{"id":2805,"date":"2023-08-14T13:17:33","date_gmt":"2023-08-14T16:17:33","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=2805"},"modified":"2023-08-14T13:40:38","modified_gmt":"2023-08-14T16:40:38","slug":"retrospecto-tributario-07-08-a-14-08","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=2805","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 07\/08 a 14\/08"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 07\/08 a 14\/08: Todas as atualidades mundo tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas perdem R$ 22 mil por dia em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios<\/strong>\u00a0<br>Data: 08\/08\/2023\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Quase 200 empresas com faturamento anual maior do que R$ 20 milh\u00f5es perdem cada uma, em m\u00e9dia, R$ 22 mil por dia \u00fatil em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios a que teriam direito. \u00c9 o que mostra levantamento da consultoria tribut\u00e1ria Tax Group. As perdas s\u00e3o causadas por fatores como mudan\u00e7as di\u00e1rias em regras fiscais, segundo Luis Wulff, CEO do Grupo Fiscal, do qual faz parte a Tax Group.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo leva em conta 188 empresas atendidas pelo Tax Group entre janeiro e outubro do ano passado, sendo que 152 delas s\u00e3o tributadas pelo regime do lucro real e 36 do lucro presumido. Foram considerados: Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins, IPI, ICMS, ICMS &#8211; Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPBR) e INSS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Wulff, um dos principais fatores que explicam a perda \u00e9 o grande volume de altera\u00e7\u00f5es realizadas diariamente nas regras fiscais em vigor. Segundo ele, conforme estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) sobre a quest\u00e3o, 54 regras, em m\u00e9dia, s\u00e3o alteradas a cada dia \u00fatil no Brasil. Dessas mudan\u00e7as, quatro s\u00e3o realizadas pelo governo federal, 18 por Estados e 32 por munic\u00edpios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita como exemplo um decreto publicado no ano passado pelo governo do Rio Grande do Sul que excluiu l\u00e2mpadas el\u00e9tricas, \u00e1gua mineral e diversos produtos aliment\u00edcios do regime do ICMS de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, em que uma empresa recolhe o tributo em nome das demais da mesma cadeia produtiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas empresas n\u00e3o possuem governan\u00e7a e profissionais com capacidade de atualiza\u00e7\u00e3o para lidar com as mudan\u00e7as da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, diz Wulff. \u201cEssas altera\u00e7\u00f5es geram impacto para os contribuintes e aumentam o Custo Brasil.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um segundo fator importante s\u00e3o falhas ou imprecis\u00f5es na classifica\u00e7\u00e3o fiscal de mercadorias. Um exemplo conhecido \u00e9 se alguns tipos de cal\u00e7ado podem ser classificados como um sapato ou uma sand\u00e1lia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDiversas empresas n\u00e3o classificam seu produtos corretamente\u201d, afirma o CEO do Grupo Fiscal. \u201c\u00c0s vezes o tratamento desses itens na classifica\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 d\u00fabia. A pr\u00f3pria Receita Federal aplica em alguns casos duas, tr\u00eas ou at\u00e9 quatro classifica\u00e7\u00f5es fiscais diferentes.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Wulff, \u201ca reforma tribut\u00e1ria precisaria prever tamb\u00e9m uma simplifica\u00e7\u00e3o do processo de classifica\u00e7\u00e3o fiscal\u201d, o que \u201cn\u00e3o consta\u201d no texto aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados. No caso, a classifica\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 a chamada Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Carlos Pinto, diretor do IBPT, a introdu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) previsto na reforma tribut\u00e1ria ser\u00e1 suficiente para que a \u201csimplifica\u00e7\u00e3o\u201d apare\u00e7a normalmente no longo prazo. O texto aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados prev\u00ea a unifica\u00e7\u00e3o de PIS\/Cofins, IPI, ICMS e ISS em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual &#8211; q ue por sua vez ser\u00e1 formado pelo Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e pela Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o vou precisar me ater aos cadastros [de classifica\u00e7\u00e3o fiscal de mercadorias] porque haver\u00e1 simplifica\u00e7\u00e3o das regras atreladas ao consumo\u201d, afirma o diretor do IBPT. \u201cHoje, o grande problema \u00e9 que o IPI aqui \u00e9 10%, aqui \u00e9 5%, aqui \u00e9 2%. Amanh\u00e3 ser\u00e1 tudo 25% ou 30% [independentemente do produto]\u201d, acrescenta ele, referindo-se a poss\u00edveis patamares da al\u00edquota do IVA dual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Wulff, do Tax Group, ainda destaca dois fatores que causam atualmente perdas para as companhias: desatualiza\u00e7\u00e3o nos softwares ou cadastros fiscais usados pelas empresas e \u201cerros de aplica\u00e7\u00e3o da normal fiscal\u201d por fornecedores, o que pode afetar negativamente as empresas para quem vendem produtos ou servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as empresas analisadas no estudo, 123 delas t\u00eam faturamento anual entre R$ 20 milh\u00f5es e R$ 50 milh\u00f5es, 44 t\u00eam faturamento anual entre R$ 50 milh\u00f5es e R$ 100 milh\u00f5es e 21, faturamento anual maior do que R$ 100 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do faturamento elevado, as companhias t\u00eam perfil heterog\u00eaneo. Na divis\u00e3o por setores, 57 s\u00e3o do atacado, 49 do varejo, 42 da ind\u00fastria, 17 dos servi\u00e7os, 16 dos transportes e sete do agroneg\u00f3cio. J\u00e1 na divis\u00e3o por regi\u00f5es, 71 s\u00e3o do Sul, 50 do Sudeste, 25 do Norte, 22 do Centro-Oeste e 20 do Nordeste.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procurados pelo Valor para comentar o assunto, o Minist\u00e9rio da Fazenda e os relatores da reforma tribut\u00e1ria na C\u00e2mara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), n\u00e3o deram retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/08\/empresas-perdem-r-22-mil-por-dia-em-creditos-tributarios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/08\/empresas-perdem-r-22-mil-por-dia-em-creditos-tributarios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IBS e CBS devem ter al\u00edquotas somadas entre 25,45% e 27%<\/strong>&nbsp;<br>Data: 09\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ponto de maior d\u00favida nos debates sobre a reforma tribut\u00e1ria, as al\u00edquotas-padr\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), a serem criados, dever\u00e3o ficar entre 25,45% e 27% quando somados, segundo estimativas elaboradas pelo Minist\u00e9rio da Fazenda e entregues ontem ao relator da proposta no Senado, Eduard o Braga (MDB-AM). Esse mesmo estudo mostra que os tratamentos tribut\u00e1rios favorecidos aprovados pela C\u00e2mara dos Deputados acrescentaram de 4,72 a 4,98 pontos percentuais na al\u00edquota-padr\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s reunir-se com Braga, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o estudo \u00e9 o primeiro a descrever a reforma tribut\u00e1ria em n\u00fameros. Outros poder\u00e3o ser elaborados, acrescentou. Afirmou ainda que os \u201ccen\u00e1rios est\u00e3o muito bem desenhados\u201d e apresentam estimativas \u201cmuito s\u00f3lidas\u201d de al\u00edquotas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad disse que sua pasta atuar\u00e1 como \u201cbackstage\u201d do Senado durante as discuss\u00f5es. Para conquistar os 60 a 65 votos necess\u00e1rios \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso \u201cprestar contas do que estamos fazendo\u201d, comentou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado do ministro, Braga afirmou que o estudo ser\u00e1 a base para a discuss\u00e3o do custo-benef\u00edcio das mudan\u00e7as que ser\u00e3o propostas no Senado. \u201cO Mini st\u00e9rio da Fazenda entrega o estudo em prazo adequado\u201d, afirmou. Informou ainda que est\u00e1 mantida a previs\u00e3o de concluir os trabalhos de an\u00e1lise da proposta na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) em outubro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As al\u00edquotas apontadas no estudo n\u00e3o s\u00e3o exatas nem s\u00e3o definitivas, explicaram t\u00e9cnicos. Foram estimadas em diferentes cen\u00e1rios, sempre levando em conta que o n\u00edvel de arrecada\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mantido ap\u00f3s a reforma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a soma das receitas da CBS, do IBS e do Imposto Seletivo precisar\u00e1 ficar no mesmo n\u00edvel observado nos cinco tributos que v\u00e3o substituir: as contribui\u00e7\u00f5es PIS e Cofins, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Bens e Servi\u00e7os (ICMS) e o Imposto sobre Servi\u00e7os (ISS). O n\u00edvel buscado equivale a 12,45% do Produto Interno Bruto (PIB).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o resultado da reforma ser\u00e1 positivo, afirmou uma fonte. \u201cN\u00f3s vamos para um lugar melhor\u201d, afirmou. No pior cen\u00e1rio, a al\u00edquota-padr\u00e3o para a soma do IBS e da CBS seria de 27%. Ficaria menor do que o n\u00edvel de tributa\u00e7\u00e3o atual, que alcan\u00e7a os 34,4%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00e9cnico explicou que, embora a al\u00edquota do ICMS seja de 18% na maior parte dos casos, essa al\u00edquota \u00e9 cobrada \u201cpor dentro\u201d. Ou seja, o tributo \u00e9 recolhido sobre o pre\u00e7o do produto, inclusive os impostos. Se fosse calculado \u201cpor fora\u201d (sobre o pre\u00e7o dos produtos sem impostos), como ser\u00e1 o IBS, essa mesma al\u00edquota seria de 24,2%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo ocorre com o PIS\/Cofins: a al\u00edquota \u201cpor dentro\u201d \u00e9 de 9,25%, e a \u201cpor fora\u201d, de 10,2%. A soma dos tributos seria de 27,25% no c\u00e1lculo \u201cpor dentro\u201d e de 34,4% no c\u00e1lculo \u201cpor fora\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo traz duas al\u00edquotas porque trabalha com dois cen\u00e1rios, que variam entre si por causa do chamado \u201chiato de conformidade\u201d. O termo descreve as perdas de receita decorrentes de sonega\u00e7\u00e3o, elis\u00e3o (utiliza\u00e7\u00e3o de \u201cbrechas\u201d na lei para pagar menos), inadimpl\u00eancia e judicializa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio que chamaram de \u201cfact\u00edvel\u201d, estimam o hiato em 10%. Esse \u00e9 o n\u00edvel observado na Hungria, onde a al\u00edquota-padr\u00e3o sobre o consumo \u00e9 de 27%, a mais alta entre pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). No cen\u00e1rio \u201cconservador\u201d, o hiato \u00e9 de 15%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O quanto o hiato vai cair ap\u00f3s a reforma \u00e9 um dos pontos de incerteza que impedem um c\u00e1lculo mais preciso da al\u00edquota-padr\u00e3o. H\u00e1 convic\u00e7\u00e3o no Minist\u00e9rio da Fazenda que a redu\u00e7\u00e3o das perdas vir\u00e1, em fun\u00e7\u00e3o da simplifica\u00e7\u00e3o do sistema e da redu\u00e7\u00e3o de regimes especiais. \u00c9 esperada tamb\u00e9m a diminui\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios. Hoje, h\u00e1 um estoque de R$ 1,5 trilh\u00e3o em discuss\u00e3o no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo ponto de incerteza \u00e9 a arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto Seletivo. N\u00e3o est\u00e1 definido quais produtos e servi\u00e7os pagar\u00e3o esse novo tributo. O padr\u00e3o internacional \u00e9 cobr\u00e1-lo sobre o fumo e as bebidas alco\u00f3licas, mas no caso do Brasil isso s\u00f3 ser\u00e1 definido numa lei a ser discutida ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da PEC 45. O estudo pressup\u00f5e cobran\u00e7a apenas sobre fumo e bebida e que a tributa\u00e7\u00e3o atual ser\u00e1 mantida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma terceira d\u00favida s\u00e3o os regimes espec\u00edficos de tributa\u00e7\u00e3o que ser\u00e3o aplicados a combust\u00edveis, bancos e im\u00f3veis, entre outros. As simula\u00e7\u00f5es sup\u00f5em que ser\u00e1 mantida a arrecada\u00e7\u00e3o do modelo atual, mas o desempenho pode ser diferente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a al\u00edquota do IVA mudar\u00e1 conforme as exce\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o criadas \u00e0 regra geral. Quanto mais produtos e servi\u00e7os tiverem tratamento tribut\u00e1rio favorecido com taxa\u00e7\u00e3o menor, maior ser\u00e1 a al\u00edquota-padr\u00e3o a ser aplicada de forma geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se fosse mantida a proposta original dos t\u00e9cnicos, em que a tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo n\u00e3o teria exce\u00e7\u00f5es a n\u00e3o ser o Simples e a Zona Franca, a al\u00edquota-padr\u00e3o ficaria entre 20,73% e 22,02%. A al\u00edquota de 25,45% a 27% considera todas as exce\u00e7\u00f5es aprovadas pela C\u00e2mara dos Deputados, que v\u00e3o de escolas particulares a parques tem\u00e1ticos. O texto, no entanto, pode ser modificado no Senado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os t\u00e9cnicos calcularam o peso das exce\u00e7\u00f5es \u00e0 regra geral. A mais cara \u00e9 a al\u00edquota reduzida de 50% para agropecu\u00e1ria e cesta b\u00e1sica, que adiciona de 1,67 a 1,79 ponto percentual na al\u00edquota-padr\u00e3o. Uma redu\u00e7\u00e3o de 50% para servi\u00e7os de sa\u00fade eleva a al\u00edquota-padr\u00e3o em 0,62 a 0,63 ponto percentual. No caso da educa\u00e7\u00e3o privada, o aumento \u00e9 de 0,32 ponto percentual nos dois cen\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/08\/09\/ibs-e-cbs-devem-ter-aliquotas-somadas-entre-2545-e-27.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/08\/09\/ibs-e-cbs-devem-ter-aliquotas-somadas-entre-2545-e-27.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita nega dedu\u00e7\u00e3o do Difal-ICMS do Imposto de Renda<\/strong>&nbsp;<br>Data: 09\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal mudou de entendimento sobre o diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS, o que afeta principalmente o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico. O \u00f3rg\u00e3o decidiu que empresas que destinam mercadorias, bens e servi\u00e7os a consumidor final em outro Estado n\u00e3o podem deduzir esses valores do Imposto de Renda (IRPJ) &#8211; ainda que o destinat\u00e1rio n\u00e3o seja contribuinte do tributo estadual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A determina\u00e7\u00e3o est\u00e1 na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 140, editada recentemente pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit). O texto vincula toda a fiscaliza\u00e7\u00e3o e vai em sentido contr\u00e1rio ao entendimento firmado na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 42, de 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal \u00e9 usado para dividir a arrecada\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico entre o Estado de origem da empresa e o do consumidor. At\u00e9 2021, essa cobran\u00e7a vinha sendo realizada por meio de normas estaduais, com base na Emenda Constitucional n\u00ba 87, de 2015, que foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em janeiro do ano passado, foi editada a Lei Complementar n\u00ba 190, que tratou de regulamentar a exig\u00eancia &#8211; mesmo assim a quest\u00e3o voltou \u00e0s m\u00e3os dos ministros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas no regime do lucro presumido, principalmente as do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, s\u00e3o as mais impactadas por esse novo entendimento da Receita. Ao enviar produtos para o consumidor final &#8211; em geral pessoas f\u00edsicas n\u00e3o contribuintes do ICMS -, s\u00e3o obrigadas a pagar o diferencial aos Estados de destino. E, at\u00e9 ent\u00e3o, deduziam esses valores do IRPJ.