{"id":2864,"date":"2023-09-04T14:32:44","date_gmt":"2023-09-04T17:32:44","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=2864"},"modified":"2023-09-04T14:46:39","modified_gmt":"2023-09-04T17:46:39","slug":"retrospecto-tributario-28-08-a-04-09","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=2864","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 28\/08 a 04\/09"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 28\/08 a 04\/09: Todas as atualidades mundo tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo envia PL para vedar dedu\u00e7\u00e3o do JCP da base do IRPJ\/CSLL<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei para vedar, a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024, a dedu\u00e7\u00e3o dos juros pagos ou creditados a t\u00edtulo de remunera\u00e7\u00e3o do capital pr\u00f3prio na base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL. A medida \u00e9 mais uma investida para ampliar a arrecada\u00e7\u00e3o e cumprir a meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio zero em 2024. O governo estima alta de R$ 10 bilh\u00f5es na receita em 2024 com a extin\u00e7\u00e3o dos juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de lei n\u00e3o acaba com a distribui\u00e7\u00e3o dos juros sobre capital pr\u00f3prio aos s\u00f3cios das empresas. O que ele extingue \u00e9 a possibilidade de retirada desses valores da base de c\u00e1lculo da tributa\u00e7\u00e3o, tornando o instrumento menos atrativo. Do ponto de vista de quem recebe o JCP a situa\u00e7\u00e3o continua igual: ao pagar os valores, as empresas continuam obrigadas a recolher o Imposto de Renda na Fonte (IRRF) a uma al\u00edquota de 15%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta ainda n\u00e3o tem numera\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara, mas j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel na p\u00e1gina do Pal\u00e1cio do Planalto. O texto revoga o artigo 9\u00ba da Lei 9.249\/1995 \u2014 justamente o dispositivo que instituiu o mecanismo do JCP.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto garante, no entanto, que os juros sobre capital pr\u00f3prio referentes ao ano-calend\u00e1rio de 2023, mesmo que sejam pagos em 2024, podem ser deduzidos IRPJ e da CSLL. Neste caso, como \u00e9 na regra atual, os valores permanecer\u00e3o sujeitos ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) a uma al\u00edquota de 15%, nos termos dos par\u00e1grafos segundo ao sexto do artigo 9\u00ba da Lei 9.249\/1995.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/governo-envia-pl-para-vedar-deducao-do-jcp-da-base-do-irpj-csll-31082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/governo-envia-pl-para-vedar-deducao-do-jcp-da-base-do-irpj-csll-31082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MP muda regras de incentivos fiscais e pode gerar judicializa\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Parte do pacote do governo federal para refor\u00e7ar o caixa, a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1185, publicada nesta quinta-feira (31), muda as regras de tributa\u00e7\u00e3o dos incentivos fiscais de ICMS. Se o texto for aprovado pelo Congresso, a partir de 2024 as empresas ficar\u00e3o obrigadas a pagar Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins sobre os valores concedidos pelos Estados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados ouvidos pelo Valor afirmam que a nova regra provoca uma mudan\u00e7a brusca de rota e, se passar pelos parlamentares da forma como est\u00e1, vai gerar uma enxurrada de a\u00e7\u00f5es judiciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas, hoje, n\u00e3o pagam tributos federais sobre a chamada subven\u00e7\u00e3o de investimento, quando o benef\u00edcio \u00e9 concedido pelo Estado como contrapartida \u00e0 expans\u00e3o ou instala\u00e7\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico. As leis que est\u00e3o em vigor preveem dessa forma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a MP, o cen\u00e1rio muda completamente: as empresas passam a ter que incluir os valores na base de c\u00e1lculo dos quatro tributos &#8211; IRPJ, CSLL, PIS e Cofins &#8211; e ter\u00e3o direito a um cr\u00e9dito sobre o que pagaram de Imposto de Renda somente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, dizem advogados, est\u00e3o saindo do zero para uma al\u00edquota de 18,25%. S\u00e3o 9,25% de PIS e Cofins e 9% de CSLL. De IRPJ s\u00e3o 25%, mas haver\u00e1 o cr\u00e9dito, que poder\u00e1 ser compensado com qualquer tributo federal, e, por esse motivo, n\u00e3o \u00e9 contabilizado como aumento de carga.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse cr\u00e9dito, no entanto, n\u00e3o ser\u00e1 imediato. As empresas s\u00f3 ter\u00e3o o direito de uso depois que conclu\u00edrem a implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o da f\u00e1brica que gerou o benef\u00edcio estadual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe receber o benef\u00edcio em janeiro de 2024 e s\u00f3 concluir o empreendimento em 2027, essa companhia ter\u00e1 que pagar o imposto em todos esses anos, mas s\u00f3 em 2028, ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, em julho, ter\u00e1 acesso ao cr\u00e9dito\u201d, exemplifica Ricardo Varrichio, do RVC Sociedade de Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o ser\u00e1 algo autom\u00e1tico. A empresa ter\u00e1 que fazer um pedido de habilita\u00e7\u00e3o na Receita Federal e comprovar que recebeu o benef\u00edcio em troca do investimento e que cumpriu com a sua parte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diz expressamente no texto da MP, al\u00e9m disso, que s\u00f3 vira cr\u00e9dito o valor exato dos custos. Se a empresa gastou R$ 1 bilh\u00e3o para construir a f\u00e1brica, por exemplo, mas recebeu R$ 1,5 bilh\u00e3o do Estado &#8211; por meio de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, redu\u00e7\u00e3o de base, isen\u00e7\u00e3o, dentre outros benef\u00edcios de ICMS -, ela ter\u00e1 direito a cr\u00e9dito sobre o que pagou de Imposto de Renda em rela\u00e7\u00e3o a R$ 1 bilh\u00e3o somente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO governo consegue, de uma vez s\u00f3, fazer caixa e ter o controle da opera\u00e7\u00e3o. Porque, hoje, ele n\u00e3o consegue controlar muito bem os incentivos estaduais. Cabe ao contribuinte fazer as exclus\u00f5es [da base de c\u00e1lculo dos tributos federais] dentro dos seus livros\u201d, diz Luca Salvoni, do Cascione Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A op\u00e7\u00e3o do governo federal de garantir cr\u00e9dito somente sobre os pagamentos de Imposto de Renda tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o dos especialistas para uma quest\u00e3o federativa. Advogados ouvidos pelo Valor dizem que pode ter, aqui, um recado para os governos estaduais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O produto de arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda tem que ser dividido com Estados e munic\u00edpios &#8211; j\u00e1 CSLL, PIS e Cofins n\u00e3o. \u201cNo fundo, o que o governo federal fez foi dizer o seguinte: quer dar subven\u00e7\u00e3o? Ok, mas voc\u00ea, Estado, vai receber menos na sua parte de IRPJ\u201d, afirma um advogado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A MP publicada na quinta-feira tamb\u00e9m coloca uma p\u00e1 de cal nas discuss\u00f5es sobre a chamada subven\u00e7\u00e3o para custeio &#8211; em que benef\u00edcios s\u00e3o concedidos pelos Estados sem qualquer contrapartida por parte das empresas. Pela nova regra, esses valores ser\u00e3o tributados por IRPJ, CSLL, PIS e Cofins e n\u00e3o haver\u00e1 direito a qualquer cr\u00e9dito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es sobre as subven\u00e7\u00f5es de custeio vem desde a Lei Complementar n\u00ba 160, de 2017 &#8211; que promoveu mudan\u00e7as no artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes dessa altera\u00e7\u00e3o havia uma separa\u00e7\u00e3o entre subven\u00e7\u00e3o de investimento e subven\u00e7\u00e3o de custeio. O texto anterior dizia que, no caso de subven\u00e7\u00e3o de investimento, a Uni\u00e3o n\u00e3o poderia tributar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, com a mudan\u00e7a, passou a constar no artigo 30 da lei que \u201cincentivos e benef\u00edcios fiscais ou financeiro-fiscais concedidos pelos Estados e pelo Distrito Federal s\u00e3o considerados subven\u00e7\u00f5es para investimento\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes entenderam que deixou de existir diferen\u00e7a entre os benef\u00edcios de ICMS e, por esse motivo, nada mais poderia ser tributado. A Receita Federal, por\u00e9m, manteve entendimento de que s\u00f3 n\u00e3o poderia tributar incentivo como est\u00edmulo \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) julgou o tema recentemente com efeito vinculante para todo o Judici\u00e1rio e a decis\u00e3o, num primeiro momento, chegou a ser vista pela equipe econ\u00f4mica como suficiente para alavancar a arrecada\u00e7\u00e3o. O ministro Fernando Haddad falava em um impacto positivo de R$ 90 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que, al\u00e9m de apresentar recurso &#8211; o que joga a conclus\u00e3o do caso mais para frente -, advogados de contribuintes tamb\u00e9m t\u00eam uma interpreta\u00e7\u00e3o diferente da Uni\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao que ficou decidido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros dizem, na decis\u00e3o, que os contribuintes n\u00e3o ser\u00e3o tributados se cumprirem os requisitos previstos no artigo 10 da lei complementar e no artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essas normas afirmam que ganhos com os incentivos t\u00eam de ser \u201cregistrados em reserva de lucros\u201d. Significa que s\u00f3 podem ser utilizados na pr\u00f3pria empresa ou para abater preju\u00edzo fiscal. N\u00e3o \u00e9 permitido, por exemplo, distribuir aos s\u00f3cios como dividendos ou juros sobre capital pr\u00f3prio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o de advogados de empresas \u00e9 que quem cumprir os requisitos n\u00e3o pode ser tributado; quem n\u00e3o cumprir, pode.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita, por outro lado, tem uma interpreta\u00e7\u00e3o mais criteriosa. Diz que, dentre os requisitos, \u201cest\u00e1 a est\u00e1 a ocorr\u00eancia de efetivo benef\u00edcio tribut\u00e1rio decorrente da norma estadual que concedeu o benef\u00edcio\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela quer dizer que em casos como isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo ou de al\u00edquota, por exemplo, o benef\u00edcio fiscal n\u00e3o \u00e9 dirigido ao vendedor da mercadoria e sim ao destinat\u00e1rio, que, em muitas opera\u00e7\u00f5es \u00e9 o consumidor final.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para advogados de contribuintes, essa leitura est\u00e1 equivocada e se houver autua\u00e7\u00f5es, haver\u00e1 tamb\u00e9m mais briga na Justi\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A MP publicada ontem passa uma r\u00e9gua nessa quest\u00e3o &#8211; revoga o artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973. Mas, ainda assim, s\u00f3 vai resolver o futuro. O presente e o passado, afirmam advogados, continuam e discuss\u00e3o. \u201cEssa MP at\u00e9 refor\u00e7a o posicionamento do contribuinte. \u00c9 um atestado de que sempre esteve certo\u201d, diz o advogado tributarista Rafael Nichele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da MP n\u00e3o trata, nominalmente, sobre cr\u00e9ditos presumidos de ICMS. Em rela\u00e7\u00e3o a esse tipo espec\u00edfico de benef\u00edcio, h\u00e1 jurisprud\u00eancia no sentido de que a Uni\u00e3o n\u00e3o pode tributar. Caso contr\u00e1rio, estaria violando o pacto federativo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Parte dos advogados consultados pelo Valor entendem que, por conta disso, nada muda se a MP for aprovada pelo Congresso. Outros se mostraram mais receosos com a atua\u00e7\u00e3o do Fisco e dizem que esse pode ser um foco de judicializa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que pode levar as empresas ao Judici\u00e1rio, dizem, \u00e9 a tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es de investimento. Segundo advogados, haver\u00e1 discuss\u00e3o se, nesse caso, a Uni\u00e3o tamb\u00e9m estaria violando o pacto federativo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/01\/mp-muda-regras-de-incentivos-fiscais-e-pode-gerar-judicializacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/01\/mp-muda-regras-de-incentivos-fiscais-e-pode-gerar-judicializacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto acaba em 2024 com Juros sobre Capital Pr\u00f3prio<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo publicou ontem um projeto de lei (PL) que acaba com o Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) a partir de 2024. O texto permite que, se houver JCP ainda a ser distribu\u00eddo em 2024, referente a 2023, ficam mantidas as condi\u00e7\u00f5es atuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto ainda precisar\u00e1 ser aprovado pelo Congresso e, para ter validade em 2024, precisa ser aprovado at\u00e9 o fim do ano, por se tratar de aumento indireto de imposto, segundo tributaristas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os juros sobre capital pr\u00f3prio s\u00e3o uma forma de distribui\u00e7\u00e3o de lucros, assim como os dividendos. O JCP est\u00e1 previsto na Lei n\u00ba 9.249, de 1995, e n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio. O acionista que recebe os valores tem desconto de imposto, na fonte, de 15%. J\u00e1 a empresa que distribui lan\u00e7a esse dinheiro como despesa e pode deduzir da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda e da CSLL (34%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma op\u00e7\u00e3o preferencial em rela\u00e7\u00e3o a dividendos nos casos de empresas lucrativas que t\u00eam acionistas pessoas f\u00edsicas, mas \u00e9 comum que as companhias misturem as duas formas de remunera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem o JCP, o que restar\u00e1 para remunerar os acionistas s\u00e3o os dividendos, que tamb\u00e9m est\u00e3o na mira tribut\u00e1ria do governo, ou o financiamento por meio de empr\u00e9stimos dos acionistas, como deb\u00eantures, segundo Bruno Habib, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Veirano Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTeria o mesmo efeito tribut\u00e1rio do JCP de gerar despesa dedut\u00edvel na companhia\u201d, afirma. Esse formato j\u00e1 \u00e9 uma possibilidade hoje, mas as empresas preferem usar dividendos e JCP, segundo o advogado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se aprovada, a altera\u00e7\u00e3o deve afetar sobretudo empresas grandes e lucrativas que sejam pagadoras de dividendos, incluindo os bancos e as empresas do setor el\u00e9trico, segundo Habib.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fernanda Calazans, s\u00f3cia da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Velloza Advogados, a medida precisa ser calibrada com a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota corporativa, como na \u00faltima tentativa de extinguir o mecanismo, proposta em 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pretendida extin\u00e7\u00e3o do JCP como despesa dedut\u00edvel, sem uma calibragem de redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota corporativa, ter\u00e1 fun\u00e7\u00e3o meramente arrecadat\u00f3ria e pode colocar o Brasil dentre as maiores cargas corporativas do mundo\u201d, afirmou a especialista. (Colaborou Est\u00eav\u00e3o Taiar)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/09\/01\/projeto-acaba-em-2024-com-juros-sobre-capital-proprio.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/09\/01\/projeto-acaba-em-2024-com-juros-sobre-capital-proprio.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para tributaristas, MP burocratiza e distorce tratamento de incentivos de ICMS<\/strong>&nbsp;<br>Data: 02\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao que tudo indica, a vit\u00f3ria fiscal que o governo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) obteve em julgamento da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a em abril foi insuficiente para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria a contento. Tanto que, na noite de quinta-feira (31\/8), foi publicada a Medida Provis\u00f3ria 1.185\/2023, que distorce e burocratiza o tratamento dado aos incentivos de ICMS \u00e0s empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa conclus\u00e3o \u00e9 de advogados tributaristas ouvidos pela revista eletr\u00f4nica Consultor Jur\u00eddico. Para eles, o governo ignorou parte do que foi decidido pelo STJ sob o rito dos recursos repetitivos ao endurecer as regras dos benef\u00edcios fiscais concedidos pelos estados, obrigando as empresas a rever suas proje\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como fica&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, n\u00e3o mais haver\u00e1 a exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). As empresas ser\u00e3o tributadas, mas poder\u00e3o apurar cr\u00e9dito fiscal sobre os valores recebidos para implantar ou expandir empreendimento econ\u00f4mico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, s\u00f3 ter\u00e3o direito a esse cr\u00e9dito quando essa implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o j\u00e1 estiver conclu\u00edda e desde que se habilitem previamente na Secretaria Especial da Receita Federal. A MP tamb\u00e9m exige que o ato concessivo da subven\u00e7\u00e3o seja anterior \u00e0 data de implanta\u00e7\u00e3o ou de expans\u00e3o do empreendimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E, ao revogar duas normas relativas ao tratamento tribut\u00e1rio das subven\u00e7\u00f5es de ICMS \u2014 o artigo 1\u00ba, par\u00e1grafo 3\u00ba, inciso IX, da Lei 10.833\/2003 e o artigo 1\u00ba, par\u00e1grafo 3\u00ba, inciso X, da Lei 10.637\/2022 \u2014, a MP ainda estende a inclus\u00e3o desses valores na base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 8\u00ba da MP traz uma s\u00e9rie de limita\u00e7\u00f5es \u00e0 apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito fiscal, que poder\u00e1 ser usado na compensa\u00e7\u00e3o com d\u00e9bitos pr\u00f3prios, vincendos ou vencidos, relativos a tributos federais, ou ressarcido em dinheiro, a partir do 48\u00ba m\u00eas seguinte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E como era&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a \u00e9 relevante porque, em abril, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ esclareceu, com base na legisla\u00e7\u00e3o vigente, que tais benef\u00edcios fiscais poderiam ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL, desde que atendidas algumas exig\u00eancias, descritas na Lei Complementar 160\/2017 e no artigo 30 da Lei 12.973\/2014, que foi totalmente revogado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, os valores de subven\u00e7\u00e3o de ICMS precisariam ser registrados em conta de reserva de lucros e poderiam ser usados para absor\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos ou aumento de capital social, mas n\u00e3o para situa\u00e7\u00f5es que lhes confiram a qualidade de lucro ou renda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ ainda decidiu que o contribuinte n\u00e3o precisaria comprovar que tal est\u00edmulo fiscal foi concedido para implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico, nem que foi usado dessa forma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado foi uma vit\u00f3ria para o governo porque a alternativa era fixar que benef\u00edcios fiscais do ICMS s\u00e3o sempre exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL, replicando a mesma solu\u00e7\u00e3o que o STJ deu, em 2017, \u00e0 quest\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E o STJ?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jo\u00e3o Eduardo Cipriano, do escrit\u00f3rio Miguel Neto Advogados, a edi\u00e7\u00e3o da MP representa uma volta ao passado ao reavivar a discuss\u00e3o sobre tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es, segregadas entre investimentos e custeio, mas com uma nova roupagem: cr\u00e9dito fiscal de subven\u00e7\u00e3o para investimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na pr\u00e1tica, as subven\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o registradas como receitas na demonstra\u00e7\u00e3o do resultado das empresas, n\u00e3o ser\u00e3o mais exclu\u00eddas do c\u00e1lculo do lucro real. Em contrapartida, gerar\u00e3o um cr\u00e9dito fiscal de 25% sobre o valor da subven\u00e7\u00e3o (al\u00edquota cheia do IRPJ) para os contribuintes previamente habilitados, e que poder\u00e1 ser compensado com outros tributos federais ou ressarcido. Ou seja, primeiro se tributa, e depois se concede o cr\u00e9dito&#8221;, criticou o advogado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Luciano Inoc\u00eancio, do Ogawa, Lazzerotti e Baraldi Advogados, acredita que a MP buscou alcan\u00e7ar a parcela de benef\u00edcios fiscais que foi abarcada pelas teses fixadas pelo STJ e que passar\u00e1 a ser tributada a partir de 2024. &#8220;A MP visou claramente a mitigar os efeitos da perda sofrida pela Uni\u00e3o na referida decis\u00e3o.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro que v\u00ea na a\u00e7\u00e3o do governo uma rea\u00e7\u00e3o ao que foi decidido pelo STJ \u00e9 Luis Gustavo Meziara, do VBD Advogados. &#8220;A MP 1.185 revoga os dispositivos legais que regram atualmente a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o por IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, entre eles o artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973\/14.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gustavo de Toledo Degelo, do Briganti Advogados, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o governo desconsiderou parte da decis\u00e3o proferida pelo STJ no que se refere \u00e0 necessidade de observ\u00e2ncia dos requisitos legais impostos pela legisla\u00e7\u00e3o para se beneficiar da exclus\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o para investimento da base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL. &#8220;Parte do que foi decidido passa a ficar sem efeito pr\u00e1tico&#8221;, apontou ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Degelo chama a aten\u00e7\u00e3o para uma consequ\u00eancia importante para o contribuinte causada pelo novo tratamento tribut\u00e1rio conferido \u00e0s subven\u00e7\u00f5es de ICMS. &#8220;Diante da impossibilidade de dedu\u00e7\u00e3o do recolhimento do IRPJ, os resultados das empresas poder\u00e3o ser impactados.