorr\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es descritas no art. 3\u00ba, inciso II, da Lei Complementar n. 87\/96 a outros contribuintes do mesmo estado\u2026 \u201c(AgRg no AREsp 151.708\/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 05\/06\/2012, DJe 14\/06\/2012)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante isso, os Estados continuam criando mecanismos para impedir o aproveitamento desses cr\u00e9ditos de exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 muito antiga, mas mais recentemente, aumentou o n\u00famero de contribuintes t\u00eam buscado o Judici\u00e1rio para afastar os entraves Fazend\u00e1rios. Isso se deve \u00e0 imin\u00eancia da reforma tribut\u00e1ria que mudar\u00e1 toda a sistem\u00e1tica da tributa\u00e7\u00e3o estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim \u00e9 que, recentemente um contribuinte ajuizou a\u00e7\u00e3o objetivando o reconhecimento do direito \u00e0 transfer\u00eancia imediata de cr\u00e9dito acumulado de ICMS de exporta\u00e7\u00f5es, j\u00e1 fiscalizados e apropriados em conta-corrente do e-CredAc, para estabelecimento n\u00e3o interdependente, conforme previsto no art. 25, \u00a71\u00ba, inciso II da Lei Complementar 87\/96. E isso porque, o fisco quedou-se omisso quanto ao pedido de transfer\u00eancia dentro do prazo estipulado em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, Oscild De Lima J\u00fanior, da 11\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJSP; quando h\u00e1 saldos credores acumulados por estabelecimentos que realizem opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, \u201cpoder\u00e1 haver transfer\u00eancia pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu que esteja situado no mesmo Estado ou a outros contribuintes. Destarte, tem-se por correto o entendimento que reconhece o direito ao aproveitamento dos cr\u00e9ditos de ICMS decorrentes de opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, para fins de uso, apropria\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia para terceiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o relator, quando se trata de exporta\u00e7\u00f5es, \u201co pr\u00f3prio Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 firmou posicionamento no sentido de que a norma contida no artigo 25, \u00a7 1\u00b0, da Lei Complementar Federal n\u00b0 87\/96 \u00e9 autoaplic\u00e1vel, n\u00e3o podendo ser limitada pela legisla\u00e7\u00e3o estadual.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Destacou ainda que o STJ consolidou o entendimento de que \u201cpor ser autoaplic\u00e1vel o \u00a7 1\u00b0 do art. 25 da Lei Complementar n. 87\/96, e sendo os cr\u00e9ditos oriundos de opera\u00e7\u00f5es disciplinadas no art. 3\u00b0, inciso II, do mesmo normativo, n\u00e3o \u00e9 dado ao legislador estadual qualquer veda\u00e7\u00e3o ao aproveitamento dos cr\u00e9ditos do ICMS, sob pena de infringir o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade, quando este aproveitamento se fizer em benef\u00edcio de qualquer outro estabelecimento seu, no mesmo Estado, ou de terceiras pessoas, observando-se para tanto a origem no art. 3\u00b0.\u201d (RMS 13544\/PA, Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 19.11.2002, DJe 2.6.2003, p. 229).<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista disso, acatou a tese do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Eis a ementa do julgado:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMANDADO DE SEGURAN\u00c7A \u2013 APROPRIA\u00c7\u00c3O CR\u00c9DITOS \u2013 ICMS \u2013 Preliminares afastadas \u2013 Pretens\u00e3o da impetrante de reconhecimento do direito \u00e0 transfer\u00eancia imediata de cr\u00e9dito acumulado de ICMS, j\u00e1 fiscalizados e apropriados em conta-corrente do e-CredAc, para estabelecimento n\u00e3o interdependente \u2013 Art. 25, \u00a7 1\u00b0, da Lei Complementar n\u00b0 87\/96 que prev\u00ea a possibilidade de apropria\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia para terceiros de saldo credor de ICMS decorrente de opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o \u2013 Norma de efic\u00e1cia plena \u2013 Impossibilidade de restri\u00e7\u00e3o pela legisla\u00e7\u00e3o estadual \u2013 Precedentes do Colendo STJ e deste Egr\u00e9gio Tribunal. Reexame necess\u00e1rio desprovido e recurso volunt\u00e1rio conhecido em parte e, na parte conhecida, desprovido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(TJSP;\u00a0 Apela\u00e7\u00e3o \/ Remessa Necess\u00e1ria 1041528-66.2022.8.26.0053; Relator (a): Oscild de Lima J\u00fanior; \u00d3rg\u00e3o Julgador: 11\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico; Foro Central \u2013 Fazenda P\u00fablica\/Acidentes \u2013 9\u00aa Vara de Fazenda P\u00fablica; Data do Julgamento: 31\/08\/2023; Data de Registro: 31\/08\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/09\/tese-dos-creditos-de-icms-acumulados-nas-exportacoes-retorna-com-forca\/\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/09\/tese-dos-creditos-de-icms-acumulados-nas-exportacoes-retorna-com-forca\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Do planejamento sucess\u00f3rio: o futuro aos impostos pertence<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>As novas regras sobre progressividade do ITCMD t\u00eam suscitado preocupa\u00e7\u00f5es entre aqueles que buscam realizar um planejamento sucess\u00f3rio ou precisam iniciar\/concluir invent\u00e1rios.<br>De um lado, h\u00e1 quem argumente que a reforma tribut\u00e1ria representa um marco hist\u00f3rico de desonera\u00e7\u00e3o de impostos sobre doa\u00e7\u00e3o e sucess\u00f5es de menor patrim\u00f4nio, pois, assim como ocorre no Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica, um dos argumentos seria permitir menores al\u00edquotas para menores patrim\u00f4nios, efetivando, assim, o anseio popular por baixas al\u00edquotas ou, at\u00e9 mesmo, desonera\u00e7\u00f5es de pequenos invent\u00e1rios. Contudo, por um outro lado, o que parece ser um benef\u00edcio, pode se tornar um verdadeiro pesadelo por aumento expressivo de impostos. A reforma apenas introduz o modelo de progressividade, sem especificar as al\u00edquotas (m\u00ednimas ou m\u00e1ximas) ou indicar as faixas de valor patrimonial beneficiadas ou prejudicadas pela altera\u00e7\u00e3o. Essas quest\u00f5es ser\u00e3o esclarecidas apenas com a edi\u00e7\u00e3o de uma lei complementar posterior. Na maioria dos Estados, a al\u00edquota atual \u00e9 uma al\u00edquota fixa de 4% sobre o valor do patrim\u00f4nio doado ou transferido por heran\u00e7a. Alguns Estados, como o Rio de Janeiro, j\u00e1 adotaram al\u00edquotas progressivas, variando de 4% at\u00e9 8% a depender do valor do patrim\u00f4nio. Com a reforma, essa al\u00edquota \u00fanica (na maioria dos Estados) pode ser significativamente majorada, permitindo a ado\u00e7\u00e3o de progressividade mais elevada que pode atingir at\u00e9 os 27,5%, se tomarmos como base o que j\u00e1 ocorre na tributa\u00e7\u00e3o sobre a renda, o que inclui, a majora\u00e7\u00e3o no Estado Fluminense. No contexto internacional, mesmo que se adote a progress\u00e3o da renda, pode parecer que as potenciais al\u00edquotas seriam baixas, comparando-as com pa\u00edses que tributam o patrim\u00f4nio inventariado em 30% (Alemanha), 40% (EUA) ou at\u00e9 55% (Jap\u00e3o). Entretanto, \u00e9 importante considerar que a carga tribut\u00e1ria brasileira \u00e9 mais centrada no consumo diferenciando-a dos outros pa\u00edses, que buscam equilibrar a tributa\u00e7\u00e3o em diferentes bases. Por exemplo, mesmo o Jap\u00e3o com a maior al\u00edquota (55%), a tributa\u00e7\u00e3o consolidada (carga suportada pelo contribuinte) \u00e9 apenas de 31,40%, enquanto no Brasil, j\u00e1 temos 35,21% ao ano, sem considerar a probabilidade de aumento da carga com ITCMD, o que pode subir ainda mais a base consolidada (dados de 2021 extra\u00eddos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o &#8211; IBPT).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, \u00e9 prov\u00e1vel que haja pouca diminui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, talvez beneficiando pequenos invent\u00e1rios que n\u00e3o possuam im\u00f3veis. Ao que tudo indica, a al\u00edquota atual de 4% sofrer\u00e1 um relativo aumento impactando de forma mais proeminente a classe m\u00e9dia brasileira. Nesse contexto, torna-se recomend\u00e1vel que aqueles j\u00e1 consideravam planejar a sucess\u00e3o, seja por meio de doa\u00e7\u00f5es a herdeiros ou legat\u00e1rios (n\u00e3o herdeiros), realizem antes da reforma, evitando uma maior incid\u00eancia de tributos. Ent\u00e3o, para aqueles com patrim\u00f4nios menores (ex. carro ou moto), pode ser vantajoso aguardar a reforma e, possivelmente, beneficiar-se de al\u00edquotas abaixo de 4%, ou desonera\u00e7\u00e3o, ou ainda apenas manter o m\u00ednimo atual. Para outros, com patrim\u00f4nio de classe m\u00e9dia e alta (que tenham ao menos 1 im\u00f3vel), o ideal \u00e9 imediatamente planejar, sen\u00e3o concluir a reorganiza\u00e7\u00e3o patrimonial pretendida, seja por antecipa\u00e7\u00e3o de leg\u00edtima, doa\u00e7\u00f5es ou mesmo por mecanismos societ\u00e1rios como a utiliza\u00e7\u00e3o de holdings patrimoniais. Essa bandeira vermelha fica ainda mais proeminente diante da possibilidade de o Congresso Nacional seguir a l\u00f3gica mundial para fixa\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas, malgrado, desconsiderando as especificidades da nossa carga tribut\u00e1ria j\u00e1 suportada no consumo, o que nos diferencia dos demais pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, tudo indica que, para os pais, av\u00f3s e empres\u00e1rios que pretendem economizar tributos, h\u00e1 urg\u00eancia em reorganizar e concluir suas antecipa\u00e7\u00f5es e invent\u00e1rios. Isso, porque o futuro, ao que parece, aos impostos pertence. *Fl\u00e1vio Pansieri, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Pansieri Advogados e professor adjunto de direito constitucional e econ\u00f4mico da PUCPR. Tem p\u00f3s-doutorado em direito pela USP e \u00e9 fundador da Academia Brasileira de Direito Constitucional. C-Level FGV Governan\u00e7a. Integra o Instituto Ibero-Americano de Direito Constitucional. J\u00e1 foi diretor da Escola Judici\u00e1ria Eleitoral do TSE e vice-presidente da Comiss\u00e3o de Estudos Constitucionais do Conselho Federal *Felipe Gasparim, graduado em Direito pelo Centro Universit\u00e1rio Curitiba. Especialista em Master of Laws &#8211; LLM, Direito e Processo Tribut\u00e1rio pela Funda\u00e7\u00e3o Escola Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico. P\u00f3s-graduando Lato Sensu em Fal\u00eancia e Recupera\u00e7\u00e3o de Empresas pela PUC\/PR. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Direito, com \u00eanfase em Direito Tribut\u00e1rios, Econ\u00f4mico e Comercial.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/politica\/blog-do-fausto-macedo\/urgencia-do-planejamento-sucessorio-o-futuro-aos-impostos-pertence\/\">https:\/\/www.estadao.com.br\/politica\/blog-do-fausto-macedo\/urgencia-do-planejamento-sucessorio-o-futuro-aos-impostos-pertence\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Braga adia entrega do relat\u00f3rio da reforma tribut\u00e1ria para 4 de outubro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da reforma tribut\u00e1ria no Sendo, Eduardo Braga (MDB-AM), adiou para o in\u00edcio do pr\u00f3ximo m\u00eas a entrega do seu parecer sobre a mat\u00e9ria. Inicialmente, a conclus\u00e3o do texto estava prevista para 27 de setembro, mas agora passou para 4 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi tomada para atender a uma demanda do setor de servi\u00e7os, que pediu mais uma audi\u00eancia p\u00fablica para debater os impactos da reforma. Ao todo, ser\u00e3o nove encontros na CCJ para discutir a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a mudan\u00e7a, o senador prev\u00ea que a vota\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio no Senado ainda possa ocorrer at\u00e9 o final de outubro, como estava previsto. Ele espera que a delibera\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) fique para o dia 18 do pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/09\/13\/braga-adia-entrega-do-relatrio-da-reforma-tributria-para-4-de-outubro.