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A consulta \u00e0 Receita Federal foi feita por uma empresa no lucro presumido, que \u00e9 uma forma de tributa\u00e7\u00e3o simplificada do IRPJ e CSLL. O contribuinte perguntou se poderia ser aplicado ao Difal o mesmo tratamento dado \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do ICMS &#8211; nesse caso, o valor de todo o tributo da cadeia produtiva, adiantado pelo contribuinte, pode ser deduzido do Imposto de Renda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na resposta, a Receita Federal entendeu que n\u00e3o poderia ser dado o mesmo tratamento estabelecido para a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que podem ser exclu\u00eddos da receita bruta, conforme disp\u00f5e o par\u00e1grafo 4\u00ba do artigo 12 do Decreto-Lei n\u00ba 1.598, de 1977, que altera a legisla\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda. Cita, para embasar esse entendimento, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 3, de, de 2019.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Receita, a al\u00ednea b do inciso VIII do par\u00e1grafo 2\u00ba do artigo 155 da Constitui\u00e7\u00e3o (introduzida pela Emenda Constitucional 87, de 2015) determina que a responsabilidade pelo recolhimento do Difal do ICMS ser\u00e1 atribu\u00edda ao remetente, quando o destinat\u00e1rio n\u00e3o for contribuinte do imposto. E, nesse sentido, o termo responsabilidade \u201cdeve ser compreendido em seu significado comum, ou seja, o que a Constitui\u00e7\u00e3o estabelece \u00e9 que o remetente tem o dever de recolher o diferencial de al\u00edquota, na qualidade de contribuinte\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se fosse entendido, segundo a Receita, que o termo responsabilidade dissesse respeito \u00e0 figura do remetente enquanto respons\u00e1vel tribut\u00e1rio chegaria-se \u00e0 conclus\u00e3o inadequada de que o contribuinte do Difal do ICMS seria o destinat\u00e1rio n\u00e3o contribuinte desse imposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEntretanto, ocorre que o diferencial de al\u00edquota do ICMS, quando cobrado pelo remetente e pelo prestador de servi\u00e7os na condi\u00e7\u00e3o de contribuintes, como na hip\u00f3tese da consulta sob exame, n\u00e3o se confunde com o ICMS-Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, visto que estes n\u00e3o s\u00e3o meros deposit\u00e1rios do tributo\u201d, afirma o \u00f3rg\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Matheus Bueno, s\u00f3cio do Bueno Tax Lawyers, essa mudan\u00e7a de entendimento \u201cdemonstra uma total incoer\u00eancia da Receita Federal\u201d. Ele lembra que na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 42, de 2021, o \u00f3rg\u00e3o entendeu que n\u00e3o configura receita bruta, nem se inclui na base de c\u00e1lculo do IRPJ da vendedora de mercadorias tributada com base no regime do lucro presumido, o valor \u00e0 ela reembolsado pelo comprador, relativo ao ICMS Difal \u201cpago por liberalidade do vendedor, em raz\u00e3o de quest\u00f5es log\u00edsticas e comerciais\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O novo posicionamento, acrescenta o advogado, contraria n\u00e3o s\u00f3 a solu\u00e7\u00e3o de consulta anterior, mas tamb\u00e9m entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d &#8211; sobre a exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesse caso, os ministros entenderam que o ICMS n\u00e3o seria receita. Da mesma forma acontece com o Difal do ICMS\u201d, diz Bueno, acrescentando que esses valores pagos pelas empresas n\u00e3o podem ser considerados receita por serem pagamentos de tributo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Eduardo Navarro, do escrit\u00f3rio Galv\u00e3o Villani, Navarro, Zangi\u00e1como e Bardella, concorda. \u201cFicou estabelecido desde a Emenda Constitucional n\u00ba 87, de 2015, que as empresas devem recolher o Difal quando o comprador n\u00e3o \u00e9 contribuinte de ICMS. Mas a empresa est\u00e1 recolhendo apenas porque a pr\u00f3pria fiscaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o gostaria de atribuir essa obriga\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa f\u00edsica, porque seria muito dif\u00edcil de fiscalizar\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Navarro entende que poderia ser dado ao Difal do ICMS o mesmo tratamento da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e do IPI, que s\u00e3o impostos de entrada, pagos pela empresa somente para facilitar a arrecada\u00e7\u00e3o. De acordo com o advogado, esses valores n\u00e3o fazem parte da receita da empresa, s\u00e3o apenas recolhidos em nome do comprador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/09\/receita-nega-deducao-do-difal-icms-do-imposto-de-renda.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/09\/receita-nega-deducao-do-difal-icms-do-imposto-de-renda.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Modula\u00e7\u00e3o de efeitos: STF decide em 90,9% dos casos favoravelmente ao fisco<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento do JOTA mostra que o Supremo Tribunal Federal (STF) modulou pelo menos 66 processos tribut\u00e1rios desde 2021. Desse total, 60 \u2013 ou 90,9% \u2013 foram favor\u00e1veis ao fisco, ao impedir que os contribuintes tenham direito \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o de tributos pagos indevidamente no passado. Dos outros seis \u2013 ou 9,1% \u2013, duas modula\u00e7\u00f5es de efeitos foram favor\u00e1veis e outras quatro parcialmente favor\u00e1veis aos contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio, entretanto, muda quando levamos em considera\u00e7\u00e3o o n\u00famero de teses analisadas pelo tribunal, e n\u00e3o o n\u00famero de casos. Isso porque, em algumas situa\u00e7\u00f5es, a mesma tese fixada pelo STF \u00e9 aplicada em v\u00e1rios processos que tratam do mesmo tema. Esse \u00e9 o caso, por exemplo, do julgamento por meio do qual o Supremo proibiu a institui\u00e7\u00e3o de uma al\u00edquota de ICMS sobre energia e telecomunica\u00e7\u00f5es acima da al\u00edquota m\u00e9dia aplicada sobre as opera\u00e7\u00f5es em geral. A Corte tomou essa decis\u00e3o em 2021, por meio do RE 714.139 (Tema 745), e em 2022 replicou o entendimento no julgamento de outras 24 a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade (ADIs) envolvendo as legisla\u00e7\u00f5es estaduais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mostram que os 66 processos com modula\u00e7\u00f5es de efeitos desde 2021 correspondem a 19 teses tribut\u00e1rias. Das 19 teses, 14 \u2013 ou 73,7% \u2013 foram favor\u00e1veis ao fisco, impedindo a devolu\u00e7\u00e3o retroativa de tributos \u00e0s pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas. Das outras cinco \u2013 ou 26,3% \u2013, duas foram favor\u00e1veis e outras tr\u00eas parcialmente favor\u00e1veis aos contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento considerou 2021 como marco inicial porque foi o ano em que o STF modulou os efeitos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. Neste caso, o Supremo excluiu o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Desde ent\u00e3o, tributaristas apontaram uma multiplica\u00e7\u00e3o dos casos com modula\u00e7\u00e3o de efeitos na Corte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados fazem parte de um relat\u00f3rio especial que foi enviado exclusivamente aos assinantes corporativos do JOTA PRO Tributos.. Agora, voc\u00ea, leitor do site, tamb\u00e9m poder\u00e1 ter acesso gratuitamente ao relat\u00f3rio especial do JOTA PRO Tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/modulacao-de-efeitos-stf-decide-em-909-dos-casos-favoravelmente-ao-fisco-11082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/modulacao-de-efeitos-stf-decide-em-909-dos-casos-favoravelmente-ao-fisco-11082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF julga extin\u00e7\u00e3o da pena por crime tribut\u00e1rio<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) validou a norma que abranda a responsabiliza\u00e7\u00e3o penal de crimes tribut\u00e1rios. Os dispositivos analisados dispensam a aplica\u00e7\u00e3o da pena \u2014 que pode chegar a cinco anos de reclus\u00e3o \u2014 caso a d\u00edvida seja paga ou parcelada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 analisado por meio de a\u00e7\u00e3o apresentada pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (ADI 4273) contra a Lei n\u00ba 11.941, de 2009. Sete dos 11 ministros votaram at\u00e9 ontem, todos pela manuten\u00e7\u00e3o de dispositivos da norma. Realizado no Plen\u00e1rio Virtual, o julgamento termina na segunda-feira (14), mas ainda pode ser suspenso por pedido de vista ou destaque \u2014 que transfere a quest\u00e3o para o plen\u00e1rio f\u00edsico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pontos sob an\u00e1lise afirmam que, na hip\u00f3tese de parcelamento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio antes do oferecimento da den\u00fancia, ela s\u00f3 poder\u00e1 ser aceita se houver inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o objeto da den\u00fancia (artigo 67) e tamb\u00e9m suspendem a puni\u00e7\u00e3o por sonega\u00e7\u00e3o e similares (penas que podem chegar a cinco anos) quando s\u00e3o suspensos os d\u00e9bitos por parcelamento (artigo 68) e nos casos que houver o pagamento integral (artigo 69).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a procuradoria alega que o legislador verificou que, sem a coer\u00e7\u00e3o penal, n\u00e3o haveria arrecada\u00e7\u00e3o de tributos que permitisse o desenvolvimento nacional e a elimina\u00e7\u00e3o da marginaliza\u00e7\u00e3o e das desigualdades sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Argumenta ainda que os dispositivos contestados \u201crefor\u00e7am a percep\u00e7\u00e3o da dupla balan\u00e7a da Justi\u00e7a: penaliza sistematicamente os delitos dos pobres e se mostra complacente com os delitos dos ricos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prevalece no julgamento o voto do relator, ministro Nunes Marques. Ele considerou que a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade como decorr\u00eancia da repara\u00e7\u00e3o integral do dano causado ao er\u00e1rio pela pr\u00e1tica de crime contra a ordem tribut\u00e1ria constitui op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que vem sendo adotada h\u00e1 muito tempo. De acordo com ele, isso demonstra a preval\u00eancia do interesse do Estado na arrecada\u00e7\u00e3o das receitas provenientes dos tributos \u2014 para obter a finalidade a que se destinam \u2014 em detrimento da aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o penal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA \u00eanfase conferida pelo legislador \u00e0 repara\u00e7\u00e3o do dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, com a ado\u00e7\u00e3o das medidas de despenaliza\u00e7\u00e3o (causas suspensiva e extintiva de punibilidade) previstas nos dispositivos legais impugnados, em vez de frustrar os objetivos da Rep\u00fablica, contribui para a concretiza\u00e7\u00e3o das aspira\u00e7\u00f5es de nossa Lei Maior\u201d, afirma ele, no voto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro manteve a validade dos artigos 67 e 69 e n\u00e3o analisou o 68, por quest\u00e3o t\u00e9cnica \u2014 na pr\u00e1tica, segue v\u00e1lido. O voto foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Rosa Weber, Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia e Cristiano Zanin.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Luiza Oliver, advogada criminalista e s\u00f3cia do Toron Advogados, a tese de inconstitucionalidade, refutada pela maioria dos ministros, n\u00e3o tem fundamento jur\u00eddico s\u00f3lido. \u201cIgnora completamente uma op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica v\u00e1lida do legislador para encampar um discurso meramente punitivista\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento contr\u00e1rio teria impacto negativo, acrescenta a advogada, em especial sobre os contribuintes que se encontram inseridos em programas de parcelamento. Isso porque n\u00e3o existiria mais a possibilidade de, ao fim das parcelas, extinguir a punibilidade e o processo, a menos que houvesse uma modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o (imposi\u00e7\u00e3o de limite temporal). \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de extremamente injusta, poderia gerar um enorme desincentivo para o adimplemento tribut\u00e1rio.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/10\/stf-maioria-a-favor-de-extino-da-pena-por-crime-tributrio-em-caso-de-pagamento-de-imposto.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/10\/stf-maioria-a-favor-de-extino-da-pena-por-crime-tributrio-em-caso-de-pagamento-de-imposto.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p><strong>CFC divulga estudo sobre impactos da Reforma Tribut\u00e1ria para empresas de servi\u00e7os cont\u00e1beis<\/strong>\u00a0<br>Data: 07\/08\/2023\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) divulgou, nesta segunda-feira (7), o estudo de caso sobre os impactos da Reforma Tribut\u00e1ria em empresas de servi\u00e7os cont\u00e1beis. O documento foi elaborado pelo Grupo de Estudo da Reforma Tribut\u00e1ria, composto por especialistas da autarquia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio tem o objetivo de esclarecer de forma t\u00e9cnica os reflexos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n.\u00ba 45-A, de 2019, que foi aprovada na C\u00e2mara dos Deputados no dia 7 de julho de 2023. A an\u00e1lise foi baseada na metodologia desenvolvida pelo contador e professor Fellipe Guerra, e adaptado pelo Grupo com base no estudo de caso do Munic\u00edpio de Aracaju\/SE.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Evidenciou-se que existe uma expectativa com a implementa\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria de criar um sistema mais transparente, justo e simples. O documento aponta que a PEC consolidar\u00e1 os tributos em um \u00fanico imposto, o Imposto de Valor Adicionado (IVA) Dual. Dessa forma, ser\u00e3o extintos cinco tributos, incluindo PIS, COFINS e IPI, substitu\u00eddos pela Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS); e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), que unificar\u00e1 o ICMS e ISS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O documento desenvolve, de forma exemplificativa, os reflexos da aplica\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria para as empresas prestadoras de servi\u00e7os cont\u00e1beis, levantando quest\u00f5es ainda n\u00e3o esclarecidase a eleva\u00e7\u00e3o na carga tribut\u00e1ria para os escrit\u00f3rios. O estudo alerta sobre poss\u00edvel aumento da informalidade ou a redu\u00e7\u00e3o significativa da gera\u00e7\u00e3o de empregos. Na an\u00e1lise est\u00e3o expostos os principais pontos ainda indeterminados e de grande impacto para a classe cont\u00e1bil como a indefini\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s al\u00edquotas de IBS e CBS; a depend\u00eancia de normas infraconstitucionais; a aus\u00eancia de estudos de impacto econ\u00f4mico e social; a aus\u00eancia de sistem\u00e1tica de controle para evitar aumento de carga tribut\u00e1ria; entre outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O CFC refor\u00e7a a import\u00e2ncia de um debate aberto e participativo sobre a Reforma Tribut\u00e1ria que possam garantir mudan\u00e7as significativas e que atendam \u00e0s necessidades dos contribuintes, das empresas e da sociedade em geral.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cfc.org.br\/noticias\/cfc-divulga-estudo-sobre-impactos-da-reforma-tributaria-para-empresas-de-servicos-contabeis\/\">https:\/\/cfc.org.br\/noticias\/cfc-divulga-estudo-sobre-impactos-da-reforma-tributaria-para-empresas-de-servicos-contabeis\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aberta consulta sobre tarifas de armazenagem e capatazia<\/strong>&nbsp;<br>Data: 07\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil (ANAC) abriu nesta segunda-feira, 7 de agosto, consulta p\u00fablica sobre uma proposta de resolu\u00e7\u00e3o que trata das tarifas de armazenagem e capatazia aplic\u00e1veis a cargas importadas e exportadas. A resolu\u00e7\u00e3o substituir\u00e1 a Portaria n\u00ba 219\/GC-5 de 27 de mar\u00e7o de 2001.