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Lucia Marra, do Machado Associados, afirma que a MP esvazia toda a jurisprud\u00eancia do STJ porque revoga a legisla\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria que serviu de base para essa constru\u00e7\u00e3o normativa. &#8220;O benef\u00edcio ficar\u00e1 extremamente restrito e inaplic\u00e1vel a grande parte dos projetos j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o. Certamente, demandar\u00e1 das empresas a revis\u00e3o de suas proje\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias para 2024.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pela frente&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo mesmo motivo, Tatiana Del Giudice Cappa Chiaradia, do Candido Martins Advogados, alerta para a import\u00e2ncia de acompanhar a eventual aprova\u00e7\u00e3o da MP no Congresso, uma vez que as empresas j\u00e1 se organizaram e se planejaram em um cen\u00e1rio que ficar\u00e1 totalmente distorcido a partir de 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o fosse s\u00f3 isso, a MP permite a tributa\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais estaduais, por exemplo, trazendo mais um cap\u00edtulo para a guerra fiscal e um desrespeito ao princ\u00edpio federativo, e, claro, provavelmente causar\u00e1 um fomento ao contencioso administrativo judicial dentro dos in\u00fameros questionamentos que surgir\u00e3o.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diogo Olm Ferreira, do VBSO Advogados, destaca que a possibilidade de cr\u00e9dito fiscal prevista na MP \u00e9 restrita a subven\u00e7\u00f5es para investimento que cumpram requisitos espec\u00edficos. &#8220;As subven\u00e7\u00f5es para investimento passar\u00e3o a ser tributadas, mas haver\u00e1 a possibilidade \u2014 apenas para alguns contribuintes \u2014 de receber o cr\u00e9dito fiscal. Aparentemente, essa troca est\u00e1 sendo proposta como mais um mecanismo de aumento da arrecada\u00e7\u00e3o.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Maira Madeira, da banca Abe Advogados, enxerga que a MP editada pelo governo promove conceitua\u00e7\u00f5es e restri\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais de ICMS, diante de um julgamento confuso por parte do STJ. &#8220;A MP traz burocracia para que a Receita analise quem vai se beneficiar dos cr\u00e9ditos e traz limita\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos c\u00e1lculos do que pode ou n\u00e3o ser aproveitado.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Liz Mar\u00edlia Vecci, do Terra e Vecci Advogados, o governo promove inseguran\u00e7a jur\u00eddica, colocando em xeque as conquistas da Lei Complementar 160\/2017. &#8220;O \u00fanico ponto positivo dessa MP \u00e9 que aumenta as chances de \u00eaxito dos contribuintes sobre as cobran\u00e7as de fatos geradores passados.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-02\/tributaristas-mp-distorce-tratamento-incentivos-icms\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-02\/tributaristas-mp-distorce-tratamento-incentivos-icms<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ADC 49: em novos embargos, empresas pedem que n\u00e3o haja cobran\u00e7a retroativa de ICMS<\/strong>&nbsp;<br>Data: 02\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em novos embargos de declara\u00e7\u00e3o na ADC 49, os contribuintes pedem que o Supremo Tribunal Federal (STF) defina que, com a decis\u00e3o que afastou o ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais entre estabelecimentos do mesmo titular, as empresas que n\u00e3o recolheram o tributo, tenham ou n\u00e3o entrado na Justi\u00e7a para discutir a causa, n\u00e3o sejam obrigadas a pagar os valores retroativamente. Isso evitaria que os contribuintes que n\u00e3o pagaram o ICMS nas opera\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos e n\u00e3o discutem o tema na Justi\u00e7a ou na esfera administrativa possam ser alvo de cobran\u00e7as pelos estados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em julgamento de embargos de declara\u00e7\u00e3o conclu\u00eddo em 19 de abril, o STF definiu que a decis\u00e3o que afastou o ICMS nessas opera\u00e7\u00f5es deve produzir efeitos a partir de 2024. Ou seja, os estados podem cobrar o tributo at\u00e9 o fim de 2023. Os magistrados ressalvaram processos administrativos e judiciais pendentes de conclus\u00e3o at\u00e9 a data de publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento da decis\u00e3o de m\u00e9rito na ADC, ou seja, 29 de abril de 2021. Neste caso, os contribuintes com decis\u00e3o administrativa ou judicial favor\u00e1vel a si, al\u00e9m de n\u00e3o pagar o ICMS nessas opera\u00e7\u00f5es, ter\u00e3o direito \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o de valores cobrados no passado, respeitado o prazo prescricional de cinco anos para a cobran\u00e7a do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos novos embargos de declara\u00e7\u00e3o, com relatoria do ministro Edson Fachin, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combust\u00edveis e de Lubrificantes (Sindicom) pede que o STF esclare\u00e7a o julgado, de modo a garantir que aqueles contribuintes que n\u00e3o recolheram o ICMS, tenham ou n\u00e3o entrado na Justi\u00e7a, n\u00e3o sejam obrigados a recolher o tributo retroativamente. A entidade argumenta que tanto a jurisprud\u00eancia do STF quanto do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) era pac\u00edfica para afastar o ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais envolvendo estabelecimentos do mesmo titular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O sindicato citou, por exemplo, o julgamento do Tema 1099 do STF, em 2020. Na ocasi\u00e3o, a Corte firmou a tese segundo a qual \u201cn\u00e3o incide ICMS no deslocamento de bens de um estabelecimento para outro do mesmo contribuinte localizados em estados distintos, visto n\u00e3o haver a transfer\u00eancia da titularidade ou a realiza\u00e7\u00e3o de ato de mercancia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade ressalta ainda que, antes de qualquer pronunciamento do STF, o STJ proferiu em 1996 a S\u00famula 166. De acordo com esse enunciado, \u201cn\u00e3o constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte\u201d. Em 2010, o STJ reafirmou esse entendimento no julgamento do Tema Repetitivo 259, com fixa\u00e7\u00e3o de tese id\u00eantica \u00e0 s\u00famula.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O sindicato afirma que os contribuintes, ao n\u00e3o recolher o ICMS nessas opera\u00e7\u00f5es mesmo sem judicializar a causa, tinham uma leg\u00edtima expectativa e confian\u00e7a na jurisprud\u00eancia firmada pelos dois tribunais superiores. A entidade aponta que, depois de o STF definir em abril que a decis\u00e3o vale a partir de 2024, tribunais como o TJSP e o TJMT t\u00eam autorizado estados a cobrar o ICMS em exerc\u00edcios anteriores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos embargos de declara\u00e7\u00e3o, o sindicato pediu que o STF sane a obscuridade para esclarecer que \u201ca modula\u00e7\u00e3o de efeitos empregada no caso concreto n\u00e3o permite a cobran\u00e7a do ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte anteriormente a 2024, de forma a salvaguardar os contribuintes que ajuizaram, ou n\u00e3o, medidas judiciais para afastar a cobran\u00e7a do ICMS\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inseguran\u00e7a jur\u00eddica&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Leonardo Gallotti Olinto, s\u00f3cio do Daudt, Castro e Gallotti Olinto Advogados, afirma que a jurisprud\u00eancia que afasta o ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais entre estabelecimentos do mesmo titular \u00e9 antiga, inclusive com o entendimento firmado na S\u00famula 166 do STJ. Gallotti Olinto concorda que o contribuinte que n\u00e3o recolheu o tributo amparado nessa jurisprud\u00eancia n\u00e3o deve, agora, correr o risco de ser cobrado pelos estados retroativamente. O tributarista afirma que essa cobran\u00e7a retroativa feriria o artigo 24 da Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s normas do Direito Brasileiro (LINDB). Segundo esse dispositivo, \u00e9 \u201cvedado que, com base em mudan\u00e7a posterior de orienta\u00e7\u00e3o geral, se declarem inv\u00e1lidas situa\u00e7\u00f5es plenamente constitu\u00eddas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Gallotti Olinto, quando o STF, no julgamento de abril, modulou os efeitos da decis\u00e3o, a inten\u00e7\u00e3o da Corte foi impedir que quem pagou o tributo pe\u00e7a a restitui\u00e7\u00e3o aos estados. A seu ver, a inten\u00e7\u00e3o do Supremo n\u00e3o foi permitir que os estados cobrem quem n\u00e3o recolheu o ICMS nessas opera\u00e7\u00f5es. Para ele, por\u00e9m, os novos embargos de declara\u00e7\u00e3o atrasam ainda mais o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o (quando n\u00e3o cabem mais recursos), com impacto sobre os contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitos tribunais administrativos n\u00e3o est\u00e3o aplicando a decis\u00e3o da ADC 49 sob o argumento que ela n\u00e3o transitou em julgado. Portanto, ou os processos ficam parados ou a decis\u00e3o \u00e9 contr\u00e1ria, em claro preju\u00edzo para os contribuintes\u201d, disse Gallotti Olinto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele observou ainda que, como a decis\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 definitiva, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 definitivo o comando para o Congresso Nacional legislar sobre a manuten\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos, criando uma grande incerteza jur\u00eddica. No julgamento de abril, o STF decidiu que os contribuintes ter\u00e3o o direito de manter e transferir os cr\u00e9ditos de ICMS para outros estados a partir de 2024, cabendo aos estados regular o tema.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"zCOslxhZk7\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/adc-49-em-novos-embargos-empresas-pedem-que-nao-haja-cobranca-retroativa-de-icms-02092023\">ADC 49: em novos embargos, empresas pedem que n\u00e3o haja cobran\u00e7a retroativa de ICMS<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;ADC 49: em novos embargos, empresas pedem que n\u00e3o haja cobran\u00e7a retroativa de ICMS&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/adc-49-em-novos-embargos-empresas-pedem-que-nao-haja-cobranca-retroativa-de-icms-02092023\/embed#?secret=zCOslxhZk7\" data-secret=\"zCOslxhZk7\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo poder\u00e1 reiniciar julgamento do Difal do ICMS<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre a cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS teve um novo desdobramento no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros decidiram julgar o tema em repercuss\u00e3o geral e podem, com essa medida, reiniciar o caso do zero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tema afeta, principalmente, o setor do varejo e h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o &#8211; especialmente entre grandes empresas &#8211; sobre o tamanho do preju\u00edzo que poder\u00e3o sofrer. Em algumas delas, segundo interlocutores, o c\u00e1lculo de perdas bate R$ 1 bilh\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que est\u00e1 em jogo, no STF, \u00e9 a data de retomada das cobran\u00e7as do Difal. Se poderiam ser feitas no come\u00e7o de 2022, como querem os Estados, ou somente a partir deste ano de 2023, como defendem as empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diferen\u00e7a de tempo, apesar de pequena, tem custo alto. Para as empresas e para os Estados. Os governadores afirmam que, sem o Difal, haveria perda de R$ 9,8 bilh\u00f5es na arrecada\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os representantes das empresas afirmam que muitas companhias venderam mercadorias durante todo o ano passado sem considerar o pagamento do imposto, o que resultou em pre\u00e7os mais baixos ao consumidor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a permiss\u00e3o da cobran\u00e7a, dizem, al\u00e9m de carregar o preju\u00edzo das vendas em valor menor, correm o risco de autua\u00e7\u00f5es fiscais e ter que pagar o Difal de todo o ano de 2022 com corre\u00e7\u00e3o pela Selic e multa de mora de 20%. Da\u00ed o preju\u00edzo de bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa discuss\u00e3o esteve no Plen\u00e1rio Virtual da Corte, no ano passado, por meio de tr\u00eas a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade. Uma da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq) &#8211; ADI 7066 &#8211; e duas de Estados (7070 e 7078).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Faltava s\u00f3 um voto para formar maioria pela cobran\u00e7a somente em 2023 &#8211; o que atenderia o pleito das empresas &#8211; quando a ministra Rosa Weber, a presidente do STF, optou por interromper o julgamento. Ela atendeu pedido dos governadores e apresentou um destaque, medida que transfere o caso do Plen\u00e1rio Virtual para o presencial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas a\u00e7\u00f5es chegaram a ser pautadas para o primeiro semestre, mas o julgamento acabou n\u00e3o acontecendo e est\u00e3o ainda pendentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada &#8211; em paralelo a isso -, os ministros decidiram que v\u00e3o julgar o mesmo tema por meio de um recurso especial (RE 1426271). A decis\u00e3o proferida aqui ter\u00e1 efeito vinculante, ou seja, vai valer para todos os casos em discuss\u00e3o no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse novo formato muda um pouco a perspectiva das coisas. O julgamento do recurso especial vai iniciar com o placar zerado e, al\u00e9m disso, segundo advogados, ministros que participaram do julgamento virtual das ADIs podem se sentir mais confort\u00e1veis para mudar de posi\u00e7\u00e3o em um outro processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a grande diferen\u00e7a entre manter somente as ADIs e incluir, nesse bolo, um novo processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia do julgamento das ADIs do ambiente virtual para o presencial, por si s\u00f3, j\u00e1 havia gerado turbul\u00eancia para as empresas. Casos que saem do virtual t\u00eam o placar anulado e, em geral, reiniciam do zero no plen\u00e1rio da Corte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados de empresas avaliam, no entanto, que \u00e9 mais dif\u00edcil um ministro mudar de voto no mesmo processo do que mudar de posi\u00e7\u00e3o em um novo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma regra no STF, al\u00e9m disso, para manter v\u00e1lidos os votos de ministros aposentados. Ou seja: se o ministro se posicionou no virtual e deixou a Corte antes de o caso ir a julgamento presencial, o seu voto tem de ser mantido. O sucessor, portanto, n\u00e3o participa da discuss\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Oito dos onze ministros da Corte emitiram votos no julgamento virtual das ADIs: tr\u00eas para os Estados e cinco para as empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Lewandowski, que se aposentou no m\u00eas de abril, foi um dos cinco. Se o julgamento fosse reiniciado hoje no presencial, portanto, as empresas largariam em vantagem. As discuss\u00f5es, no plen\u00e1rio, abririam com placar de 1 a 0.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Rosa Weber, antes de apresentar o pedido de destaque, tamb\u00e9m havia se manifestado a favor das empresas. Ela completa 75 anos em outubro e ter\u00e1 que deixar o tribunal pela regra de aposentadoria compuls\u00f3ria. Se o tema for a julgamento depois da aposentadoria e o voto dela for computado, o placar ser\u00e1 de 2 a 0 &#8211; para as empresas &#8211; j\u00e1 na largada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o de advogados, com a entrada do RE, \u00e9 que essa vantagem toda caia por terra. Eles temem que os ministros deem prioridade a esse julgamento e simplesmente repliquem o que for decidido nas ADIs.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados preveem, inclusive, a possibilidade de votos diferentes em um e em outro caso &#8211; por diverg\u00eancia de entendimento entre ministros aposentados e seus substitutos -, o que geraria uma incongru\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a ministra Rosa Weber quem colocou a repercuss\u00e3o geral em discuss\u00e3o. Ela votou a favor e foi seguida por todos os ministros que participaram do julgamento &#8211; que ocorreu no Plen\u00e1rio Virtual. Lu\u00eds Roberto Barroso e C\u00e1rmen L\u00facia n\u00e3o se manifestaram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Rosa argumenta, em seu voto, que recurso julgado em repercuss\u00e3o geral tem maior abrang\u00eancia &#8211; em termos de efeito vinculante &#8211; do que as ADIs. \u201cDa\u00ed a import\u00e2ncia de, mesmo existindo processo do controle abstrato em tramita\u00e7\u00e3o ou julgado definitivamente por este Supremo Tribunal Federal, submeter quest\u00e3o de id\u00eantico teor \u00e0 sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral\u201d, frisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especialista na \u00e1rea, Tiago Conde, do escrit\u00f3rio Sacha Calmon, diz tratar-se de um procedimento comum no STF. \u201cTem v\u00e1rios outros casos de RE e ADIs sobre o mesmo tema. Porque o Supremo quer uniformizar o entendimento e n\u00e3o julgar um caso de uma lei espec\u00edfica.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Maur\u00edcio Faro, do escrit\u00f3rio BMA Advogados, tamb\u00e9m entende que \u201cexiste uma raz\u00e3o de ser\u201d, como citado no voto de Rosa Weber, mas avalia que seria importante os ministros conclu\u00edrem o julgamento das ADIs. \u201cMuito embora tenha havido destaque, o tema j\u00e1 foi posto e a expectativa \u00e9 que conclua-se e o racional estabelecido ali seja aplicado na repercuss\u00e3o geral\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/31\/supremo-podera-reiniciar-julgamento-do-difal-do-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/31\/supremo-podera-reiniciar-julgamento-do-difal-do-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Maioria vota a favor da contribui\u00e7\u00e3o assistencial a sindicatos<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sete dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram pela validade da institui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es assistenciais impostas por acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletivos, mesmo a empregados n\u00e3o sindicalizados, \u2014 desde que assegurado o direito de oposi\u00e7\u00e3o. O julgamento foi retomado hoje no Plen\u00e1rio Virtual. Os ministros t\u00eam at\u00e9 o dia 11 para se manifestarem ou suspenderem a an\u00e1lise.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema voltou a julgamento enquanto o governo estuda a elabora\u00e7\u00e3o de um novo modelo de financiamento dos sindicatos. Em 2018, o STF validou trecho da Reforma Trabalhista (Lei n\u00ba 13.467, de 2017) que liberou os trabalhadores do pagamento compuls\u00f3rio dos valores \u2014 importantes para a manuten\u00e7\u00e3o dos sindicatos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o sindical \u00e9 o pagamento aos sindicatos referente a um dia de trabalho e recolhido a cada m\u00eas de mar\u00e7o. J\u00e1 a contribui\u00e7\u00e3o assistencial \u00e9 fixada em acordo coletivo e o valor pode ser definido por cada categoria. Diferente da sindical, os trabalhadores poderiam se opor a ela \u2014 mas havia discuss\u00f5es na Justi\u00e7a sobre essa possibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de contribui\u00e7\u00e3o negocial tamb\u00e9m seria uma alternativa \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o sindical. O valor a ser pago, por exemplo, poderia chegar a at\u00e9 1% do sal\u00e1rio anual do trabalhador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contribui\u00e7\u00e3o sindical&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Trabalhista derrubou a obrigatoriedade da contribui\u00e7\u00e3o sindical e da contribui\u00e7\u00e3o assistencial aos sindicatos permitindo que fossem cobradas s\u00f3 do trabalhador que quisesse pagar. A medida foi um baque para os sindicatos, que contavam com os valores para se manter. Desde ent\u00e3o, os sindicatos passaram a tentar criar cobran\u00e7as para os trabalhadores, ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o em assembleia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida foi questionada no STF em 20 a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade. Em junho de 2018, por seis votos a tr\u00eas, o Supremo votou que era constitucional o dispositivo da reforma trabalhista que extinguiu a obrigatoriedade da contribui\u00e7\u00e3o sindical, estendendo o entendimento para a contribui\u00e7\u00e3o assistencial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a Corte voltou a julgar a obrigatoriedade da assistencial. Na pr\u00e1tica, com ela, os sindicatos j\u00e1 conseguiriam repor os valores que perderam com a contribui\u00e7\u00e3o sindical, pela possibilidade de negociarem os valores livremente com cada categoria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Julgamento&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado em recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) apresentado contra julgamento desfavor\u00e1vel em a\u00e7\u00e3o ajuizada pelo Sindicato dos Metal\u00fargicos da Grande Curitiba (ARE 1018459).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 h\u00e1 maioria de votos (seis) pela constitucionalidade da contribui\u00e7\u00e3o. Os votos consideram que a contribui\u00e7\u00e3o, estabelecida em acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva, \u00e9 devida, com exce\u00e7\u00e3o de quem se opuser a ela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 haviam votado nesse sentido o relator, ministro Gilmar Mendes, Lu\u00eds Roberto Barroso, C\u00e1rmen L\u00facia, Edson Fachin, Dias Toffoli e Marco Aur\u00e9lio (aposentado, teve o voto computado junto ao do relator).