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/09\/13\/braga-adia-entrega-do-relatrio-da-reforma-tributria-para-4-de-outubro.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Altos impostos: como diminuir a carga tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida de impostos \u00e9 um problema generalizado no Brasil h\u00e1 muitos anos. Empresas de todos os tamanhos, desde pequenos neg\u00f3cios locais at\u00e9 grandes corpora\u00e7\u00f5es multinacionais, podem se encontrar em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis devido a obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias n\u00e3o pagas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), a carga tribut\u00e1ria no Brasil \u00e9 uma das mais altas do mundo, tornando o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es fiscais uma tarefa desafiadora e complexa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados das d\u00edvidas aumentam \u00e0 medida que o tamanho das empresas diminui &#8211; 49% das m\u00e9dias empresas n\u00e3o conseguem pagar os impostos e entram em d\u00edvida, levando 65% das pequenas empresas a terem a mesma dificuldade.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa realizada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), com 2.615 empres\u00e1rios do setor, revelou que quase metade das empresas (42%) est\u00e3o enfrentando d\u00edvidas vencidas relacionadas a impostos, fornecedores ou servi\u00e7os p\u00fablicos. As grandes empresas tamb\u00e9m n\u00e3o ficam de fora: de acordo com o levantamento do Valor Data, as d\u00edvidas que empresas de grande porte t\u00eam em tributos n\u00e3o pagos podem chegar a R$ 3,7 trilh\u00f5es ao serem somados os R$ 2,7 trilh\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o na d\u00edvida ativa, aos valores confirmados na esfera judicial ou que nem chegaram a ser discutidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desses n\u00fameros preocupantes, os resultados da pesquisa destacam a import\u00e2ncia de medidas governamentais e pol\u00edticas p\u00fablicas que auxiliem no enfrentamento das d\u00edvidas e na recupera\u00e7\u00e3o financeira das empresas de todos os setores, visando a preserva\u00e7\u00e3o dos empregos e a sustentabilidade dos neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disto, as empresas que n\u00e3o conseguem pagar suas d\u00edvidas fiscais enfrentam uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias graves. Isso inclui a possibilidade de penhoras de bens, bloqueio de contas banc\u00e1rias e restri\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito. Al\u00e9m disso, a reputa\u00e7\u00e3o das empresas pode ser prejudicada, o que pode afastar clientes e investidores. Para evitar que as empresas cheguem a esse n\u00edvel de d\u00edvidas de impostos e rendas, o Ativo Moeda da Monetali, oferece a possibilidade de preven\u00e7\u00e3o para que o valor da d\u00edvida n\u00e3o aumente.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resolver dificuldade de caixa com impostos?<\/p>\n\n\n\n<p>A consultoria tribut\u00e1ria tem sido um grande aliado para in\u00fameras empresas que est\u00e3o recorrendo a especialistas para ajud\u00e1-las a entender e cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es fiscais de forma mais eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p>A Monetali \u00e9 uma empresa reconhecida por estrat\u00e9gias para a diminui\u00e7\u00e3o de impostos em at\u00e9 90 dias, o chamado Ativo Moeda, que \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o que permite pagar as guias mensais de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria com redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 20%, que vem sendo usado h\u00e1 mais de 10 anos e j\u00e1 beneficiou diretamente 828 empresas em v\u00e1rios estados do Brasil. A oportunidade tribut\u00e1ria se d\u00e1 atrav\u00e9s da aquisi\u00e7\u00e3o de saldo credor de INSS de empresas com reten\u00e7\u00e3o e que possuem a\u00e7\u00e3o com tr\u00e2nsito em julgado que permite a comercializa\u00e7\u00e3o desse saldo. Al\u00e9m disso, o Ativo Moeda \u00e9 fiscalizado pelo INSS e a compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 homologada tacitamente pela RFB (Receita Federal do Brasil), sem a necessidade de processo administrativo ou nova a\u00e7\u00e3o judicial. Ou seja, usar o Ativo Moeda para pagar menos impostos tornou-se uma solu\u00e7\u00e3o legal, segura e r\u00e1pida para o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ronison explica de onde se origina a oportunidade; h\u00e1 v\u00e1rias origens, talvez a de melhor entendimento sejam os casos de reten\u00e7\u00e3o, empresas que contratam servi\u00e7os executados mediante cess\u00e3o de m\u00e3o de obra, devem reter 11% do valor bruto da nota fiscal e recolher, em nome do cedente, a import\u00e2ncia retida para pagamento da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. O contribuinte enquanto est\u00e1 ativo, busca utilizar o valor retido para compensa\u00e7\u00e3o de guias do INSS, todavia nem sempre consegue absorver o valor em sua totalidade dentro da mesma compet\u00eancia, restando assim um saldo remanescente que se acumula m\u00eas a m\u00eas<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a empresa encerra as atividades ou entra em fal\u00eancia, o saldo acumulado desse valor se perde pois n\u00e3o h\u00e1 mais como utiliz\u00e1-lo, dessa forma algumas empresas buscam caminhos de usar esse valor. \u00c9 poss\u00edvel pedir restitui\u00e7\u00e3o, o que devido a burocracia e demora, se torna pouco usual e, muitos empres\u00e1rios n\u00e3o optam visto que o saldo vira precat\u00f3rio e acabam, muitas das vezes, n\u00e3o tendo acesso a esses valores em menos de 10 anos. Logo, a solu\u00e7\u00e3o mais interessante \u00e9, atrav\u00e9s do judici\u00e1rio, buscar a possibilidade de cess\u00e3o desse valor, com des\u00e1gio, para empresas que consigam fazer uso imediato, transacionando-o para o pagamento das obriga\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O exemplo acima retrata um cr\u00e9dito de INSS, mas h\u00e1 diversas outras possibilidades legais de aplic\u00e1veis nos demais impostos federais. Quem adquire o Ativo, pode fazer uso imediato e compensar o cr\u00e9dito na pr\u00f3xima guia de imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ronison Martins, CEO da Monetali, esse tipo de opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa de uma nova a\u00e7\u00e3o judicial. Ao contr\u00e1rio: segue em via administrativa e transita dentro do E-cac (plataforma desenvolvida especialmente para atividades da Receita Federal), com registros e origem do cr\u00e9dito segura. \u201cAp\u00f3s a compensa\u00e7\u00e3o, os resultados devem ser constatados na conta corrente do cliente e o pagamento feito somente ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o da liquida\u00e7\u00e3o do tributo no e-CAC\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o contribuinte pode optar por diversas an\u00e1lises de redu\u00e7\u00e3o dos impostos futuros. \u201cO melhor aproveitamento das regras tribut\u00e1rias \u00e9 um trabalho que vai al\u00e9m da contabilidade. \u00c9 importante que os advogados, contadores e financistas estejam alinhados e atuando em conjunto na constante revis\u00e3o dos impostos. Em resumo, o entendimento da legisla\u00e7\u00e3o atual e sua aplica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica determinam o sucesso da opera\u00e7\u00e3o\u201d, finaliza o especialista, CEO da Monetali.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.contadores.cnt.br\/noticias\/artigos\/2023\/09\/13\/altos-impostos-como-diminuir-a-carga-tributaria.html\">https:\/\/www.contadores.cnt.br\/noticias\/artigos\/2023\/09\/13\/altos-impostos-como-diminuir-a-carga-tributaria.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Deputado quer fim da prescri\u00e7\u00e3o de oculta\u00e7\u00e3o de bens da corrup\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado federal Alfredo Gaspar (Uni\u00e3o-AL) prop\u00f4s uma nova lei para dar fim \u00e0 impunidade para crimes de lavagem de dinheiro ligados a crimes de corrup\u00e7\u00e3o e peculato, no Brasil. O projeto de lei n\u00ba 4.301\/2023, foi protocolado na semana passada.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta quer alterar o C\u00f3digo Penal para \u201cestabelecer a imprescritibilidade dos crimes de oculta\u00e7\u00e3o de bens, direitos e valores que causem preju\u00edzo ao er\u00e1rio, de corrup\u00e7\u00e3o ativa ou passiva e de peculato\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Gaspar justifica que h\u00e1 um ineg\u00e1vel v\u00ednculo entre crimes de corrup\u00e7\u00e3o e lavagem de dinheiro, ao ressaltar que o primeiro crime costuma ensejar a ocorr\u00eancia do outro, por visar o enriquecimento il\u00edcito do agente p\u00fablico corrupto, por meio da oculta\u00e7\u00e3o de bens para encobrir a atividade criminosa e dar apar\u00eancia de legalidade ao patrim\u00f4nio obtido ilegalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Sociedade lesada, corruptos ricos<\/p>\n\n\n\n<p>O parlamentar que j\u00e1 chefiou o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica de Alagoas argumenta ainda que tais crimes de lavagem de dinheiro, corrup\u00e7\u00e3o e peculato doloso causam preju\u00edzo ao er\u00e1rio p\u00fablico e um efeito danoso para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 obriga\u00e7\u00e3o de todos os Poderes agir dentro de sua compet\u00eancia de forma a prevenir e punir da forma mais efetiva poss\u00edvel essa esp\u00e9cie de crime\u201d, defendeu Alfredo Gaspar, ao lembrar que o Brasil piorou duas posi\u00e7\u00f5es no ranking mundial da corrup\u00e7\u00e3o, da Transpar\u00eancia Internacional, em 2022, ocupando a 96\u00aa coloca\u00e7\u00e3o no \u00cdndice de Percep\u00e7\u00e3o da Corrup\u00e7\u00e3o (IPC), entre 180 pa\u00edses analisados.<\/p>\n\n\n\n<p>Como argumentos para endurecer o C\u00f3digo Penal, Gaspar cita outros estudos para expor o custo financeiro de tais crimes de colarinho branco. Um do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), que revelou, em 2019, que a corrup\u00e7\u00e3o custa 29 dias de trabalho dos brasileiros, o que equivale a R$ 160 bilh\u00f5es, 8% de tudo o que \u00e9 produzido no pa\u00eds. E outro da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), que apontou, em 2010, que o montante da corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 estimado em R$ 82 bilh\u00f5es por ano, equivalente a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/diariodopoder.com.br\/brasil-e-regioes\/csa-brasil\/deputado-quer-fim-da-prescricao-de-ocultacao-de-bens-da-corrupcao\">https:\/\/diariodopoder.com.br\/brasil-e-regioes\/csa-brasil\/deputado-quer-fim-da-prescricao-de-ocultacao-de-bens-da-corrupcao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tributa\u00e7\u00e3o de software e as contradi\u00e7\u00f5es da Receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF), enfim, pacificou seu entendimento sobre a tributa\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de licen\u00e7a de uso de software, ao definir que tais opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o tribut\u00e1veis pelo ISS e n\u00e3o pelo ICMS. Independentemente de o software ser classificado como padronizado (prateleira) ou por encomenda, seja via download ou ainda na modalidade software as a service (SaaS).