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os pontos em discuss\u00e3o no texto da resolu\u00e7\u00e3o est\u00e3o: veda\u00e7\u00e3o de diferencia\u00e7\u00e3o entre empresas a\u00e9reas nacionais e internacionais; atualiza\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es tarif\u00e1rias; prazos de isen\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a das tarifas pelo uso da infraestrutura dedicada \u00e0 carga internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es ao texto da proposta devem ser enviadas \u00e0 Ag\u00eancia at\u00e9 o dia 21 de setembro deste ano por meio de formul\u00e1rio eletr\u00f4nico dispon\u00edvel no Portal da ANAC na p\u00e1gina Consultas e Audi\u00eancias P\u00fablicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do formul\u00e1rio da Consulta P\u00fablica n\u00ba 9\/2023, os interessados poder\u00e3o ter acesso ao texto da minuta, da justificativa, do quadro comparativo e da an\u00e1lise de impacto regulat\u00f3rio. A decis\u00e3o de submeter o tema \u00e0 consulta p\u00fablica foi tomada pela Diretoria Colegiada na reuni\u00e3o do \u00faltimo dia 1\u00ba de agosto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anac\/pt-br\/noticias\/2023\/aberta-consulta-sobre-tarifas-de-armazenagem-e-capatazia\">https:\/\/www.gov.br\/anac\/pt-br\/noticias\/2023\/aberta-consulta-sobre-tarifas-de-armazenagem-e-capatazia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relator da reforma tribut\u00e1ria sinaliza que estender\u00e1 al\u00edquota reduzida para produtos de higiene em geral<\/strong>&nbsp;<br>Data:&nbsp; 09\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s participar de almo\u00e7o da Frente Parlamentar Mista de Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (FCS) com o relator da reforma tribut\u00e1ria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (Abras), Jo\u00e3o Galassi, afirmou que Braga sinalizou estender a al\u00edquota reduzida para produtos de higiene pessoal aos itens de higiene em geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O senador apresentou a sua sugest\u00e3o que passa a considerar higiene e n\u00e3o apenas higiene pessoal. A pr\u00f3pria sugest\u00e3o do relator se refere \u00e0 quest\u00e3o da \u00e1gua sanit\u00e1ria, que estaria exclu\u00edda neste momento&#8221;, disse Galassi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Braga confirmou que o Senado ir\u00e1 fazer altera\u00e7\u00f5es no texto e evitou cravar se o n\u00famero de exce\u00e7\u00f5es ir\u00e1 aumentar ou diminuir. &#8220;Isso (novas exce\u00e7\u00f5es) depende do conjunto dos senadores. Agora, o que n\u00e3o pode \u00e9 aumentar qualquer quest\u00e3o sem que se tenha os n\u00fameros de quanto isso custar\u00e1 na carga tribut\u00e1ria para o povo brasileiro&#8221;, argumentou Braga.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O parlamentar ir\u00e1 se reunir com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o presidente da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), Davi Alcolumbre, para alinhar a tramita\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria na Casa. &#8220;N\u00f3s teremos ainda hoje \u00e0 noite uma reuni\u00e3o com o Davi e com o Rodrigo para come\u00e7armos a acertar efetivamente os procedimentos a partir de ent\u00e3o&#8221;, afirmou o relator.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/08\/09\/relator-da-reforma-tributaria-sinaliza-que-estendera-aliquota-reduzida-para-produtos-de-higiene-em-geral.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/08\/09\/relator-da-reforma-tributaria-sinaliza-que-estendera-aliquota-reduzida-para-produtos-de-higiene-em-geral.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribuinte pode aderir \u00e0 nova transa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos com a Uni\u00e3o de at\u00e9 R$ 50 milh\u00f5es<\/strong>&nbsp;<br>Data: 09\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes que buscam resolver d\u00edvidas fiscais com a Uni\u00e3o j\u00e1 podem fazer uso do programa de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para valores at\u00e9 R$ 50 milh\u00f5es, como previsto no Edital PGDAU 3\/2023. O per\u00edodo de ades\u00e3o vai at\u00e9 29 de setembro, pelo portal Regularize.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As transa\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas mesmo em fase de execu\u00e7\u00e3o ajuizada ou de parcelamento anterior rescindido ter\u00e3o descontos em d\u00e9bitos considerados irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira as transa\u00e7\u00f5es em cada modalidades (Arte: TUTU)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes que buscam resolver d\u00edvidas fiscais com a Uni\u00e3o j\u00e1 podem fazer uso do programa de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para valores at\u00e9 R$ 50 milh\u00f5es, como previsto no Edital PGDAU 3\/2023. O per\u00edodo de ades\u00e3o vai at\u00e9 29 de setembro, pelo portal Regularize.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As transa\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas mesmo em fase de execu\u00e7\u00e3o ajuizada ou de parcelamento anterior rescindido ter\u00e3o descontos em d\u00e9bitos considerados irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira, a seguir, as transa\u00e7\u00f5es em cada modalidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>1 \u2014 Transa\u00e7\u00e3o por ades\u00e3o na cobran\u00e7a da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o (DAU): para pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, com regras espec\u00edficas a pessoas f\u00edsicas, Microempresas (MEs), Empresas de Pequeno Porte (EPPs), Santas Casas de Miseric\u00f3rdia, sociedades cooperativas e demais organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil ou institui\u00e7\u00f5es de ensino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>2 \u2014 Transa\u00e7\u00e3o do contencioso de pequeno valor relativo ao processo de cobran\u00e7a da DAU: para pessoas f\u00edsicas, Microempreendedores Individuais (MEIs), MEs e EPPs com d\u00e9bitos tribut\u00e1rios inscritos em d\u00edvida ativa h\u00e1 mais de um ano, desde que o valor consolidado n\u00e3o ultrapasse 60 sal\u00e1rios m\u00ednimos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>3 \u2014 Transa\u00e7\u00e3o de inscri\u00e7\u00f5es garantidas por seguro garantia ou carta fian\u00e7a: para pessoas f\u00edsicas e pessoas jur\u00eddicas, em casos de decis\u00e3o transitada em julgado desfavor\u00e1vel ao sujeito passivo nos quais os cr\u00e9ditos inscritos na d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o estejam garantidos por seguro garantia ou carta fian\u00e7a, antes da ocorr\u00eancia do sinistro ou do in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o da garantia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Regras gerais&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O valor de entrada ser\u00e1 equivalente a um porcentual (5%, 6%, 50%, 40% ou 30%) determinado sobre o valor da d\u00edvida consolidada, conforme o caso, e o restante dividido em at\u00e9 133 presta\u00e7\u00f5es mensais e sucessivas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A presta\u00e7\u00e3o inicial dever\u00e1 ser paga at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil do m\u00eas em que realizada a ades\u00e3o. O valor m\u00ednimo da presta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 inferior a R$ 100, exceto no caso de MEIs, cujo valor m\u00ednimo n\u00e3o ser\u00e1 inferior a R$ 25.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte que desejar aderir qualquer modalidade de transa\u00e7\u00e3o assumir\u00e1 tamb\u00e9m o compromisso de autoriza\u00e7\u00e3o para compensa\u00e7\u00e3o, no momento da efetiva disponibiliza\u00e7\u00e3o financeira, de valores relativos a precat\u00f3rios federais de que seja credor e a manuten\u00e7\u00e3o da regularidade perante o Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.fecomercio.com.br\/noticia\/contribuinte-pode-aderir-a-nova-transacao-de-debitos-com-a-uniao-de-ate-r-50-milhoes#:~:text=09%2F08%2F2023-,Contribuinte%20pode%20aderir%20%C3%A0%20nova%20transa%C3%A7%C3%A3o%20de%20d%C3%A9bitos%20com,de%20at%C3%A9%20R%24%2050%20milh%C3%B5es&amp;text=Os%20contribuintes%20que%20buscam%20resolver,no%20Edital%20PGDAU%203%2F2023.\">https:\/\/www.fecomercio.com.br\/noticia\/contribuinte-pode-aderir-a-nova-transacao-de-debitos-com-a-uniao-de-ate-r-50-milhoes#:~:text=09%2F08%2F2023-,Contribuinte%20pode%20aderir%20%C3%A0%20nova%20transa%C3%A7%C3%A3o%20de%20d%C3%A9bitos%20com,de%20at%C3%A9%20R%24%2050%20milh%C3%B5es&amp;text=Os%20contribuintes%20que%20buscam%20resolver,no%20Edital%20PGDAU%203%2F2023.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MP traz regras para regulamentar o trust<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo incluiu na medida provis\u00f3ria do sal\u00e1rio m\u00ednimo (MP n\u00ba 1.172) regras para regulamentar o trust no Brasil. O texto, aprovado nesta semana por comiss\u00e3o mista do Congresso Nacional, trata da modalidade irrevog\u00e1vel &#8211; em que o doador repassa imediatamente os direitos sobre os seus bens -, de tributa\u00e7\u00e3o e de instrumentos similares, como funda\u00e7\u00e3o e um tipo de seguro de vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o pontos que foram inclu\u00eddos ou aperfei\u00e7oados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 MP anterior, de n\u00ba 1.171, que tamb\u00e9m tratava do tema. Outros assuntos foram incorporados \u00e0 medida provis\u00f3ria do sal\u00e1rio m\u00ednimo para agilizar a vota\u00e7\u00e3o &#8211; entre eles, a corre\u00e7\u00e3o da tabela do Imposto de Renda, para n\u00e3o perder a validade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O trust consiste em um contrato privado em que o instituidor transfere a propriedade de bens a algu\u00e9m (o trustee) que assume a obriga\u00e7\u00e3o de administr\u00e1-los em benef\u00edcio do pr\u00f3prio instituidor ou de pessoas por ele indicadas, geralmente herdeiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O instrumento \u00e9 muito utilizado para planejamentos patrimoniais no exterior. A dificuldade \u00e9 que hoje n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o em lei nacional sobre seu uso e tributa\u00e7\u00e3o. Existem, inclusive, diverg\u00eancias entre Receita Federal, Estados e contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje h\u00e1 risco de dupla tributa\u00e7\u00e3o &#8211; de Imposto de Renda e ITCMD -, al\u00e9m de risco de nenhuma incid\u00eancia a depender da interpreta\u00e7\u00e3o dada, segundo Daniel L\u00f3ria, diretor da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda e elaborador da proposta. O texto anterior, afirma ele, passou por aperfei\u00e7oamento depois de audi\u00eancias com o setor privado e sociedade civil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00f3ria destaca tr\u00eas novidades. A primeira trata dos trusts irrevog\u00e1veis &#8211; que s\u00e3o minoria hoje. Entre 90% e 95% dos trusts utilizados por brasileiros s\u00e3o revog\u00e1veis, segundo o diretor, formato que j\u00e1 estava resolvido no texto anterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 um par\u00e1grafo a mais [em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 MP 1.171] falando que se o instituidor abre m\u00e3o de direitos sobre o patrim\u00f4nio, j\u00e1 pode ser reputado ocorrido naquele momento a transfer\u00eancia para o benefici\u00e1rio\u201d, afirma ele, acrescentando que j\u00e1 implica transfer\u00eancia de direitos como se fosse uma doa\u00e7\u00e3o em vida e o benefici\u00e1rio passa a ser o titular do patrim\u00f4nio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m contempla os casos em que o benefici\u00e1rio n\u00e3o sabe os valores que vai receber no futuro. Foi inserida a previs\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o do trustee (administrador) de fornecer informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o titular cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias no Brasil. \u201cN\u00e3o quer\u00edamos que o patrim\u00f4nio ficasse em um limbo que ningu\u00e9m declarasse. E nem que deixasse de pagar imposto periodicamente sobre os rendimentos do trust\u201d, afirma L\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor esclarece que o trustee n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pelo tributo que tem que ser pago. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para ser assim porque o trustee \u00e9 um estrangeiro, n\u00e3o \u00e9 contribuinte do Imposto de Renda. O que colocamos \u00e9 que ele \u00e9 respons\u00e1vel por prover os recursos financeiros necess\u00e1rios para o titular do patrim\u00f4nio cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias no Brasil\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A terceira mudan\u00e7a foi feita para impedir que se escape das regras atuais com a ado\u00e7\u00e3o de instrumentos similares. Segundo L\u00f3ria, h\u00e1 um modelo de funda\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos que funciona praticamente da mesma forma que um trust e, por isso, h\u00e1 um artigo indicando que contratos an\u00e1logos ter\u00e3o as mesmas regras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das funda\u00e7\u00f5es, o diretor cita um modelo de seguro de vida que existe no exterior e \u00e9 mais parecido com o plano de previd\u00eancia VGBL nacional. \u201cSe forem criados outros instrumentos estrangeiros an\u00e1logos tamb\u00e9m ser\u00e3o submetidos ao mesmo tratamento tribut\u00e1rio.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 estimativa de arrecada\u00e7\u00e3o com o trust, de acordo com L\u00f3ria, j\u00e1 que o objetivo da norma era resolver um ambiente inseguro juridicamente. \u201cO que eu mais via na pr\u00e1tica, antes de entrar no governo, era gente adotando alguma posi\u00e7\u00e3o para reportar o trust, mas sempre em d\u00favida, sempre correndo risco. O que tentamos foi criar uma regra clara\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Andreza Ribeiro, do escrit\u00f3rio Stocche Forbes Advogados, diz estar surpresa com a inclus\u00e3o desse assunto em uma nova MP. \u201cPode haver uma discuss\u00e3o de pertin\u00eancia tem\u00e1tica e at\u00e9 trazer contencioso\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a MP pode ser vista com bons olhos por disciplinar o tratamento fiscal dos trusts, segundo Fl\u00e1via Gerola, do Trench Rossi Watanabe. Entre as novidades, a advogada destaca a diferencia\u00e7\u00e3o entre trust revog\u00e1vel e irrevog\u00e1vel e tamb\u00e9m a abrang\u00eancia de assemelhar estruturas como funda\u00e7\u00f5es aos trusts.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/10\/mp-traz-regras-para-regulamentar-o-trust.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/10\/mp-traz-regras-para-regulamentar-o-trust.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sonega\u00e7\u00e3o e inadimpl\u00eancia v\u00e3o cair ap\u00f3s reforma, promete Appy<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo trabalha para criar um sistema de arrecada\u00e7\u00e3o que reduzir\u00e1 fortemente a sonega\u00e7\u00e3o e inadimpl\u00eancia ap\u00f3s a reforma tribut\u00e1ria. \u201cMuito provavelmente, no Brasil, n\u00f3s vamos ter o modelo de cobran\u00e7a mais eficiente do mundo\u201d, afirmou ao Valor o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy. \u201cN\u00e3o estou brincando.