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi retomado hoje com o voto do ministro Alexandre de Moraes, que tamb\u00e9m seguiu o relator. Para o ministro, a contribui\u00e7\u00e3o assistencial tem por escopo principal custear as negocia\u00e7\u00f5es coletivas e se n\u00e3o puder ser cobrada dos trabalhadores n\u00e3o filiados, \u00e9 previs\u00edvel que haja decr\u00e9scimo nesse tipo de arrecada\u00e7\u00e3o com repercuss\u00e3o negativa nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Moraes, o voto do relator, ao assegurar ao trabalhador o direito de oposi\u00e7\u00e3o, preserva os princ\u00edpios da liberdade individual e da liberdade sindical, e garante ao sindicato recursos financeiros para custear as negocia\u00e7\u00f5es coletivas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/01\/stf-tem-maioria-a-favor-da-contribuio-assistencial-a-sindicatos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/01\/stf-tem-maioria-a-favor-da-contribuio-assistencial-a-sindicatos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lula envia ao Congresso medida provis\u00f3ria para tributar fundos dos \u2018super-ricos\u2019<\/strong>\u00a0<br>Data: 28\/08\/2023\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em cerim\u00f4nia no Pal\u00e1cio do Planalto nesta segunda-feira (28\/8), o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva assinou duas medidas para taxar a parcela mais rica da popula\u00e7\u00e3o: uma medida provis\u00f3ria (MP) para tributar fundos dos \u201csuper-ricos\u201d e um projeto de lei (PL) para tributar capital aplicado em para\u00edsos fiscais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A MP assinada por Lula prev\u00ea a cobran\u00e7a de 15% a 22,5% sobre os rendimentos de fundos exclusivos, conhecidos como fundos dos \u201csuper-ricos\u201d. Nesses fundos, o investimento m\u00ednimo \u00e9 de R$ 10 milh\u00f5es e s\u00f3 h\u00e1 um \u00fanico cotista. Segundo o governo, pelo menos 2,5 mil brasileiros possuem recursos aplicados nessa categoria, totalizando R$ 756,8 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a tributa\u00e7\u00e3o desse tipo de fundo \u00e9 realizada apenas no resgate. Com a MP, a cobran\u00e7a de tributos ser\u00e1 realizada duas vezes ao ano. Com isso, o governo prev\u00ea arrecadar R$ 24 bilh\u00f5es entre 2023 e 2026. Os cotistas que optarem por iniciar a arrecada\u00e7\u00e3o ainda em 2023 ter\u00e3o al\u00edquota de 10%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do PL das Offshores e Trusts, Lula prop\u00f5e tributar os rendimentos do capital de brasileiros aplicado no exterior com al\u00edquotas progressivas de zero a 22,5%. Hoje, os brasileiros s\u00f3 s\u00e3o tributados quando resgatam o dinheiro e enviam ao Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tamb\u00e9m estipula a tributa\u00e7\u00e3o de Trusts, que n\u00e3o \u00e9 prevista na legisla\u00e7\u00e3o brasileira atual. Nesses casos, o dono do patrim\u00f4nio passa seus bens para um terceiro administrar. Na pr\u00e1tica, isso reduz o pagamento de tributos e favorece a distribui\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a em vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O an\u00fancio das medidas foi feito na mesma cerim\u00f4nia em que Lula sancionou a nova pol\u00edtica de reajustes do sal\u00e1rio m\u00ednimo e a nova faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/lula-envia-ao-congresso-medida-provisoria-para-tributar-fundos-dos-super-ricos-28082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/lula-envia-ao-congresso-medida-provisoria-para-tributar-fundos-dos-super-ricos-28082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PL do Carf traz mudan\u00e7as em garantias de processos que s\u00e3o desfavor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o<\/strong>&nbsp;<br>Data: 29\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de lei que devolve o voto de qualidade ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) &#8211; desempate por um representante da Fazenda &#8211; promove duas altera\u00e7\u00f5es importantes sobre as garantias apresentadas pelos contribuintes, na Justi\u00e7a, para cobrir o pagamento de tributos em caso de derrota. Ambas s\u00e3o contr\u00e1rias aos interesses da Uni\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O PL n\u00ba 2.384\/2023 veda a liquida\u00e7\u00e3o antecipada da garantia, antes do fim do lit\u00edgio, pr\u00e1tica que a Uni\u00e3o adota hoje, obrigando o governo a aguardar o tr\u00e2nsito em julgado do processo (quando n\u00e3o cabe mais recurso). A antecipa\u00e7\u00e3o \u00e9 questionada pelos contribuintes no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por\u00e9m, sem sucesso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto determina que a Uni\u00e3o ter\u00e1 que ressarcir, com atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, gastos com contrata\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de garantias. Hoje, ela n\u00e3o paga esses valores, nem para quem busca a Justi\u00e7a para fazer essa cobran\u00e7a. Predominam decis\u00f5es contr\u00e1rias aos contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essas mudan\u00e7as foram inclu\u00eddas pelo relator do projeto na C\u00e2mara, o deputado Beto Pereira (PSDB-MS). Para o tucano, \u00e9 injusto que a Uni\u00e3o \u201cse aproprie\u201d do dinheiro antes do tr\u00e2nsito em julgado, porque a decis\u00e3o pode mudar, e tamb\u00e9m que n\u00e3o compense o contribuinte dos gastos decorrentes da cobran\u00e7a irregular do tributo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDepois de dez anos, voc\u00ea ganha a a\u00e7\u00e3o na totalidade, fica provado que n\u00e3o tinha culpa nenhuma. Mas teve despesa com advogado e com a manuten\u00e7\u00e3o da fian\u00e7a, gasta quase 50% do valor da causa com isso. Como que n\u00e3o \u00e9 certo a Uni\u00e3o te ressarcir disso?\u201d, questiona Pereira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele diz que o ressarcimento foi discutido com o secret\u00e1rio especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, que concordou que a pr\u00e1tica atual \u00e9 injusta. \u201cA Uni\u00e3o pode ter preju\u00edzo com isso? Pode, mas ent\u00e3o ela que cobre certo ou que n\u00e3o exija garantia.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, nas disputas judiciais tribut\u00e1rias, a garantia \u00e9 dispensada apenas se liminar suspender a cobran\u00e7a durante a discuss\u00e3o. A Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais (n\u00ba 6.830, de 1980) prev\u00ea a garantia em dinheiro, fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro garantia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o legal trazida pelo projeto de lei e a judicializa\u00e7\u00e3o n\u00e3o afetam a garantia em dinheiro, segundo Guilherme Manier, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Viseu Advogados, porque nesse caso n\u00e3o h\u00e1 custo atrelado, diferentemente da carta fian\u00e7a e do seguro garantia. Esses t\u00edtulos, acrescenta, trazem seguran\u00e7a ao credor, mas isso custa. \u201cO seguro normalmente \u00e9 mais barato para o devedor e a fian\u00e7a banc\u00e1ria \u00e9 mais cara\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Manier estima que o seguro garantia para empresa com alto n\u00edvel de liquidez cobra taxas entre 1% e 1,5% do valor total da execu\u00e7\u00e3o fiscal atualizada. A carta fian\u00e7a fica entre 2,5% a 3%. \u201cOs valores pagos s\u00e3o perdidos. As empresas judicializam para ter a despesa restitu\u00edda.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de mudar a legisla\u00e7\u00e3o e trazer pontos que podem ser desfavor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o, o projeto foi aprovado com apoio do governo na C\u00e2mara dos Deputados e deve ser aprovado na quarta-feira pelo Senado, sem altera\u00e7\u00f5es, para que siga direto \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial. O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) pode vetar trechos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuintes judicializam o assunto porque a liquida\u00e7\u00e3o antecipada das garantias d\u00e1 \u00e0 Fazenda acesso mais r\u00e1pido aos valores de cobran\u00e7as fiscais. Com a medida, afirmam advogados, o montante em discuss\u00e3o tem que ser depositado em uma conta judicial e, de acordo com a Lei n\u00ba 9703, de 1998, pode ser usado pela Uni\u00e3o. Se o resultado for posteriormente favor\u00e1vel ao contribuinte, a devolu\u00e7\u00e3o ter\u00e1 de ser feita em 48 horas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, os ministros entendem que seguro garantia pode ser liquidado antes do fim do processo (tr\u00e2nsito em julgado), quando ainda est\u00e3o pendentes os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal &#8211; recurso do contribuinte para se defender da cobran\u00e7a. H\u00e1 decis\u00f5es nesse sentido nas 1\u00aa e 2\u00aa turmas do STJ.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com decis\u00f5es favor\u00e1veis no STJ &#8211; a maioria de um s\u00f3 ministro (monocr\u00e1ticas) -, a Fazenda Nacional ainda n\u00e3o consegue emplacar a tese em todos os tribunais regionais federais (TRFs). Algumas Cortes consideram que o seguro garantia tem o mesmo status de fian\u00e7a banc\u00e1ria e, por isso, a liquida\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ser requisitada ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o ao ressarcimento dos custos com as garantias apresentadas em execu\u00e7\u00f5es fiscais, a maioria dos tribunais hoje \u00e9 contr\u00e1ria, segundo levantamento realizado pelo escrit\u00f3rio Viseu Advogados com base em decis\u00f5es de segunda inst\u00e2ncia sobre a obriga\u00e7\u00e3o de a Fazenda ressarcir empresas na execu\u00e7\u00e3o fiscal pelos valores que gastou na contrata\u00e7\u00e3o de carta de fian\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos visto algumas decis\u00f5es esparsas favor\u00e1veis, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o un\u00edssona nos tribunais superiores. No STJ, decis\u00f5es monocr\u00e1ticas t\u00eam sido desfavor\u00e1veis\u201d, afirma Guilherme Manier. Segundo ele, o STJ n\u00e3o sinaliza para vit\u00f3ria do contribuinte, mas como n\u00e3o foi decidida em repetitivo ainda pode haver alguma altera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos indicam que o TRF-4 e o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) reconhecem o ressarcimento, mas o TRF-3 e o STJ possuem entendimento desfavor\u00e1vel ao contribuinte &#8211; sendo que no tribunal superior predominam decis\u00f5es monocr\u00e1ticas -, e as demais Cortes tendem a seguir essa posi\u00e7\u00e3o, apesar de ainda haver poucos julgados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados, se for levado em considera\u00e7\u00e3o que o custo de uma fian\u00e7a banc\u00e1ria gira no percentual de 2% a 5% do valor garantido, em um processo judicial com prazo estimado de dez anos, independentemente de ganhar ou perder a discuss\u00e3o, o contribuinte ter\u00e1 um custo no per\u00edodo de aproximadamente 20% do valor do d\u00e9bito. J\u00e1 se o custo da fian\u00e7a for da ordem de 5% ao ano, esse custo pode chegar a 50% do valor do d\u00e9bito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe o contribuinte n\u00e3o for ressarcido pela Fazenda Nacional, pode-se chegar ao cen\u00e1rio pouco razo\u00e1vel de ele obter uma decis\u00e3o judicial favor\u00e1vel e ter que pagar parcela relevante da d\u00edvida a t\u00edtulo de custos de garantia para se defender da cobran\u00e7a\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento da garantia antes do tr\u00e2nsito em julgado, afirma Rodrigo Gabriel Alarcon, advogado na Advocacia Fernanda Hernandez, ainda pode ser julgado como processo repetitivo no STJ e a previs\u00e3o que consta no PL pode se tornar um argumento para quem j\u00e1 tem essa discuss\u00e3o. Por se tratar de norma processual, acrescenta, pode haver ainda a interpreta\u00e7\u00e3o de que se aplica tamb\u00e9m para o passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 uma equipara\u00e7\u00e3o de seguro ao dinheiro. Ent\u00e3o n\u00e3o faz sentido tentar liquidar de forma antecipada uma garantia que j\u00e1 \u00e9 l\u00edquida\u201d, diz Alarcon. O advogado destaca que, a partir do momento que a garantia \u00e9 liquidada de forma antecipada, o contribuinte tem um \u00f4nus, tem que fazer o dep\u00f3sito ou ressarcir o custo para a seguradora. \u201cDesvirtua o seguro garantia.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/29\/pl-do-carf-traz-mudancas-em-garantias-de-processos-que-sao-desfavoraveis-a-uniao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/29\/pl-do-carf-traz-mudancas-em-garantias-de-processos-que-sao-desfavoraveis-a-uniao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em debate sobre reforma tribut\u00e1ria, governadores cobram mudan\u00e7as em Conselho Federativo<\/strong>&nbsp;<br>Data: 29\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o tem\u00e1tica para debater a reforma tribut\u00e1ria realizada nessa ter\u00e7a-feira (29), governadores, em sua maioria, colocaram-se a favor da proposta e deixaram clara a expectativa de que os senadores equilibrem a quest\u00e3o federativa. A governan\u00e7a e as compet\u00eancias do Conselho Federativo, \u00f3rg\u00e3o que ficar\u00e1 respons\u00e1vel pela gest\u00e3o do Imposto Sobre Ben s e Servi\u00e7os (IBS) foram temas abordados na maior parte dos discursos de governadores e vice-governadores que compareceram ao plen\u00e1rio do Senado. Ao todo, estiveram representados 18 Estados e o Distrito Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No texto aprovado na C\u00e2mara, ficou definido que os temas s\u00f3 ser\u00e3o aprovados no Conselho Federativo se obtiverem, ao mesmo tempo, o apoio da maioria dos Estados e de representantes que correspondam a mais de 60% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governador do Esp\u00edrito Santo, Renato Casagrande (PSB), disse a reforma em si j\u00e1 contempla os Estados de maior popula\u00e7\u00e3o. \u201cA proposta de reforma tribut\u00e1ria j\u00e1 privilegia os Estados mais populosos. Vai ser mais competitivo o empreendedor se instalar onde tem mais popula\u00e7\u00e3o. Na hora de fazer a governan\u00e7a, voc\u00ea n\u00e3o pode levar em considera\u00e7\u00e3o de forma muito intensa a popula\u00e7\u00e3o\u201d, argumentou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-governador de S\u00e3o Paulo, Felicio Ramuth (PSD), foi o \u00fanico a discursar a favor da manuten\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio populacional. \u201cTemos o compromisso da participa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m da popula\u00e7\u00e3o dentro do Conselho, al\u00e9m da representa\u00e7\u00e3o dos Estados e munic\u00edpios\u201d, defendeu Ramuth. A inclus\u00e3o do crit\u00e9rio foi essencial para que o chefe do Executivo paulista, Tarc\u00edsio de Freitas (Republicanos), se posicionasse a favor da proposta na C\u00e2mara.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), \u00e9 preciso um modelo de neutralidade federativa na delibera\u00e7\u00e3o do Conselho. \u201cO que n\u00f3s defendemos \u00e9 que exista um modelo de delibera\u00e7\u00e3o nesse Conselho que n\u00e3o permita que nenhuma regi\u00e3o prepondere sobre as outras\u201d, argumentou. \u201cExistem regras, como na Lei Complementar 160, que estabelece a necessidade de, al\u00e9m de formar um qu\u00f3rum simples da maioria dos Estados, formar-se tamb\u00e9m uma maioria entre as regi\u00f5es\u201d, complementou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contr\u00e1rio \u00e0 proposta da reforma tribut\u00e1ria, o governador de Goi\u00e1s, Ronaldo Caiado (Uni\u00e3o), disse que o \u00f3rg\u00e3o fere o pacto federativo. \u201cEu n\u00e3o aceito ser ordenador de despesa! Eu n\u00e3o aceito receber mesada! Eu n\u00e3o aceito que me cassem o direito, que \u00e9 pacto federativo, de que eu tenha autonomia sobre a minha arrecada\u00e7\u00e3o\u201d, criticou Caiado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator da mat\u00e9ria, Eduardo Braga (MDB-AM), o Senado deve garantir o Conselho Federativo como um \u00f3rg\u00e3o t\u00e9cnico. \u201cN\u00f3s haveremos de contribuir para que o Conselho Federativo tenha o formato e as garantias para que possa funcionar como um \u00f3rg\u00e3o t\u00e9cnico-administrativo\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto destacado por governadores foram os crit\u00e9rios para a partilha dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Regional, que n\u00e3o constam no texto aprovado na C\u00e2mara. O governador do Piau\u00ed, Rafael Fonteles (PT), defendeu que a partilha seja feita a partir do inverso do PIB per capita. \u201cA nossa tese \u00e9 de que seja colocado o crit\u00e9rio de rateio do Fundo de Desenvolvimento Regional como sendo proporcional ao inverso da renda per capita dos Estados, porque \u00e9 um princ\u00edpio constitucional diminuir as desigualdades regionais\u201d, argumentou Fonteles.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Braga elogiou o debate sobre o Fundo de Desenvolvimento Regional, mas destacou que a reforma pode trazer mudan\u00e7as no modelo de crescimento no pa\u00eds. \u201cN\u00f3s precisamos compreender que estamos discutindo agora que o modelo de desenvolvimento do Brasil talvez migre do incentivo tribut\u00e1rio para o incentivo or\u00e7ament\u00e1rio-financeiro\u201d, pontuou o relator.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os recursos do fundo, hoje em R$ 40 bilh\u00f5es, os governadores defenderam que o valor passe para R$ 75 bilh\u00f5es para compensar perdas e cumprir com os incentivos de ICMS j\u00e1 concedidos. \u201cNo caso do fundo regional h\u00e1 um entendimento entre todos os governadores de alcan\u00e7armos o valor de R$ 75 bilh\u00f5es\u201d, afirmou o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator reconheceu a preocupa\u00e7\u00e3o dos governadores. \u201cFoi colocado aqui quase que pela unanimidade dos Estados que, com R$ 40 bilh\u00f5es, o len\u00e7ol est\u00e1 curto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda que acontecer\u00e1 ao longo do tempo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/08\/29\/relator-elogia-debate-com-governadores-sobre-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/08\/29\/relator-elogia-debate-com-governadores-sobre-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda Nacional fecha acordo de mais de R$ 10 bi<\/strong>&nbsp;<br>Data: 30\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) negociou com o Grupo Jo\u00e3o Santos, produtor do cimento Nassau, o pagamento de d\u00edvidas tribut\u00e1rias que somam cerca de R$ 10,7 bilh\u00f5es. Ap\u00f3s descontos, o valor recuperado ser\u00e1 de cerca de R$ 4 bilh\u00f5es em tr\u00eas anos &#8211; parte poder\u00e1 ser compensada com preju\u00edzo fisca&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o maior valor negociado pela PGFN desde o in\u00edcio das chamadas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, em 2020. Balan\u00e7o do \u00f3rg\u00e3o mostra que, desde aquele ano, foram regularizados R$ 466,6 bilh\u00f5es em d\u00edvidas em todo o pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo com o grupo Jo\u00e3o Santos envolve 41 empresas. O grupo est\u00e1 em processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial, com passivo estimado em R$ 13 bilh\u00f5es &#8211; a maior parte \u00e9 a d\u00edvida com a Fazenda. Nos \u00faltimos cinco anos, por meios tradicionais, a PGFN s\u00f3 havia conseguido recuperar R$ 20 milh\u00f5es. O \u00f3rg\u00e3o aponta como empecilhos a paralisa\u00e7\u00e3o das atividades de empresas do grupo e a dificuldade de alienar bens penhorados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es para a transa\u00e7\u00e3o come\u00e7aram depois de um trabalho de investiga\u00e7\u00e3o fiscal e combate \u00e0 fraude estruturada capitaneado pela Procuradoria Regional da Fazenda Nacional na 5\u00aa Regi\u00e3o (PRFN5), em conjunto com a Pol\u00edcia Federal, que deflagrou a Opera\u00e7\u00e3o \u201cBackground\u201d em 2021. S\u00e3o apurados crimes como sonega\u00e7\u00e3o fiscal e lavagem de dinheiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente havia a ideia de alienar ativos, segundo Alexandre de Andrade Freire, procurador da Fazenda Nacional na 5\u00aa Regi\u00e3o e um dos condutores da negocia\u00e7\u00e3o. \u201cPassamos a pensar na possibilidade de trazer uma gestora de fundos ou institui\u00e7\u00e3o financeira para viabilizar [os pagamentos] porque o faturamento do grupo n\u00e3o seria suficiente\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o acordada, a gestora vai adiantar o pagamento da entrada, enquanto o grupo vai alienando ativos para pagar as parcelas. Em 60 dias (prorrog\u00e1veis por mais 45), ser\u00e1 feito a quita\u00e7\u00e3o da entrada de R$ 230 milh\u00f5es em dinheiro, sob pena de indeferimento (acordo desfeito), priorizando o pagamento do FGTS. Da d\u00edvida total, R$ 180 milh\u00f5es s\u00e3o referentes a cr\u00e9ditos de FGTS, de 20 mil trabalhadores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O saldo remanescente dever\u00e1 ser pago em at\u00e9 36 meses, podendo ser estendido a at\u00e9 120 meses. Existem incentivos para o pagamento ser feito de modo mais r\u00e1pido. Em 36 meses, pode-se usar preju\u00edzo fiscal para abater at\u00e9 60% do valor da d\u00edvida. Se o pagamento passar para 60 meses, esse abatimento cai para 35% e, em 120 meses, para 10%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO plano de pagamento \u00e9 pautado pela aliena\u00e7\u00e3o de ativos\u201d, afirma Bruno Dias, membro da Divis\u00e3o de Negocia\u00e7\u00e3o. Em caso de descumprimento do acordo, diz ele, a d\u00edvida voltar\u00e1 a ser cobrada sem descontos, sem o uso de preju\u00edzo fiscal e a PGFN poder\u00e1 alienar os im\u00f3veis por meio de uma plataforma chamada \u201cComprei\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um ponto de destaque nessa transa\u00e7\u00e3o \u00e9 haver uma institui\u00e7\u00e3o financeira como facilitador, segundo Dias. Isso favorece por exemplo, a previs\u00e3o de que R$ 80 milh\u00f5es gerados a partir da venda de ativos sejam usados para a reabertura de f\u00e1bricas. Ele destaca que tamb\u00e9m h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o do grupo, com a gera\u00e7\u00e3o de empregos e o pagamento dos impostos sobre as atividades mantidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o acordo, o grupo renuncia a todas as discuss\u00f5es administrativas e judiciais envolvendo as d\u00edvidas negociadas. Isso pode encerrar mais de 2 mil processos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Paulo Narc\u00e9lio Amaral, diretor executivo do Grupo Jo\u00e3o Santos, a celebra\u00e7\u00e3o do acordo abre novas perspectivas. Para Guilherme Rocha, tamb\u00e9m diretor executivo, o equacionamento da d\u00edvida \u00e9 uma etapa importante na reestrutura\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo j\u00e1 teve faturamento de cerca de R$ 3 bilh\u00f5es e empregava mais de 10 mil funcion\u00e1rios. Hoje fatura cerca de R$ 750 milh\u00f5es, com 2,9 mil trabalhadores. Com o acordo, espera restabelecer os n\u00fameros anteriores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Andrade, s\u00f3cio do Severien Andrade Advogados, lembra que o acordo firmado com a Fazenda Nacional exige a manuten\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal, mas permite a inclus\u00e3o de d\u00e9bitos ainda n\u00e3o inscritos na d\u00edvida ativa, referentes ao passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/30\/fazenda-nacional-fecha-acordo-de-mais-de-r-10-bi.