<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a Receita Federal possu\u00eda entendimento pacificado pela Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 316\/20173 no sentido de que a remunera\u00e7\u00e3o pela licen\u00e7a de uso de software caracteriza explora\u00e7\u00e3o de direito e, via de consequ\u00eancia, n\u00e3o deveria ser tributada pelo PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o, cuja incid\u00eancia se restringe \u00e0s opera\u00e7\u00f5es envolvendo bens e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, por ter o STF se manifestado pela tributa\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a de uso de software pelo ISS, discutiu-se sobre a poss\u00edvel utiliza\u00e7\u00e3o desse precedente para classificar as remessas para remunera\u00e7\u00e3o dessas licen\u00e7as tamb\u00e9m como \u201cservi\u00e7o\u201d, o que atrairia a incid\u00eancia do PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o. Essas discuss\u00f5es ganharam ainda mais for\u00e7a quando da publica\u00e7\u00e3o da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 36\/23, que definiu que se aplicaria \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de licen\u00e7a de uso de software o percentual de presun\u00e7\u00e3o no lucro presumido aplic\u00e1vel a \u201cpresta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d &#8211; de 32%.<\/p>\n\n\n\n<p>Poucos meses depois, com a publica\u00e7\u00e3o da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 75\/23, a Receita reiterou seu entendimento hist\u00f3rico de que a remunera\u00e7\u00e3o pela licen\u00e7a de uso de software caracteriza-se como \u201croyalties\u201d, apontando que \u201ca mera inclus\u00e3o na lista de servi\u00e7os sujeita ao ISS, contudo, n\u00e3o afasta a natureza dos contratos de licen\u00e7a de direito de uso de programas de computa\u00e7\u00e3o (software)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, ao reconhecer que o pagamento por licen\u00e7a de uso de software caracteriza remunera\u00e7\u00e3o pela explora\u00e7\u00e3o de direitos autorais, a Receita Federal parecia sinalizar que, ao julgar as ADIs 1954 e 659, o STF \u201crelativizou\u201d apenas a hip\u00f3tese de incid\u00eancia do ISS para abranger as opera\u00e7\u00f5es de licen\u00e7a de uso de software e n\u00e3o o \u201cconceito\u201d de servi\u00e7o ou mesmo a natureza das opera\u00e7\u00f5es com software, para fins tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, poucos dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 75\/23, foi publicada a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 107\/23, por meio da qual, apesar de confirmar a natureza de direitos autorais da explora\u00e7\u00e3o do software, apontou-se que referidas opera\u00e7\u00f5es deveriam ser tributadas pelo PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o por envolverem uma \u201cobriga\u00e7\u00e3o de fazer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o referido entendimento, a licen\u00e7a de uso de software estaria sujeita \u00e0 incid\u00eancia do IRRF, por caracterizar remunera\u00e7\u00e3o pela explora\u00e7\u00e3o de direito autoral e tamb\u00e9m pelo PIS\/Cofins- Importa\u00e7\u00e3o, por se tratar de uma opera\u00e7\u00e3o mista ou complexa envolvendo al\u00e9m da \u201cobriga\u00e7\u00e3o de dar\u201d uma \u201cobriga\u00e7\u00e3o de fazer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa interpreta\u00e7\u00e3o, todavia, cria uma ineg\u00e1vel cacofonia tribut\u00e1ria. De um lado, a Cosit fundamenta a incid\u00eancia do IRRF com base na premissa de que a licen\u00e7a de direito de uso do software se classifica como explora\u00e7\u00e3o de direito autoral. Do outro lado, diametralmente oposto, esse mesmo \u00f3rg\u00e3o justifica que a licen\u00e7a de uso do software caracterizaria um \u201cservi\u00e7o\u201d para fins de tributa\u00e7\u00e3o pelo PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tratar as remessas de software como royalties para fins de Imposto de Renda, a Cosit restringe a aplica\u00e7\u00e3o das regras de n\u00e3o reten\u00e7\u00e3o do IRRF relativamente a remessas destinadas a pa\u00edses com os quais o Brasil possui acordo para evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o, o que seria poss\u00edvel caso a licen\u00e7a de uso de software fosse entendida como um \u201cservi\u00e7o\u201d, tal qual o foi para fins de PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se v\u00ea, as autoridades da Receita acabaram por dar a uma mesma opera\u00e7\u00e3o, duas naturezas jur\u00eddicas distintas e conflitantes. Sem mera coincid\u00eancia, a Receita aplica dois entendimentos que lhe favorecem em duplicidade, seja porque impossibilita o creditamento do IRRF ao tratar a remunera\u00e7\u00e3o pela licen\u00e7a de uso do software como royalties, seja porque classifica o mesmo software como \u201cservi\u00e7o\u201d na pretens\u00e3o de tributar as remessas tamb\u00e9m pelo PIS\/Cofins- Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa incongru\u00eancia deve gerar relevante contencioso tribut\u00e1rio n\u00e3o apenas em opera\u00e7\u00f5es internas, em rela\u00e7\u00e3o a possibilidade de desconto de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins- Importa\u00e7\u00e3o com intang\u00edveis, mas tamb\u00e9m questionamentos internacionais sobre os reflexos dessas conflitantes interpreta\u00e7\u00f5es sobre os tratados internacionais em que o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao menos enquanto n\u00e3o houver uma defini\u00e7\u00e3o quanto a efetiva natureza e o tratamento tribut\u00e1rio do software pela Receita, considerando a vincula\u00e7\u00e3o do entendimento Cosit \u00e0s autoridades fiscais, o entendimento da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 107\/23 somente poder\u00e1 ser aplicado a partir de 13 de junho (servi\u00e7o). Relativamente aos fatos geradores passad os, dever\u00e1 ser mantida a interpreta\u00e7\u00e3o firmada na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 316\/2017, ratificado pela Solu\u00e7\u00e3o de Diverg\u00eancia n\u00ba 2\/2019, no sentido da n\u00e3o incid\u00eancia do PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o nas remessas para remunera\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a de uso de software.<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Alexandre Barbosa e Fernando Bittencourt s\u00e3o s\u00f3cios do LBMF Sociedade de Advogados<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/tributacao-de-software-e-as-contradicoes-da-receita.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/tributacao-de-software-e-as-contradicoes-da-receita.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo vai derrubar isen\u00e7\u00e3o para importa\u00e7\u00e3o de carros el\u00e9tricos, diz secret\u00e1rio do MDIC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Importa\u00e7\u00e3o para ve\u00edculos el\u00e9tricos ser\u00e1 extinta pelo governo e subir\u00e1 gradualmente ao longo de tr\u00eas anos at\u00e9 atingir uma al\u00edquota de 35%, disse \u00e0 Reuters o secret\u00e1rio de Desenvolvimento Industrial do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC), Uallace Moreira, destacando a necessidade de estimular a produ\u00e7\u00e3o local de carros com tecnologia verde.<\/p>\n\n\n\n<p>O momento para entrada em vigor da iniciativa \u2014 que \u00e9 defendida por montadoras instaladas no Brasil e sofre resist\u00eancia de fabricantes chineses que vendem ao pa\u00eds \u2014 ainda est\u00e1 em debate e depender\u00e1 de defini\u00e7\u00e3o do vice-presidente e ministro da pasta, Geraldo Alckmin, disse o secret\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que a gente pode fazer para estimular a produ\u00e7\u00e3o local? \u00c9 dificultar um pouco ou encarecer a importa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou em entrevista \u00e0 Reuters na manh\u00e3 desta sexta-feira, argumentando que diversos pa\u00edses v\u00eam adotando pol\u00edticas protecionistas nessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a implementa\u00e7\u00e3o da tarifa ser\u00e1 feita de maneira gradual, de modo a n\u00e3o gerar um choque no mercado, e est\u00e1 alinhada com o plano do governo de ampliar investimentos privados no Brasil em tecnologia verde.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00e1rea correlata, o secret\u00e1rio afirmou que o governo editar\u00e1 em at\u00e9 15 dias medida provis\u00f3ria para lan\u00e7ar a segunda fase do programa Rota 2030, destinado a aumentar a efici\u00eancia do setor automotivo, que passar\u00e1 a se chamar Programa de Mobilidade Verde.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo programa vai estimular projetos de efici\u00eancia energ\u00e9tica com base em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios de PIS\/Cofins, al\u00e9m de prever mecanismo que Moreira classificou como \u201ctributa\u00e7\u00e3o verde\u201d, que vai escalonar a cobran\u00e7a de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a depender da efici\u00eancia energ\u00e9tica dos modelos dos ve\u00edculos, a reciclabilidade dos produtos e a densidade produtiva local.<\/p>\n\n\n\n<p>Deprecia\u00e7\u00e3o acelerada<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio tamb\u00e9m afirmou que o governo pretende lan\u00e7ar at\u00e9 o in\u00edcio de outubro seu programa de deprecia\u00e7\u00e3o super acelerada para a ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo permite que empresas deduzam de imediato da base de c\u00e1lculo de tributos os investimentos em m\u00e1quinas e equipamentos. Desse modo, \u00e9 antecipado o direito a uso de um benef\u00edcio que seria usufru\u00eddo ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Moreira, o Executivo ainda discute se a antecipa\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio ser\u00e1 concentrada em 2024 ou em um prazo de dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo tamb\u00e9m n\u00e3o bateu o martelo sobre quais setores poder\u00e3o usar o benef\u00edcio, o que faz o potencial custo do programa variar entre 2 bilh\u00f5es e 17 bilh\u00f5es de reais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na entrevista, o secret\u00e1rio disse ainda que n\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o, no momento, proposta sobre redu\u00e7\u00e3o de IPI de itens da linha branca.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-cnn-brasil wp-block-embed-cnn-brasil\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"zwLNjHWE07\"><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/governo-vai-derrubar-isencao-para-importacao-de-carros-eletricos-diz-secretario-do-mdic\/\">Governo vai derrubar isen\u00e7\u00e3o para importa\u00e7\u00e3o de carros el\u00e9tricos, diz secret\u00e1rio do MDIC<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Governo vai derrubar isen\u00e7\u00e3o para importa\u00e7\u00e3o de carros el\u00e9tricos, diz secret\u00e1rio do MDIC&#8221; &#8212; CNN Brasil\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/governo-vai-derrubar-isencao-para-importacao-de-carros-eletricos-diz-secretario-do-mdic\/embed\/#?secret=BquqbWu1Qu#?secret=zwLNjHWE07\" data-secret=\"zwLNjHWE07\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>PGFN prev\u00ea recuperar no ano que vem R$ 46 bilh\u00f5es em d\u00e9bitos inscritos na D\u00edvida Ativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prev\u00ea recuperar, em 2024, R$ 46 bilh\u00f5es em d\u00e9bitos inscritos na D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o. Essa estimativa de receita foi feita por ocasi\u00e3o da elabora\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) do pr\u00f3ximo ano, encaminhado ao Congresso Nacional no \u00faltimo dia 31 de agosto. O valor previsto pela PGFN est\u00e1 consolidado nas proje\u00e7\u00f5es de arrecada\u00e7\u00e3o feitas no PLOA 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, a Procuradoria estimou em R$ 30 bilh\u00f5es a receita com a recupera\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o para 2023 e j\u00e1 havia alcan\u00e7ado, ao final do primeiro semestre, o valor de R$ 21,9 bilh\u00f5es. Desse total, R$ 10 bilh\u00f5es s\u00e3o resultado de acordos de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. O que demonstra o sucesso do instituto da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra modalidade de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, a transa\u00e7\u00e3o no contencioso, de relevante e disseminada controv\u00e9rsia jur\u00eddica, a PGFN prev\u00ea recuperar R$ 12 bilh\u00f5es em 2024. Isso porque a nova vers\u00e3o da transa\u00e7\u00e3o no contencioso deve ser aprimorada com a san\u00e7\u00e3o do PL 2.384\/2023, aprovado no Congresso Nacional. O artigo 9\u00ba do projeto altera condi\u00e7\u00f5es estabelecidas na Lei 13.988\/2020 para tornar essa modalidade de transa\u00e7\u00e3o mais atrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A transa\u00e7\u00e3o no contencioso permite ao contribuinte negociar d\u00e9bitos ainda em discuss\u00e3o administrativa ou judicial. Essa transa\u00e7\u00e3o tem tr\u00eas pontos relevantes: contribui para a redu\u00e7\u00e3o do lit\u00edgio no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e no Judici\u00e1rio; aumenta a disponibilidade financeira das empresas; e recomp\u00f5e a base tribut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN estuda oferecer editais para regularizar, pela via consensual, d\u00e9bitos relacionados a teses jur\u00eddicas de PIS\/Cofins, por exemplo. Em estudo preliminar, a Procuradoria estimou que existem, pelo menos, 19 teses jur\u00eddicas de PIS\/Cofins com valor em discuss\u00e3o da ordem de R$ 800 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/setembro\/pgfn-preve-recuperar-no-ano-que-vem-r-46-bilhoes-em-debitos-inscritos-na-divida-ativa#:~:text=A%20Procuradoria%2DGeral%20da%20Fazenda,%C3%BAltimo%20dia%2031%20de%20agosto.