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o sistema que recolher\u00e1 a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), que substituir\u00e3o cinco tributos: as contribui\u00e7\u00f5es PIS e Cofins, o Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) e o Imposto sobre Servi\u00e7os (ISS). A CBS e o IBS ser\u00e3o cobrados juntos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Appy ressaltou que a elabora\u00e7\u00e3o do modelo, do tipo \u201csplit payment\u201d, ainda est\u00e1 em fase inicial. \u201cA ideia \u00e9 que, no momento do pagamento, seja carregada uma chave, que estamos chamando de \u2018fatura\u2019, que vincula o documento fiscal ao instrumento de pagamento\u201d, disse. Antes de creditar o dinheiro na conta do fornecedor, o sistema j\u00e1 compensar\u00e1 cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, quando houver, e descontar\u00e1 o imposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sonega\u00e7\u00e3o e inadimpl\u00eancia, que se tornar\u00e3o mais dif\u00edceis com esse novo sistema, s\u00e3o fatores que influenciam o chamado \u201chiato de conformidade\u201d, ou seja, a diferen\u00e7a entre o que deveria ser arrecadado, com base na legisla\u00e7\u00e3o, e o que efetivamente \u00e9 recolhido. Outros fatores que elevam o hiato s\u00e3o a elis\u00e3o (utiliza\u00e7\u00e3o de \u201cbrechas\u201d na lei para pagar menos impostos) e a judicializa\u00e7\u00e3o. Um exemplo sobre como os lit\u00edgios afetam a arrecada\u00e7\u00e3o s\u00e3o os cr\u00e9ditos em discuss\u00e3o no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que chegam a R$ 1,5 trilh\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 esperado que o hiato de conformidade se reduza ap\u00f3s a reforma. Um motivo, informou o secret\u00e1rio, \u00e9 a simplifica\u00e7\u00e3o do sistema, que ajuda a diminuir contenciosos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 impacto em outros tributos. Pa\u00edses que adotaram um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), nos moldes do que ser\u00e3o a CBS e o IBS, observaram melhora no pagamento do Imposto de Renda. Isso porque o sistema estimula a formaliza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Menor hiato de conformidade \u00e9 um dos fatores que explicam por que a nova tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo no Brasil foi estimada pelo Minist\u00e9rio da Fazenda em no m\u00e1ximo 27%, e produzir\u00e1 a mesma arrecada\u00e7\u00e3o que os 34,4% praticados atualmente: 12,45% do Produto Interno Bruto (PIB).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os 34,4%, explicou Appy, correspondem \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o efetivamente incidente em um produto tributado com 18% de ICMS e 9,25% de PIS\/Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ICMS e os novos tributos que haver\u00e1 ap\u00f3s a reforma s\u00e3o calculados de forma diferente, explicou o secret\u00e1rio. Por isso, suas al\u00edquotas n\u00e3o podem ser diretamente comparadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a al\u00edquota do ICMS \u00e9 de 18%, na maior parte dos casos. \u00c9 cobrada \u201cpor dentro\u201d, ou seja, o tributo \u00e9 calculado sobre o pre\u00e7o do produto, inclusive os impostos. Calculados \u201cpor fora\u201d (sobre o pre\u00e7o dos produtos sem impostos), como ser\u00e1 o IBS, os 18% correspondem a 24,2%. O mesmo ocorre com o PIS\/Cofins: a al\u00edquota \u201cpor dentro\u201d \u00e9 de 9,25%, e a \u201cpor fora\u201d, de 10,2%. A soma dos tributos seria de 27,25% no c\u00e1lculo \u201cpor dentro\u201d e de 34,4% no c\u00e1lculo \u201cpor fora\u201d. \u201cEssa sim, \u00e9 uma das maiores al\u00edquotas do mundo\u201d, comentou Appy.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que explica a diferen\u00e7a entre os 34,4% atuais e os 27% estimados ap\u00f3s a reforma \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de regimes especiais, al\u00edquotas reduzidas e benef\u00edcios concedidos com base nos tributos que ser\u00e3o eliminados na reforma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda divulgou na \u00faltima ter\u00e7a-feira uma estimativa sobre a nova al\u00edquota-padr\u00e3o sobre o consumo, que variar\u00e1 de 25,45% a 27%, considerando a vers\u00e3o da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 45 aprovada pela C\u00e2mara dos Deputados. Os c\u00e1lculos consideram dois cen\u00e1rios: um em que o hiato de conformidade \u00e9 de 10% &#8211; n\u00edvel observado na Hungria, onde a tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo \u00e9 de 27% &#8211; e outro em que \u00e9 de 15%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mostrou tamb\u00e9m que os tratamentos favorecidos inclu\u00eddos na PEC 45 pela C\u00e2mara acrescentaram de 4,72 a 4,98 pontos percentuais na al\u00edquota-padr\u00e3o. A ideia \u00e9 dar ao Congresso uma base para avaliar o peso de cada exce\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e1lculo da al\u00edquota n\u00e3o \u00e9 \u201ccravado\u201d porque h\u00e1 muitos elementos ainda n\u00e3o definidos sobre o novo sistema tribut\u00e1rio, disse o secret\u00e1rio. Al\u00e9m de a pr\u00f3pria PEC 45 poder ser modificada no Senado, onde est\u00e1 em an\u00e1lise, existem v\u00e1rios fatores que s\u00f3 ser\u00e3o definidos posteriormente, em legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional. Por exemplo: como funcionar\u00e3o os regimes espec\u00edficos de tributa\u00e7\u00e3o, o Imposto Seletivo (que ser\u00e1 criado na reforma para tributar produtos danosos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente), quais produtos estar\u00e3o na cesta b\u00e1sica a ser desonerada. H\u00e1 indefini\u00e7\u00f5es ainda sobre o escopo dos servi\u00e7os de sa\u00fade e de educa\u00e7\u00e3o que ter\u00e3o direito a al\u00edquotas reduzidas, exemplificou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/08\/10\/sonegacao-e-inadimplencia-vao-cair-apos-reforma-promete-appy.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/08\/10\/sonegacao-e-inadimplencia-vao-cair-apos-reforma-promete-appy.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novo modelo exigir\u00e1 integra\u00e7\u00e3o entre os fiscos federal, estaduais e municipais, diz Appy<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado do grau de sonega\u00e7\u00e3o, elis\u00e3o fiscal, inadimpl\u00eancia e perda de receita em decorr\u00eancia da judicializa\u00e7\u00e3o, o chamado hiato de conformidade dever\u00e1, segundo previs\u00f5es do Minist\u00e9rio da Fazenda, diminuir de forma expressiva no pa\u00eds com a migra\u00e7\u00e3o para o novo modelo tribut\u00e1rio. Isso se dar\u00e1 em raz\u00e3o, principalmente, da simplifica\u00e7\u00e3o trazida pelas novas regras. Durante semin\u00e1rio realizado na C\u00e2mara Vereadores de Santos (SP) nesta sexta-feira (11\/8), o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy, informou que o governo est\u00e1 criando um sistema de cobran\u00e7a que permitir\u00e1 o recolhimento do tributo no momento da liquida\u00e7\u00e3o financeira das opera\u00e7\u00f5es. Esse novo sistema ser\u00e1 gerido conjuntamente pelos fiscos federal, dos estados e dos munic\u00edpios e tamb\u00e9m pelo Conselho Federativo institu\u00eddo no \u00e2mbito da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 45\/2019.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Appy, o novo m\u00e9todo de cobran\u00e7a est\u00e1 come\u00e7ando a ser montado pelo Minist\u00e9rio da Fazenda e possibilitar\u00e1 a cobran\u00e7a do imposto no momento do pagamento da opera\u00e7\u00e3o, por meio de uma chave ligando o documento fiscal ao instrumento de pagamento. \u201cPode ser PIX, boleto, TED, cart\u00e3o de cr\u00e9dito\u201d, elencou Appy. No momento de creditar o imposto na conta do vendedor \u2013 explicou o secret\u00e1rio \u2013 ser\u00e1 feita uma checagem para saber se ele tem cr\u00e9dito. Se tiver, o cr\u00e9dito \u00e9 abatido e o valor integral \u00e9 depositado na conta dele. Se ele n\u00e3o tiver cr\u00e9dito, o imposto incidente naquela opera\u00e7\u00e3o \u00e9 deduzido e o valor \u00e9 creditado na conta do vendedor. \u201cA tecnologia do Brasil permite fazer isso\u201d, salientou Appy.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa nova forma de cobran\u00e7a \u2013 assinalou Appy \u2013 \u201cderruba a sonega\u00e7\u00e3o e a inadimpl\u00eancia\u201d e exigir\u00e1 grande integra\u00e7\u00e3o entre os fiscos. \u201cQuando um fiscaliza, est\u00e1 fiscalizando para todos\u201d, afirmou.&nbsp; Estados e munic\u00edpios manter\u00e3o a autonomia de fiscaliza\u00e7\u00e3o, feita de forma coordenada com os demais entes federativos por meio do Conselho Federativo e da interlocu\u00e7\u00e3o entre o Conselho e a Receita Federal. \u201cTodo mundo trabalhando com o mesmo objetivo. Isso \u00e9 muito positivo\u201d, disse Appy.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo elaborado pela Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria (Sert) divulgado no come\u00e7o desta semana e entregue ao relator da PEC 45\/2019 no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), destaca: \u201cH\u00e1 motivos s\u00f3lidos para esperar que o \u2018hiato de conformidade\u2019 relativo aos novos tributos criados pela PEC 45 seja significativamente menor do que o atual. Um desses motivos \u00e9 a grande simplifica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o, que ter\u00e1 uma quantidade muito menor de al\u00edquotas e de regimes especiais relativamente ao sistema atual\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Semin\u00e1rio&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O semin\u00e1rio desta sexta-feira em Santos, intitulado \u201cA Reforma Tribut\u00e1ria Poss\u00edvel e Necess\u00e1ria\u201d, foi promovido pelo jornal A Orla, com o apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) e o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), entre outras entidades. O secret\u00e1rio Appy participou da mesa de abertura do evento e do painel \u201cSimplifica\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria\u201d, com o mestre em Direito Tribut\u00e1rio Victor Macedo. O moderador foi o editor do jornal A Orla, Marco Santana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Appy destacou avan\u00e7os importantes para a simplifica\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio nacional introduzidos pela PEC 45\/2019, em tramita\u00e7\u00e3o no Senado, como a base ampla de incid\u00eancia, a n\u00e3o cumulatividade plena, a tributa\u00e7\u00e3o no destino e as regras mais claras e homog\u00eaneas. Ao abordar a base ampla, uma das premissas essenciais do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), base da Reforma Tribut\u00e1ria, o secret\u00e1rio voltou a afirmar que a separa\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os \u201c\u00e9 incompat\u00edvel com a nova economia\u201d, constata\u00e7\u00e3o amplamente reconhecida nas melhores pr\u00e1ticas internacionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/novo-modelo-exigira-integracao-entre-os-fiscos-federal-estaduais-e-municipais-diz-appy\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/novo-modelo-exigira-integracao-entre-os-fiscos-federal-estaduais-e-municipais-diz-appy<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal lan\u00e7a novo painel de consulta das destina\u00e7\u00f5es do Imposto de Renda aos Fundos de Direito<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 dispon\u00edvel na p\u00e1gina da Receita Federal na internet, mais um painel com informa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas sobre o IRPF: Destina\u00e7\u00f5es Sociais na Declara\u00e7\u00e3o. Refere-se \u00e0 destina\u00e7\u00e3o de parte do Imposto de Renda das pessoas f\u00edsicas aos fundos de direito da crian\u00e7a, adolescentes e da pessoa idosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No painel \u00e9 poss\u00edvel visualizar o potencial de destina\u00e7\u00e3o, o que foi destinado na declara\u00e7\u00e3o e o que foi efetivamente pago. Al\u00e9m dos dados nacionais, as informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis por Estados e Munic\u00edpios, referentes aos exerc\u00edcios de 2021, 2022 e 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O painel leva em considera\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; as destina\u00e7\u00f5es efetuadas no momento da entrega da declara\u00e7\u00e3o (e n\u00e3o as efetuadas no ano-calend\u00e1rio);&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; as declara\u00e7\u00f5es no modelo completo (dedu\u00e7\u00f5es legais);&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; o potencial m\u00e1ximo de destina\u00e7\u00e3o com base nos dados declarados (imposto devido);&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; os DARF recolhidos no per\u00edodo permitido e nos c\u00f3digos 3351 e 9090.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o atualizados todo dia 25 do m\u00eas, ou seja, havendo altera\u00e7\u00e3o nas bases de dados (declara\u00e7\u00f5es ou DARF), eles ser\u00e3o automaticamente atualizados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pain\u00e9is fazem parte da estrat\u00e9gia para aumentar a transpar\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es sobre as declara\u00e7\u00f5es do Imposto de Renda das pessoas f\u00edsicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/receita-federal-lanca-novo-painel-de-consulta-das-destinacoes-do-imposto-de-renda-aos-fundos-de-direito\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/receita-federal-lanca-novo-painel-de-consulta-das-destinacoes-do-imposto-de-renda-aos-fundos-de-direito<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se o Senado aprovar reforma tribut\u00e1ria at\u00e9 outubro, &#8220;est\u00e1 de bom tamanho&#8221;, diz Haddad<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta sexta-feira (11), durante coletiva de imprensa ap\u00f3s a cerim\u00f4nia de lan\u00e7amento do novo Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), que trabalha com a previs\u00e3o de uma primeira emiss\u00e3o de t\u00edtulos soberanos &#8220;verdes ou sustent\u00e1veis&#8221; em setembro, ou, &#8220;se o processo atrasar&#8221;, em outubro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro comentou ainda sobre a tramita\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria: &#8220;[Com rela\u00e7\u00e3o] \u00e0 Reforma Tribut\u00e1ria, eu tenho s\u00f3 elogios para o Congresso Nacional. Depois de 40 anos, conseguimos aprovar a reforma tribut\u00e1ria [na C\u00e2mara]. E o Senado precisa de um tempo, n\u00e9? [Voc\u00ea] n\u00e3o quer que o Senado bata s\u00f3 o carimbo. Eles v\u00e3o estudar at\u00e9 outubro. E, para n\u00f3s, se eles aprovarem em outubro, est\u00e1 de bom tamanho.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Perguntado sobre a tramita\u00e7\u00e3o do projeto de lei do novo arcabou\u00e7o fiscal na C\u00e2mara, para onde a proposta seguiu ap\u00f3s receber emendas no Senado Federal, Haddad disse que \u00e9 preciso aprov\u00e1-lo na pr\u00f3xima semana para dar tempo de fechar o Or\u00e7amento de 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A reforma do Imposto de Renda n\u00e3o ser\u00e1 feita antes da reforma sobre consumo, at\u00e9 porque uma coisa depende da outra&#8221;, acrescentou Haddad ao ser perguntado sobre o tema durante entrevista no audit\u00f3rio do anexo do Theatro Municipal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/08\/11\/se-o-senado-aprovar-reforma-tributaria-ate-outubro-esta-de-bom-tamanho-diz-haddad.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/08\/11\/se-o-senado-aprovar-reforma-tributaria-ate-outubro-esta-de-bom-tamanho-diz-haddad.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo estuda al\u00edquota entre 17% e 20% sobre compras no exterior de at\u00e9 US$ 50<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda estuda aplicar al\u00edquota de Imposto de Importa\u00e7\u00e3o sobre remessas estrangeiras de at\u00e9 US$ 50 entre 17% e 20% sobre o valor da compra, apurou o Valor. A medida alteraria a tarifa em vigor, zerada para as plataformas estrangeiras que seguirem as normas do programa Remessa Conforme, lan\u00e7ado neste m\u00eas. O com\u00e9rcio nacional critica o imposto zero, defendendo isonomia tribut\u00e1ria entre as empresas locais e as sediadas no exterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 decidida, mas \u00e9 vista como sa\u00edda para equilibrar a carga fiscal paga pela ind\u00fastria e pelo varejo nacionais e pelos marketplaces asi\u00e1ticos. O minist\u00e9rio diz que prosseguem as negocia\u00e7\u00f5es sobre \u201cfuturos ajustes na al\u00edquota federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 iniciar a cobran\u00e7a entre 17% e 20% at\u00e9 outubro nas transa\u00e7\u00f5es de lojistas estrangeiros para pessoas f\u00edsicas. A depender da repercuss\u00e3o, a tarifa subiria em etapas. At\u00e9 dezembro, haveria nova eleva\u00e7\u00e3o, caso haja ambiente pol\u00edtico. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, j\u00e1 havia aventado uma al\u00edquota intermedi\u00e1ria para compras de at\u00e9 US $ 50, a ser definida ap\u00f3s ouvir varejistas nacionais e plataformas, mas ele enfrenta resist\u00eancias no governo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com ades\u00e3o volunt\u00e1ria, o Remessa Conforme disciplina o envio de produtos estrangeiros ao pa\u00eds. Se as normas forem cumpridas, a plataforma \u00e9 liberada de cobrar imposto de 60% sobre venda dos lojistas aos consumidores. Na pr\u00e1tica, a arrecada\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre de forma efetiva, porque h\u00e1 fraudes na postagem de bens adquiridos em marketplaces ao Brasil, para evitar o pagamento dos 60%, dizem redes locais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas que aderirem \u00e0s novas regras dever\u00e3o cobrar dois tributos nas vendas. Ser\u00e1 mantido o ICMS de 17%. A nova al\u00edquota se somaria ao imposto estadual, ambos cobrados sobre o valor da remessa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Valor apurou que o varejo considera aceit\u00e1vel uma al\u00edquota de 40%, que se somaria aos 17% de ICMS, mas cresce no setor a vis\u00e3o de que um acordo depende de flexibilizar a proposta. J\u00e1 os marketplaces internacionais entendem que a al\u00edquota de 17% afeta a opera\u00e7\u00e3o. A Shein apresentou \u00e0 Fazenda uma tarifa inferior \u00e0 pleiteada pelo varejo nacional, disse uma fonte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/impresso\/noticia\/2023\/08\/11\/governo-estuda-aliquota-entre-17-e-20-sobre-compras-no-exterior-de-ate-us-50.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/impresso\/noticia\/2023\/08\/11\/governo-estuda-aliquota-entre-17-e-20-sobre-compras-no-exterior-de-ate-us-50.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma Tribut\u00e1ria pode gerar impactos negativos para as startups<\/strong>&nbsp;<br>Data: 13\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especialista aponta cen\u00e1rios que podem aumentar a carga tribut\u00e1ria e atrapalhar o mercado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a Reforma Tribut\u00e1ria segue como uma das principais pautas do momento, especialistas analisam as diversas propostas do projeto e seus impactos nos diferentes setores da economia. Um dos mais din\u00e2micos e com grande influ\u00eancia no mercado e na sociedade como um todo \u00e9 o das startups, que, por sua natureza inovadora e escal\u00e1vel, encontra algumas particularidades no que diz respeito a legisla\u00e7\u00f5es e tributa\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Moura, contador, economista e s\u00f3cio da Quality Tax, empresa de consultoria tribut\u00e1ria e cont\u00e1bil que integra o grupo CorpServices, notou uma escassez do tema \u201cstartups\u201d nos debates sobre a Reforma Tribut\u00e1ria. Segundo ele, a raz\u00e3o pode ser o fato de que boa parte dessas empresas se enquadrem no chamado Simples Nacional, um benef\u00edcio fiscal no qual os neg\u00f3cios com faturamento anual de at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es s\u00e3o tributadas a uma al\u00edquota fixa sobre o faturamento \u2014 e a reforma manter\u00e1 esse benef\u00edcio intacto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, como \u00e9 de esperar para empresas de r\u00e1pido crescimento, assim que o limite de faturamento \u00e9 atingido, as startups passam a adotar o Lucro Presumido. \u201cNo Lucro Presumido, as empresas do setor de servi\u00e7os pagam uma al\u00edquota efetiva m\u00e9dia entre 16,53% e 19,53%, dependendo do munic\u00edpio em que est\u00e3o estabelecidas\u201d, explica o economista. \u201cNesse regime, os insumos utilizados na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os n\u00e3o d\u00e3o direito a creditamento para fins de PIS\/COFINS\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como aux\u00edlio para as empresas enquadradas nessa faixa, uma das novidades da Reforma Tribut\u00e1ria \u00e9 a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), onde a tributa\u00e7\u00e3o deixa de incidir diretamente sobre as receitas (tributa\u00e7\u00e3o em cascata) e passa a incidir sobre o \u201cvalor adicionado\u201d na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Ou seja, os insumos passar\u00e3o a gerar direito a creditamento, desde que tenham sido tributados na etapa anterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA grande quest\u00e3o \u00e9 que, no caso das startups, o \u2018insumo\u2019 mais relevante em muitas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 o capital humano, que se materializa no custo com a folha de pagamentos. E os sal\u00e1rios n\u00e3o ser\u00e3o tributados pela CBS, ou seja, n\u00e3o dar\u00e3o direito a cr\u00e9ditos\u201d, explica Moura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 prov\u00e1vel que muitos prestadores de servi\u00e7os enfrentem um aumento na carga tribut\u00e1ria, uma vez que o principal \u201cinsumo\u201d n\u00e3o vai gerar cr\u00e9ditos. E isso pode acontecer independentemente da al\u00edquota a ser praticada pela CBS \u2014 que ainda ser\u00e1 definida por lei complementar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso esse cen\u00e1rio se materialize, o mercado pode enfrentar diversas consequ\u00eancias prejudiciais, como aumento de pre\u00e7os nos servi\u00e7os, \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d de m\u00e3o de obra ou racionamento de neg\u00f3cios em diferentes empresas menores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma maneira de impedir esse desenvolvimento, segundo o especialista, \u00e9 com a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, para neutralizar, mesmo que em parte, o aumento na carga tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso que os legisladores analisem bem essa quest\u00e3o e a coloquem na balan\u00e7a. A Reforma Tribut\u00e1ria \u00e9 vital para a melhora do ambiente de neg\u00f3cios no pa\u00eds, mas ainda carece de discuss\u00f5es e an\u00e1lises mais profundas, sob o risco de impactar negativamente esse conjunto de empresas t\u00e3o importantes no processo de inamiza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica da nossa economia\u201d, conclui Moura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-midia-incorporada wp-block-embed-midia-incorporada\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"8b3Ega8Khb\"><a href=\"https:\/\/direitoce.com.br\/reforma-tributaria-pode-gerar-impactos-negativos-para-as-startups\/\">Reforma Tribut\u00e1ria pode gerar impactos negativos para as startups<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Reforma Tribut\u00e1ria pode gerar impactos negativos para as startups&#8221; &#8212; \" src=\"https:\/\/direitoce.com.br\/reforma-tributaria-pode-gerar-impactos-negativos-para-as-startups\/embed\/#?secret=4yXTDO3WmK#?secret=8b3Ega8Khb\" data-secret=\"8b3Ega8Khb\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Senadores debatem aspectos cr\u00edticos e impactantes da reforma tribut\u00e1ria; consultor avalia<\/strong>&nbsp;<br>Data: 14\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es em torno da reforma tribut\u00e1ria, aprovada em julho na C\u00e2mara dos Deputados, mas que ainda precisa de valida\u00e7\u00e3o do Senado, envolvem temas complexos que impactam diretamente a economia e a sociedade como um todo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos delicados da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 45\/2019 \u00e9 a aus\u00eancia no texto da permiss\u00e3o para tomada de cr\u00e9ditos de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) quanto \u00e0 folha de sal\u00e1rios, o que deve impactar brutalmente o setor de servi\u00e7os e todos os que t\u00eam uso intensivo de m\u00e3o-de-obra. Al\u00e9m disso, as empresas enquadradas no Simples Nacional tamb\u00e9m devem sofrer com a n\u00e3o possibilidade de cr\u00e9ditos integrais de IVA. Outro tema tamb\u00e9m complexo e deve ser amplamente debatido \u00e9 o Imposto Seletivo, um \u201csubstituto do IPI\u201d para desestimular o consumo de produtos e servi\u00e7os prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, para o advogado tributarista Lucas Ribeiro, CEO da ROIT, empresa de inova\u00e7\u00e3o e intelig\u00eancia artificial especializada na \u00e1rea tribut\u00e1ria, e professor da Faculdade Brasileira de Tributa\u00e7\u00e3o, que tem acompanhado de perto, em Bras\u00edlia, as discuss\u00f5es, o Imposto Seletivo tem merecido menos aten\u00e7\u00e3o do que deveria. \u201c\u00c9 um tributo sem limita\u00e7\u00f5es, e que poder\u00e1 ser implementado logo ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da reforma\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Imposto Seletivo vai incidir sobre produtos e servi\u00e7os prejudiciais \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente. Mas, como disse o senador Oriovisto Guimar\u00e3es [Podemos-PR], quem vai dizer se o ovo, por exemplo, faz bem ou mal \u00e0 sa\u00fade, para ser taxado? Quem vai determinar se os carros est\u00e3o gerando muitas mortes e por isso se deve tribut\u00e1-los mais?\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os efeitos da reforma \u00e0s empresas enquadradas no Simples Nacional, Ribeiro considera que boa parte das 5 milh\u00f5es nesse regime \u201cser\u00e3o prejudicadas, por diversas raz\u00f5es\u201d. Da mesma forma, as mais de 3 milh\u00f5es enquadradas no regime Lucro Presumido, que sofrer\u00e3o com aumento na carga tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista explica: \u201cAs empresas do Lucro Presumido saem da cumulatividade de PIS e COFINS a 3,65% de al\u00edquota total, para a prov\u00e1vel al\u00edquota de 25% do novo Imposto de Valor Agregado, o IVA, o qual consiste no Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Opera\u00e7\u00f5es com Bens e Servi\u00e7os (CBS). Ainda que gere cr\u00e9ditos, provocar\u00e1 uma necessidade de mudan\u00e7a abrupta na gest\u00e3o do tributo, afinal, essas empresas passar\u00e3o a operar como operam hoje as empresas no regime Lucro Real\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto citado por Lucas Ribeiro \u00e9 a falta de clareza sobre o momento de arrecada\u00e7\u00e3o dos novos tributos (IBS e CBS), que ser\u00e1 objeto de Lei Complementar. \u201cA mudan\u00e7a da sistem\u00e1tica tribut\u00e1ria poder\u00e1 provocar tamb\u00e9m maior necessidade de caixa para as empresas, aumentando o custo financeiro e n\u00e3o apenas tribut\u00e1rio\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio de incertezas, o advogado tributarista elenca outros resultados impactantes. \u201cPerda de competitividade, sem gerar cr\u00e9ditos integrais de IBS e CBS, para adquirentes pessoas jur\u00eddicas, potencial aumento da sonega\u00e7\u00e3o fiscal na venda de empresas do Simples para pessoas f\u00edsicas e potencial aumento de \u2018pejotiza\u00e7\u00e3o\u2019, uma vez que ser\u00e1 mais vantajoso comprar qualquer coisa na PJ [Pessoa Jur\u00eddica] (com cr\u00e9ditos) do que na PF [Pessoa F\u00edsica], com tributa\u00e7\u00e3o cheia.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>SETOR DE TECNOLOGIA E INOVA\u00c7\u00c3O&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ribeiro, que j\u00e1 foi presidente da Assespro-PR, entidade que representa no Paran\u00e1 o setor de tecnologia, tamb\u00e9m lamenta a aus\u00eancia no texto de uma \u201ccondi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel para empresas e setores que beneficiam o meio ambiente e a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aumenta em at\u00e9 189% o imposto para software e tecnologia em geral. Ainda, as al\u00edquotas m\u00e9dias pagas pelas empresas do setor, atualmente de 2 a 5% (ISS) e 3,65% (PIS\/Cofins), passar\u00e3o para uma refer\u00eancia de 25% de IBS e CBS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o especialista, \u201cn\u00e3o h\u00e1 c\u00e1lculos para determina\u00e7\u00e3o transparente e leg\u00edtima dos impactos da reforma e a verdadeira al\u00edquota necess\u00e1ria para neutralidade, ou seja, para que n\u00e3o haja aumento da carga tribut\u00e1ria total do Brasil\u201d. Ribeiro entende que a PEC 46\/2022, cuja autoria \u00e9 encabe\u00e7ada pelo senador Oriovisto Guimar\u00e3es, \u00e9 a que melhor trata da simplifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, objetivo essencial de uma reforma na \u00e1rea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>DADOS E C\u00c1LCULOS PRECISOS&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), que participa do grupo de trabalho da reforma tribut\u00e1ria, espera ter dados censit\u00e1rios para apurar os efeitos da reforma tribut\u00e1ria para cada empresa e cada setor, o que \u00e9 poss\u00edvel utilizando tecnologia e intelig\u00eancia artificial. Lucas Ribeiro esteve no Congresso Nacional participando das discuss\u00f5es, a convite da parlamentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas Ribeiro com a Senadora Margareth Buzetti&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou, no dia 7 de julho, a primeira fase da reforma tribut\u00e1ria. O texto ainda precisa ser aprovado pelos senadores, recebido ontem, 3 de agosto pelo Senado. A expectativa \u00e9 que a vota\u00e7\u00e3o seja conclu\u00edda at\u00e9 o final de outubro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.contadores.cnt.br\/noticias\/artigos\/2023\/08\/14\/senadores-debatem-aspectos-criticos-e-impactantes-da-reforma-tributaria-consultor-avalia.html\">https:\/\/www.contadores.cnt.br\/noticias\/artigos\/2023\/08\/14\/senadores-debatem-aspectos-criticos-e-impactantes-da-reforma-tributaria-consultor-avalia.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega possibilidade de apresenta\u00e7\u00e3o de provas ap\u00f3s interposi\u00e7\u00e3o de recurso<\/strong>&nbsp;<br>Data: 07\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) negou pedido do contribuinte para que o processo fosse remetido para turma ordin\u00e1ria do Carf para an\u00e1lise de prova apresentada ap\u00f3s interposi\u00e7\u00e3o do recurso. No caso concreto, que envolve o Banco Citibank, a prova foi entregue depois da apresenta\u00e7\u00e3o do recurso na turma ordin\u00e1ria, mas antes do julgamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, o contribuinte pede o reconhecimento de compensa\u00e7\u00e3o de IOF pago a maior em contratos de m\u00fatuo (empr\u00e9stimo). Na Delegacia de Julgamento da Receita Federal (DRJ), o pedido foi negado pela aus\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o de extratos que comprovassem o dep\u00f3sito dos recursos. Na turma ordin\u00e1ria, o contribuinte n\u00e3o apresentou esses documentos no recurso, apenas posteriormente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na C\u00e2mara Superior os conselheiros acompanharam o relator, conselheiro Vin\u00edcius Guimar\u00e3es. O julgador afirmou que o contribuinte apresentou os extratos banc\u00e1rios poucos dias antes do julgamento do recurso volunt\u00e1rio no Carf. Nessa situa\u00e7\u00e3o, a turma ordin\u00e1ria decidiu que n\u00e3o iria analisar os documentos porque n\u00e3o foram apresentados no momento oportuno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 em sede de manifesta\u00e7\u00e3o de inconformidade, o sujeito passivo deveria ter reunido os documentos suficientes e necess\u00e1rios para demonstra\u00e7\u00e3o da certeza e liquidez do cr\u00e9dito pretendido, sob pena de preclus\u00e3o do direito de produ\u00e7\u00e3o de provas documentais em outro momento processual\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao acompanhar o relator, o conselheiro Rosaldo Trevisan sugeriu que o tema poderia ser sumulado, pois o entendimento da turma \u00e9 pac\u00edfico. O pleno da C\u00e2mara Superior do Carf define as s\u00famulas anualmente, e a reuni\u00e3o de 2023 est\u00e1 marcada para dia 20 de novembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos s\u00e3o os de n\u00fameros 16327.903229\/2008-11 e 16327.904312\/2008-15.