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/30\/fazenda-nacional-fecha-acordo-de-mais-de-r-10-bi.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara aprova desonera\u00e7\u00e3o da folha e diminui encargos para todas as prefeituras<\/strong>&nbsp;<br>Data: 30\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira o projeto de lei que prorroga a desonera\u00e7\u00e3o da folha de sal\u00e1rios dos 17 setores empresariais que mais empregam no pa\u00eds com uma medida adicional que levar\u00e1 \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de todas as prefeituras. A mudan\u00e7a faz com que o texto tenha que passar de novo pelo Senado antes de seguir para san\u00e7\u00e3o presidencial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo apoiou em plen\u00e1rio a diminui\u00e7\u00e3o dos encargos para as prefeituras, apesar da ren\u00fancia bilion\u00e1ria de receita, mas protestou contra mudan\u00e7a na al\u00edquota para as empresas de \u00f4nibus municipais, intermunicipais e interestaduais. O l\u00edder do governo na C\u00e2mara, deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), disse que o Executivo n\u00e3o derrubaria a vota\u00e7\u00e3o por causa dos prefeitos, mas reclamou que a mudan\u00e7a na al\u00edquota n\u00e3o faz parte do acordo. \u201cMeu olhar neste momento \u00e9 para os munic\u00edpios brasileiros. O governo quer dar uma solu\u00e7\u00e3o e estamos discutindo pelo menos umas quatro medidas para ajudar os munic\u00edpios\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto aprovado pelo Senado j\u00e1 propunha a redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas previdenci\u00e1rias das prefeituras, mas a desonera\u00e7\u00e3o valeria apenas para aquelas com at\u00e9 142 mil habitantes, que teriam a taxa\u00e7\u00e3o reduzida de 20% para 8% dos sal\u00e1rios dos servidores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora na C\u00e2mara, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), afirmou que o modelo n\u00e3o era o mais justo e acatou sugest\u00e3o do deputado Elmar Nascimento (Uni\u00e3o-BA) para ampliar o benef\u00edcio para todas as prefeituras do pa\u00eds, de forma escalonada. O Minist\u00e9rio da Fazenda elaborar\u00e1 lista com o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de todos os 5.568 munic\u00edpios brasileiros. Aqueles que estiverem entre os 20% mais pobres ter\u00e3o al\u00edquota de 8%, os entre os 20% e 40% mais pobres pagar\u00e3o 10,5%, os que estiverem entre 40% e 60% ser\u00e3o taxados em 13%, entre 60% e 80% pagar\u00e3o 15,5% e os 20% mais ricos ter\u00e3o al\u00edquota de 18%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de n\u00e3o atender a exig\u00eancia de contrapartida financeira \u00e0 ren\u00fancia de receita, essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 proibida desde a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia e era criticada pelo Minist\u00e9rio da Fazenda por causa do impacto bilion\u00e1rio nas contas p\u00fablicas, mas recebeu apoio dos governistas diante da press\u00e3o dos prefeitos por mais verbas por causa da queda de arrecada\u00e7\u00e3o neste semestre.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a sugerir que o texto fosse exclu\u00eddo e, no lugar, fosse aprovada proposta de emenda constitucional (PEC) com aumento do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios (FPM), mas o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios (CNM), Paulo Ziulkoski, insistiu que a medida n\u00e3o \u00e9 inconstitucional e pediu a manuten\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi atendido, mas governistas acreditam, nos bastidores, que o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) vetar\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o da folha de sal\u00e1rios das prefeituras por falta de previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e inconstitucionalidade. Segundo a CNM, o projeto diminuir\u00e1 os encargos das prefeituras em R$ 7,2 bilh\u00f5es \u2014 dinheiro que sairia da Uni\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo projeto, a C\u00e2mara aprovou a prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha de sal\u00e1rios para os 17 setores que mais empregam no pa\u00eds por quatro anos. O benef\u00edcio tribut\u00e1rio acabar\u00e1 em 31 de dezembro deste ano se n\u00e3o for prorrogado. Any afirmou que isso causaria demiss\u00f5es e, por isso, \u00e9 importante a aprova\u00e7\u00e3o c\u00e9lere do projeto pelo Senado. \u201cOs setores que mais geraram empregos no m\u00eas de mar\u00e7o deste ano, foram justamente as atividades econ\u00f4micas que se encontram abrangidos pela desonera\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou. Ela ressaltou que precisou rejeitar a amplia\u00e7\u00e3o para outros segmentos porque a Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe novas desonera\u00e7\u00f5es sobre as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No parecer, por outro lado, ela ampliou a desonera\u00e7\u00e3o das empresas de transporte rodovi\u00e1rio coletivo de passageiros municipal, intermunicipal, interestadual e internacional. Hoje elas pagam al\u00edquota de 2% sobre a receita bruta e, pelo parecer, passariam a ser tributadas em 1%. Para os demais setores, como cal\u00e7ados, vestu\u00e1rio, constru\u00e7\u00e3o civil, call centers, m\u00e1quinas, equipamentos e outros, as al\u00edquotas foram mantidas entre 2% e 4%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/08\/30\/camara-aprova-pl-que-prorroga-desoneracao-da-folha-de-pagamento-de-17-setores.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/08\/30\/camara-aprova-pl-que-prorroga-desoneracao-da-folha-de-pagamento-de-17-setores.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aprovada amplia\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais para empresas que investem em pesquisa<\/strong>&nbsp;<br>Data: 30\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Ci\u00eancia e Tecnologia (CCT) aprovou, nesta quarta-feira (30) o projeto de lei que amplia os benef\u00edcios fiscais para empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento tecnol\u00f3gico. De autoria do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), o PL 2.838\/2020 foi aprovado na forma do substitutivo (texto alternativo) apresentado pelo relator na comiss\u00e3o, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). O texto segue agora para aprecia\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto altera a chamada Lei do Bem (Lei 11.196, de 2005), que concede incentivos fiscais para as empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento tecnol\u00f3gico na concep\u00e7\u00e3o de novos produtos, no aprimoramento daqueles j\u00e1 existentes ou na melhoria dos processos de fabrica\u00e7\u00e3o. Os senadores avaliaram que a aprova\u00e7\u00e3o do texto favorece pequenas e m\u00e9dias empresas na realiza\u00e7\u00e3o de investimentos no setor de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ex-ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es de 2019 a 2022, Pontes destacou a import\u00e2ncia da aprova\u00e7\u00e3o do projeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A aprova\u00e7\u00e3o desse projeto vai ser muito importante para o desenvolvimento do pa\u00eds com todas as suas consequ\u00eancias positivas em todos os setores. Vai gerar recursos, manter os c\u00e9rebros no pa\u00eds e favorecer a cria\u00e7\u00e3o de empregos no Brasil \u2014 afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Izalci Lucas parabenizou o relator pelo aperfei\u00e7oamento do projeto e disse que o investimento em ci\u00eancia e tecnologia precisa colocar as pequenas e m\u00e9dias empresas na era digital. O senador pediu que a CAE avalie o projeto de forma c\u00e9lere para que o texto depois siga para aprecia\u00e7\u00e3o do Plen\u00e1rio no menor tempo poss\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) tamb\u00e9m defendeu a aprova\u00e7\u00e3o do projeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Buscamos investimentos em inova\u00e7\u00e3o. As micro e pequenas empresas ter\u00e3o possibilidade de fazer a sua contribui\u00e7\u00e3o, transformar em realidade os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o. Teremos resultado muito mais importante para ser investido em inova\u00e7\u00e3o e, logicamente, trazer o desenvolvimento econ\u00f4mico e social para o pa\u00eds \u2014 afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Mauro Carvalho J\u00fanior (Uni\u00e3o-MT) disse que o projeto favorece os empreendedores e dar\u00e1 oportunidade de pequenas e m\u00e9dias empresas serem beneficiadas com incentivos \u00e0 tecnologia brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que prev\u00ea o projeto&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O substitutivo de Pontes permite que as empresas deduzam parte dos gastos com pesquisa tecnol\u00f3gica e desenvolvimento no c\u00e1lculo do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lei atual, o texto inclui novos tipos de gastos e investimentos que podem ser deduzidos e altera a sistem\u00e1tica de dedu\u00e7\u00e3o: em vez de debitar um percentual desses valores na base de c\u00e1lculo dos tributos, o substitutivo determina a dedu\u00e7\u00e3o de um determinado percentual diretamente no valor do imposto apurado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o projeto, tamb\u00e9m poder\u00e3o ser deduzidos do c\u00e1lculo da CSLL e do IRPJ a aplica\u00e7\u00e3o em fundos de investimentos ou programas governamentais destinados a apoiar empresas de base tecnol\u00f3gica; pagamentos relacionados a parcerias com universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa; e a contrata\u00e7\u00e3o de outras empresas para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tecnol\u00f3gicos especializados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Import\u00e2ncias transferidas para startups, micro e pequenas empresas destinadas \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de pesquisa tecnol\u00f3gica e de desenvolvimento de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica tamb\u00e9m poder\u00e3o ser deduzidas no c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL. O mesmo vale para os pagamentos feitos a inventores independentes e a projetos executados por Institui\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica (ICT).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto altera igualmente a lei para permitir que as micro e pequenas empresas que apuram o imposto de renda com base no lucro real possam se beneficiar da Lei do Bem, o que atualmente n\u00e3o \u00e9 permitido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O substitutivo permite ainda que as empresas benefici\u00e1rias da Lei do Bem ou da Lei da Inform\u00e1tica (Lei 8.248, de 1991) deduzam diretamente do IRPJ e da CSLL entre 20,4% e 27,2% dos valores dispendidos em pesquisa e desenvolvimento. O percentual varia conforme o n\u00famero de pesquisadores contratados pela empresa. Caso o montante da isen\u00e7\u00e3o ultrapasse o valor desses tributos, o excedente poder\u00e1 ser usado para abater os tributos em exerc\u00edcios posteriores \u2014 algo que atualmente n\u00e3o \u00e9 permitido pela Lei do Bem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje a lei permite que seja deduzido um percentual entre 60% e 80%, mas da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, e n\u00e3o diretamente do valor dos tributos. Pontes argumenta, no relat\u00f3rio, que essa altera\u00e7\u00e3o mant\u00e9m a desonera\u00e7\u00e3o nos mesmos n\u00edveis atuais, mas simplifica o recolhimento dos tributos e d\u00e1 maior seguran\u00e7a jur\u00eddica para as empresas. Ele explica que a nova reda\u00e7\u00e3o pretende contemplar a din\u00e2mica do mercado de trabalho, de forma a n\u00e3o exigir que os pesquisadores sejam empregados celetistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, poder\u00e1 ser deduzido do IRPJ e da CSLL at\u00e9 6,8% da soma dos valores referentes a pesquisa e desenvolvimento de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica objeto de patente concedida ou cultivar registrado. Poder\u00e3o ser deduzidas, no mesmo percentual, aplica\u00e7\u00f5es em fundo de investimentos e participa\u00e7\u00f5es (FIP) e fundos patrimoniais destinados a apoiar startups.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para estimular a contrata\u00e7\u00e3o de profissionais p\u00f3s-graduados, o substitutivo autoriza deduzir do CSLL e do IRPJ at\u00e9 6,8% dos gastos com remunera\u00e7\u00e3o de pesquisadores com t\u00edtulos de mestrado, doutorado ou p\u00f3s-doutorado, contratados especificamente para o exerc\u00edcio de atividades de pesquisa e desenvolvimento de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado concede isen\u00e7\u00e3o total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre equipamentos, m\u00e1quinas, aparelhos e instrumentos destinados \u00e0 pesquisa e ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico \u2014 atualmente, a lei concede 50% de isen\u00e7\u00e3o desse imposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas benefici\u00e1rias desses incentivos dever\u00e3o prestar contas ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es, que poder\u00e1 delegar a avalia\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es prestadas a especialistas externos e empresas certificadoras contratados para esse fim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o autor do texto original, senador Izalci, para cada R$ 1 de incentivo fiscal da Lei do Bem, estima-se que sejam obtidos R$ 5 de investimento privado em inova\u00e7\u00e3o. \u201cAmpliar e aprimorar os benef\u00edcios fiscais da Lei do Bem \u00e9 apoiar o desenvolvimento econ\u00f4mico e social do Brasil, com uma agenda de futuro, al\u00e9m de trazer seguran\u00e7a jur\u00eddica nos investimentos privados\u201d, afirma ele na justifica\u00e7\u00e3o do projeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, por sua vez, informa que, desde a san\u00e7\u00e3o da Lei do Bem, foram abertos pelo menos 15 novos centros de pesquisa e desenvolvimento no pa\u00eds, respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o de mais de 20 mil produtos ou inova\u00e7\u00f5es, segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, o substitutivo que prop\u00f4s busca atender \u00e0s demandas apresentadas pelo setor em audi\u00eancia realizada pela CCT no come\u00e7o de agosto e incorpora dispositivos do PL 2.838\/2020 e de outros projetos que tratam do mesmo tema, como o PL 2.707\/2020, tamb\u00e9m do senador Izalci, e o PL 4.944, de 2020, da Deputada Luisa Canziani (PSD-PR), o qual ainda tramita na C\u00e2mara dos Deputados, onde recebeu substitutivo do deputado Vitor Lippi (PSDB-SP).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Frente Parlamentar&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma reuni\u00e3o, foi aprovado projeto de resolu\u00e7\u00e3o apresentado pelo senador Rodrigo Cunha que institui a Frente Parlamentar de Ci\u00eancia, Tecnologia, Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o (PRS 10\/2019). A Frente Parlamentar j\u00e1 existe h\u00e1 alguns anos e ser\u00e1 renovada no Senado, explicou o senador Izalci Lucas ao falar sobre o projeto, a ser encaminhado \u00e0 Comiss\u00e3o Diretora do Senado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Requerimentos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os senadores aprovaram ainda tr\u00eas requerimentos, os quais preveem a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas, em datas a serem definidas, para analisar e ampliar a discuss\u00e3o da capacidade de desenvolver vacinas eficazes e seguras no Brasil (REQ 25\/2023); debater o PL 6.417\/2019, que disp\u00f5e sobre o Sistema Nacional de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o para a Agropecu\u00e1ria (REQ 24\/2023); e discutir a prote\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria do dossi\u00ea de testes (PRDT) para produtos farmac\u00eauticos destinados ao uso humano (REQ 27\/2023).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/08\/30\/aprovada-ampliacao-de-beneficios-fiscais-para-empresas-que-investem-em-pesquisa#:~:text=Aprovada%20amplia%C3%A7%C3%A3o%20de%20benef%C3%ADcios%20fiscais%20para%20empresas%20que%20investem%20em%20pesquisa,-Compartilhe%20este%20conte%C3%BAdo&amp;text=A%20Comiss%C3%A3o%20de%20Ci%C3%AAncia%20e,em%20pesquisa%20e%20desenvolvimento%20tecnol%C3%B3gico.\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/08\/30\/aprovada-ampliacao-de-beneficios-fiscais-para-empresas-que-investem-em-pesquisa#:~:text=Aprovada%20amplia%C3%A7%C3%A3o%20de%20benef%C3%ADcios%20fiscais%20para%20empresas%20que%20investem%20em%20pesquisa,-Compartilhe%20este%20conte%C3%BAdo&amp;text=A%20Comiss%C3%A3o%20de%20Ci%C3%AAncia%20e,em%20pesquisa%20e%20desenvolvimento%20tecnol%C3%B3gico.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decreto presidencial retoma portabilidade do vale-refei\u00e7\u00e3o ap\u00f3s MP caducar<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva publicado hoje no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU) alterou regulamenta\u00e7\u00e3o do Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador para tratar de pontos como a portabilidade do vale-refei\u00e7\u00e3o. A medida provis\u00f3ria n\u00ba 1.173 sobre o assunto n\u00e3o foi aprovada pelo Congresso Nacional e caducou ontem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo decreto, as institui\u00e7\u00f5es que mantiverem as contas e pagamento dever\u00e3o assegurar a portabilidade dos valores creditados. A portabilidade consiste na transfer\u00eancia dos valores creditados em conta de pagamento relativos aos arranjos de pagamento para conta de pagamento de titularidade do mesmo trabalhador que: seja mantida por institui\u00e7\u00e3o diversa; possua a mesma natureza; e refira-se ao mesmo produto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 previsto que a portabilidade abranger\u00e1 o saldo e todos os valores que venham a ser creditados na conta de pagamento e ocorrer\u00e1 por solicita\u00e7\u00e3o expressa do trabalhador e ser\u00e1 gratuita, vedada qualquer cobran\u00e7a pela execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Para da execu\u00e7\u00e3o da portabilidade, o trabalhador dever\u00e1 informar, por impresso ou eletr\u00f4nico, os dados da conta de pagamento para a qual os recursos ser\u00e3o transferidos \u00e0 institui\u00e7\u00e3o em que o seu benef\u00edcio houver sido creditado pela empresa benefici\u00e1ria. As informa\u00e7\u00f5es relativas aos dados da conta de pagamento poder\u00e3o ser fornecidas, por solicita\u00e7\u00e3o do trabalhador, pela institui\u00e7\u00e3o destinat\u00e1ria dos recursos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O decreto informa ainda que a portabilidade poder\u00e1 ser cancelada, a qualquer tempo, por solicita\u00e7\u00e3o do trabalhador. O cancelamento ser\u00e1 efetivado no m\u00eas imediatamente posterior \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o, na hip\u00f3tese de esta ter sido realizada com anteced\u00eancia m\u00ednima de cinco dias \u00fateis da data do cr\u00e9dito dos valores; e no segundo m\u00eas ap\u00f3s a solicita\u00e7\u00e3o, em outras hip\u00f3teses. A portabilidade poder\u00e1 ser objeto de acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva. O decreto ainda destaca que o descumprimento das condi\u00e7\u00f5es para a portabilidade ensejar\u00e1 a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que mantiverem as contas de pagamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ato do ministro de Estado do Trabalho e Emprego poder\u00e1 dispor sobre as condi\u00e7\u00f5es de operacionaliza\u00e7\u00e3o da portabilidade. Al\u00e9m disso, os arranjos de pagamento observar\u00e3o normas previstas na regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O decreto informa ainda que s\u00e3o vedados quaisquer programas de recompensa que envolvam opera\u00e7\u00f5es de cashback, aquelas que envolvam programa de recompensas em que o consumidor receba de volta, em dinheiro, parte do valor pago ao adquirir produto ou contratar servi\u00e7o, ap\u00f3s o pagamento integral \u00e0 empresa fornecedora ou prestadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/mercados\/brasil-e-politica\/noticia\/2023\/08\/31\/decreto-presidencial-retoma-portabilidade-do-vale-refeio-aps-mp-caducar.ghtml\">https:\/\/valorinveste.globo.com\/mercados\/brasil-e-politica\/noticia\/2023\/08\/31\/decreto-presidencial-retoma-portabilidade-do-vale-refeio-aps-mp-caducar.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IBS e da CBS: Proje\u00e7\u00e3o deve ser conjugada com valores constitucionais<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/08\/2023&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de agosto, o Minist\u00e9rio da Fazenda publicou nota t\u00e9cnica em que apresentou as estimativas do governo para as al\u00edquotas-padr\u00e3o do IBS e CBS, os novos tributos que ser\u00e3o criados, uma vez aprovada a reforma tribut\u00e1ria do consumo. O documento foi dividido em tr\u00eas partes: na primeira, apresentou as principais mudan\u00e7as que se pretende implement ar com a PEC 45; na segunda a al\u00edquota-padr\u00e3o atual da tributa\u00e7\u00e3o do consumo no Brasil; e na terceira as \u201cestimativas das al\u00edquotas-padr\u00e3o que resultar\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o do novo modelo de tributa\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O documento reconhece a dificuldade de se estimar com precis\u00e3o a al\u00edquota-padr\u00e3o do IBS e da CBS, na medida em que tal empreitada depende de diversos fatores \u2013 desde a arrecada\u00e7\u00e3o do imposto seletivo at\u00e9 o grau de conformidade com o novo sistema. No centro desse debate, no entanto, indubitavelmente est\u00e1 o rol de bens e servi\u00e7os beneficiados com a al\u00edquota reduzida no novo regime. Tanto assim que se considera a extens\u00e3o dessa lista, ao lado do hiato de conformidade, como o aspecto central a determinar a maior ou menor al\u00edquota final do IBS e da CBS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, as proje\u00e7\u00f5es iniciam com um cen\u00e1rio-base, em que inexiste qualquer tratamento diferenciado, com exce\u00e7\u00e3o do Simples Nacional, da Zona Franca de Manaus e dos regimes espec\u00edficos \u201cde car\u00e1ter t\u00e9cnico\u201d previstos no artigo 156-A, par\u00e1grafo 5\u00ba, inciso V da PEC.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado seria uma al\u00edquota-padr\u00e3o de 20,73%, na hip\u00f3tese em que o hiato de conformidade seja de 10% (fact\u00edvel), e de 22,02%, no caso em que tal hiato seja de 15% (conservador).