\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/setembro\/pgfn-preve-recuperar-no-ano-que-vem-r-46-bilhoes-em-debitos-inscritos-na-divida-ativa#:~:text=A%20Procuradoria%2DGeral%20da%20Fazenda,%C3%BAltimo%20dia%2031%20de%20agosto.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relator do PL de repatria\u00e7\u00e3o de ativos deve propor multa de 147% sobre IR<\/strong><br>Data: 15\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Proposta da Receita Federal \u00e9 de multa de 150%, mas o senador Renan Calheiros deve optar por percentual menor<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do projeto de repatria\u00e7\u00e3o de ativos (PL 798\/21), senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que vai propor em seu relat\u00f3rio uma multa de 147% sobre o valor do Imposto de Renda devido. O projeto tramita de forma terminativa na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) e deve avan\u00e7ar nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n\n\n\n<p>O JOTA teve acesso, com exclusividade, \u00e0 proposta da Receita Federal feita ao relator, estipulando uma multa de 150%, estimando-se arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 1,65 bilh\u00e3o. Calheiros, no entanto, deve optar pelo percentual menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma quest\u00e3o em aberto \u00e9 o conflito com o PL que retoma o voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) (PL 2384\/23), aprovado pelo Senado no fim de agosto, que pro\u00edbe a aplica\u00e7\u00e3o de multas que excedam 100%, como disp\u00f5e o par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 14 do texto enviado \u00e0 san\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento aponta ainda que a Receita Federal estuda desenvolver um programa para aprimorar a sistem\u00e1tica de apura\u00e7\u00e3o de ativos n\u00e3o declarados no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O PL de repatria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m prorroga o prazo de ades\u00e3o Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Cambial e Tribut\u00e1ria (RERCT). A repatria\u00e7\u00e3o de recursos foi estabelecida pela Lei 13.254\/2016, que permite que pessoas que tenham bens n\u00e3o declarados no exterior possam regularizar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto \u00e9 de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e tem apoio do governo. Diante disso, ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, o texto deve avan\u00e7ar na comiss\u00e3o. No entanto, isso n\u00e3o deve ocorrer na pr\u00f3xima semana, uma vez que Pacheco e outro senadores estar\u00e3o alguns dias ausentes em raz\u00e3o de um evento da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/relator-do-pl-de-repatriacao-de-ativos-deve-propor-multa-de-147-sobre-ir-15092023\"> https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/relator-do-pl-de-repatriacao-de-ativos-deve-propor-multa-de-147-sobre-ir-15092023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jaques Wagner diz que al\u00edquota m\u00e1xima na reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o est\u00e1 pacificada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O l\u00edder do governo no Senado, Jaques Wagner, (PT-BA) afirmou hoje em Nova York que ainda n\u00e3o h\u00e1 unanimidade sobre o estabelecimento uma al\u00edquota m\u00e1xima na proposta de reforma tribut\u00e1ria em tr\u00e2mite no Congresso. O senador est\u00e1 na cidade como parte da comitiva do presidente Lula para a Assembleia Geral da ONU, que se inicia na ter\u00e7a-feira (19).<\/p>\n\n\n\n<p>Wagner disse que como a reforma passou com uma certa rapidez na C\u00e2mara de Deputados, havia a expectativa da negocia\u00e7\u00e3o demorar em alguns pontos na fase do Senado, mas que acredita que o cronograma proposto por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Eduardo Braga (MDB-AM) ser\u00e1 cumprido e a PEC pode ser aprovada na CCJ at\u00e9 15 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador tamb\u00e9m refutou cr\u00edticas sobre a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo Lula. \u201cTivemos quatro anos de anomalia de rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas no Brasil. As coisas n\u00e3o v\u00e3o mudar da noite para o dia. N\u00e3o vamos manter aquele padr\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o vamos dar um cavalo de pau\u201d, disse a jornalistas em Nova York no in\u00edcio da tarde de domingo.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador baiano tamb\u00e9m descartou haver consenso entre definir al\u00edquotas na emenda constitucional ou em uma lei complementar. Wagner se mostrou contra institui-las diretamenta na Constitui\u00e7\u00e3o. \u201cExiste esse mau h\u00e1bito do Brasil de achar que tudo tem de estar na Constitui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/09\/17\/jaques-wagner-diz-que-alquota-mxima-na-reforma-tributria-no-est-pacificada.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/09\/17\/jaques-wagner-diz-que-alquota-mxima-na-reforma-tributria-no-est-pacificada.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunais de contas defendem ajuste em reforma tribut\u00e1ria<\/strong><br>Data: 18\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Os Tribunais de Contas dos Munic\u00edpios (TCMs) de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro devem entregar ao Senado nesta segunda, dia 18, proposta conjunta na qual pedem mudan\u00e7as em dois temas do texto da reforma tribut\u00e1ria sobre consumo. A proposta quer garantir a Estados e munic\u00edpios a defini\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas do imposto que lhes caber\u00e1 para as atividades que ter\u00e3o regimes espec\u00edficos de tributa\u00e7\u00e3o. Essas atividades, defendem, ir\u00e3o corresponder a 20% da base dos novos tributos que ser\u00e3o criados a partir da reforma. Os tribunais pedem tamb\u00e9m que Estados e munic\u00edpios tenham autonomia para regular o cashback relacionado \u00e0 parte da arrecada\u00e7\u00e3o do novo imposto subnacional que lhes ser\u00e1 destinada com a reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 45, aprovada em julho na C\u00e2mara dos Deputados e que agora espera aprova\u00e7\u00e3o no Senado, estabelece a substitui\u00e7\u00e3o dos federais IPI, PIS e Cofins, do estadual ICMS e do ISS municipal. No lugar desses tributos entrar\u00e3o a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), federal, e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), federal, e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), subnacional, de Estados e munic\u00edpios. Os dois novos tributos dever\u00e3o ser cobrados no modelo de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com legisla\u00e7\u00e3o nacional, cobran\u00e7a n\u00e3o cumulativa e no destino. Tamb\u00e9m deve ser criado o Imposto Seletivo (IS), a ser recolhido sobre bens e servi\u00e7os com externalidades negativas, como fumo e tabaco.<\/p>\n\n\n\n<p>Philippe Duchateau, assessor de controle externo do TCM de S\u00e3o Paulo, explica que a proposta dos tribunais foi elaborada e ser\u00e1 encaminhada de forma independente das prefeituras dos respectivos munic\u00edpios, mas alinha-se \u00e0 atual preocupa\u00e7\u00e3o dos prefeitos para n\u00e3o perder autonomia na gest\u00e3o da receita tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ex-secret\u00e1rio de Fazenda do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, Duchateau diz que os tribunais de contas s\u00e3o \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos e consideram bem-vinda a moderniza\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio proposta pela PEC 45. Por isso, diz, a proposta toca em duas quest\u00f5es pontuais que buscam minimizar \u201cefeitos indesej\u00e1veis\u201d do modelo escolhido.<\/p>\n\n\n\n<p>Duchateau lembra que com a reforma Estados e munic\u00edpios ficar\u00e3o, com o IBS, bem mais limitados para decidir al\u00edquotas comparando-se com a maior liberdade que existe hoje, respectivamente, para o ICMS e para o ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>No modelo proposto, o instrumento de maior autonomia que Estados e prefeituras ter\u00e3o \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do respectivo IBS, elevando ou reduzindo o imposto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 al\u00edquota padr\u00e3o. A al\u00edquota dever\u00e1 ser \u00fanica no Estado ou munic\u00edpio, sem diferencia\u00e7\u00e3o por atividade, explica. O texto atual da reforma tamb\u00e9m estabelece, diz, os setores favorecidos &#8211; que ficar\u00e3o livres de incid\u00eancia do IBS ou ter\u00e3o al\u00edquota reduzida &#8211; e tamb\u00e9m as atividades que ficar\u00e3o sob os chamados \u201cregimes espec\u00edficos de tributa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta dos tribunais de contas foca nos bens e servi\u00e7os que est\u00e3o nos regimes espec\u00edficos de tributa\u00e7\u00e3o. Pelo que foi debatido na C\u00e2mara, os regimes espec\u00edficos n\u00e3o necessariamente ter\u00e3o tratamento mais favorecido, com redu\u00e7\u00e3o de carga tribut\u00e1ria, mas ter\u00e3o modelos espec\u00edficos para recolhimento do IBS em raz\u00e3o da peculiaridade das atividades. S\u00e3o os segmentos de combust\u00edvel para ve\u00edculos, \u00f3leo lubrificante, servi\u00e7o banc\u00e1rio, seguro de ve\u00edculo, planos de sa\u00fade, jogos de azar, hospedagem, alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio e passagem a\u00e9rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto aprovado na C\u00e2mara dos Deputados, diz Duchateau, essas atividades poder\u00e3o n\u00e3o ficar sujeitas \u00e0s al\u00edquotas definidas por Estados e munic\u00edpios para seu respectivo IBS. Se mantido o texto atual, diz ele, o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do IBS de Estados e munic\u00edpios nesses setores seria determinado, portanto, pelo Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, esses setores correspondem a 20% da composi\u00e7\u00e3o atual do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Como a composi\u00e7\u00e3o considera o padr\u00e3o de consumo captado na Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares do IBGE, diz, \u00e9 como se os Estados e munic\u00edpios n\u00e3o pudessem decidir sobre a al\u00edquota de 20% da base tribut\u00e1ria do novo imposto que ter\u00e3o. \u201cSe houver alguma necessidade de majora\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas em algum Estado ou cidade, os 80% de bens e servi\u00e7os restantes ter\u00e3o al\u00edquota do IBS elevada de forma mais acentuada do que seria se todas as atividades estivessem sob gest\u00e3o deles. N\u00e3o vemos argumentos que justifiquem as al\u00edquotas desses regimes espec\u00edficos serem definidas em \u00e2mbito nacional\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tribunais tamb\u00e9m pedem que o mecanismo do cashback, de devolu\u00e7\u00e3o de parte do IBS para a