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-possibilidade-de-apresentacao-de-provas-apos-interposicao-de-recurso-07082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-possibilidade-de-apresentacao-de-provas-apos-interposicao-de-recurso-07082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m exig\u00eancia de vincula\u00e7\u00e3o f\u00edsica para regime de drawback antes de 2010<\/strong>&nbsp;<br>Data: 08\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por seis votos a dois, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) manteve a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de vincula\u00e7\u00e3o f\u00edsica entre os insumos importados e os produtos exportados para frui\u00e7\u00e3o do regime de drawback na modalidade suspens\u00e3o no per\u00edodo anterior a 2010. O drawback \u00e9 um regime aduaneiro especial que prev\u00ea benef\u00edcios fiscais para insumos importados utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Decreto-Lei 37\/1966 prev\u00ea no artigo 78 o benef\u00edcio de drawback, com a suspens\u00e3o de pagamento de tributos, como Imposto de Importa\u00e7\u00e3o e IPI. At\u00e9 2010, havia a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o da vincula\u00e7\u00e3o f\u00edsica entre o insumo importado e o produto destinado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. A partir da Lei 12.350\/2010 e da Portaria RFB\/Secex 467\/2010, essa exig\u00eancia deixou de existir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, conselheira Erika Costa Camargos Autran, defendeu a retroatividade dessa altera\u00e7\u00e3o ao caso concreto, que \u00e9 de 2004 e \u00e9 relativo \u00e0 Saint-Gobain Canaliza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a parte majorit\u00e1ria da turma acompanhou o entendimento do conselheiro Rosaldo Trevisan, que n\u00e3o v\u00ea possibilidade de efeito retroativo da altera\u00e7\u00e3o legislativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Trevisan, a Portaria RFB\/Secex 467\/2010 cria um marco temporal e at\u00e9 prev\u00ea certa retroatividade ben\u00e9fica para os contribuintes. O artigo 5-A da norma, que trata da vincula\u00e7\u00e3o f\u00edsica, foi inclu\u00eddo na portaria apenas em 2014 e prev\u00ea que os efeitos passariam a valer retroativamente desde julho de 2010. Na avalia\u00e7\u00e3o do conselheiro, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ampliar esse efeito para al\u00e9m desse per\u00edodo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm primeiro lugar, isso [ampliar a retroatividade] pra mim seria negar vig\u00eancia \u00e0 portaria, porque se a portaria diz que retroage at\u00e9 a data tal e eu estou dizendo que retroage at\u00e9 quando eu quiser, eu estou n\u00e3o aplicando uma portaria conjunta entre dois \u00f3rg\u00e3os que disciplinam este tema. Tenho extrema dificuldade em primeiro lugar considerar isso uma retroa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a relatora defendeu que era o caso de aplicar o artigo 106 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), que prev\u00ea a retroatividade da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em alguns casos. Entre eles, quando a lei deixa de tratar um ato como infra\u00e7\u00e3o ou quando deixa de exigir algo do contribuinte desde que n\u00e3o tenha implicado em falta de pagamento de tributo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCriar empecilho para o adimplemento do ato concess\u00f3rio, uma vez que a empresa precisar\u00e1 ter estoque diferenciado, aumenta a burocratiza\u00e7\u00e3o dos procedimentos para o incentivo fiscal para exporta\u00e7\u00e3o, o que acaba desestimulando o uso do regime aduaneiro especial do drawback\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa decis\u00e3o, a turma manteve o entendimento exposto em dezembro de 2022 no processo 10508.720607\/2013-85, da Cargill Agr\u00edcola S\/A. Na oportunidade, a turma entendeu pela necessidade de vincula\u00e7\u00e3o f\u00edsica por sete votos a tr\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o n\u00famero 17883.000280\/2010-41.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-exigencia-de-vinculacao-fisica-para-regime-de-drawback-antes-de-2010-08082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-exigencia-de-vinculacao-fisica-para-regime-de-drawback-antes-de-2010-08082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf decide que laudo \u00e9 suficiente para comprovar \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o e afasta ITR<\/strong>&nbsp;<br>Data: 09\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aplica\u00e7\u00e3o do desempate pr\u00f3-contribuinte, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que a apresenta\u00e7\u00e3o de laudo t\u00e9cnico \u00e9 suficiente para o reconhecimento de \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP) para fins de dedu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). Parte dos conselheiros, que ficou vencida, defendia a necessidade da apresenta\u00e7\u00e3o de Ato Declarat\u00f3rio Ambiental (ADA), documento do Ibama.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o envolve a \u00e1rea tribut\u00e1vel da propriedade rural da Domar Agropecu\u00e1ria. A al\u00ednea \u201ca\u201d, do inciso II, do par\u00e1grafo primeiro, do artigo 10, da Lei 9.393\/96 prev\u00ea que a \u00e1rea tribut\u00e1vel para o ITR ser\u00e1 o resultado da \u00e1rea total do im\u00f3vel subtra\u00edda das \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente e de reserva legal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora, conselheira Ana Cec\u00edlia Lustosa Cruz, a apresenta\u00e7\u00e3o de um laudo t\u00e9cnico \u00e9 suficiente para o reconhecimento do direito. A julgadora citou que a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior decidiu pela desnecessidade da apresenta\u00e7\u00e3o do ADA no ac\u00f3rd\u00e3o 9202-009.560. A conselheira tamb\u00e9m ressaltou jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), como no REsp 665.123, e o Parecer PGFN\/CRJ 1329\/16, que orienta que a Fazenda deixe de recorrer em ju\u00edzo sobre o tema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstou utilizando nos meus votos os fundamentos que foram ali [no ac\u00f3rd\u00e3o 9202-009.560] adotados. Utilizamos o parecer da PGFN 1329, a jurisprud\u00eancia do STJ e outras fundamenta\u00e7\u00f5es para concluir pela prescindibilidade do ADA\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada La\u00eds Lapoente citou a jurisprud\u00eancia do STJ e tamb\u00e9m o parecer da PGFN para defender o provimento do recurso do contribuinte. \u201cEsse parecer dispensa a Procuradoria de recorrer e autoriza que ela desista de recursos desse tema. Portanto, manter esse lan\u00e7amento seria levar um lit\u00edgio desnecess\u00e1rio para a esfera judicial\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti abriu diverg\u00eancia por considerar que h\u00e1 necessidade de apresenta\u00e7\u00e3o do ADA expressa em lei. Na decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria, que foi contr\u00e1ria ao contribuinte, h\u00e1 men\u00e7\u00e3o ao par\u00e1grafo 1\u00ba, artigo 17-O da Lei 6.938\/81. O trecho determina que a utiliza\u00e7\u00e3o do ADA para efeito de redu\u00e7\u00e3o do valor do ITR \u00e9 obrigat\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o de n\u00famero 10735.720190\/2007-29. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-decide-que-laudo-e-suficiente-para-comprovar-area-de-preservacao-e-afasta-itr-09082023<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m decis\u00e3o pr\u00f3-contribuinte ap\u00f3s julgamento por determina\u00e7\u00e3o judicial<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o conheceu do recurso da Fazenda Nacional, mantendo, na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria que afastou a cobran\u00e7a de R$193 milh\u00f5es em Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre supostos pagamentos sem causa a empresas sem capacidade operacional e a empresas de fachada. Quando n\u00e3o conhece de um recurso, o colegiado n\u00e3o analisa o seu m\u00e9rito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) havia pedido a retirada do processo de pauta, mas o julgamento ocorreu por determina\u00e7\u00e3o judicial. O juiz M\u00e1rcio de Fran\u00e7a Moreira, da 8\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Distrito Federal, concedeu liminar ao contribuinte determinando a realiza\u00e7\u00e3o do julgamento em 30 dias. A a\u00e7\u00e3o judicial tramita sob o n\u00famero 1062040-15.2023.4.01.3400.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso chegou ao Carf ap\u00f3s o contribuinte ser autuado, em 2016, para o recolhimento do IRRF, IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, referentes aos exerc\u00edcios de 2012 a 2015. \u00c0 \u00e9poca, o Centro de Estudos Unificados Bandeirante (Ceuban) era uma entidade imune por se tratar de entidade educacional, mantenedora da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o fisco suspendeu sua imunidade ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es supostamente simuladas. A discuss\u00e3o sobre a imunidade se d\u00e1 em outro processo no Carf, de n\u00famero 15983.720173\/2017-55. Al\u00e9m da suspens\u00e3o, foram lavrados autos de infra\u00e7\u00e3o para cobran\u00e7a de tributos referentes \u00e0s supostas opera\u00e7\u00f5es simuladas. O caso julgado nesta ter\u00e7a trata somente do IRRF. A cobran\u00e7a de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins \u00e9 discutida no processo 15983-720.302\/2017-13.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Polos EAD&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na C\u00e2mara Superior, o advogado do contribuinte afirmou que a fiscaliza\u00e7\u00e3o concluiu que haveria uma falsa presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os dos polos de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (EAD) remunerados pela mantenedora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o advogado, o fisco limitou-se a analisar 24 entre mais de 170 polos de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, usando fotos das fachadas dos estabelecimentos, obtidas por meio de um aplicativo de localiza\u00e7\u00e3o via sat\u00e9lite, para concluir que n\u00e3o houve efetiva presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Por\u00e9m, segundo Diniz, a entidade anexou ao processo um \u201cvasto acervo probat\u00f3rio\u201d, incluindo comprovantes de matr\u00edculas de alunos, diplomas, notas fiscais e registros cont\u00e1beis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A outra acusa\u00e7\u00e3o fiscal diz respeito aos pagamentos a empresas que tamb\u00e9m seriam controladas por dirigentes do Ceuban. Para o fisco, os repasses seriam uma forma disfar\u00e7ada de distribui\u00e7\u00e3o de lucros aos dirigentes, o que \u00e9 vedado \u00e0s entidades imunes. Segundo o advogado, por\u00e9m, o contribuinte apresentou documentos que atestaram a efetiva presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tamb\u00e9m neste caso. De acordo com o defensor, toda a documenta\u00e7\u00e3o apresentada foi validada por auditoria independente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Jo\u00e3o Victor Ribeiro Aldinucci, n\u00e3o conheceu do recurso da Fazenda, devido \u00e0 falta de similitude f\u00e1tica com o ac\u00f3rd\u00e3o indicado como paradigma. Para um recurso ser analisado na C\u00e2mara Superior, a parte precisa comprovar que h\u00e1 diverg\u00eancia jurisprudencial sobre o tema no Carf, apresentando decis\u00f5es anteriores com a mesma discuss\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o n\u00famero 15983.720081\/2017-75.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-decisao-pro-contribuinte-apos-julgamento-por-determinacao-judicial-10082023<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m aplica\u00e7\u00e3o de s\u00famula mesmo sem pedido do contribuinte<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o desempate pr\u00f3-contribuinte, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) manteve a aplica\u00e7\u00e3o de s\u00famula vinculante na turma ordin\u00e1ria mesmo sem que o contribuinte tivesse feito pedido expresso neste sentido. A parte dos conselheiros que ficou vencida defendia que a s\u00famula n\u00e3o poderia ter sido aplicada de of\u00edcio pela turma ordin\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto trata de omiss\u00e3o de rendimentos por dep\u00f3sitos banc\u00e1rios de origem n\u00e3o comprovada. A turma ordin\u00e1ria aplicou a S\u00famula Carf 61, que prev\u00ea que dep\u00f3sitos banc\u00e1rios iguais ou inferiores a R$ 12 mil que, somados, n\u00e3o ultrapassem R$ 80 mil n\u00e3o poderiam ser considerados para a presun\u00e7\u00e3o da omiss\u00e3o de rendimentos. A aplica\u00e7\u00e3o da s\u00famula foi questionada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que alegou preclus\u00e3o, perda do direito de manifesta\u00e7\u00e3o no processo, por ter sido feita de of\u00edcio, sem pedido do contribuinte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, conselheira Ana Cec\u00edlia Lustosa Cruz, entendeu que, embora n\u00e3o tenha pedido expresso espec\u00edfico para exclus\u00e3o dos dep\u00f3sitos abaixo do limite de R$ 12 mil, a mat\u00e9ria est\u00e1 abarcada na discuss\u00e3o suscitada. \u201cA mat\u00e9ria apreciada n\u00e3o foi alheia \u00e0 controv\u00e9rsia relativa aos dep\u00f3sitos, mas estava nela contida, pois a discuss\u00e3o estava centrada na base de c\u00e1lculo do tributo exigido\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti abriu diverg\u00eancia. O julgador entendeu que o contribuinte poderia ter feito o pedido subsidi\u00e1rio no processo para, na hip\u00f3tese de a turma n\u00e3o aceitar as origens dos dep\u00f3sitos, retirar os valores da base de c\u00e1lculo. \u201cEu me sensibilizo pelo fato de ser uma s\u00famula vinculante, mas efetivamente [o contribuinte] poderia ter suscitado essa quest\u00e3o no recurso, n\u00e3o \u00e9 uma mat\u00e9ria de desconhecimento. \u00c9 uma s\u00famula muito pr\u00f3pria de dep\u00f3sito banc\u00e1rio, n\u00e3o uma norma geral de direito que ele poderia eventualmente desconhecer\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Discuss\u00f5es&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao acompanhar a relatora, o conselheiro Jo\u00e3o Victor Ribeiro Aldinucci ressaltou que, embora realmente teria de haver uma provoca\u00e7\u00e3o da parte interessada para aplica\u00e7\u00e3o de s\u00famula, dizer que a turma ordin\u00e1ria n\u00e3o poderia aplicar uma s\u00famula vinculante seria uma situa\u00e7\u00e3o complicada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDizer, agora na C\u00e2mara Superior, que a turma de origem, por ter feito um trabalho a mais, de certa forma at\u00e9 de maneira cuidadosa, aplicando uma s\u00famula cuja aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 quase cartesiana, dizer que n\u00e3o poderia ter feito isso em um grau de recurso especial, acho uma situa\u00e7\u00e3o bem complicada\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro M\u00e1rio Hermes Soares Campos ressaltou que o contribuinte em momento algum questionou o tema e que os conselheiros n\u00e3o revisitam todo o procedimento fiscal, mas julgam o recurso apresentado pelas partes. \u201cNeste caso, no julgamento n\u00e3o caberia essa aplica\u00e7\u00e3o sem que fosse [o tema] provocado porque muitas outras falhas no procedimento fiscal podem ocorrer no dia a dia e a gente n\u00e3o faz esse trabalho de revis\u00e3o\u201d, apontou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o de n\u00famero 12898.001242\/2009-99.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-aplicacao-de-sumula-mesmo-sem-pedido-do-contribuinte-11082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-aplicacao-de-sumula-mesmo-sem-pedido-do-contribuinte-11082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: incide PIS\/Cofins sobre b\u00f4nus pago a concession\u00e1ria de ve\u00edculos<\/strong>&nbsp;<br>Data: 14\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que h\u00e1 incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre b\u00f4nus pagos a concession\u00e1ria por montadora quando h\u00e1 uma venda de ve\u00edculo. O entendimento foi o de que essas verbas representam receitas pr\u00f3prias das concession\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O voto de qualidade \u00e9 o voto de minerva do presidente da turma em situa\u00e7\u00f5es de empate. No caso, o m\u00e9todo foi aplicado porque o processo tratava de pedido de restitui\u00e7\u00e3o, uma das exce\u00e7\u00f5es ao desempate pr\u00f3-contribuinte dispostas na Portaria ME 260\/20.