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir disso, foram agregados elementos de favorecimento de al\u00edquotas em grupos de bens e servi\u00e7os, considerando-se al\u00edquotas reduzidas em 50%, como proposto na segunda vers\u00e3o do substitutivo \u00e0 PEC 45 e apresentado pela C\u00e2mara dos Deputados no final de junho, e al\u00edquotas reduzidas em 60%, al\u00e9m da al\u00edquota zero para os bens integrantes da Cesta B\u00e1sica Nacional de Alimentos, da forma como restou na vers\u00e3o final que seguiu para o Senado Federal. O resultado foi a apresenta\u00e7\u00e3o de sete cen\u00e1rios, al\u00e9m do cen\u00e1rio-base.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os sete cen\u00e1rios, aquele que possui a al\u00edquota mais elevada seria o que preserva a reda\u00e7\u00e3o atual da PEC, com uma lista extensa de bens e servi\u00e7os com al\u00edquotas reduzidas, ao lado da al\u00edquota zero sobre bens da Cesta B\u00e1sica Nacional de Alimentos \u2013 25,45 e 27%, nos cen\u00e1rios fact\u00edvel e conservador, respectivamente. De outro lado, ao analisar o incremento que cada categoria beneficiada traz para a al\u00edquota-padr\u00e3o, indica que os insumos e produtos agropecu\u00e1rios e os bens da cesta b\u00e1sica s\u00e3o aqueles que geram maior impacto. A conclus\u00e3o, no documento, \u00e9 que tais dados \u201ceventualmente poder\u00e3o ser \u00fateis para que o Congresso Nacional avalie o custo e o benef\u00edcio de diferentes alternativas de tra tamento favorecido, no \u00e2mbito da reforma da tributa\u00e7\u00e3o do consumo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, tais elementos s\u00e3o relevantes e merecem considera\u00e7\u00e3o atenta do Senado Federal, que agora analisa o texto da PEC. Contudo, \u00e9 um equ\u00edvoco situar tal an\u00e1lise t\u00e3o somente em elementos econ\u00f4micos: a reforma que se pretende n\u00e3o ocorre descontextualizada dos valores constitucionalmente postos; \u00e9 importante lembrar que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 a servi\u00e7o apenas da efici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estabelecida essa premissa, penso que a decis\u00e3o pela extens\u00e3o da lista com bens e servi\u00e7os favorecidos com al\u00edquotas reduzidas n\u00e3o pode se dar apenas pela considera\u00e7\u00e3o dos impactos na al\u00edquota final do IBS\/CBS. Esse debate passa pela repercuss\u00e3o que al\u00edquotas majoradas sobre bens e servi\u00e7os essenciais ter\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o como um todo e na preserva\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios como o m\u00ednimo existencial e a realiza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a distributiva tamb\u00e9m pelas m\u00e3os do sistema tribut\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo recente do Banco Mundial mostrou que a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas em 50% resultaria em aumento significativo no pre\u00e7o de bens como arroz, feij\u00e3o, frutas e legumes. Isso porque tais bens, hoje, possuem carga tribut\u00e1ria ainda menor do que o benef\u00edcio ent\u00e3o previsto na reda\u00e7\u00e3o do segundo substitutivo \u00e0 PEC 45. Da\u00ed, portanto, a necessidade de se assegurar al\u00edquotas efetivamente baixas para tais bens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, ainda que se desconsidere essa an\u00e1lise e se argumente que os benef\u00edcios hoje existentes n\u00e3o alcan\u00e7am a popula\u00e7\u00e3o porque pouco reverberam nos pre\u00e7os, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o aumento da carga tribut\u00e1ria ser\u00e1 repassado ao consumidor final, com consequ\u00eancias sobre a capacidade de compra da popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel \u2013 especialmente mulheres negras. Al\u00e9m disso, pode favorecer o consumo de alimentos ultraprocessados, notoriamente nocivos \u00e0 sa\u00fade e cujas cargas tribut\u00e1rias seriam reduzidas nesse mesmo cen\u00e1rio \u2013 leite fermentado e iogurte foram exemplos aventados nesse mesmo estudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Disso conclui-se que o Minist\u00e9rio da Fazenda poderia dar um passo mais ousado na avalia\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas padr\u00e3o do IBS e da CBS: uma hip\u00f3tese seria convergir essa an\u00e1lise econ\u00f4mica com as demandas de justi\u00e7a inerentes \u00e0 nossa Constitui\u00e7\u00e3o. Isso implicaria partir da considera\u00e7\u00e3o de que a tributa\u00e7\u00e3o favorecida &#8211; e, em alguns casos, reduzida a zero &#8211; de alimentos in natura e minimamente processados, bens de higiene pessoal (inclusive e necessariamente bens de higiene menstrual) e servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o \u00e9 pe\u00e7a fundamental para a constru\u00e7\u00e3o de um sistema tribut\u00e1rio mais justo. Especialmente porque a devolu\u00e7\u00e3o dos tributos, o denominado cashback, n\u00e3o alcan\u00e7ar\u00e1 toda a popula\u00e7\u00e3o que dele necessita \u2013 a diversidade regional na renda per capita \u00e9 ilustrativa dessa quest\u00e3o e da necessidade de combinarmos mecanismos de mitiga\u00e7\u00e3o da regressividade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nota t\u00e9cnica elaborada pelo Minist\u00e9rio da Fazenda esclarece pontos importantes sobre a PEC e a formata\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas poss\u00edveis. Contudo, o debate est\u00e1 posto de modo apenas parcial: ainda que n\u00e3o seja desej\u00e1vel uma al\u00edquota demasiadamente elevada, igualmente n\u00e3o seria aceit\u00e1vel que uma al\u00edquota menor fosse poss\u00edvel \u00e0s custas da majora\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de bens e servi\u00e7os essenciais, com implica\u00e7\u00f5es negativas nas camadas mais pobres da nossa sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2023\/08\/aliquota-padrao-do-ibs-e-da-cbs-projecao-deve-ser-conjugada-com-valores-constitucionais.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2023\/08\/aliquota-padrao-do-ibs-e-da-cbs-projecao-deve-ser-conjugada-com-valores-constitucionais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Setor de turismo reclama por mudan\u00e7as no texto da Reforma Tribut\u00e1ria<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de turismo clama pela inclus\u00e3o das demais atividades do segmento que o comp\u00f5e no rol de al\u00edquotas diferenciadas previsto no texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45\/2019, que trata da atividades na Reforma Tribut\u00e1ria. Na pr\u00e1tica, se for aprovado nos moldes atuais, o texto que tramita no Senado vai gerar um desequil\u00edbrio dos atores da cadeia do turismo, que ainda est\u00e3o se recuperando dos preju\u00edzos decorrentes do per\u00edodo pand\u00eamico, como ag\u00eancias de viagem, empresas de feiras e eventos e cruzeiros mar\u00edtimos. Por pertencerem ao setor de servi\u00e7os, praticamente n\u00e3o det\u00e9m de insumos para aproveitar cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, portanto, absorveriam praticamente a al\u00edquota de forma integral.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>TUTU)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de turismo clama pela inclus\u00e3o das demais atividades do segmento que o comp\u00f5e no rol de al\u00edquotas diferenciadas previsto no texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45\/2019, que trata das atividades na Reforma Tribut\u00e1ria. Na pr\u00e1tica, se for aprovado nos moldes atuais, o texto que tramita no Senado vai gerar um desequil\u00edbrio dos atores da cadeia do turismo, que ainda est\u00e3o se recuperando dos preju\u00edzos decorrentes do per\u00edodo pand\u00eamico, como ag\u00eancias de viagem, empresas de feiras e eventos e cruzeiros mar\u00edtimos. Por pertencerem ao setor de servi\u00e7os, praticamente n\u00e3o det\u00e9m de insumos para aproveitar cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, portanto, absorveriam praticamente a al\u00edquota de forma integral.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme Dietze, coordenador do Conselho de Turismo, enfatizou a perda de competitividade que o setor de turismo ter\u00e1 com a proposta de aumentar os impostos do setor de cerca de 8% para 25%. \u201cIsso vai tornar o Brasil como um destino menos competitivo no turismo dom\u00e9stico e internacional\u201d, comentou em reuni\u00e3o do Conselho de Turismo da FecomercioSP.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Regimes espec\u00edficos&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns segmentos de turismo foram inclu\u00eddos na PEC garantindo o direito a regimes tribut\u00e1rios espec\u00edficos. S\u00e3o eles: servi\u00e7os de hotelaria, parques de divers\u00e3o e tem\u00e1ticos, restaurantes, bares e avia\u00e7\u00e3o regional. O benef\u00edcio, entretanto, n\u00e3o foi estendido a todo o setor. Ficaram de fora as ag\u00eancias de viagem, feiras e eventos, e cruzeiros mar\u00edtimos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs servi\u00e7os e todas as atividades tur\u00edsticas t\u00eam uma realidade diferente e, se isso n\u00e3o for levado em considera\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o mais tributados que qualquer outro setor. N\u00e3o se trata de benef\u00edcio ao setor de servi\u00e7os, \u00e9 quest\u00e3o de isonomia, pois se houver a aplica\u00e7\u00e3o da mesma al\u00edquota da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio, o servi\u00e7o ter\u00e1 uma carga final mais elevada\u201d, explicou Sarina Manata, assessora jur\u00eddica do Conselho de Assuntos Tribut\u00e1rios no encontro mensal com executivo do trade de turismo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A FecomercioSP defende a necessidade de aprimoramento no sistema tribut\u00e1rio atual, desde que n\u00e3o acarrete aumento de carga tribut\u00e1ria, sob pena de reduzir a oferta de empregos, e at\u00e9 inviabilizar a manuten\u00e7\u00e3o das atividades tur\u00edsticas relevantes \u00e0 economia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em tramita\u00e7\u00e3o no Senado, o texto da Reforma trar\u00e1 complexidade significativa \u00e0s empresas, principalmente as do setor de servi\u00e7os \u2014 respons\u00e1vel por mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e por cerca de 60% dos empregos formais. Na perspectiva da FecomercioSP, o principal dilema da proposta \u00e9 o aumento consider\u00e1vel da carga tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>LIMITE DE CARGA TRIBUT\u00c1RIA&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A promessa inicial do governo de que o novo sistema tribut\u00e1rio ser\u00e1 fiscalmente neutro n\u00e3o se comprova. O fato \u00e9 que setor de servi\u00e7os vai ter a carga aumentada se o texto permanecer nos moldes atuais. N\u00e3o h\u00e1 garantias efetivas de que a carga tribut\u00e1ria total n\u00e3o suba. O que se pretende \u00e9 garantir que a carga tribut\u00e1ria total n\u00e3o seja maior do que a atual, mas isso n\u00e3o assegura que alguns setores sejam beneficiados, outros prejudicados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme Dietze, coordenador do Conselho de Turismo, enfatizou a perda de competitividade que o setor de turismo ter\u00e1 com a proposta de aumentar os impostos do setor de cerca de 8% para 25%. \u201cIsso vai tornar o Brasil como um destino menos competitivo no turismo dom\u00e9stico e internacional\u201d, comentou em reuni\u00e3o do Conselho de Turismo da FecomercioSP.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.fecomercio.com.br\/noticia\/setor-de-turismo-reclama-por-mudancas-no-texto-da-reforma-tributaria\">https:\/\/www.fecomercio.com.br\/noticia\/setor-de-turismo-reclama-por-mudancas-no-texto-da-reforma-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Senado Aprova: voto de desempate pr\u00f3-governo no Carf \u00e9 destaque<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio aprovou esta semana o projeto de lei que restabelece o voto de desempate a favor do governo nas decis\u00f5es do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O texto (PL 2.384\/2023), que veio da C\u00e2mara dos Deputados, n\u00e3o foi modificado e segue para san\u00e7\u00e3o presidencial. O Carf \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda que decide as disputas tribut\u00e1rias entre os contribuintes e a Receita Federal. J\u00e1 a Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) aprovou, em turno suplementar, o projeto\u202fque cria o Programa Nacional de Cr\u00e9dito ao Jovem Empreendedor. O PL 678\/2019 segue para a C\u00e2mara dos Deputados, caso n\u00e3o haja recurso para vota\u00e7\u00e3o em Plen\u00e1rio. Assista ao v\u00eddeo com esses e outros destaques das decis\u00f5es do Senado na semana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/noticias\/videos\/2023\/09\/senado-aprova-voto-de-desempate-pro-governo-no-carf-e-destaque#:~:text=O%20Plen%C3%A1rio%20aprovou%20esta%20semana,e%20segue%20para%20san%C3%A7%C3%A3o%20presidencial.\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/noticias\/videos\/2023\/09\/senado-aprova-voto-de-desempate-pro-governo-no-carf-e-destaque#:~:text=O%20Plen%C3%A1rio%20aprovou%20esta%20semana,e%20segue%20para%20san%C3%A7%C3%A3o%20presidencial.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>EFD-Reinf: entenda como ficam as informa\u00e7\u00f5es das comiss\u00f5es de cart\u00e3o de cr\u00e9dito<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de setembro as pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas devem se atentar \u00e0s novas obrigatoriedades da Escritura\u00e7\u00e3o Fiscal Digital de Reten\u00e7\u00f5es e Outras Informa\u00e7\u00f5es Fiscais (EFD-Reinf).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as principais mudan\u00e7as est\u00e1 a necessidade de envio dos eventos da s\u00e9rie R-4000, relativos aos tributos federais retidos na fonte, o que inclui informa\u00e7\u00f5es de comiss\u00f5es pagas a operadoras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a contadora e professora, Cyntia Aguiar, a partir de agora a informa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser prestada mensalmente, tanto pelo prestador, quanto pelo tomador de servi\u00e7o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA administradora do cart\u00e3o de cr\u00e9dito prestar\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es pelo evento R-4080 de auto reten\u00e7\u00e3o, j\u00e1 o tomador pelo evento R-4020\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a especialista, as administradoras devem informar os extratos mensais aos contratantes. \u201cOs valores ser\u00e3o informados conforme identificado nos extratos, contendo o valor bruto e valores retidos.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista explica que a EFD-Reinf concentra as informa\u00e7\u00f5es na matriz, portanto o valor a ser destacado \u00e9 o do estabelecimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos em que houver Cadastro Nacional de Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ) de institui\u00e7\u00f5es diferentes, os valores dever\u00e3o ser informados em cada CNPJ, conforme extrato.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s notas fiscais sem reten\u00e7\u00e3o, a obrigatoriedade do preenchimento das informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o valer\u00e1 para todos os casos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara os servi\u00e7os tomados sem obrigatoriedade de reten\u00e7\u00e3o, as informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o precisar\u00e3o ser prestadas na EFD-Reinf. Por\u00e9m para os casos em que h\u00e1 a obrigatoriedade, mas o valor foi dispensado por estar abaixo de R$ 10, a informa\u00e7\u00e3o deve ser prestada\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>EFD-Reinf&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A transmiss\u00e3o da s\u00e9rie R-4000 poder\u00e1 ser feita a partir do dia 21 de setembro de 2023, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1\u00ba de setembro de 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A obriga\u00e7\u00e3o deve ser entregue mensalmente at\u00e9 o dia 15 do m\u00eas subsequente aos fatos geradores. Nos casos em que o prazo cair em finais de semana ou feriados, a entrega deve ser antecipada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/61164\/efd-reinf-comissoes-de-cartoes-devem-ser-informadas-mensalmente\/\">https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/61164\/efd-reinf-comissoes-de-cartoes-devem-ser-informadas-mensalmente\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prefeituras tentam acesso a bilh\u00f5es de reais esquecidos de contas banc\u00e1rias de pessoas que j\u00e1 morreram<\/strong>&nbsp;<br>Data: 03\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os munic\u00edpios poder\u00e3o ter acesso a mais de R$ 2 bilh\u00f5es \u201cabandonados\u201d. O valor est\u00e1 em 4,7 milh\u00f5es de contas banc\u00e1rias de pessoas que j\u00e1 morreram e n\u00e3o teriam herdeiros. Nesses casos, a legisla\u00e7\u00e3o permite que os valores sejam direcionados aos munic\u00edpios onde essas pessoas moravam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre tais recursos est\u00e3o montantes n\u00e3o resgatados por meio do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Valores a Receber (SVR), lan\u00e7ado pelo Banco Central (Bacen) em junho de 2022, com a estimativa de devolver R$ 8 bilh\u00f5es aos brasileiros. O encaminhamento de heran\u00e7a jacente aos munic\u00edpios \u00e9 autorizado pelos artigos 1.819 a 1.823 do C\u00f3digo Civil e 1.142 a 1.158 do C\u00f3digo Processo Civil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar resolver o problema, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Secretarias de Finan\u00e7as das Capitais (Abrasf) enviou recentemente um of\u00edcio ao Bacen pedindo acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es dessas contas em que as mortes foram verificadas no cadastro da Receita Federal. A entidade pede a rela\u00e7\u00e3o por CPF e por institui\u00e7\u00f5es financeiras, al\u00e9m do n\u00famero das contas correntes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia, para evitar milh\u00f5es de processos judiciais, \u00e9 cada munic\u00edpio ajuize uma a\u00e7\u00e3o judicial para a publica\u00e7\u00e3o de um edital de convoca\u00e7\u00e3o de eventuais herdeiros, segundo o assessor jur\u00eddico da Abrasf, Ricardo Almeida. Se n\u00e3o aparecerem, em at\u00e9 um ano, os valores poder\u00e3o ser declarados vacantes e transferidos para os cofres das prefeituras onde essas pessoas que morreram moravam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ricardo Almeida, a associa\u00e7\u00e3o fez uma reuni\u00e3o com representantes do Banco Central na segunda-feira passada para tratar do tema. \u201cFoi uma reuni\u00e3o muito positiva. Todos t\u00eam interesse em resolver essa quest\u00e3o. At\u00e9 porque os bancos n\u00e3o podem usar esse dinheiro e j\u00e1 houve duas tentativas de encontrar herdeiros dos titulares dessas contas\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Almeida \u201cn\u00e3o tem sentido esse dinheiro ficar parado nos bancos, se ele pode ser revertido em pol\u00edticas p\u00fablicas promovidas pelos munic\u00edpios, na inexist\u00eancia de herdeiros\u201d. Ele acrescenta que o cruzamento dos dados requeridos ao Bacen pode resultar ainda na identifica\u00e7\u00e3o de bens pass\u00edveis de apropria\u00e7\u00e3o em execu\u00e7\u00f5es fiscais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o presidente da Abrasf, Rodrigo Fantinel, \u201ca busca de fontes alternativas de receita \u00e9 constante, visto que os munic\u00edpios sofrem uma press\u00e3o muito forte por melhores servi\u00e7os e os recursos t\u00eam sido, cada vez mais, centralizados na Uni\u00e3o\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa do Banco Central informou que o of\u00edcio est\u00e1 sob an\u00e1lise.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/03\/prefeituras-tentam-acesso-a-bilhoes-de-reais-esquecidos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/03\/prefeituras-tentam-acesso-a-bilhoes-de-reais-esquecidos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Retorno de mercadoria: aten\u00e7\u00e3o para novos eventos na nota fiscal e no CT-e<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Qual \u00e9 a mudan\u00e7a no retorno de mercadoria n\u00e3o entregue no destino?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados e o Distrito Federal concordaram em mudar a forma do procedimento fiscal atual para entrega de mercadorias. Com isso, o Confaz (Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria), publicou os Ajustes Sinief 50 e 58 de 2022, onde cria o \u201cinsucesso na entrega da NF-e ou do CT-e\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A novidade refere-se ao retorno de mercadoria n\u00e3o entregue ao destinat\u00e1rio por diversos motivos como, por exemplo, a recusa no recebimento do item.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que, at\u00e9 ent\u00e3o, nestes casos, a indica\u00e7\u00e3o era feita no verso do documento fiscal, citando o motivo pelo qual a mercadoria estava retornando \u00e0 origem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mudan\u00e7a, ser\u00e1 necess\u00e1rio que os contribuintes de ICMS (Imposto de Circula\u00e7\u00e3o sobre Mercadorias e Servi\u00e7os) providenciem a formaliza\u00e7\u00e3o destas opera\u00e7\u00f5es por meio de eventos, seja na NF-e ou no CT-e, declarando os motivos que impediram a conclus\u00e3o do servi\u00e7o de transporte e a entrega da mercadoria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quais s\u00e3o os novos eventos criados para o retorno de mercadoria?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira a seguir quais s\u00e3o os novos eventos inclu\u00eddos aos Ajustes Sinef n\u00ba 07\/2005 (que trata da NF-e) e ao Ajuste 09\/2007 (que trata do CT-e):&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Insucesso na Entrega da NF-e Registro da impossibilidade da entrega da mercadoria, pelo remetente, mediante a declara\u00e7\u00e3o dos motivos que impediram a conclus\u00e3o do servi\u00e7o de transporte; Inciso XXIV da cl\u00e1usula D\u00e9cima Quinta-A, ao Ajuste 07\/05, na reda\u00e7\u00e3o do Ajuste 58\/222&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cancelamento do Insucesso na Entrega da NF-e Registro de que houve o cancelamento do registro de insucesso na entrega da mercadoria pelo remetente; Inciso XXV da cl\u00e1usula D\u00e9cima Quinta-A ao Ajuste 07\/05, na reda\u00e7\u00e3o do Ajuste 58\/222&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Insucesso na Entrega do CT-e Registro da impossibilidade da entrega da mercadoria, pelo transportador, mediante a declara\u00e7\u00e3o dos motivos que impediram a conclus\u00e3o do servi\u00e7o de transporte; \u00a7 1\u00ba inciso XXIII da cl\u00e1usula D\u00e9cima Oitava-A do Ajuste 09\/2007,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>na reda\u00e7\u00e3o do Ajuste 50\/222&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inciso XXVI da cl\u00e1usula D\u00e9cima Quinta-A, ao Ajuste 07\/05, na reda\u00e7\u00e3o do Ajuste 58\/222&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cancelamento do Insucesso na Entrega do CT-e, registro de que houve o cancelamento do registro de insucesso na entrega da mercadoria pelo transportador.