popula\u00e7\u00e3o, possa ter crit\u00e9rios estabelecidos por Estados e munic\u00edpios na parte da receita que lhes caber\u00e1 do novo tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se debateu at\u00e9 agora, explica, \u00e9 que o cashback ser\u00e1 regulado por lei complementar. Mas se isso for estabelecido em \u00e2mbito nacional dessa forma, diz, ser\u00e1 mais um vetor de centraliza\u00e7\u00e3o que afetar\u00e1 a capacidade de gest\u00e3o dos Estados e munic\u00edpios. O Brasil, diz, \u00e9 um \u201cpa\u00eds continental\u201d, com grande heterogeneidade de condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas. \u201cEstabelecer de forma nacional a sele\u00e7\u00e3o dos impostos a serem devolvidos, os valores da devolu\u00e7\u00e3o e a delimita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico-alvo a ser beneficiado n\u00e3o \u00e9 a melhor forma de lidar com essas diferen\u00e7as\u201d, afirma a proposta dos tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Duchateau, um tratamento mais uniforme em todo o territ\u00f3rio nacional pode ser garantido por meio do cashback da CBS, que ficar\u00e1 sob administra\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o. J\u00e1 a devolu\u00e7\u00e3o do IBS, defende, deve ser devolvido conforme as condi\u00e7\u00f5es fiscais de cada ente regional e considerando eventuais pol\u00edticas p\u00fablicas de transfer\u00eancia de renda existentes no Estado ou munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/09\/18\/tribunais-de-contas-defendem-ajuste-em-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/09\/18\/tribunais-de-contas-defendem-ajuste-em-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta responsabilidade tribut\u00e1ria de transportadora em caso de roubo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi de que o roubo ou furto de carga transportada configura hip\u00f3tese de excludente de responsabilidade<\/p>\n\n\n\n<p>Por seis votos a dois, a 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a responsabilidade tribut\u00e1ria de uma transportadora, a Polar Transportes Rodovi\u00e1rios Ltda, que teve a mercadoria roubada no curso do transporte. O processo discute a incid\u00eancia de Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, IPI, Cofins-Importa\u00e7\u00e3o e PIS-Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento majorit\u00e1rio da turma foi de que o roubo ou furto de carga transportada configura hip\u00f3tese de excludente de responsabilidade. O artigo 32 do Decreto Lei 37\/66 define que o respons\u00e1vel pelo tributo no curso no transporte \u00e9 o transportador, mas o artigo 664 do Decreto 6759\/09 prev\u00ea excludente dessa responsabilidade em caso \u201cfortuito ou de for\u00e7a maior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, conselheiro La\u00e9rcio Cruz Uliana J\u00fanior, o roubo se encaixaria na hip\u00f3tese de caso \u201cfortuito ou de for\u00e7a maior\u201d tamb\u00e9m previsto no artigo 595 do Decreto 4543\/02. O julgador mencionou o ac\u00f3rd\u00e3o 3301-007.154, da mesma turma de julgamento, que decidiu nesse sentido. Al\u00e9m disso, afirmou que h\u00e1 entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) para exclus\u00e3o da responsabilidade nesses casos, como no REsp 1172027.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, Renan Calicchio, do escrit\u00f3rio Assis Advocacia, ressaltou a jurisprud\u00eancia consolidada do STJ e apontou que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou o Parecer SEI 7\/19, dispensando os procuradores de interpor recursos em processos em que se discute a incid\u00eancia de IPI na hip\u00f3tese de roubo ou furto antes da entrega. Para o advogado, o roubo \u201cdefinitivamente \u00e9 motivo de for\u00e7a maior\u201d para possibilitar a exclus\u00e3o da responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Wagner Mota Momesso de Oliveira divergiu. No entendimento do julgador, o roubo de carga seria \u201ccaso fortuito interno\u201d, que poderia ser previsto e os efeitos poderiam ser evitados. Portanto, n\u00e3o haveria hip\u00f3tese de exclus\u00e3o da responsabilidade. \u201cConstitui fato fortuito interno e n\u00e3o afasta responsabilidade\u201d, afirmou. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-afasta-responsabilidade-tributaria-de-transportadora-em-caso-de-roubo-12092023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-afasta-responsabilidade-tributaria-de-transportadora-em-caso-de-roubo-12092023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta atualiza\u00e7\u00e3o pela Selic de restitui\u00e7\u00e3o em benef\u00edcio fiscal<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 14\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Caso trata da atualiza\u00e7\u00e3o de valores em pedido de restitui\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do Programa de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico Industrial<\/p>\n\n\n\n<p>Por cinco votos a tr\u00eas, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a possibilidade de atualizar pela taxa Selic os valores em pedido de restitui\u00e7\u00e3o do contribuinte que se beneficia do Programa de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico Industrial (PDTI). O programa permite a devolu\u00e7\u00e3o de percentual de montantes pagos a t\u00edtulo de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) em opera\u00e7\u00f5es de pagamento de royalties ao exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a discuss\u00e3o trata da possibilidade de corre\u00e7\u00e3o dos valores pelos juros equivalentes \u00e0 taxa Selic, acumulados mensalmente, at\u00e9 o m\u00eas anterior ao da restitui\u00e7\u00e3o. O relator, conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, defendeu que os montantes devem ter o acr\u00e9scimo da Selic, segundo o previsto no artigo 72 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa 900\/2008, que prev\u00ea o acr\u00e9scimo de juros Selic para cr\u00e9ditos pass\u00edveis de restitui\u00e7\u00e3o ou reembolso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe a legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia prev\u00ea atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros morat\u00f3rios com base na taxa Selic sobre restitui\u00e7\u00f5es e compensa\u00e7\u00f5es com origem em pagamento indevido ou a maior, nada mais l\u00f3gico e racional de que seja dado ao contribuinte id\u00eantica prerrogativa por se tratar de restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o de tributos em situa\u00e7\u00f5es especiais por uma quest\u00e3o de justi\u00e7a tribut\u00e1ria\u201d, disse. Curtir16:57<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o entendimento do conselheiro M\u00e1rio Hermes Soares Campos, de que n\u00e3o h\u00e1 base legal para corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, prevaleceu. Segundo ele, o processo trata de um benef\u00edcio fiscal, e a corre\u00e7\u00e3o seria somente para casos de pagamento indevido ou pagamento a maior do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pr\u00f3pria ess\u00eancia dessa lei [8661\/93, que trata do PDTI] \u00e9 justamente incentivar essa capta\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. \u00c9 um incentivo, e n\u00e3o vejo base legal para corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de acordo com o que foi decidido no julgamento da turma ordin\u00e1ria. N\u00e3o vejo aqui nenhuma base normativa que daria guarida a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos s\u00e3o os de n\u00famero 10830.907987\/2012-18, 10830.907949\/2012-65, 10830.907950\/2012-90, 10830.907953\/2012-23, 10830.907955\/2012-12, 10830.907958\/2012-56, 10830.907959\/2012-09, 10830.907960\/2012-25, 10830.907961\/2012-70, 10830.907962\/2012-14, 10830.907963\/2012-69, 10830.907964\/2012-11, 10830.907965\/2012-58, 10830.907966\/2012-01, 10830.907968\/2012-91, 10830.907969\/2012-36, 10830.907970\/2012-61, 10830.907971\/2012-13, 10830.907988\/2012-62, 10830.909155\/2012-36, 10830.909157\/2012-25, 10830.909160\/2012-49, 10830.909165\/2012-71, 10830.909171\/2012-29, 10830.909182\/2012-17 e<strong> <\/strong>10830.909203\/2012-96. <\/p>\n\n\n\n<p><em>https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-afasta-atualizacao-pela-selic-de-restituicao-em-beneficio-fiscal-11092023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CARF mant\u00e9m incid\u00eancia de pis\/cofins sobre b\u00f4nus pago a concession\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o entendimento de que esses valores s\u00e3o parte da receita da concession\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Por sete votos a um, 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu pela incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre b\u00f4nus pago pela montadora \u00e0 concession\u00e1ria pela venda de autom\u00f3veis. Prevaleceu o entendimento de que esses valores s\u00e3o parte da receita da concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Rosaldo Trevisan, relator do caso, mencionou a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit 366\/17, que define esses valores como subven\u00e7\u00e3o para custeio, representando receitas pr\u00f3prias das concession\u00e1rias e com incid\u00eancia de PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cResta claro que tais receitas se referem a valores operacionais vinculados a venda ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, que constituem atividade operacional da empresa\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Larissa Gimenez Martins, advogada do contribuinte, ressaltou que o processo trata de um pedido de restitui\u00e7\u00e3o. Ela argumentou que as bonifica\u00e7\u00f5es seriam redu\u00e7\u00f5es de custo das aquisi\u00e7\u00f5es dos autom\u00f3veis, e n\u00e3o configurariam novas receitas. \u201cAs bonifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o receitas da recorrente, apenas recupera\u00e7\u00e3o de custo de aquisi\u00e7\u00e3o dos bens adquiridos para revenda\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Tatiana Josefovicz Belis\u00e1rio foi a \u00fanica a divergir. A julgadora considerou o decidido pela 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) no REsp 1.836.082. Nesse julgamento, o STJ decidiu que descontos concedidos pelo fornecedor aos varejistas, \u201cmesmo condicionados a contrapresta\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de compra e venda\u201d, n\u00e3o t\u00eam incid\u00eancia de PIS\/Cofins a cargo do adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo processo, por unanimidade, o colegiado manteve a incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre valores creditados para a concession\u00e1ria como \u201creembolso de despesas\u201d. No caso, a concession\u00e1ria realizou servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos dentro do prazo de garantia dado ao consumidor. As despesas com esses servi\u00e7os e com pe\u00e7as eram posteriormente reembolsadas pela montadora. O entendimento do relator, seguido pela turma, foi de que os valores tamb\u00e9m s\u00e3o parte das receitas pr\u00f3prias das concession\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos tramitam com os n\u00fameros 16007.000043\/2009-10, 10850.909906\/2011-03, 16007.000044\/2009-56 e 16007.000046\/2009-45.