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o vencedora foi a exposta pelo relator, conselheiro Ari Vendramini. Em seu voto, o julgador considerou que os valores s\u00e3o subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e receita pr\u00f3pria da concession\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vendramini citou a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit 366\/17, que define que os valores pagos pelas montadoras a t\u00edtulo de b\u00f4nus \u201ccaracterizam subven\u00e7\u00e3o corrente para custeio das atividades desenvolvidas pelas concession\u00e1rias de ve\u00edculos, representando receitas pr\u00f3prias das concession\u00e1rias de ve\u00edculos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo conselheiro La\u00e9rcio Cruz Uliana J\u00fanior. Para o julgador, esses valores teriam car\u00e1ter devolutivo porque correspondem a um montante prestado pela concession\u00e1ria para a montadora que posteriormente retornaria na mesma esp\u00e9cie.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro citou o voto-vista apresentado pelo desembargador Leandro Paulsen em julgamento do processo 5014845-14.2012.4.04.7200 no Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4). \u201cEsse retorno, independentemente do nome que se lhe atribua, apenas recoloca a concession\u00e1ria na disponibilidade da receita que anteriormente obtivera e que, inclusive, j\u00e1 fora submetida \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o\u201d, diz trecho do voto-vista lido pelo conselheiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos s\u00e3o os de n\u00famero10880.940112\/2011-51 e 10880.940116\/2011-30.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-incide-pis-cofins-sobre-bonus-pago-a-concessionaria-de-veiculos-14082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-incide-pis-cofins-sobre-bonus-pago-a-concessionaria-de-veiculos-14082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"1\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TRF-2 reconhece direito a cr\u00e9dito de PIS e Cofins por adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 LGPD<\/strong>&nbsp;<br>Data: 03\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se trata de medida obrigat\u00f3ria e imprescind\u00edvel ao alcance dos objetivos sociais de uma empresa \u2014 sobretudo quando ela est\u00e1 pass\u00edvel de san\u00e7\u00e3o pelo descumprimento da norma imposta \u2014, o investimento nas adequa\u00e7\u00f5es previstas em lei merece ser reconhecidas como insumos para fins de aproveitamento de cr\u00e9dito de PIS e Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento da 4\u00aa Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o ao reconhecer o direito ao aproveitamento de cr\u00e9dito de PIS e Cofins das despesas que uma empresa de meios de pagamento teve para se adequar \u00e0 Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro negou o pedido de reconhecimento do cr\u00e9dito. O ju\u00edzo entendeu que a implementa\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es decorrentes da LGPD n\u00e3o se caracteriza como insumo, pois n\u00e3o atende aos crit\u00e9rios de essencialidade ou relev\u00e2ncia para o desenvolvimento da atividade econ\u00f4mica nem se relaciona de forma direta na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os ou na produ\u00e7\u00e3o ou fabrica\u00e7\u00e3o dos bens, conforme exigido no entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (REsp 1.221.170).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda, explicou que as despesas provocadas pela LGPD est\u00e3o diretamente relacionadas \u00e0 atividade-fim da empresa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConclui-se, portanto, que, por se tratar de investimento obrigat\u00f3rio, imprescind\u00edvel ao alcance dos objetivos sociais da impetrante, e medida de seguran\u00e7a necess\u00e1ria \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos dados dos seus clientes e de terceiros, inclusive pass\u00edvel de san\u00e7\u00e3o pelo descumprimento da normatividade imposta, as despesas com as adequa\u00e7\u00f5es previstas na LGPD merecem ser reconhecidas como insumos para fins de aproveitamento no sistema da n\u00e3o-cumulatividade de PIS e Cofins\u201d, resumiu a relatora. O entendimento foi un\u00e2nime.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 a primeira decis\u00e3o favor\u00e1vel de segunda inst\u00e2ncia, que temos conhecimento. Ela \u00e9 extremamente importante para empresas que possuem gastos elevados na aquisi\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que objetivem adimplir com as normas de LGPD., especialmente empresas de tecnologia que utilizem dados como insumo para as suas atividades&#8221;, afirmou o advogado Bruno Ventura, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Bichara Advogados, que atuou no caso em favor da empresa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5112573-86.2021.4.02.5101&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-ago-03\/trf-reconhece-direito-credito-pis-cofins-adequacao-lgpd\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-ago-03\/trf-reconhece-direito-credito-pis-cofins-adequacao-lgpd<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeiro voto de Zanin libera julgamento sobre honor\u00e1rios devidos pela Fazenda<\/strong>&nbsp;<br>Data: 08\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O novo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu seu primeiro voto. Ele desempatou a vota\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral e quest\u00e3o constitucional em recurso que discute o pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios por equidade. Votou pela exist\u00eancia de repercuss\u00e3o e tamb\u00e9m de mat\u00e9ria constitucional sobre o tema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, o processo dever\u00e1 ser julgado pelo STF e, quando decidido, fixada tese a ser seguida pelas inst\u00e2ncias inferiores do Judici\u00e1rio. At\u00e9 o novo voto, havia cinco votos pela exist\u00eancia da repercuss\u00e3o geral e de quest\u00e3o constitucional e cinco votos pela inexist\u00eancia de ambas. O voto de Zanin ainda n\u00e3o foi computado no sistema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda o caso&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo trata da possibilidade de os \u00f3rg\u00e3os julgadores estipularem honor\u00e1rios advocat\u00edcios mediante par\u00e2metros equitativos, quando a Fazenda P\u00fablica for parte, nas situa\u00e7\u00f5es em que houver despropor\u00e7\u00e3o entre a remunera\u00e7\u00e3o do advogado e o trabalho efetivamente desenvolvido no caso. Em geral, s\u00e3o honor\u00e1rios em casos de valor exorbitante envolvendo a Fazenda P\u00fablica (RE 1412069).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, um s\u00f3cio de empresa devedora de tributos federais pediu para ser exclu\u00eddo da execu\u00e7\u00e3o fiscal. O pedido foi aceito, sob o argumento de que n\u00e3o ficou demonstrado que o s\u00f3cio exercia a administra\u00e7\u00e3o ou a ger\u00eancia da sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira inst\u00e2ncia fixou os honor\u00e1rios em R$ 2 mil. Ap\u00f3s recurso sobre os honor\u00e1rios, a segunda inst\u00e2ncia fixou em R$ 20 mil. Novo recurso, ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), determinou novo c\u00e1lculo com base no C\u00f3digo de Processo Civil, afastando a fixa\u00e7\u00e3o por \u201caprecia\u00e7\u00e3o equitativa\u201d, que n\u00e3o \u00e9 vinculada a percentuais do valor da causa, tendo&nbsp; em vista situa\u00e7\u00f5es de c\u00e1lculo inestim\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Zanin n\u00e3o depositou voto, apenas indicou que h\u00e1 repercuss\u00e3o geral. Em voto, o ministro Alexandre de Moraes havia afirmado que a discuss\u00e3o tem o potencial de reproduzir-se em in\u00fameras causas e envolve o disp\u00eandio de \u201cvultosas verbas p\u00fablicas\u201d, em casos que n\u00e3o h\u00e1 contrapresta\u00e7\u00e3o que justifique.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Votaram no mesmo sentido os ministros Gilmar Mendes, Lu\u00eds Roberto Barroso, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Dias Toffoli.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/08\/primeiro-voto-de-zanin-libera-julgamento-sobre-honorarios-devidos-pela-fazenda.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/08\/primeiro-voto-de-zanin-libera-julgamento-sobre-honorarios-devidos-pela-fazenda.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m IRPJ sobre juros de mora de contrato<\/strong>&nbsp;<br>Data: 08\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que incidem Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL sobre valores recebidos a t\u00edtulo de juros morat\u00f3rios por inadimplemento de contrato. A decis\u00e3o, proferida ontem, foi un\u00e2nime e mant\u00e9m a atual jurisprud\u00eancia. Contribuintes tentavam alterar o entendimento a partir de uma decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso julgado, a Ambev pedia reforma de decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2) que reconheceu a incid\u00eancia dos tributos, por entender que os juros de mora teriam natureza de indeniza\u00e7\u00e3o por lucros cessantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alegou viola\u00e7\u00e3o ao C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) e a n\u00e3o caracteriza\u00e7\u00e3o desses valores como lucros cessantes. Para a empresa n\u00e3o h\u00e1 lucros, mas perdas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, requereu a retifica\u00e7\u00e3o das apura\u00e7\u00f5es desses tributos nos \u00faltimos cinco anos e o direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o do montante indevidamente recolhido a esse t\u00edtulo e a recomposi\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos fiscais (IRPJ) e das bases de c\u00e1lculo negativas (CSLL).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro Benedito Gon\u00e7alves, destacou que a mat\u00e9ria tem sido decidida da mesma forma nas duas turmas que comp\u00f5em a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o (1\u00aa e 2\u00aa Turmas), mas que, apesar disso, o caso foi pautado para melhor an\u00e1lise da mat\u00e9ria (REsp 2002501).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa indicou, no recurso, que os precedentes do STJ eram anteriores \u00e0 decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2021, que afastou o IRPJ e a CSLL sobre a taxa Selic recebida pelo contribuinte na devolu\u00e7\u00e3o de tributos pagos indevidamente \u2014 a chamada repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito (RE 1063187).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, o Supremo considerou que a Selic, que compreende juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, constitui indeniza\u00e7\u00e3o pelo atraso no pagamento da d\u00edvida, e n\u00e3o acr\u00e9scimo patrimonial do credor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Benedito Gon\u00e7alves entendeu, por\u00e9m, que o posicionamento do STJ n\u00e3o foi afetado pela decis\u00e3o do Supremo. De acordo com o ministro, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia indicado em abril que esse julgamento do STF n\u00e3o alteraria outros precedentes da Corte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2021, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ fixou, em recurso repetitivo, como regra geral, que juros de mora t\u00eam natureza de lucros cessantes \u2014 o que permite a incid\u00eancia do IRPJ. A decis\u00e3o ponderou que valores decorrentes do pagamento em atraso de verbas alimentares a pessoas f\u00edsicas escapam \u00e0 regra geral da incid\u00eancia do Imposto de Renda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Renato Silveira, s\u00f3cio das \u00e1reas de contencioso tribut\u00e1rio e tributa\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria no Machado Associados, tanto o precedente do STF quanto o do STJ em repetitivo n\u00e3o analisaram exatamente a mesma mat\u00e9ria julgada ontem. Mas o advogado pondera que as conclus\u00f5es daqueles julgamentos sobre a natureza indenizat\u00f3ria dos juros de mora deveriam ser aplicadas ao caso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPoderiam ser consideradas para entender que os juros de mora no inadimplemento contratual tamb\u00e9m t\u00eam natureza indenizat\u00f3ria\u201d, afirma o advogado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Silveira, apesar de haver entendimento das duas turmas do STJ, o tema ainda n\u00e3o foi julgado em recurso repetitivo, fixando uma tese a ser aplicada \u00e0s inst\u00e2ncias inferiores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso espec\u00edfico julgado ontem, ainda podem ser propostos embargos de declara\u00e7\u00e3o, para pedir esclarecimentos ou apontar omiss\u00f5es na decis\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel recorrer ao Supremo Tribunal Federal se houver algum ponto constitucional apresentado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Ambev informou que n\u00e3o comenta casos em andamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/08\/stj-mantm-imposto-de-renda-e-csll-sobre-juros-por-inadimplemento-de-contrato.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/08\/stj-mantm-imposto-de-renda-e-csll-sobre-juros-por-inadimplemento-de-contrato.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m cobran\u00e7a de ISS sobre servi\u00e7o exportado<\/strong>&nbsp;<br>Data: 08\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve a incid\u00eancia de ISS sobre servi\u00e7os de pesquisa de cl\u00ednicas farmac\u00eauticas que s\u00e3o iniciados no Brasil e finalizados nos Estados Unidos. Por unanimidade, a decis\u00e3o da 2\u00aa Turma da Corte reforma entendimento do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) sobre o assunto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a Pharmaceutical Research Associates pede a anula\u00e7\u00e3o de autua\u00e7\u00f5es fiscais que recebeu no per\u00edodo do ano de 2011 sobre essas exporta\u00e7\u00f5es. Requer tamb\u00e9m a declara\u00e7\u00e3o de inexist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica tribut\u00e1ria para ser desonerada do ISS a partir daquele ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada que representa a empresa no processo, Roberta Dutra, afirmou na sustenta\u00e7\u00e3o oral que os servi\u00e7os s\u00e3o feitos no Brasil e exportados para o exterior, onde projetam seus resultados, o que deveria afastar o ISS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No TJSP, a empresa obteve decis\u00e3o para cancelar as autua\u00e7\u00f5es. Ainda conseguiu o reconhecimento de n\u00e3o haver rela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em 2011, 2012 e outubro de 2013 (data de ajuizamento da a\u00e7\u00e3o). Isso indicaria que n\u00e3o poderia abranger exerc\u00edcios futuros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a decis\u00e3o ter reconhecido a desonera\u00e7\u00e3o, o pedido declarat\u00f3rio e rela\u00e7\u00e3o ao futuro n\u00e3o foi aceito. Segundo a advogada, contudo, o requerimento negado seria o principal efeito esperado, para evitar que o Fisco continue a exigir o tributo da empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2013, a empresa recebe autua\u00e7\u00f5es fiscais todos os anos, mesmo realizando os dep\u00f3sitos judiciais, segundo a advogada. \u201cAcabaram [os ministros] por esvaziar o conte\u00fado de um pedido declarat\u00f3rio deixando aberto ao Fisco municipal a possibilidade de exigir os valores, cobrando tributos por atos id\u00eanticos aos examinados\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Francisco Falc\u00e3o afirmou no voto que n\u00e3o se caracteriza a exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os porque s\u00e3o executados no territ\u00f3rio nacional. O ministro aplicou o artigo 2\u00ba da Lei Complementar n\u00ba 116, de 2003. De acordo com o dispositivo, n\u00e3o se aplica a n\u00e3o incid\u00eancia de ISS a servi\u00e7os desenvolvidos no Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o recurso do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo foi aceito e o da farmac\u00eautica considerado prejudicado. Ainda \u00e9 poss\u00edvel apresentar recurso para pedir esclarecimentos ou apontar omiss\u00f5es (embargos de declara\u00e7\u00e3o).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/08\/stj-mantem-cobranca-de-iss-sobre-servico-exportado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/08\/stj-mantem-cobranca-de-iss-sobre-servico-exportado.