\u201d; \u00a7 1\u00ba, inciso XXIV da cl\u00e1usula D\u00e9cima Oitava-A do Ajuste 09\/207, na reda\u00e7\u00e3o do Ajuste 50\/222&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inciso XXVII da cl\u00e1usula D\u00e9cima Quinta-A, ao Ajuste 07\/05, na reda\u00e7\u00e3o do Ajuste 58\/222&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a mudan\u00e7a entra em vigor?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a no retorno de mercadoria entrou em vigor no dia 1\u00ba de fevereiro de 2023. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante destacar que o novo evento faz parte do CT-e, vers\u00e3o 4.00, que j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel para o contribuinte e se tornar\u00e1 obrigat\u00f3rio a partir de fevereiro de 2024, quando a vers\u00e3o 3.00 n\u00e3o poder\u00e1 mais ser utilizada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.contadores.cnt.br\/noticias\/empresariais\/2023\/09\/04\/retorno-de-mercadoria-atencao-para-novos-eventos-na-nota-fiscal-e-no-ct-e.html\">https:\/\/www.contadores.cnt.br\/noticias\/empresariais\/2023\/09\/04\/retorno-de-mercadoria-atencao-para-novos-eventos-na-nota-fiscal-e-no-ct-e.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cooperativas e associa\u00e7\u00f5es de recicl\u00e1veis recebem incentivo tribut\u00e1rio no Paran\u00e1<\/strong>&nbsp;<br>Data: 30\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda e da Receita Estadual do Paran\u00e1, anunciou uma medida para apoiar e fortalecer o setor de reciclagem e suas organiza\u00e7\u00f5es de base. Por meio do Decreto n\u00b0 3294\/2023, assinado nesta ter\u00e7a-feira (29) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, as cooperativas e associa\u00e7\u00f5es de catadores de material recicl\u00e1vel podem agora usufruir de diferimento do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) em vendas a empresas enquadradas no Simples Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O diferimento \u00e9 uma pr\u00e1tica fiscal que adia o pagamento do imposto em opera\u00e7\u00f5es internas, realizadas dentro do Estado, para uma etapa posterior da cadeia de suprimentos. Normalmente, quando uma empresa vende um produto ou material, ela precisa recolher o ICMS imediatamente ao governo estadual. Com a altera\u00e7\u00e3o, as cooperativas e associa\u00e7\u00f5es de catadores t\u00eam permiss\u00e3o para que o pagamento do tributo seja feito em uma fase posterior da cadeia de suprimentos, quando o material for efetivamente usado ou processado pelas empresas compradoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o diferimento, ao aliviar a carga tribut\u00e1ria para as organiza\u00e7\u00f5es envolvidas na coleta e reciclagem, \u00e9 ben\u00e9fico pois confere \u00e0 atividade mais flexibilidade financeira e permite que sejam feitos investimentos em melhorias nas opera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O diferimento n\u00e3o \u00e9 considerado um benef\u00edcio fiscal. Em vez disso, \u00e9 uma t\u00e9cnica de arrecada\u00e7\u00e3o que otimiza as fun\u00e7\u00f5es do Fisco, j\u00e1 que facilita a fiscaliza\u00e7\u00e3o e a arrecada\u00e7\u00e3o de tributos, sem dispensar o pagamento do imposto, como ocorre com a isen\u00e7\u00e3o ou a n\u00e3o incid\u00eancia. Dessa forma, as altera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m n\u00e3o resultam em ren\u00fancia de receita para o Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Roberto Tizon, diretor da Receita Estadual do Paran\u00e1, enfatiza que a medida \u00e9 importante para garantir que as cooperativas e associa\u00e7\u00f5es de catadores tenham recursos para atualizar opera\u00e7\u00f5es, adquirir equipamentos modernos e oferecer condi\u00e7\u00f5es de trabalho mais seguras e eficientes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA altera\u00e7\u00e3o permite viabilidade econ\u00f4mica para investimentos na moderniza\u00e7\u00e3o das suas opera\u00e7\u00f5es, tendo em conta que estas envolvem aspectos sociais, econ\u00f4micos e ambientais, t\u00e3o importantes para a sociedade como um todo\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As associa\u00e7\u00f5es e cooperativas tamb\u00e9m n\u00e3o conseguem utilizar o ICMS que recolhem como cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, uma vez que os materiais j\u00e1 foram tributados ao longo da cadeia de suprimentos. O uso de cr\u00e9ditos \u00e9 um mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o, que, quando poss\u00edvel, permite abater o valor de impostos a serem recolhidos na opera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, tendo em vista que as empresas enquadradas no Simples Nacional s\u00f3 podem utilizar o cr\u00e9dito do ICMS no limite imposto pelo regime especial de tributa\u00e7\u00e3o, a comercializa\u00e7\u00e3o das cooperativas com essas empresas n\u00e3o era economicamente atrativa. Com o diferimento, todo o segmento e a finalidade da reciclagem passam a ser incentivados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade de coleta e reciclagem de materiais \u00e9 um pilar da economia circular, exercida primordialmente por pessoas de baixa renda. A altera\u00e7\u00e3o na regra do ICMS, portanto, tem um componente de benef\u00edcio social, na medida em que promove a melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de vida das comunidades envolvidas com coleta e reciclagem. Al\u00e9m disso, ao promover a reutiliza\u00e7\u00e3o de recursos, tamb\u00e9m reduz a demanda por mat\u00e9rias-primas e contribui para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o do Governo do Paran\u00e1 refor\u00e7a um compromisso com o aspecto social da atua\u00e7\u00e3o fiscal e reconhece a import\u00e2ncia dos setores beneficiados, n\u00e3o apenas para o desenvolvimento econ\u00f4mico do Estado, mas tamb\u00e9m para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e o bem-estar das comunidades locais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Noticia\/Cooperativas-e-associacoes-de-reciclaveis-recebem-incentivo-tributario-no-Parana#:~:text=Receita%20Estadual-,Cooperativas%20e%20associa%C3%A7%C3%B5es%20de%20recicl%C3%A1veis%20recebem%20incentivo%20tribut%C3%A1rio%20no%20Paran%C3%A1,e%20suas%20organiza%C3%A7%C3%B5es%20de%20base.\">https:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Noticia\/Cooperativas-e-associacoes-de-reciclaveis-recebem-incentivo-tributario-no-Parana#:~:text=Receita%20Estadual-,Cooperativas%20e%20associa%C3%A7%C3%B5es%20de%20recicl%C3%A1veis%20recebem%20incentivo%20tribut%C3%A1rio%20no%20Paran%C3%A1,e%20suas%20organiza%C3%A7%C3%B5es%20de%20base.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ITBI n\u00e3o incide sobre cess\u00e3o de direitos anterior ao registro imobili\u00e1rio<\/strong>&nbsp;<br>Data: 30\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A escritura p\u00fablica de compra e venda \u00e9 suficiente para a transfer\u00eancia efetiva do im\u00f3vel no registro imobili\u00e1rio. Assim, somente \u00e9 devido o pagamento do Imposto sobre a Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) referente \u00e0 compra e venda, n\u00e3o podendo haver cobran\u00e7a desse mesmo tributo sobre cess\u00e3o anterior de direitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 1\u00aa Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal condenou o governo distrital a restituir R$ 30,8 mil de ITBI pagos a mais pelos pais da cession\u00e1ria de um im\u00f3vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pais firmaram a promessa de compra e venda de im\u00f3vel com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF). Mas, antes de fazerem a escritura p\u00fablica de compra e venda, eles cederam os direitos sobre o im\u00f3vel para a filha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0 cess\u00e3o, a escritura p\u00fablica de compra e venda foi formalizada diretamente entre a filha e a Codhab. Mais tarde, o governo do DF cobrou o ITBI tanto pelo registro da propriedade quanto pela cess\u00e3o anterior dos direitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau condenou o governo a restituir o pagamento excessivo relativo \u00e0 cobran\u00e7a do ITBI pela cess\u00e3o. Em recurso, o ente federativo argumentou que a legisla\u00e7\u00e3o local elege como contribuintes tanto os cession\u00e1rios quanto os adquirentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Rita de C\u00e1ssia de Cerqueira Lima Rocha, relatora do caso, lembrou de decis\u00e3o de repercuss\u00e3o geral na qual o Supremo Tribunal Federal concluiu que o fato gerador do ITBI s\u00f3 ocorre com a transfer\u00eancia efetiva do im\u00f3vel no cart\u00f3rio de registro de im\u00f3veis. A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a segue o mesmo entendimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tributarista Wilson Sahade, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Lecir Luz e Wilson Sahade Advogados, explica que a obriga\u00e7\u00e3o de pagamento do imposto surge &#8220;quando a escritura p\u00fablica \u00e9 registrada no cart\u00f3rio&#8221;. Ou seja, o registro imobili\u00e1rio \u00e9 o fato gerador do ITBI.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 0748038-16.2022.8.07.0016&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-ago-30\/itbi-nao-incide-cessao-anterior-registro-imobiliario#:~:text=A%20escritura%20p%C3%BAblica%20de%20compra,sobre%20cess%C3%A3o%20anterior%20de%20direitos.\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-ago-30\/itbi-nao-incide-cessao-anterior-registro-imobiliario#:~:text=A%20escritura%20p%C3%BAblica%20de%20compra,sobre%20cess%C3%A3o%20anterior%20de%20direitos.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a paulista suspende cobran\u00e7as de ITBI<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo tem suspendido cobran\u00e7as de ITBI feitas por prefeituras, incluindo a da capital, em casos em que o contribuinte n\u00e3o teria sido chamado a participar de processo administrativo de avalia\u00e7\u00e3o do valor do im\u00f3vel. A defini\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante porque determina a base de c\u00e1lculo do imposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A disputa surgiu ap\u00f3s o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ter definido, em fevereiro do ano passado, que o ITBI deve recair sobre o valor de mercado do im\u00f3vel &#8211; e n\u00e3o sobre o valor venal do IPTU ou o de refer\u00eancia, que \u00e9 presumido pelo Fisco com base em estimativas de mercado (REsp 1937821).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNormalmente, s\u00e3o maiores que o valor da transa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o advogado Eduardo Natal, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Natal &amp; Manssur, destacando que o ITBI, que varia entre 2% e 3% sobre o valor de venda, tem peso significativo na receita das prefeituras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na cidade de S\u00e3o Paulo, por exemplo, foram arrecadados R$ 3,2 bilh\u00f5es no ano de 2022 &#8211; equivalente a 6,7% dos R$ 47,7 bilh\u00f5es com impostos, taxas e contribui\u00e7\u00f5es. As autua\u00e7\u00f5es de ITBI, no mesmo ano, somaram R$ 167,1 milh\u00f5es. O montante inclui o valor do tributo mais multa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter sido proferida em recurso repetitivo, a decis\u00e3o do STJ n\u00e3o estancou as disputas sobre a base de c\u00e1lculo do imposto &#8211; exigido pelos munic\u00edpios em opera\u00e7\u00f5es de compra e venda de im\u00f3veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que tem acontecido, relatam advogados, \u00e9 que, na esteira da decis\u00e3o do STJ, os contribuintes t\u00eam recolhido o imposto com base no valor de mercado do im\u00f3vel. Prefeituras, como a de S\u00e3o Paulo, no entanto, tem discordado do pre\u00e7o declarado e exigido a diferen\u00e7a do imposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fazem isso, dizem, com base em procedimento de arbitramento do valor do im\u00f3vel. O problema, acrescentam tributaristas, \u00e9 que o contribuinte n\u00e3o tem sido chamado a participar desse processo administrativo. Isso tem levado a Justi\u00e7a a suspender ou cancelar autua\u00e7\u00f5es fiscais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Prefeitura de S\u00e3o Paulo, por exemplo, pode e deve fiscalizar. O problema \u00e9 que est\u00e1 autuando os contribuintes de maneira arbitr\u00e1ria e contr\u00e1ria \u00e0 lei porque n\u00e3o est\u00e1 concedendo o direito ao contradit\u00f3rio\u201d, afirma o advogado Vinicius de Barros, do escrit\u00f3rio Teixeira Fortes, que atuou para um cliente nessa situa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Eduardo Natal, isso tamb\u00e9m tem ocorrido em outras capitais. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel desconsiderar a boa-f\u00e9 na opera\u00e7\u00e3o sem que se d\u00ea ao contribuinte o direito pr\u00e9vio de justificar o pre\u00e7o praticado\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em um caso analisado em agosto pela Justi\u00e7a paulista, o contribuinte declarou a venda do im\u00f3vel em R$ 838 mil e recolheu cerca de R$ 26,1 mil de imposto. A prefeitura o autuou. Arbitrou que o valor correto do im\u00f3vel seria de R$ 1,2 milh\u00e3o e que deveriam ter sido recolhidos R$ 36 mil de imposto. Cobrou a diferen\u00e7a e com multa. O valor total da cobran\u00e7a chega a R$ 14,7 mil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que o cliente discorda. Mas a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita administrativamente sem comunicar o contribuinte para que apresente elementos ou impugne o laudo\u201d, diz Barros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a situa\u00e7\u00e3o, a ju\u00edza Fernanda Pereira de Almeida Martins, da 9\u00aa Vara de Fazenda P\u00fablica da capital paulista, suspendeu liminarmente a cobran\u00e7a da d\u00edvida &#8211; que j\u00e1 havia sido protestada em cart\u00f3rio. Cabe recurso (processo n\u00ba 1051039-54.2023.8.26.0053).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA autora alega que n\u00e3o lhe foi dada a oportunidade de exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa em processo administrativo que resultou na apura\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a a ser paga a t\u00edtulo de ITBI, apesar de haver decis\u00e3o judicial onde se determinou o recolhimento com base no valor da transa\u00e7\u00e3o. Desta forma, como n\u00e3o se pode exigir da autora a prova de fato negativo, bem como se deve presumir a boa-f\u00e9 dos litigantes, entendo ter sido demonstrada a probabilidade do direito\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento tamb\u00e9m tem sido favor\u00e1vel ao contribuinte em casos que j\u00e1 chegaram ao Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP). Em decis\u00e3o recente, a 15\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico, por unanimidade, anulou um auto de infra\u00e7\u00e3o de R$ 40 mil contra uma empresa imobili\u00e1ria e condenou o munic\u00edpio ao pagamento de danos morais no valor de R$ 8 mil pelo protesto indevido da d\u00edvida em cart\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, desembargador Amaro Thom\u00e9, o STJ, no recurso repetitivo, estabeleceu que o valor da transa\u00e7\u00e3o declarado pelo contribuinte deve ser presumido como condizente com o valor de mercado. A declara\u00e7\u00e3o, acrescenta, s\u00f3 pode ser afastada por meio de processo administrativo pr\u00f3prio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuito embora o munic\u00edpio alegue a exist\u00eancia de procedimento pr\u00e9vio, o fato \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 qualquer elemento nos autos que indique ter havido a ado\u00e7\u00e3o de qualquer expediente tendente a apurar o valor correto, tampouco que tenha sido franqueado ao contribuinte o direito de se manifestar ou prestar os esclarecimentos necess\u00e1rios em sede administrativa, da\u00ed porque a cobran\u00e7a se mostra indevida\u201d, diz, no voto (processo n\u00ba 1066220-32.2022.8.26.0053).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Isabella Tralli, do VBD Advogados, explica que \u00e9 excepcional o procedimento de arbitramento do valor usado como base de c\u00e1lculo do imposto. O Fisco est\u00e1 autorizado a faz\u00ea-lo, pelo artigo 148 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), quando existem ind\u00edcios de omiss\u00e3o ou m\u00e1-f\u00e9 na declara\u00e7\u00e3o do contribuinte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas deve ser feito por processo regular, o que pressup\u00f5e que o contribuinte seja intimado e tenha a oportunidade para apresentar defesa, ainda que seja por peti\u00e7\u00e3o simples dizendo que discorda do c\u00e1lculo da prefeitura\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro caso analisado recentemente, o TJSP cancelou uma cobran\u00e7a do ITBI porque o contribuinte &#8211; uma empresa de empreendimentos imobili\u00e1rios &#8211; s\u00f3 tomou conhecimento de que houve um procedimento de arbitramento pela Prefeitura de S\u00e3o Paulo depois da lavratura do auto de infra\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO processo administrativo transcorreu sem que houvesse observ\u00e2ncia aos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, em flagrante ofensa ao mandamento constitucional\u201d, diz o relator, desembargador Eur\u00edpedes Faim, ao reverter uma senten\u00e7a que havia sido favor\u00e1vel ao Fisco (processo n\u00ba 1032442-71.2022.8.26.0053).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Eduardo Natal, as decis\u00f5es da Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo refletem a correta defini\u00e7\u00e3o dada ao tema pelo STJ. \u201cNa medida em que afasta o unilateral e pr\u00e9vio arbitramento fiscal em detrimento dos efetivos valores praticados na transmiss\u00e3o imobili\u00e1ria.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Valor questionou a Prefeitura de S\u00e3o Paulo sobre o motivo pelo qual os contribuintes n\u00e3o t\u00eam sido chamados a participar do processo de arbitramento. A Secretaria Municipal da Fazenda respondeu, em nota, que todo o contribuinte que recebe um auto de infra\u00e7\u00e3o de ITBI pode, dentro de 30 dias da data da notifica\u00e7\u00e3o, entrar com impugna\u00e7\u00e3o administrativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse momento, \u201cpoder\u00e1 contestar quaisquer aspectos da exig\u00eancia fiscal, inclusive a utiliza\u00e7\u00e3o do valor arbitrado como base de c\u00e1lculo, bem como apresentar avalia\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria ou quaisquer outras provas que possam dar sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0s suas alega\u00e7\u00f5es\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/04\/justica-paulista-suspende-cobrancas-de-itbi.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/04\/justica-paulista-suspende-cobrancas-de-itbi.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf valida PRL 20 em pre\u00e7os de transfer\u00eancia em caso de embalagem de medicamento<\/strong>&nbsp;<br>Data: 28\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A metologia de Pre\u00e7o de Revenda menos Lucro (PRL 20) foi adotada pelo Carf no \u00e2mbito dos pre\u00e7os de transfer\u00eancia de embalagem de medicamentos importados. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) recomenda sua ado\u00e7\u00e3o para atividades de acondicionamento de medicamentos em blisters e caixas, j\u00e1 que essas etapas n\u00e3o fazem parte do processo produtivo principal. A implementa\u00e7\u00e3o do PRL 20 em substitui\u00e7\u00e3o ao PRL 60 foi respaldada pela 1\u00aa Turma do Carf, favorecendo o contribuinte mediante crit\u00e9rios justos, com \u00eanfase no desempate pr\u00f3-contribuinte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio pr\u00e1tico, a aplica\u00e7\u00e3o do PRL 20 traz consigo vantagens significativas para o contribuinte. Isso resulta em valores inferiores sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda sobre Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). Os valores de transfer\u00eancia desempenham um papel crucial na determina\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es de IRPJ e CSLL nas transa\u00e7\u00f5es entre empresas de um conglomerado econ\u00f4mico operando em diferentes na\u00e7\u00f5es. A premissa subjacente ao uso dessa metodologia \u00e9 coibir pr\u00e1ticas que manipulem pre\u00e7os visando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria global ou \u00e0 transfer\u00eancia il\u00edcita de lucros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 9430\/96 estabeleceu que o PRL corresponderia \u00e0 m\u00e9dia aritm\u00e9tica dos valores de revenda, aplicando uma margem de lucro de 60% para bens importados destinados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e 20% para outras circunst\u00e2ncias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em um caso concreto, a ind\u00fastria farmac\u00eautica importou medicamentos a granel e os acondicionou em blisters e caixas no Brasil. O conselheiro Luis Henrique Toselli, relator do caso, sustentou que o PRL 60 se aplica apenas a produtos destinados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o abrangendo os medicamentos em quest\u00e3o. Segundo sua interpreta\u00e7\u00e3o, como n\u00e3o houve cria\u00e7\u00e3o de um novo produto, a abordagem do PRL 20 \u00e9 apropriada. Essas informa\u00e7\u00f5es foram reportadas pelo Portal Jota.