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-incidencia-de-pis-cofins-sobre-bonus-pago-a-concessionaria-13092023\"> https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-incidencia-de-pis-cofins-sobre-bonus-pago-a-concessionaria-13092023<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"yp2szAKcY4\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-incidencia-de-pis-cofins-sobre-bonus-pago-a-concessionaria-13092023\">Carf mant\u00e9m incid\u00eancia de PIS\/Cofins sobre b\u00f4nus pago a concession\u00e1ria<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf mant\u00e9m incid\u00eancia de PIS\/Cofins sobre b\u00f4nus pago a concession\u00e1ria&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-incidencia-de-pis-cofins-sobre-bonus-pago-a-concessionaria-13092023\/embed#?secret=yp2szAKcY4\" data-secret=\"yp2szAKcY4\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta nulidade por erro na identifica\u00e7\u00e3o do contribuinte em caso de incorpora\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Data: 15\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por cinco votos a tr\u00eas, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou nulidade de auto de infra\u00e7\u00e3o que, por ocorr\u00eancia de uma incorpora\u00e7\u00e3o de empresas, teve um erro na identifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo. O entendimento majorit\u00e1rio foi de que o contribuinte n\u00e3o foi prejudicado por esse erro no curso do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a empresa Poliagro Agropecu\u00e1ria Ltda foi incorporada pela empresa Presen\u00e7a Participa\u00e7\u00f5es e Investimentos S\/A. O relator, conselheiro M\u00e1rio Hermes Soares Campos, defendeu que houve uma continuidade da pessoa jur\u00eddica porque elas eram do mesmo grupo econ\u00f4mico e tinham o mesmo diretor. Al\u00e9m disso, a incorporadora recebeu as intima\u00e7\u00f5es e apresentou documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar de na \u00e9poca da fiscaliza\u00e7\u00e3o a Poliagro j\u00e1 se encontrar extinta por incorpora\u00e7\u00e3o, tal fato por si s\u00f3 n\u00e3o geraria nulidade do ato administrativo de lan\u00e7amento, pois n\u00e3o acarretou preju\u00edzo algum ao respons\u00e1vel tribut\u00e1rio, que impugnou corretamente o ato, qualificando-se adequadamente, sendo oportunizado o mais amplo direito de defesa\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Jo\u00e3o Victor Ribeiro Aldinucci abriu diverg\u00eancia argumentando que poderia ser aplicado o racional da S\u00famula Carf 112, que diz que \u00e9 \u201cnulo, por erro de identifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo o lan\u00e7amento formalizado contra pessoa jur\u00eddica extinta por liquida\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria\u201d, mesmo com a diferen\u00e7a na forma de extin\u00e7\u00e3o. A s\u00famula trata de liquida\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, enquanto o caso concreto \u00e9 de incorpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcredito que o fato de uma parte que ostenta ilegitimidade passiva, o fato de eventualmente contestar, apresentar documentos, isso n\u00e3o torna ela parte leg\u00edtima\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos tramitam com os n\u00fameros 10660.724951\/2011-19 e 10660.724952\/2011-63. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-afasta-nulidade-por-erro-na-identificacao-do-contribuinte-em-caso-de-incorporacao-15092023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-afasta-nulidade-por-erro-na-identificacao-do-contribuinte-em-caso-de-incorporacao-15092023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF retira de ac\u00f3rd\u00e3o men\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza jur\u00eddica do Senar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, excluir a men\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza jur\u00eddica da contribui\u00e7\u00e3o ao Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) do ac\u00f3rd\u00e3o da decis\u00e3o que validou a incid\u00eancia dessa contribui\u00e7\u00e3o sobre a receita bruta do produtor rural (pessoa f\u00edsica). O julgamento foi encerrado ontem no plen\u00e1rio virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro do ano passado, a Corte decidiu manter a incid\u00eancia do Senar sobre a receita bruta na al\u00edquota de 0,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, a Uni\u00e3o e o Senar entraram com recursos para esclarecer a natureza jur\u00eddica do tributo. O esclarecimento \u00e9 importante porque implica na incid\u00eancia, ou n\u00e3o, da contribui\u00e7\u00e3o ao Senar sobre receitas de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a contribui\u00e7\u00e3o fosse considerada social, ela n\u00e3o poderia incidir sobre receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o. Mas, se fosse de interesse de categoria profissional ou econ\u00f4mica, tal imunidade n\u00e3o se aplicaria. A Uni\u00e3o e o Senar queriam que a contribui\u00e7\u00e3o fosse reconhecida como de interesse de categoria profissional ou econ\u00f4mica. A ementa do ac\u00f3rd\u00e3o descrevia a contribui\u00e7\u00e3o ao Senar como \u201cintrinsecamente voltada para uma contribui\u00e7\u00e3o social geral\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Senar, o servi\u00e7o poderia perder 50% da arrecada\u00e7\u00e3o se o Supremo entendesse que a contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o incide sobre exporta\u00e7\u00e3o. Entre 2018 e 2022, a arrecada\u00e7\u00e3o total foi de R$ 8 bilh\u00f5es. Desse montante, R$ 4,3 bilh\u00f5es foram s\u00f3 sobre receitas de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, Dias Toffoli, disse julgar \u201cconveniente\u201d que o ac\u00f3rd\u00e3o deixe de fazer alus\u00e3o \u00e0 natureza jur\u00eddica da contribui\u00e7\u00e3o ao Senar. \u201cInsta real\u00e7ar, de outro giro, que n\u00e3o acolho os embargos de declara\u00e7\u00e3o no que se conectam com a pretens\u00e3o de que seja reconhecido que a contribui\u00e7\u00e3o em refer\u00eancia tem natureza de contribui\u00e7\u00e3o de interesse de categoria profissional ou econ\u00f4mica\u201d, afirmou em seu voto, seguido pelos demais ministros.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN foi procurada para se manifestar, mas ainda n\u00e3o respondeu \u00e0 reportagem. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-retira-de-acordao-alusao-a-natureza-juridica-da-contribuicao-ao-senar-12092023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-retira-de-acordao-alusao-a-natureza-juridica-da-contribuicao-ao-senar-12092023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para o STJ, n\u00e3o cabe \u00e0 Fazenda compensar saldo de ICMS ao lavrar auto de infra\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 14\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de ICMS para compensa\u00e7\u00e3o do tributo devido \u00e9 uma possibilidade a ser exercida pelo contribuinte no momento do lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o. Assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel impor ao Fisco que fa\u00e7a esse encontro de contas no momento do lan\u00e7amento de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a negou provimento ao recurso especial de um laborat\u00f3rio farmac\u00eautico que tentava anular um auto de infra\u00e7\u00e3o lavrado pela Fazenda de S\u00e3o Paulo pelo n\u00e3o pagamento de ICMS no valor de R$ 1,8 milh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o contribuinte, o Fisco paulista deixou de considerar que ele tem R$ 20 milh\u00f5es em cr\u00e9ditos de ICMS aptos a serem compensados em sua escritura\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil. A alega\u00e7\u00e3o \u00e9 que a decis\u00e3o administrativa feriu o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 plenamente poss\u00edvel usar esse cr\u00e9dito para compensar a cobran\u00e7a futura de ICMS, desde que isso seja feito dentro do prazo de cinco anos da data de emiss\u00e3o do respectivo documento fiscal. O que se discutiu, no caso, foi uma poss\u00edvel amplia\u00e7\u00e3o das formas admitidas para essa compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o pode ser exercido no lan\u00e7amento do ICMS por homologa\u00e7\u00e3o, quando o pr\u00f3prio contribuinte calcula o tributo e antecipa o pagamento sem pr\u00e9vio exame da autoridade administrativa, a quem caber\u00e1 homologar esse ato.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o contribuinte n\u00e3o declara o fato gerador do ICMS, o lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o \u00e9 substitu\u00eddo pelo lan\u00e7amento de of\u00edcio, em que o agente fiscal calcula o montante devido. No caso, isso ocorreu pela lavratura de um auto de infra\u00e7\u00e3o por falta de pagamento, com imposi\u00e7\u00e3o de multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a empresa, caberia ao Fisco paulista, no momento de lavrar o auto de infra\u00e7\u00e3o, perceber que ela tinha cr\u00e9dito suficiente para abater a totalidade do que n\u00e3o recolheu a t\u00edtulo de ICMS. Essa possibilidade j\u00e1 foi admitida pelo STJ, em precedente da 2\u00aa Turma (REsp 1.250.218).<\/p>\n\n\n\n<p>Para as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, no entanto, esse encontro de contas \u00e9 uma tarefa do contribuinte, que pode ou n\u00e3o exerc\u00ea-la no momento oportuno. O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJ-SP) concluiu que n\u00e3o h\u00e1 qualquer dever da administra\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria de fazer essas contas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa interpreta\u00e7\u00e3o foi referendada por unanimidade de votos na 1\u00aa Turma. Relator, o ministro Gurgel de Faria observou que cabe somente ao contribuinte escolher o momento para compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de ICMS e quais deles ser\u00e3o efetivamente aproveitados.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a empresa n\u00e3o exerce essa faculdade no momento oportuno, n\u00e3o pode faz\u00ea-lo retroativamente. &#8220;Concluo, assim, que o direito de cr\u00e9dito somente pode ser exercit\u00e1vel no \u00e2mbito do lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Consequ\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do ministro Gurgel de Faria, \u00e9 simplesmente imposs\u00edvel o Fisco considerar eventual saldo credor de ICMS no lan\u00e7amento de of\u00edcio do imposto. Isso porque a an\u00e1lise feita depende da validade das declara\u00e7\u00f5es e dos documentos apresentados pelo contribuinte quando da ocorr\u00eancia do fato gerador.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se cada vez que o Fisco n\u00e3o homologar a apura\u00e7\u00e3o e o pagamento do imposto for necess\u00e1ria a investiga\u00e7\u00e3o de toda a documenta\u00e7\u00e3o fiscal relacionada com os cr\u00e9ditos do contribuinte, o objeto da fiscaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 aumentado em muitas vezes, inviabilizando, na pr\u00e1tica, o exerc\u00edcio do mister da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria&#8221;, explicou ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa quest\u00e3o pr\u00e1tica tamb\u00e9m foi levada em conta no voto-vista da ministra Regina Helena Costa, que classificou o lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o como instrumento de praticabilidade para pagamento do ICMS, pois simplifica e racionaliza a atividade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, adotar a disciplina do lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para os casos de lan\u00e7amento de of\u00edcio resultaria na redu\u00e7\u00e3o significativa desses benef\u00edcios e implicaria salvo-conduto para uma atua\u00e7\u00e3o descompromissada com a cultura de conformidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa que possui cr\u00e9ditos de ICMS, por exemplo, n\u00e3o precisaria se preocupar com a falta de pagamento do tributo no futuro ou com obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias acess\u00f3rias, pois caberia ao pr\u00f3prio Fisco afastar essas irregularidades em prol de uma compensa\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio contribuinte n\u00e3o fez quando teve a oportunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ademais, caso a medida pleiteada se tornasse a regra, os direitos da empresa recorrente de parcelar o d\u00e9bito, buscar a transa\u00e7\u00e3o e utilizar posteriormente o saldo, observado o prazo decadencial, seriam atingidos&#8221;, concluiu a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.821.549<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-14\/nao-cabe-fazenda-compensar-saldo-icms-lavrar-auto-infracao\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-14\/nao-cabe-fazenda-compensar-saldo-icms-lavrar-auto-infracao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial pode reduzir d\u00edvida em 90%<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) deu aval para uma empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial descontar 90% do valor total a ser pago a credores. A medida vale para aqueles que n\u00e3o repassarem dados banc\u00e1rios no prazo de um ano. A decis\u00e3o \u00e9 do ministro Ant\u00f4nio Carlos Ferreira, da 2\u00aa Turma.