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm minha perspectiva, esse processo de acondicionamento n\u00e3o altera o produto a ser revendido. Estamos falando aqui de revender aquilo que foi importado. Os medicamentos foram importados e est\u00e3o sendo comercializados como medicamentos\u201d, afirmou o conselheiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A argumenta\u00e7\u00e3o da parte demandante condiz com esse racioc\u00ednio. O advogado da empresa defendeu que o PRL 60 \u00e9 aplic\u00e1vel somente quando h\u00e1 importa\u00e7\u00e3o de insumos para a produ\u00e7\u00e3o local e subsequente revenda do novo item, o que n\u00e3o se enquadra no presente caso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma diverg\u00eancia de opini\u00f5es surgiu com a conselheira Edeli Pereira Bessa. Em seu ponto de vista, o acondicionamento dos medicamentos \u00e9 um acr\u00e9scimo ao produto, representando uma etapa crucial do processo produtivo. \u201cN\u00e3o se trata meramente de acondicionamento, mas sim de um valor agregado a esse produto. O produto n\u00e3o teria viabilidade para venda no mercado interno sem esse aprimoramento\u201d, enfatizou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este processo espec\u00edfico \u00e9 identificado pelo n\u00famero 16561.720074\/2012-92. Al\u00e9m disso, a ado\u00e7\u00e3o inteligente do PRL 20 em pre\u00e7os de transfer\u00eancia para embalagem de medicamentos \u00e9 uma abordagem estrat\u00e9gica que se alinha com as diretrizes estabelecidas pelo Carf, proporcionando vantagens tribut\u00e1rias leg\u00edtimas \u00e0s empresas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-valida-prl-20-em-precos-de-transferencia-em-caso-de-embalagem-de-medicamento-28082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-valida-prl-20-em-precos-de-transferencia-em-caso-de-embalagem-de-medicamento-28082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf decide que multa de of\u00edcio e isolada n\u00e3o devem ser aplicadas ao mesmo tempo. Para colegiado, deve ser aplicado o princ\u00edpio da consun\u00e7\u00e3o, quando a multa mais gravosa absorve a mais leve<\/strong>&nbsp;<br>Data: 29\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aplica\u00e7\u00e3o do desempate pr\u00f3-contribuinte, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a possibilidade de cobran\u00e7a cumulada das multas de of\u00edcio e isolada. Assim, o colegiado manteve seu posicionamento definido no julgamento do processo 12571.720074\/2016-46 em junho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A multa de of\u00edcio \u00e9 aplicada pelo n\u00e3o pagamento do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) no ajuste anual. J\u00e1 a multa isolada \u00e9 pela falta de recolhimento das estimativas mensais dos tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Alexandre Evaristo Pinto, defendeu o afastamento da concomit\u00e2ncia, ou seja, da cobran\u00e7a cumulada e abriu o entendimento vencedor. Para o julgador, pode ser aplicado o princ\u00edpio da consun\u00e7\u00e3o, quando a multa mais gravosa, a de of\u00edcio, absorve a mais leve, a isolada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Edeli Pereira Bessa abriu a diverg\u00eancia por entender que s\u00e3o penalidades diferentes e podem ser aplicadas ao mesmo tempo. \u201cN\u00e3o entendo a concomit\u00e2ncia como v\u00edcio, j\u00e1 que s\u00e3o duas infra\u00e7\u00f5es distintas\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do colegiado tem sido diferente da exposta pela 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior, que em junho permitiu a concomit\u00e2ncia de multas. A decis\u00e3o por cinco votos a tr\u00eas foi pelo entendimento de que as multas seriam distintas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10650.720873\/2012-83.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-decide-que-multa-de-oficio-e-isolada-nao-devem-ser-aplicadas-ao-mesmo-tempo-29082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-decide-que-multa-de-oficio-e-isolada-nao-devem-ser-aplicadas-ao-mesmo-tempo-29082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega aproveitamento de IPI de per\u00edodo anterior ao pedido de ressarcimento<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) decidiu pela possibilidade de ressarcimento de saldo credor de IPI composto apenas por cr\u00e9ditos apurados no trimestre refer\u00eancia do pedido. Assim, o saldo de IPI apurado em per\u00edodos anteriores n\u00e3o pode ser considerado nesse c\u00e1lculo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Vin\u00edcius Guimar\u00e3es, ressaltou que diversos normativos da Receita Federal nos \u00faltimos anos afastam essa possibilidade. O julgador citou o par\u00e1grafo terceiro do artigo 14 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) 210\/02, que determina que \u201cs\u00e3o pass\u00edveis de ressarcimento apenas os cr\u00e9ditos presumidos de IPI a que se refere o inciso I do \u00a7 1\u00ba, apurados no trimestre-calend\u00e1rio\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodas elas [normativas] delimitando o ressarcimento de IPI apenas aos cr\u00e9ditos apurados ou escriturados no trimestre calend\u00e1rio com cada pedido referindo-se a um \u00fanico trimestre de refer\u00eancia\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da Bandag do Brasil, Thiago Laguna, defendeu que essa restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o existia em 2005, ano discutido no processo. Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o tributarista apontou que na \u00e9poca estava vigente a Instru\u00e7\u00e3o Normativa 600\/05, que n\u00e3o traria essa delimita\u00e7\u00e3o temporal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa restri\u00e7\u00e3o sobre a delimita\u00e7\u00e3o trimestral surgiu na IN 900\/08 em que de fato o artigo 21 par\u00e1grafo s\u00e9timo era pontual no sentido de que cada pedido de ressarcimento tem que ser referente a um \u00fanico trimestre\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento teve a participa\u00e7\u00e3o das conselheiras representantes dos contribuintes Denise Madalena Green e Tatiana Josefovicz Belis\u00e1rio como suplentes. As julgadoras ocuparam as vagas das ex-conselheiras Erika Costa Camargos Autran e Tatiana Midori Migiyama, que encerraram seus mandatos no m\u00eas passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos s\u00e3o os de n\u00fameros 10830.907107\/2008-27, 10830.907105\/2008-38, 10830.907104\/2008-93, 10830.907103\/2008-49, 10830.907101\/2008-50, 10830.903140\/2010-01, 10830.903137\/2010-89, 10830.903138\/2010-23 e 10830.903139\/2010-78\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-aproveitamento-de-ipi-de-periodo-anterior-ao-pedido-de-ressarcimento-31082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-aproveitamento-de-ipi-de-periodo-anterior-ao-pedido-de-ressarcimento-31082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega possibilidade de den\u00fancia espont\u00e2nea via compensa\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por quatro votos a dois, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a possibilidade de a empresa O Botic\u00e1rio Franchising realizar den\u00fancia espont\u00e2nea via compensa\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o considerou que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel equiparar a compensa\u00e7\u00e3o, com quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos fiscais utilizando cr\u00e9ditos, com o pagamento em si do tributo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O instituto da den\u00fancia espont\u00e2nea \u00e9 previsto no artigo 138 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). A den\u00fancia afasta a cobran\u00e7a de penalidades, como multa, nos casos em que o contribuinte corrige a falta de pagamento do tributo antes do in\u00edcio de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscaliza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Alexandre Evaristo Pinto, defendeu que a compensa\u00e7\u00e3o equipara-se a outras formas de adimplemento, como o pagamento. A diverg\u00eancia aberta pela conselheira Edeli Pereira Bessa prevaleceu no sentido de que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a den\u00fancia espont\u00e2nea na hip\u00f3tese de compensa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado do julgamento foi o mesmo do realizado em julho no processo 10983.906746\/2011-27 da Breitkopf Caminh\u00f5es Ltda, mesmo com mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o da turma. No m\u00eas passado, a conselheira L\u00edvia de Carli Germano, que finalizou seu mandato, defendeu o reconhecimento da den\u00fancia espont\u00e2nea. J\u00e1 o conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, que n\u00e3o participou das sess\u00f5es deste m\u00eas, votou por afastar a possibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10980.907266\/2012-94.\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-possibilidade-de-denuncia-espontanea-via-compensacao-30082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-possibilidade-de-denuncia-espontanea-via-compensacao-30082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"1\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Empresas obt\u00eam direito a voltar a parcelamentos<\/strong>&nbsp;<br>Data: 29\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuintes t\u00eam recorrido ao Judici\u00e1rio para voltarem a parcelamentos firmados por meio de transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias &#8211; acordos firmados com a Fazenda Nacional. Duas liminares foram concedidas recentemente pela Justi\u00e7a Federal da Bahia, que levou em considera\u00e7\u00e3o o fato de os devedores n\u00e3o terem sido notificados da exclus\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pedidos, as empresas &#8211; uma do setor de constru\u00e7\u00e3o e outra de transporte e log\u00edstica &#8211; alegaram que a Lei n\u00ba 13.988, de 2020, estabelece que, em qualquer hip\u00f3tese de rescis\u00e3o de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, o contribuinte ser\u00e1 notificado e ter\u00e1 prazo de 30 dias para impugnar o ato ou regularizar a situa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor\u00e9m, os autores, em momento algum, foram notificados por qualquer via a respeito do cancelamento das transa\u00e7\u00f5es, tampouco tiveram a oportunidade de regularizar as pend\u00eancias\u201d, afirma a advogada Carolina Silveira, do escrit\u00f3rio Fernando Neves Advogados e Consultores, que defende os contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pedidos de liminar foi analisado pela 3\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Bahia. No caso, o contribuinte aderiu \u00e0 transa\u00e7\u00e3o excepcional em maio de 2022, pagou 11 presta\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 entrada, mas n\u00e3o quitou a 12\u00aa &#8211; e \u00faltima &#8211; e acabou exclu\u00eddo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o juiz Eduardo Gomes Carqueija, \u201ca medida [exclus\u00e3o] n\u00e3o se mostra razo\u00e1vel nem proporcional\u201d. \u201cO contribuinte realizou o pagamento de 11 parcelas, deixando de adimplir, no prazo, apenas a \u00faltima parcela, o que tentou fazer 30 dias ap\u00f3s, mas n\u00e3o obteve sucesso\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, acrescenta, verifica-se \u201cinequ\u00edvoca boa-f\u00e9\u201d em regularizar o d\u00e9bito para que possa permanecer com a transa\u00e7\u00e3o ativa. \u201cInclusive, o cancelamento levado a efeito contraria o pr\u00f3prio prop\u00f3sito da norma que possibilitou a transa\u00e7\u00e3o, na medida em que retira do contribuinte a possibilidade de regulariza\u00e7\u00e3o e atinge os interesses arrecadat\u00f3rios da Uni\u00e3o\u201d, afirma o magistrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O outro caso foi analisado pela 1\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Bahia e tamb\u00e9m envolve a modalidade de transa\u00e7\u00e3o excepcional. O contribuinte n\u00e3o pagou a sexta parcela da entrada, em 31 de maio de 2022. Ao tentar emitir documento para o pagamento, em janeiro de 2023, foi informado que o parcelamento havia sido cancelado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, a ju\u00edza Arali Maciel Duarte diz que tanto a Lei n\u00ba 13.988\/2020 como a Portaria PGFN n\u00ba 14.402\/2020 estabeleceram que o devedor deve ser notificado sobre a incid\u00eancia de alguma das hip\u00f3teses de rescis\u00e3o da transa\u00e7\u00e3o e pode impugnar o ato.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, afirma, \u201ca acionante n\u00e3o foi intimada para se manifestar sobre qualquer das hip\u00f3teses de rescis\u00e3o da transa\u00e7\u00e3o, o que implica em viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, que foram assegurados pelo artigo 5\u00ba, LV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela lembra, na decis\u00e3o, que o Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do RE 669196, fixou tese no sentido de que \u201c\u00e9 inconstitucional o artigo 1\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o CG\/Refis n\u00ba 20\/2001, no que suprimiu a notifica\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica optante do Refis, pr\u00e9via ao ato de exclus\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a advogada Carolina Silveira, essas decis\u00f5es s\u00e3o importantes porque, ap\u00f3s uma empresa ser exclu\u00edda de uma transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, ela s\u00f3 poder\u00e1 requerer uma nova depois de dois anos. \u201cE neste momento n\u00e3o h\u00e1 outra op\u00e7\u00e3o de programa especial de parcelamento.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caio Quintella, tributarista e titular da Nader Quintella Consultoria, considera as decis\u00f5es \u201cmuito relevantes\u201d para as empresas. \u201cJuridicamente s\u00e3o acertadas, inaugurando entendimento sobre essa modalidade de negocia\u00e7\u00e3o com o Fisco, j\u00e1 transportando para o tema &#8211; ainda in\u00e9dito na segunda inst\u00e2ncia e tribunais superiores &#8211; tudo aquilo aplic\u00e1vel ao caso, j\u00e1 firmado em jurisprud\u00eancia sobre parcelamentos e anistias.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/29\/empresas-obtem-direito-a-voltar-a-parcelamentos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/29\/empresas-obtem-direito-a-voltar-a-parcelamentos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF volta a julgar incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o rural sobre exporta\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<br>Data: 29\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar, nesta sexta-feira (1\u00ba), o julgamento que discute a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o ao Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) sobre receitas de exporta\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise foi marcada para o plen\u00e1rio virtual que vai at\u00e9 11 de setembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento seria levado ao plen\u00e1rio presencial do Supremo ap\u00f3s pedido de destaque do ministro Alexandre de Moraes. Contudo, seu pedido foi cancelado, e o processo voltou para o plen\u00e1rio virtual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros v\u00e3o analisar recursos da Uni\u00e3o e do Senar contra a decis\u00e3o que validou a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o sobre a receita bruta do produtor rural (pessoa f\u00edsica). Na ocasi\u00e3o, em dezembro do ano passado, a Corte decidiu manter a incid\u00eancia do tributo na al\u00edquota de 0,2%. Essa conclus\u00e3o foi pacificada pelo Supremo e n\u00e3o ser\u00e1 alterada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a discuss\u00e3o \u00e9 sobre a natureza jur\u00eddica do tributo: se \u00e9 social ou de interesse de categoria profissional ou econ\u00f4mica. O esclarecimento \u00e9 importante porque implica na incid\u00eancia, ou n\u00e3o, da contribui\u00e7\u00e3o ao Senar sobre receitas de exporta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a contribui\u00e7\u00e3o seja considerada social, ela n\u00e3o pode incidir sobre receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o. Mas, se for de interesse de categoria profissional ou econ\u00f4mica, tal norma n\u00e3o se aplica. A Uni\u00e3o e o Senar pedem que a contribui\u00e7\u00e3o seja reconhecida como de interesse de categoria profissional ou econ\u00f4mica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Senar, o servi\u00e7o pode perder 50% da arrecada\u00e7\u00e3o se o Supremo entender que a contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o incide sobre exporta\u00e7\u00e3o. Entre 2018 e 2022, a arrecada\u00e7\u00e3o total foi de R$8 bilh\u00f5es. Desse montante, R$4,3 bilh\u00f5es foram s\u00f3 sobre receitas de exporta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, essa diminui\u00e7\u00e3o \u201cacarretar\u00e1, inegavelmente, em diminui\u00e7\u00e3o do alcance dos servi\u00e7os oferecidos ao setor rural\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/stf-volta-a-julgar-incidencia-de-contribuicao-rural-sobre-exportacao\/\">https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/stf-volta-a-julgar-incidencia-de-contribuicao-rural-sobre-exportacao\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Posto poder\u00e1 creditar PIS e Cofins em compras de combust\u00edveis<\/strong>&nbsp;<br>Data: 29\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar a demanda, o ju\u00edzo destacou que, de acordo com decis\u00e3o do STF, &#8220;deve-se assegurar \u00e0 parte impetrante o direito ao cr\u00e9dito de PIS e Cofins decorrente do custo de aquisi\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis (diesel), nos moldes da autoriza\u00e7\u00e3o do art. 9\u00ba, \u00a7 2\u00ba da LC 192\/22, na sua reda\u00e7\u00e3o original, e enquanto vigente, at\u00e9 90 dias ap\u00f3s a sua revoga\u00e7\u00e3o&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, considerou que o contribuinte possui o direito de optar pela compensa\u00e7\u00e3o ou pela restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, ambas pela via administrativa, ou pelo recebimento do cr\u00e9dito por precat\u00f3rio ou requisi\u00e7\u00e3o de pequeno valor, este pela via judicial pr\u00f3pria.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Cabe ao contribuinte dirigir-se \u00e0 autoridade da Receita Federal do Brasil e apresentar pedido administrativo de restitui\u00e7\u00e3o\/ressarcimento; cabendo, por sua vez, \u00e0 autoridade fiscal verificar a exatid\u00e3o do montante a restituir, cuja quantifica\u00e7\u00e3o deve ser feita pelo interessado no \u00e2mbito administrativo&#8221;, concluiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, concedeu o MS para reconhecer o direito da empresa em creditar Pis e Cofins nas aquisi\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis desde a entrada em vigor da LC 192\/22 at\u00e9 90 dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da LC 194\/022.\u202fA decis\u00e3o tamb\u00e9m autorizou que o impetrante promova a compensa\u00e7\u00e3o dos respectivos cr\u00e9ditos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O escrit\u00f3rio\u202fBuril, Tavares &amp; Holanda Advogados atua na causa.\u202f&nbsp;<br>Processo: 0813864-22.2023.4.05.8300&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/392592\/posto-podera-creditar-pis-e-cofins-em-compras-de-combustiveis\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/392592\/posto-podera-creditar-pis-e-cofins-em-compras-de-combustiveis<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Nunes Marques devolve para julgamento a\u00e7\u00e3o sobre corre\u00e7\u00e3o do FGTS<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu para julgamento o processo em que a Corte vai decidir se a Taxa Referencial (TR) pode ser aplicada como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS). Ele havia pedido vista em abril, suspendendo o julgamento. O caso foi devolvido nesta quinta-feira (31) e ainda n\u00e3o foi marcada data para a continua\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dois ministros j\u00e1 votaram para que a corre\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja inferior \u00e0 da caderneta de poupan\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, os ministros analisam se a TR representou corre\u00e7\u00e3o real para os dep\u00f3sitos de FGTS entre 1999 e 2013, e pode ser aplicada na corre\u00e7\u00e3o do fundo (ADI 5090).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, votou para afastar a TR e aplicar taxa de corre\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja inferior \u00e0 da caderneta de poupan\u00e7a. Mas isso somente a partir do julgamento, sem efeitos para o passado \u2013 ou seja, n\u00e3o contempla quem entrou com a\u00e7\u00f5es judiciais com esse pedido. O relator destacou que desde 2019 n\u00e3o se remunera o FGTS abaixo da caderneta de poupan\u00e7a. O voto foi seguido pelo ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sess\u00e3o realizada em abril, o ministro Nunes Marques afirmou que a medida proposta pelo relator &#8220;\u00e9 um gatilho para o porvir&#8221;. Hoje quem \u00e9 demitido j\u00e1 tem o FGTS com valor corrigido acima da poupan\u00e7a, segundo o ministro. O ministro Nunes Marques chegou a se manifestar na sess\u00e3o, mas pediu vista para analisar o voto do relator.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As Leis n\u00ba 13.446\/2017 e n\u00ba 13.932\/2019 alteraram a forma de remunera\u00e7\u00e3o das contas do FGTS. O fundo passou a distribuir uma parcela de seus lucros aos cotistas, levando a remunera\u00e7\u00f5es superiores \u00e0s da TR e \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. As leis foram um dos argumentos da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) para que o tema n\u00e3o fosse julgado pela Corte, mas sem sucesso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, a TR foi de 1,63%, o que levaria a uma corre\u00e7\u00e3o de 4,63% do FGTS mais os rendimentos do FGTS adicionados a partir de 2017. A poupan\u00e7a rendeu 7,89% e o IPCA fechou o ano em 5,79%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto desse tema para a Uni\u00e3o pode ser de R$ 661 bilh\u00f5es. O valor \u00e9 uma estimativa feita pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, considerando se o pedido for aceito e a Corte n\u00e3o modular a decis\u00e3o (fixar algum limite temporal para proposi\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o realizada em abril, a Caixa indicou que as taxas dos financiamentos habitacionais subiriam cerca de 5% para entre 10% e 13% se o pedido dos trabalhadores fosse aceito, afastando a TR e adotando outros \u00edndices, como Selic ou IPCA.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a Caixa, 87% do valor a ser pago ser\u00e1 destinado a 5% dos fundistas, aqueles que ganham acima de dez sal\u00e1rios m\u00ednimos. Enquanto o trabalhador de menor renda vai receber em m\u00e9dia entre R$ 1 mil e R$ 4 mil e ter taxas maiores no financiamento da casa pr\u00f3pria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, o ministro Nunes Marques afirmou, citando material da AGU, que ainda n\u00e3o foi conclu\u00edda an\u00e1lise sobre eventual d\u00e9ficit que a Uni\u00e3o enfrentaria se obrigada a complementar os dep\u00f3sitos fundi\u00e1rios. H\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de que, em 2024, a Uni\u00e3o teria que completar entre R$ 1,5 bilh\u00e3o e R$ 5,4 bilh\u00f5es, al\u00e9m da expectativa de aumento da taxa de juros para os mutu\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/31\/stf-nunes-marques-devolve-para-julgamento-ao-sobre-correo-do-fgts.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/31\/stf-nunes-marques-devolve-para-julgamento-ao-sobre-correo-do-fgts.