<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito dessa decis\u00e3o monocr\u00e1tica \u00e9 considerado relevante por especialistas. Isso porque a aus\u00eancia desses dados, dizem, \u00e9 algo comum nas recupera\u00e7\u00f5es judiciais. E acaba por onerar as empresas, que precisam manter valores devidos em contas judiciais, al\u00e9m de terem que arcar com os custos para localizar esses credores.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o ainda poder\u00e1 ser analisada pela 2\u00aa Turma &#8211; formada por um total de cinco ministros. O desconto de 90% do cr\u00e9dito consta em cl\u00e1usula do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial de uma fabricante de embalagens de Cotia (SP).<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o da medida foi proposta pelo advogado Guilherme Marcondes Machado, s\u00f3cio do Marcondes Machado Advogados, que represen ta a empresa no processo. A cl\u00e1usula foi aprovada pelos credores em assembleia geral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe os credores n\u00e3o est\u00e3o interessados, esse dinheiro n\u00e3o pode ficar parado na conta da recuperanda, que poderia usar esses valores para reinvestir na opera\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa recorreu ao STJ depois de serem proferidas decis\u00f5es contr\u00e1rias em primeira e segunda inst\u00e2ncias. Ao fazer o controle de legalidade, o juiz Seung Chul Kim, da 1\u00aa Vara C\u00edvel de Cotia, considerou que a estipula\u00e7\u00e3o do des\u00e1gio seria ilegal e anulou o dispositivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 razoabilidade em proceder a des\u00e1gio adicional, como se a falta de informa\u00e7\u00e3o de dados banc\u00e1rios acarretasse alguma forma de san\u00e7\u00e3o. O credor que deixa de informar os dados corretos para pagamento j\u00e1 deixa de receber no prazo consignado no plano\u201d, diz na decis\u00e3o (processo n\u00ba 1000963-59.2019.8.26.0152).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Machado, embora seja responsabilidade do juiz fazer o controle de legalidade do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, \u201cele n\u00e3o pode entrar em quest\u00f5es econ\u00f4micas\u201d. O advogado recorreu, ent\u00e3o, ao Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP), por meio de um agravo de instrumento, que manteve a anula\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula.<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa C\u00e2mara Reservada de Direito Empresarial decidiu que \u201cexplicitado se tratar de um des\u00e1gio adicional, tal como afirmado na decis\u00e3o agravada, sua manuten\u00e7\u00e3o permitiria que a devedora impusesse san\u00e7\u00f5es sobre os credores, o que n\u00e3o pode ser permitido\u201d (agravo de instrumento n\u00ba 2293517-46.2020.8.26.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, a empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial prop\u00f4s um recurso especial com pedido de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela (medida urgente). \u201cIsso porque os credores da classe III [titulares de cr\u00e9ditos quirograf\u00e1rios] iam ter os valores devidos pagos este m\u00eas\u201d, afirma Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o ministro Ant\u00f4nio Carlos Ferreira considerou um parecer do Minist\u00e9rio P\u00fablico favor\u00e1vel \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do desconto de 90% (REsp n\u00ba 1974259). Nele, o \u00f3rg\u00e3o diz que \u201ca Corte Superior de Justi\u00e7a possui entendimento firme no sentido de que a assembleia geral de credores \u00e9 soberana\u201d e que \u201ccom rela\u00e7\u00e3o ao des\u00e1gio, este se encontra na esfera negocial das partes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialista em reestrutura\u00e7\u00e3o do Demarest Advogados, Guilherme Fontes Bechara, desconhecia decis\u00e3o judicial favor\u00e1vel \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o desse tipo de des\u00e1gio. \u201cO ministro do STJ entendeu que cabe aos credores decidir e n\u00e3o ao Judici\u00e1rio interferir\u201d, diz<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o advogado aponta que ainda pode ser alegado que a decis\u00e3o autoriza tratamento desigual entre os credores. \u201cMesmo que o colegiado do STJ seja favor\u00e1vel ao desconto de 90%, acho que essa cl\u00e1usula ainda vai gerar muita discuss\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leonardo Adriano Ribeiro Dias, head de insolv\u00eancia do Marcos Martins Advogados, a previs\u00e3o de des\u00e1gio para credores inertes \u00e9 algo in\u00e9dito. \u201cN\u00e3o se pode ficar \u00e0 merc\u00ea de credores que n\u00e3o informam as contas banc\u00e1rias. Isso onera a empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial que, ent\u00e3o, tem que depositar os valores em ju\u00edzo e ir atr\u00e1s desses dados cadastrais\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dias explica que o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 uma esp\u00e9cie de contrato com os credores e, assim, existe o dever de coopera\u00e7\u00e3o entre as partes para que esse acordo atinja seu objetivo. \u201cVejo a cl\u00e1usula que imp\u00f5e o des\u00e1gio como condi\u00e7\u00e3o negocial de est\u00edmulo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do credor\u201d, diz. \u201cMas isso n\u00e3o pode dificultar credores a receber os valore s aos quais t\u00eam direito, especialmente aqueles com alguma car\u00eancia como os que n\u00e3o t\u00eam advogado para acompanhar a recupera\u00e7\u00e3o judicial, por exemplo\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Dias, se a jurisprud\u00eancia for pacificada no sentido da decis\u00e3o monocr\u00e1tica, ou outros precedentes judiciais autorizarem o uso da cl\u00e1usula de des\u00e1gio, \u201cesse tipo de previs\u00e3o poder\u00e1 passar a ser mais usada no mercado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/15\/empresa-em-recuperacao-judicial-pode-reduzir-divida-em-90.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/15\/empresa-em-recuperacao-judicial-pode-reduzir-divida-em-90.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agricultor cobrado por d\u00edvida fiscal de hom\u00f4nimo \u00e9 indenizado em R$ 25 mil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Vara Federal de Gravata\u00ed, no Rio Grande do Sul, condenou a Uni\u00e3o ao pagamento de R$ 25 mil por danos morais a um agricultor cobrado por uma d\u00edvida fiscal de R$ 400 mil de responsabilidade de outro homem de nome id\u00eantico ao seu. A senten\u00e7a, publicada na segunda\u2013feira (11), \u00e9 do juiz Marcelo Cardozo da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem entrou com a\u00e7\u00e3o narrando que mora, h\u00e1 mais de 40 anos, na cidade de Santo Cristo (RS), e que sempre trabalhou na agricultura, nunca possuindo outra fonte de renda. Em 2003, recebeu uma notifica\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a de d\u00edvida fiscal, que tramitou na Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s 11 anos de embate judicial, teve reconhecido que n\u00e3o era o autor das d\u00edvidas, mas uma pessoa hom\u00f4nima.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o autor, recentemente, foi surpreendido ao descobrir que o seu CPF estava inscrito em \u00f3rg\u00e3os de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito por uma d\u00edvida no valor de R$ 401.090,64.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o reconheceu que houve indevida inclus\u00e3o do autor na execu\u00e7\u00e3o fiscal, mas requereu o indeferimento do pedido de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o juiz observou que a inclus\u00e3o do nome do autor no Serasa decorreu de decis\u00e3o judicial da 2\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro, em a\u00e7\u00e3o que a Uni\u00e3o moveu contra a empresa do hom\u00f4nimo referente \u00e0 cobran\u00e7a de Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS). \u201cMas n\u00e3o apenas isso houve. Cuidou-se da repeti\u00e7\u00e3o de um il\u00edcito, pois que, anteriormente, j\u00e1 houvera execu\u00e7\u00e3o fiscal aforada contra o autor, equivocadamente, com base no mesmo motivo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado pontuou que j\u00e1 duram mais de uma d\u00e9cada os problemas enfrentados pelo autor decorrentes de equ\u00edvocos do Fisco. Ele julgou procedente a a\u00e7\u00e3o condenando a Uni\u00e3o ao pagamento de R$ 25 mil como indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais ao agricultor. Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o, em Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/15\/agricultor-cobrado-por-divida-fiscal-de-homonimo-e-indenizado-em-r-25-mil.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/15\/agricultor-cobrado-por-divida-fiscal-de-homonimo-e-indenizado-em-r-25-mil.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: \u00c9 constitucional cobran\u00e7a de ISS em servi\u00e7os de franquias postais<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 15\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>No plen\u00e1rio virtual, STF julgou a constitucionalidade da incid\u00eancia de ISS sobre atividade de franquia e servi\u00e7os realizados por ag\u00eancias franqueadas dos correios.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, votou pela constitucionalidade do item 17.08 da lista de servi\u00e7os anexa \u00e0 LC 116\/03, que trata da franquia como fato gerador do ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>S. Exa. tamb\u00e9m votou pela inexist\u00eancia de conflito direto com a CF dos itens 26 e 26.01, do mesmo rol, que trazem como fatos geradores do ISS servi\u00e7os de coleta, remessa ou entrega de correspond\u00eancias, documentos, objetos, bens ou valores pelos correios e suas ag\u00eancias franqueadas; courrier e cong\u00eaneres.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso foi seguido pelos ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, C\u00e1rmen L\u00facia, Edson Fachin, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, o qual apresentou voto-vista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ministro Alexandre de Moraes divergiu em parte do relator para considerar que os itens 26 e 26.01 devem ser interpretados conforme a CF e foi seguido pela ministra Rosa Weber e pelo ministro Gilmar Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso<\/p>\n\n\n\n<p>A ADIn 4.784 foi proposta pela ANAFPOST &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Franquias Postais do Brasil. Ela pleiteiava a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade dos itens 17.08, 26 e 26.01 da lista de servi\u00e7os anexa \u00e0 LC 116\/03.<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o sustentou que os dispositivos impugnados violariam o art. 5\u00ba, XXXVI da CF, bem como os princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da legalidade, al\u00e9m da natureza jur\u00eddica do contrato de franquia postal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a ANAFPOST, os itens da lista anexa \u00e0 LC seriam inconstitucionais, pois permitiriam a incid\u00eancia do ISS sobre atividades de franquia postal, as quais, na realidade, seriam auxiliares, n\u00e3o equipar\u00e1veis \u00e0 uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ISS sobre o contrato de franquia postal<\/p>\n\n\n\n<p>Ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, relator da a\u00e7\u00e3o, entendeu que o contrato de franquia \u00e9 complexo, envolvendo diversas obriga\u00e7\u00f5es entre franqueador e franqueado.