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF vai definir se S\u00e3o Paulo pode suprimir cr\u00e9ditos de ICMS da Zona Franca de Manaus<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar a validade de medidas da Fazenda do Estado de S\u00e3o Paulo que suprimem cr\u00e9ditos de ICMS relativos a aquisi\u00e7\u00f5es de mercadorias de contribuintes localizados na Zona Franca de Manaus. O relator, ministro Luiz Fux, \u00fanico a votar at\u00e9 o momento, se manifestou contra a supress\u00e3o dos cr\u00e9ditos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo est\u00e1 sendo julgado no Plen\u00e1rio Virtual. Os demais ministros t\u00eam uma semana para se manifestarem ou suspenderem o julgamento, que termina no dia 11 de setembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi proposta pelo Estado do Amazonas (ADPF 1004). O Estado questiona autua\u00e7\u00f5es do Fisco paulista e decis\u00f5es do Tribunal de Impostos e Taxas do de S\u00e3o Paulo (TIT) que invalidaram cr\u00e9ditos de ICMS relativos \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias oriundas do Amazonas, contempladas com incentivos fiscais decorrentes do regime da Zona Franca de Manaus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, os ministros analisam se s\u00e3o v\u00e1lidos atos administrativos do Estado que n\u00e3o reconhecem a legitimidade de incentivos fiscais relativos ao ICMS concedidos pelo Amazonas \u00e0s ind\u00fastrias instaladas ou que vierem a se instalar na Zona Franca de Manaus, sem amparo no Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Fux, a Constitui\u00e7\u00e3o d\u00e1 ao Estado do Amazonas a possibilidade de conceder incentivos fiscais relativos ao ICMS \u00e0s industriais na Zona Franca sem exigir a anu\u00eancia dos demais Estados e do Distrito Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Citando o artigo 15 da Lei Complementar n\u00ba 24, de 1975, o relator afirma que os Estados e o DF n\u00e3o podem excluir os incentivos fiscais criados pelo Amazonas no contexto da Zona Franca de Manaus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, segundo o relator, os Estados n\u00e3o poderiam impedir o uso de cr\u00e9ditos de ICMS relativos \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias provenientes da Zona Franca de Manaus contempladas com incentivos fiscais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Maur\u00edcio Barros, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Demarest Advogados, a decis\u00e3o ter\u00e1 potencial impacto em todas as empresas, de diversos segmentos, que adquirem produtos de empresas sediadas na zona franca de Manaus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um universo muito grande de situa\u00e7\u00f5es, considerando que boa parte do parque industrial nacional de alguns segmentos, tais como eletr\u00f4nicos, concentra-se naquela regi\u00e3o\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o advogado, a decis\u00e3o vai refletir nos processos administrativos e judiciais que t\u00eam por objeto glosas de cr\u00e9ditos de ICMS e cobran\u00e7as de ICMS-Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria decorrentes de aquisi\u00e7\u00f5es da Zona Franca. &#8220;Ter\u00e1 grande impacto e poder\u00e1 ser um paradigma para outros Estados que tamb\u00e9m glosam tais cr\u00e9ditos\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/01\/stf-vai-definir-se-so-paulo-pode-suprimir-crditos-de-icms-da-zona-franca-de-manaus.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/01\/stf-vai-definir-se-so-paulo-pode-suprimir-crditos-de-icms-da-zona-franca-de-manaus.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Suspenso julgamento sobre inclus\u00e3o de cr\u00e9ditos de IPI no c\u00e1lculo do PIS\/Cofins<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento em que vai decidir se cr\u00e9ditos presumidos de IPI decorrentes de aquisi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o podem ou n\u00e3o ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, dois ministros votaram pela exclus\u00e3o e um acompanhou o entendimento com ressalvas. A posi\u00e7\u00e3o beneficia as empresas, que, sem os valores no c\u00e1lculo, v\u00e3o pagar menos PIS e Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli. N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando ser\u00e1 retomado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado em processo que envolve a John Deere Brasil. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu de decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4\u00aa Regi\u00e3o, em Porto Alegre, que favorece a empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores reconheceram que cr\u00e9ditos presumidos de IPI &#8211; institu\u00eddos pela Lei n\u00ba 9.363, de 1996 -, decorrentes da aquisi\u00e7\u00e3o no mercado interno de mat\u00e9rias-primas, produtos intermedi\u00e1rios e materiais de embalagem, quando utilizados na elabora\u00e7\u00e3o de produtos destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins na sistem\u00e1tica de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumulativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso \u00e9 julgado com repercuss\u00e3o geral. Portanto, a decis\u00e3o vai valer para todo o Judici\u00e1rio (RE 593544).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Votos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, o STF j\u00e1 afirmou que faturamento \u00e9 a receita da venda de bens nas opera\u00e7\u00f5es de conta pr\u00f3pria e da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos presumidos de IPI, diz, constituem receita com ingressos novos, definitivos e positivos no patrim\u00f4nio da empresa, mas isso n\u00e3o significa que se enquadrem no conceito de faturamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Barroso, os cr\u00e9ditos, nesses casos, consistem em uma subven\u00e7\u00e3o corrente, ou seja, em um incentivo fiscal concedido pelo Fisco com vistas \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o&nbsp; das exporta\u00e7\u00f5es. O voto foi seguido pelo ministro Alexandre de Moraes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Edson Fachin acompanhou \u201ccom ressalvas\u201d. Para ele, n\u00e3o se trata de mera n\u00e3o incid\u00eancia decorrente da aventada natureza cont\u00e1bil de subven\u00e7\u00e3o p\u00fablica corrente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Fachin, o entendimento de Barroso n\u00e3o seria suficiente para afastar a incid\u00eancia do PIS e da Cofins na medida em que o cr\u00e9dito presumido de IPI n\u00e3o possui natureza de benef\u00edcio fiscal a permitir sua classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil como subven\u00e7\u00e3o de custeio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrata-se, efetivamente, de ressarcimento do exportador de \u00f4nus tribut\u00e1rios incorridos em etapas produtivas anteriores, consect\u00e1rio da regra constitucional de imunidade tribut\u00e1ria\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para Fachin, os cr\u00e9ditos presumidos de IPI, institu\u00eddos pela Lei n\u00ba 9.363 n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins porque s\u00e3o receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00f5es, cuja tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 vedada pela regra do artigo 149 da Constitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/01\/stf-suspenso-julgamento-sobre-incluso-de-crditos-de-ipi-no-clculo-do-piscofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/01\/stf-suspenso-julgamento-sobre-incluso-de-crditos-de-ipi-no-clculo-do-piscofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reconhecida a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal dada a impossibilidade de inclus\u00e3o do esp\u00f3lio do contribuinte em a\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 7\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) negou a apela\u00e7\u00e3o da Fazenda Nacional e deu parcial provimento ao recurso de um contribuinte contra a senten\u00e7a que julgou procedentes os embargos para extinguir uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, devido ao falecimento do devedor antes do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional sustentou que a morte n\u00e3o \u00e9 causa extintiva da exigibilidade dos tributos, permanecendo a responsabilidade em nome do falecido enquanto corre o processo de invent\u00e1rio, uma vez que n\u00e3o se trata de uma obriga\u00e7\u00e3o personal\u00edssima, a qual, extinta a pessoa f\u00edsica, extingue-se tamb\u00e9m a pr\u00f3pria obriga\u00e7\u00e3o. A Fazenda Nacional afirmou que, ao contr\u00e1rio, caso a pessoa venha a \u00f3bito, transfere-se automaticamente para o esp\u00f3lio e herdeiros os d\u00e9bitos do falecido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00f3lio do devedor afirmou que a Fazenda Nacional tinha conhecimento do \u00f3bito do contribuinte desde 2006, diferentemente do que foi alegado. Por isso, pediu a condena\u00e7\u00e3o da exequente ao pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios no valor de R$10.000,00.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o processo, o relator, desembargador federal Hercules Fajoses, destacou que a inclus\u00e3o do esp\u00f3lio ou dos seus sucessores no polo passivo da demanda configura verdadeira substitui\u00e7\u00e3o do devedor da cobran\u00e7a, o que \u00e9 vedado, uma vez que a Fazenda P\u00fablica pode substituir a certid\u00e3o de d\u00edvida ativa (CDA) at\u00e9 a prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a de embargos quando se tratar de corre\u00e7\u00e3o de erro material ou formal, vedada a modifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo da execu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado concluiu afirmando: \u201creconhe\u00e7o a regularidade da extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal diante da impossibilidade de inclus\u00e3o do esp\u00f3lio do contribuinte no polo passivo da respectiva a\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, o Colegiado, nos termos do voto do relator, decidiu negar provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o da Fazenda Nacional e dar parcial provimento ao recurso do contribuinte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 0002570-92.2012.4.01.3000&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data do julgamento: 07\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/portal.trf1.jus.br\/portaltrf1\/comunicacao-social\/imprensa\/noticias\/decisao-reconhecida-a-extincao-de-execucao-fiscal-dada-a-impossibilidade-de-inclusao-do-espolio-do-contribuinte-em-acao.htm\">https:\/\/portal.trf1.jus.br\/portaltrf1\/comunicacao-social\/imprensa\/noticias\/decisao-reconhecida-a-extincao-de-execucao-fiscal-dada-a-impossibilidade-de-inclusao-do-espolio-do-contribuinte-em-acao.htm<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita deve ajustar prazos em sistema para corretora habilitar cr\u00e9ditos<\/strong>&nbsp;<br>Data: 03\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao compreender que o \u00f3rg\u00e3o reconhece como incontroverso o ponto de discuss\u00e3o, o Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (SP e MS) concedeu tutela de urg\u00eancia em favor de uma corretora de c\u00e2mbio para que a Receita Federal altere a data do tr\u00e2nsito em julgado em seus sistemas para possibilitar que a empresa habilite cr\u00e9ditos acolhidos em 2015.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele ano, a empresa teve reconhecido o direito de excluir algumas verbas de car\u00e1ter indenizat\u00f3rio da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias e do Seguro de Acidente do Trabalho (SAT).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia BrasilDesembargadora afirmou que o requisito da verossimilhan\u00e7a ficou comprovado&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o contestou a decis\u00e3o \u00e0 \u00e9poca. Em segundo grau, a senten\u00e7a foi sobrestada para aguardar o julgamento de recurso em repercuss\u00e3o geral no Supremo Tribunal Federal (RE 576.967\/PR \u2013 Tema 72, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s verbas sal\u00e1rio maternidade; atestado m\u00e9dico\/licen\u00e7a\/aux\u00edlio doen\u00e7a; pr\u00eamios, gratifica\u00e7\u00f5es e b\u00f4nus; e f\u00e9rias gozadas).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, enquanto tentava habilitar os cr\u00e9ditos, a Receita Federal contestava a data de tr\u00e2nsito em julgado parcial, alegando prescri\u00e7\u00e3o. Em uma sequ\u00eancia de pedidos, a corretora tentou administrativamente, sem sucesso, a altera\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado. Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, a empresa entrou com um mandado de seguran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a desembargadora federal Renata Lotufo compreendeu que, em virtude dos erros sist\u00eamicos, a empresa ficou impossibilitada de transmitir declara\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o para prosseguimento dos tr\u00e2mites administrativos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em informa\u00e7\u00e3o prestada pela autoridade agravada nos autos originais, n\u00e3o h\u00e1 diverg\u00eancia quanto a data informada pela agravante, pelo que se conclui que o ponto \u00e9 incontroverso. Deste modo, est\u00e1 presente o requisito da verossimilhan\u00e7a da alega\u00e7\u00e3o, sendo assim \u00e9 de ser acolhida a pretens\u00e3o&#8221;, disse a magistrada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou determinado que a Receita Federal altere a data do tr\u00e2nsito em julgado em seus sistemas de 11\/11\/2011 para 21\/10\/2021, como estava registrado anteriormente no processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A corretora de c\u00e2mbio foi representada na a\u00e7\u00e3o pela advogada Carina Chicote, do escrit\u00f3rio Natal &amp; Mansur.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5006167-53.2023.4.03.6100&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-03\/receita-mudar-data-sistema-corretora-habilitar-creditos\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-03\/receita-mudar-data-sistema-corretora-habilitar-creditos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Liminar autoriza empresa a alterar endere\u00e7o de matriz<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa de importa\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio de produtos eletr\u00f4nicos conseguiu liminar na Justi\u00e7a para poder mudar o endere\u00e7o da matriz enquanto passa por processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o pela Receita Federal, que j\u00e1 dura quase um ano e n\u00e3o tem prazo para terminar. A Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2119, de 2022, impede a altera\u00e7\u00e3o de dados no Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ) quando h\u00e1 procedimento fiscal em andamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o proferida no fim de agosto em mandado de seguran\u00e7a, o juiz Jos\u00e9 Tarc\u00edsio Janu\u00e1rio, da 1\u00aa Vara Federal de Jundia\u00ed (SP), considera que o obst\u00e1culo pode caracterizar indevido embara\u00e7o ao livre exerc\u00edcio da atividade empresarial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele determina que a Receita Federal e a Junta Comercial do Estado de S\u00e3o Paulo (Jucesp) deem andamento aos tr\u00e2mites de altera\u00e7\u00e3o do endere\u00e7o da matriz, \u201cafastando o \u00f3bice do procedimento fiscal em andamento\u201d. Cabe recurso (processo n\u00ba 5004335-95.2023.4.03.6128).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda que poss\u00edvel o impedimento de altera\u00e7\u00e3o de dados cadastrais no CNPJ de empresa com procedimento fiscal em andamento tal fato n\u00e3o pode repercutir na impossibilidade de arquivamento perante a Junta Comercial da altera\u00e7\u00e3o do domic\u00edlio pretendido pela impetrante\u201d, diz o magistrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, s\u00e3o raras as decis\u00f5es judiciais sobre o assunto. \u201cQuem esbarrou nessa situa\u00e7\u00e3o pode ter esperado o procedimento de fiscaliza\u00e7\u00e3o terminar ou n\u00e3o questionou\u201d, afirma Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados, que representa o contribuinte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a empresa de capital aberto decidiu passar a matriz de Jundia\u00ed, no interior de S\u00e3o Paulo, para a capital. E a filial, atualmente em S\u00e3o Paulo, passaria para Jundia\u00ed. A mudan\u00e7a de endere\u00e7o j\u00e1 havia sido comunicada ao mercado. Mas foi barrada em manifesta\u00e7\u00e3o da Receita Federal e, posteriormente, da Jucesp.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Maria Andr\u00e9ia, a altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o gera preju\u00edzos ao Fisco. \u201cAs fiscaliza\u00e7\u00f5es, atualmente, s\u00e3o feitas de forma eletr\u00f4nica. N\u00e3o h\u00e1 qualquer entrave. E, mesmo que fosse de forma f\u00edsica, a compet\u00eancia da delegacia da Receita que iniciou a fiscaliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 preservada\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acrescenta que, no caso, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais confort\u00e1vel porque o estabelecimento de Jundia\u00ed &#8211; onde \u00e9 feita a fiscaliza\u00e7\u00e3o relativa a PIS e Cofins &#8211; continuar\u00e1 existindo, ainda que como filial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados apontam que o obst\u00e1culo ao registro de mudan\u00e7a de endere\u00e7o comercial \u00e9 sens\u00edvel, especialmente em um contexto em que as fiscaliza\u00e7\u00f5es da Receita Federal podem durar at\u00e9 dois anos. \u201cO fiscal abre o procedimento, que tem validade de 90 dias, mas ele pode renovar\u201d, explica Maria Andr\u00e9ia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo Freitas de Moraes e Castro, s\u00f3cio do VBD Advogados, considera que o impedimento de registro de mudan\u00e7a de endere\u00e7o na Junta Comercial pode ser considerado san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para for\u00e7ar o contribuinte a quitar tributos. Ele cita a S\u00famula n\u00ba 547, do Supremo Tribunal Federal, que considera il\u00edcito a autoridade proibir que o contribuinte em d\u00e9bito exer\u00e7a suas atividades profissionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA empresa em funcionamento n\u00e3o pode ficar sem operar pela falta de arquivamento do registro da altera\u00e7\u00e3o do contrato social\u201d, afirma. \u201cNo caso espec\u00edfico \u00e9 ainda pior porque nem d\u00e9bito existe.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), no artigo 127, par\u00e1grafo 2\u00ba, prev\u00ea que a autoridade administrativa pode recusar o domic\u00edlio fiscal eleito, quando impossibilite ou dificulte a arrecada\u00e7\u00e3o ou a fiscaliza\u00e7\u00e3o do tributo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Moraes e Castro, domic\u00edlio fiscal \u00e9 diferente de comercial. \u201cA possibilidade prevista do CTN n\u00e3o pode travar atos de direito privado\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma, em nota, entender que deve reverter a liminar quando da aprecia\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cita senten\u00e7a, proferida em mar\u00e7o, em que a 1\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo julgou \u201cabsolutamente legal\u201d a regra que impede a altera\u00e7\u00e3o de dados cadastrais no CNPJ quando h\u00e1 fiscaliza\u00e7\u00e3o em andamento (processo n\u00ba 5001898-68.2023.4.03.6100). No caso, uma empresa de biotecnologia queria transformar uma filial em matriz e vice-versa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA PGFN entende que o impedimento para altera\u00e7\u00e3o dos dados cadastrais da matriz no CNPJ durante o tr\u00e2mite de procedimento de fiscaliza\u00e7\u00e3o, cujo encerramento depende de complexa an\u00e1lise documental no estabelecimento, tem como escopo assegurar a conclus\u00e3o do trabalho da fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/04\/liminar-autoriza-empresa-a-alterar-endereco-de-matriz.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/09\/04\/liminar-autoriza-empresa-a-alterar-endereco-de-matriz.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAL<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAL<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TJSP autoriza penhora de im\u00f3vel de empresa com d\u00edvida milion\u00e1ria de IPTU<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 14\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) autorizou a penhora de bem im\u00f3vel de uma empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial para pagamento de d\u00e9bitos com o munic\u00edpio relacionados ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), em a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime (agravo de instrumento n\u00ba 2033310-60.2023.8.26.0000).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es contidas nos autos, a empresa possui d\u00edvidas de IPTU referentes aos exerc\u00edcios de 2005 a 2008, que superam os R$ 29,9 milh\u00f5es. A executada ofereceu \u00e0 penhora um im\u00f3vel avaliado em R$ 50,9 milh\u00f5es, com valor venal de refer\u00eancia de R$ 21,7 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O bloqueio foi negado em primeiro grau ap\u00f3s recusa do munic\u00edpio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Oct\u00e1vio Machado de Barros, relator do recurso, afirmou que a penhora do bem cumpre os requisitos no plano de retomada da empresa e ser\u00e1 \u00fatil para o pagamento da d\u00edvida com o poder p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs documentos trazidos indicam que a recusa do bem indicado \u00e0 constri\u00e7\u00e3o poder\u00e1 acarretar o bloqueio eletr\u00f4nico de ativos financeiros e preju\u00edzos irrepar\u00e1veis, com o descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es que a contribuinte pactuou em seu plano de recupera\u00e7\u00e3o, comprometendo at\u00e9 mesmo as suas atividades empresariais, pois a sociedade tem cumprido o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d, concluiu o magistrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/31\/tjsp-autoriza-penhora-de-imovel-de-empresa-com-divida-milionaria-de-iptu.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/31\/tjsp-autoriza-penhora-de-imovel-de-empresa-com-divida-milionaria-de-iptu.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Fique por dentro das Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 28\/08 a 04\/09<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-palette-color-6-background-color has-background is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p style=\"font-size:0.8em\">A Amaral,\u00a0Yazbek, OAB\/PR 762, possui 36 anos de experi\u00eancia auxiliando empresas a transformar a tributa\u00e7\u00e3o em lucro. 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