&nbsp;Para o ministro, o contrato n\u00e3o abrange apenas a cess\u00e3o do direito de uso de marca, mas uma s\u00e9rie de obriga\u00e7\u00f5es de dar e de fazer pelas partes contratantes, tratando-se de contrato &#8220;misto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a incid\u00eancia do ISS sobre o contrato de franquia, conforme estabelecido no item 17.08 da lista anexa \u00e0 LC, \u00e9 um assunto j\u00e1 discutido pelo STF, no julgamento do RE 603.136 (tema 300), de relatoria do ministro Gilmar Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/393175\/stf-e-constitucional-cobranca-de-iss-em-servicos-de-franquias-postais\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/393175\/stf-e-constitucional-cobranca-de-iss-em-servicos-de-franquias-postais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Juiz permite apurar PIS\/Cofins considerando ICMS de aquisi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data:15\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz Federal Tiago Bitencourt de David, da 7\u00aa vara C\u00edvel Federal de SP, deferiu liminar para autorizar empresa a apurar os cr\u00e9ditos de PIS e Cofins considerando o ICMS incidente nas opera\u00e7\u00f5es de aquisi\u00e7\u00e3o, nos termos em que autorizam o art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, das leis 10.637\/02 e 10.833\/03, n\u00e3o se sujeitando \u00e0s altera\u00e7\u00f5es promovidas pela MP 1.159\/23, convertida na lei 14.592\/23.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de mandado de seguran\u00e7a impetrado por uma empresa distribuidora de materiais para constru\u00e7\u00e3o objetivando, em car\u00e1ter liminar, que seja assegurado seu direito de manter o ICMS na base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos de PIS e da Cofins, se abstendo a autoridade coatora de praticar quaisquer atos de constri\u00e7\u00e3o, incluindo a\u00ed, mas n\u00e3o se limitando, inclus\u00e3o de seu nome em cadastro de inadimplentes, Cadin, Serasa e outros mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Alega que a altera\u00e7\u00e3o conferida pela lei 14.592\/23 maculou a sistem\u00e1tica n\u00e3o cumulativa estabelecida pelas leis 10.637\/02 e 10.833\/03, violando a regra da n\u00e3o cumulatividade e passando a considerar que a base dos cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es ser\u00e1 calculada a partir dos d\u00e9bitos dos tributos envolvidos nas opera\u00e7\u00f5es, quando em verdade deveria considerar as despesas e o custo de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustenta que, ao adquirir as mercadorias para revenda, paga o ICMS incluso na nota fiscal, o que configura um custo de aquisi\u00e7\u00e3o para si, sendo que tal creditamento \u00e9 legalmente previsto no art. 3\u00ba, inciso I, das leis 10.637\/02 e 10.833\/03.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz acolheu o pedido e ponderou que n\u00e3o parece que a perda financeira suportada pela Uni\u00e3o decorrente da impossibilidade de inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins possa ser compensada mediante o decote do ICMS relativo a bem adquirido, vez que n\u00e3o se pode gerar uma nova receita indevidamente para cobrir a supress\u00e3o de uma outra que foi considerada como indevidamente obtida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa compensa\u00e7\u00e3o financeira buscada pela Uni\u00e3o n\u00e3o, ao menos em cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, soa como uma tentativa inadequada de contornar os efeitos financeiros de um precedente que lhe foi desfavor\u00e1vel. E, pelo lado do contribuinte, n\u00e3o soa errado o combate \u00e0 supress\u00e3o de parte inerente ao custo de aquisi\u00e7\u00e3o de bem cujo valor pago lhe confere cr\u00e9dito por for\u00e7a da n\u00e3o-cumulatividade, inclusive n\u00e3o existe aqui, ao menos em princ\u00edpio, uma tentativa de locupletar-se com interpreta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que busque abusivamente o melhor de dois mundos, pois \u00e9 veross\u00edmil que esteja a Uni\u00e3o, ap\u00f3s sucumbir em uma tentativa de tributar al\u00e9m do permitido pelo sistema jur\u00eddico, novamente constrangendo indevidamente o contribuinte, desta vez por outro meio (supress\u00e3o de cr\u00e9dito).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, deferiu o pedido liminar para autorizar a impetrante a apurar os cr\u00e9ditos de PIS e Cofins considerando o ICMS incidente nas opera\u00e7\u00f5es de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Juiz autoriza empresa a apurar cr\u00e9ditos de PIS\/COFINS considerando ICMS incidente nas opera\u00e7\u00f5es de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 5025854-16.2023.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/393615\/juiz-permite-apurar-pis-cofins-considerando-icms-de-aquisicao\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/393615\/juiz-permite-apurar-pis-cofins-considerando-icms-de-aquisicao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exclus\u00e3o de Refis por novo d\u00e9bito fiscal \u00e9 desproporcional, decide juiz<\/strong><br>Data: 16\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o de empresas e pessoas f\u00edsicas em programas de recupera\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 de interesse do pr\u00f3prio Estado. De modo que a exclus\u00e3o motivada por novo d\u00e9bito fiscal deste tipo de financiamento \u00e9 desproporcional e fere o princ\u00edpio da razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento do juiz Avio Mozar Jose Ferraz de Novaes, da 6\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Bahia, para conceder liminar para determinar a reintegra\u00e7\u00e3o do Grupo \u00e0 Tarde no Programa de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (Refis).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o grupo empresarial foi exclu\u00eddo do Refis que pagava regularmente h\u00e1 22 anos por conta de outro d\u00e9bito fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o juiz explicou que exigir da empresa que n\u00e3o possua d\u00e9bitos em aberto referente \u00e0 tributos que venceram ap\u00f3s a sua ades\u00e3o ao Programa de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal \u00e9 desproporcional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso dos autos, deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o que a empresa impetrante, na data da exclus\u00e3o, era participante do programa h\u00e1 mais de 22 anos, tendo procedido regularmente \u00e0 grande maioria dos recolhimentos\u201d, registrou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, ele determinou a reintegra\u00e7\u00e3o da empresa ao Refis e vetou qualquer medida decorrente da exclus\u00e3o anterior do programa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi representada pelo escrit\u00f3rio Pimenta Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1021981-91.2023.4.01.3300<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-16\/exclusao-refis-debito-fiscal-desproporcional-decide-juiz\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-16\/exclusao-refis-debito-fiscal-desproporcional-decide-juiz<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DF \u2013 STF confirma liminar envolvendo emiss\u00e3o de certid\u00e3o fiscal ao Distrito Federal<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 17\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Liminar foi concedida em 22 de agosto e vale at\u00e9 o fim do julgamento da a\u00e7\u00e3o envolvendo compensa\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram a liminar que determinou que a Uni\u00e3o n\u00e3o considere poss\u00edveis irregularidades na compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos para fins de emiss\u00e3o da certid\u00e3o de regularidade fiscal em favor do Distrito Federal e dos entes a ele vinculados. Trata-se de referendo na ACO 2.988.<\/p>\n\n\n\n<p>A liminar foi concedida em 22 de agosto e vale at\u00e9 o fim do julgamento da a\u00e7\u00e3o envolvendo a compensa\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias entre diferentes regimes.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, o Distrito Federal alega que os cr\u00e9ditos j\u00e1 foram compensados. De outro, a Uni\u00e3o questiona a regularidade dessas compensa\u00e7\u00f5es. Por meio da liminar, o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, determinou que a Uni\u00e3o n\u00e3o deve considerar eventuais irregularidades nessas compensa\u00e7\u00f5es para fins de emiss\u00e3o das certid\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ewKOMd4EyP\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-confirma-liminar-envolvendo-emissao-de-certidao-fiscal-ao-distrito-federal-14092023\">STF confirma liminar envolvendo emiss\u00e3o de certid\u00e3o fiscal ao Distrito Federal<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STF confirma liminar envolvendo emiss\u00e3o de certid\u00e3o fiscal ao Distrito Federal&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-confirma-liminar-envolvendo-emissao-de-certidao-fiscal-ao-distrito-federal-14092023\/embed#?secret=ewKOMd4EyP\" data-secret=\"ewKOMd4EyP\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ: contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias \u00e0 previd\u00eancia privada s\u00e3o dedut\u00edveis do IRPF<\/strong><br>Data: 18\/09\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que as contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias pagas a entidades fechadas de previd\u00eancia privada podem ser deduzidas do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF).<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o entendimento de que as contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 previd\u00eancia complementar, sejam normais ou extraordin\u00e1rias, t\u00eam como objetivo final o pagamento dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios. Assim, ambas s\u00e3o dedut\u00edveis at\u00e9 o limite legal de 12%.<\/p>\n\n\n\n<p>O representante da Fazenda Nacional, Gustavo Franco Paulino, afirmou em sustenta\u00e7\u00e3o oral que a distin\u00e7\u00e3o entre as contribui\u00e7\u00f5es normais e extraordin\u00e1rias \u00e0 previd\u00eancia privada est\u00e1 prevista no artigo 19 da Lei Complementar (LC) 109\/2001.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Paulino, enquanto o objetivo das contribui\u00e7\u00f5es normais \u00e9 custear benef\u00edcios assemelhados aos da Previd\u00eancia Social, as contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias destinam-se a custear d\u00e9ficits da entidade de previd\u00eancia fechada, estando associadas apenas indiretamente aos benef\u00edcios. Por isso, n\u00e3o seriam dedut\u00edveis do IRPF.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, segundo o relator, ministro Gurgel de Faria, os valores pagos \u201cn\u00e3o podem ter fun\u00e7\u00e3o outra sen\u00e3o a garantia de que o benef\u00edcio [previdenci\u00e1rio] acordado seja adimplido\u201d. Portanto, ele entendeu n\u00e3o haver raz\u00e3o para n\u00e3o permitir a dedu\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias da base de c\u00e1lculo do IRPF. A turma acompanhou o entendimento de forma un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o AREsp 1.890.367.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"WpvmyM9GTX\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-contribuicoes-extraordinarias-a-previdencia-privada-sao-dedutiveis-do-irpf-18092023\">STJ: contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias \u00e0 previd\u00eancia privada s\u00e3o dedut\u00edveis do IRPF<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STJ: contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias \u00e0 previd\u00eancia privada s\u00e3o dedut\u00edveis do IRPF&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-contribuicoes-extraordinarias-a-previdencia-privada-sao-dedutiveis-do-irpf-18092023\/embed#?secret=WpvmyM9GTX\" data-secret=\"WpvmyM9GTX\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-palette-color-6-background-color has-background is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p style=\"font-size:0.8em\">A Amaral,\u00a0Yazbek, OAB\/PR 762, possui 36 anos de experi\u00eancia auxiliando empresas a transformar a tributa\u00e7\u00e3o em lucro. 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