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF julga extin\u00e7\u00e3o da pena por crime tribut\u00e1rio<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) validou a norma que abranda a responsabiliza\u00e7\u00e3o penal de crimes tribut\u00e1rios. Os dispositivos analisados dispensam a aplica\u00e7\u00e3o da pena \u2014 que pode chegar a cinco anos de reclus\u00e3o \u2014 caso a d\u00edvida seja paga ou parcelada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 analisado por meio de a\u00e7\u00e3o apresentada pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (ADI 4273) contra a Lei n\u00ba 11.941, de 2009. Sete dos 11 ministros votaram at\u00e9 ontem, todos pela manuten\u00e7\u00e3o de dispositivos da norma. Realizado no Plen\u00e1rio Virtual, o julgamento termina na segunda-feira (14), mas ainda pode ser suspenso por pedido de vista ou destaque \u2014 que transfere a quest\u00e3o para o plen\u00e1rio f\u00edsico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pontos sob an\u00e1lise afirmam que, na hip\u00f3tese de parcelamento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio antes do oferecimento da den\u00fancia, ela s\u00f3 poder\u00e1 ser aceita se houver inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o objeto da den\u00fancia (artigo 67) e tamb\u00e9m suspendem a puni\u00e7\u00e3o por sonega\u00e7\u00e3o e similares (penas que podem chegar a cinco anos) quando s\u00e3o suspensos os d\u00e9bitos por parcelamento (artigo 68) e nos casos que houver o pagamento integral (artigo 69).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a procuradoria alega que o legislador verificou que, sem a coer\u00e7\u00e3o penal, n\u00e3o haveria arrecada\u00e7\u00e3o de tributos que permitisse o desenvolvimento nacional e a elimina\u00e7\u00e3o da marginaliza\u00e7\u00e3o e das desigualdades sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Argumenta ainda que os dispositivos contestados \u201crefor\u00e7am a percep\u00e7\u00e3o da dupla balan\u00e7a da Justi\u00e7a: penaliza sistematicamente os delitos dos pobres e se mostra complacente com os delitos dos ricos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prevalece no julgamento o voto do relator, ministro Nunes Marques. Ele considerou que a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade como decorr\u00eancia da repara\u00e7\u00e3o integral do dano causado ao er\u00e1rio pela pr\u00e1tica de crime contra a ordem tribut\u00e1ria constitui op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que vem sendo adotada h\u00e1 muito tempo. De acordo com ele, isso demonstra a preval\u00eancia do interesse do Estado na arrecada\u00e7\u00e3o das receitas provenientes dos tributos \u2014 para obter a finalidade a que se destinam \u2014 em detrimento da aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o penal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA \u00eanfase conferida pelo legislador \u00e0 repara\u00e7\u00e3o do dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, com a ado\u00e7\u00e3o das medidas de despenaliza\u00e7\u00e3o (causas suspensiva e extintiva de punibilidade) previstas nos dispositivos legais impugnados, em vez de frustrar os objetivos da Rep\u00fablica, contribui para a concretiza\u00e7\u00e3o das aspira\u00e7\u00f5es de nossa Lei Maior\u201d, afirma ele, no voto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro manteve a validade dos artigos 67 e 69 e n\u00e3o analisou o 68, por quest\u00e3o t\u00e9cnica \u2014 na pr\u00e1tica, segue v\u00e1lido. O voto foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Rosa Weber, Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia e Cristiano Zanin.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Luiza Oliver, advogada criminalista e s\u00f3cia do Toron Advogados, a tese de inconstitucionalidade, refutada pela maioria dos ministros, n\u00e3o tem fundamento jur\u00eddico s\u00f3lido. \u201cIgnora completamente uma op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica v\u00e1lida do legislador para encampar um discurso meramente punitivista\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento contr\u00e1rio teria impacto negativo, acrescenta a advogada, em especial sobre os contribuintes que se encontram inseridos em programas de parcelamento. Isso porque n\u00e3o existiria mais a possibilidade de, ao fim das parcelas, extinguir a punibilidade e o processo, a menos que houvesse uma modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o (imposi\u00e7\u00e3o de limite temporal). \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de extremamente injusta, poderia gerar um enorme desincentivo para o adimplemento tribut\u00e1rio.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/10\/stf-maioria-a-favor-de-extino-da-pena-por-crime-tributrio-em-caso-de-pagamento-de-imposto.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/10\/stf-maioria-a-favor-de-extino-da-pena-por-crime-tributrio-em-caso-de-pagamento-de-imposto.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ julgou tema in\u00e9dito: Descontos condicionais n\u00e3o integram a base do PIS e da Cofins do adquirente<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, foi analisada se tem a natureza jur\u00eddica de receita (base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins) o montante que o varejista, em raz\u00e3o de arranjos comerciais celebrados com fornecedores, deixa de desembolsar em opera\u00e7\u00f5es de compra e venda em virtude de descontos condicionados. Na hip\u00f3tese analisada quem d\u00e1 o desconto \u00e9 o fornecedor. O varejista \u00e9 benefici\u00e1rio dos descontos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional, defende a incid\u00eancia de PIS\/COFINS sobre o valor dos descontos recebidos, nesta hip\u00f3tese, por entender que se caracterizam como descontos condicionais, vez que concedidos em troca de uma contrapresta\u00e7\u00e3o. De fato, a Uni\u00e3o defende que a exist\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es para a concess\u00e3o das bonifica\u00e7\u00f5es ou descontos comerciais, inibe a exclus\u00e3o das receitas, auferidas nessas transa\u00e7\u00f5es, da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar o processo, a Ministra Relatora, Regina Helena Costa do STJ, entendeu que, nessa hip\u00f3tese, n\u00e3o se deve aplicar os precedentes que afirmam que somente os descontos considerados incondicionais podem ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins apurada no regime n\u00e3o cumulativo, e portanto, o descontos condicionais devem ser tributados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra do STJ, referidos precedentes foram avaliados sob a \u00f3tica da pessoa jur\u00eddica que estava na posi\u00e7\u00e3o de vendedora, vale dizer, do sujeito passivo respons\u00e1vel pela outorga do desconto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Ministra do STJ, \u201csomente sob o ponto de vista do alienante, os descontos implicam redu\u00e7\u00e3o da receita decorrente da transa\u00e7\u00e3o, hip\u00f3tese na qual, caso condicionais, poder\u00e3o ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais em exame\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 relevante, para fins tribut\u00e1rios, a repercuss\u00e3o dos benef\u00edcios quanto ao adquirente de produtos ou de mercadorias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, a ministra do STJ destacou que \u201csob a perspectiva da aquisi\u00e7\u00e3o dos produtos pelo revendedor, a bonifica\u00e7\u00e3o percebida atenua o montante a ser desembolsado a t\u00edtulo de custo da opera\u00e7\u00e3o. Trata-se, portanto, de redu\u00e7\u00e3o do valor da compra dos bens a serem posteriormente comercializados, cuja an\u00e1lise n\u00e3o guarda correla\u00e7\u00e3o com o conceito de receita como ingresso financeiro positivo ao patrim\u00f4nio do varejista. Nesse caso, a obten\u00e7\u00e3o de receita somente ocorrer\u00e1 quando da revenda ao consumidor, ocasi\u00e3o na qual ter\u00e3o relev\u00e2ncia apenas eventuais abatimentos outorgados ao cliente final e n\u00e3o aqueles usufru\u00eddos em opera\u00e7\u00f5es anteriores\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, os descontos concedidos pelo fornecedor ao varejista, mesmo quando condicionados, n\u00e3o s\u00e3o valores capazes de desencadear a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS a cargo do adquirente. N\u00e3o se trata de ampliar o alcance de um benef\u00edcio fiscal sem amparo em lei, pois sob o enfoque do comprador, n\u00e3o se trata de receita e, portanto, n\u00e3o h\u00e1 fato gerador que desencadeie a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eis a ementa do julgado do STJ:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>PROCESSUAL CIVIL. TRIBUT\u00c1RIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLA\u00c7\u00c3O AO ART. 1.022 DO CPC\/2015. INOCORR\u00caNCIA. ARTS. 1\u00ba, CAPUT, \u00a7 3\u00ba, V, A, DAS LEIS NS. 10.637\/2002 E 10.883\/2003. BASE DE C\u00c1LCULO DA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O AO PIS E DA COFINS. INGRESSO PATRIMONIAL NOVO. AQUISI\u00c7\u00c3O DE PRODUTOS POR VAREJISTA COM DESCONTO CONCEDIDO POR FORNECEDORES. PARCELA REDUTORA DO CUSTO QUE N\u00c3O CARACTERIZA RECEITA DO COMPRADOR. CONTRAPARTIDA DO ADQUIRENTE PARA OBTEN\u00c7\u00c3O DO ABATIMENTO N\u00c3O CONSTITUI PRESTA\u00c7\u00c3O DE SERVI\u00c7O. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E PROVIDO.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 Consoante o decidido pelo Plen\u00e1rio desta Corte na sess\u00e3o realizada em 09.03.2016, o regime recursal ser\u00e1 determinado pela data da publica\u00e7\u00e3o do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o C\u00f3digo de Processo Civil de 2015.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 O tribunal de origem apreciou todas as quest\u00f5es relevantes apresentadas com fundamentos suficientes, mediante aprecia\u00e7\u00e3o da disciplina normativa e cotejo ao posicionamento jurisprudencial aplic\u00e1vel \u00e0 hip\u00f3tese. N\u00e3o exist\u00eancia de omiss\u00e3o, contradi\u00e7\u00e3o ou obscuridade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 Consoante previsto nos arts. 1\u00ba, \u00a7 3\u00ba, V, a, das Leis ns. 10.637\/2002 e 10.883\/2003, a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS, no regime n\u00e3o cumulativo, consiste no total de receitas auferidas no m\u00eas pela pessoa jur\u00eddica, independentemente de sua denomina\u00e7\u00e3o ou classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil, raz\u00e3o pela qual o conceito jur\u00eddico de receita n\u00e3o se vincula \u00e0quele veiculado pela ci\u00eancia das finan\u00e7as. Precedente do STF.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV \u2013 Nas rela\u00e7\u00f5es comerciais entre agentes econ\u00f4micos, o adquirente de mercadorias para revenda despende valores com a compra de produtos para desempenho de sua atividade empresarial, sendo desinfluente a natureza jur\u00eddica dos descontos obtidos do fornecedor para a incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es em exame quanto ao varejista, porquanto rubrica modificadora da receita de quem vende e redutora dos custos do comprador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V \u2013 A pactua\u00e7\u00e3o de contrapartida a cargo do revendedor para a redu\u00e7\u00e3o da quantia paga ao fornecedor constitui forma de composi\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o acordado na transa\u00e7\u00e3o mercantil, motivo pelo qual n\u00e3o pode ser dissociada desse contexto para figurar, autonomamente, como a contrapresta\u00e7\u00e3o por um servi\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VI \u2013 Os descontos concedidos pelo fornecedor ao varejista, mesmo quando condicionados a contrapresta\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de compra e venda, n\u00e3o constituem parcelas aptas a possibilitar a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS a cargo do adquirente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VII \u2013 Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa extens\u00e3o, provido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(REsp n. 1.836.082\/SE, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 11\/4\/2023, DJe de 12\/5\/2023.)\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/08\/stj-julgou-tema-inedito-descontos-condicionais-nao-integram-a-base-do-pis-e-da-cofins-do-adquirente\/\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/08\/stj-julgou-tema-inedito-descontos-condicionais-nao-integram-a-base-do-pis-e-da-cofins-do-adquirente\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF come\u00e7a a julgar uso de dep\u00f3sitos judiciais para pagamento de precat\u00f3rios<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar a validade do uso de dep\u00f3sitos judiciais e administrativos (tribut\u00e1rios e n\u00e3o tribut\u00e1rios) para o pagamento de precat\u00f3rios. Por enquanto, apenas o relator, ministro Kassio Nunes Marques, votou. Ele \u00e9 a favor dessa possibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento ocorre no Plen\u00e1rio Virtual. Termina no dia 21 de agosto. At\u00e9 l\u00e1, pode ser suspenso por pedido de vista ou destaque ao plen\u00e1rio f\u00edsico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado em uma a\u00e7\u00e3o proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade questiona lei estadual do Cear\u00e1 que autoriza o Poder Executivo a utilizar 70% dos dep\u00f3sitos judiciais para quitar folhas de pagamento e equilibrar o fundo de previd\u00eancia do Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a OAB aponta que at\u00e9 seria admitida a possibilidade de transfer\u00eancia direta \u00e0s contas especiais administradas pelos tribunais de justi\u00e7a para o pagamento de precat\u00f3rios, o que n\u00e3o engloba o pagamento de despesas p\u00fablicas no geral (ADI 5463).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o julgada em conjunto, a Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB) alega que dispositivos da lei que modificou a legisla\u00e7\u00e3o sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos judiciais e administrativos (Lei Complementar n\u00ba 151, de 2015) instituiu um modelo de empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio, mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos judiciais e administrativos, tribut\u00e1rios ou n\u00e3o, por parte dos Estados, Distrito Federal e munic\u00edpios (ADI 5361).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um ponto central do julgamento \u00e9 a validade da Lei Complementar 151. A norma foi editada depois que o STF determinou como prazo final para pagamento de precat\u00f3rios pendentes a data de 31 de dezembro de 2020. A lei autorizou os Estados, o DF e os munic\u00edpios utilizarem parte dos valores depositados, em sede judicial ou administrativa, nos processos envolvendo os entes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 151 permite que o Estado utilize valores somente dos dep\u00f3sitos realizados em processos judiciais ou administrativos nos quais o ente pol\u00edtico figure como parte. Pode ser usado at\u00e9 70% do saldo, com o restante destinado a fundo de reserva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, o Banco Central indicou diversas legisla\u00e7\u00f5es estaduais que ampliam a normatiza\u00e7\u00e3o da Lei Complementar 151, a ponto de permitirem ao ente federado a utiliza\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos existentes em processos que envolvem apenas particulares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) indicou que \u00e9 obrigat\u00f3ria a restitui\u00e7\u00e3o ao depositante do valor correspondente, assim que encerrado o lit\u00edgio. Ainda segundo a AGU, as normas questionadas pela OAB n\u00e3o criam empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio e muito menos confisco de valores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da LC 151, surgiram legisla\u00e7\u00f5es estaduais e municipais sobre o uso de recursos em dep\u00f3sitos, sem uniformidade. Havia normas que vinculavam o uso dos recursos ao pagamento de precat\u00f3rios, ou n\u00e3o vinculavam, outras que avan\u00e7avam nos dep\u00f3sitos de qualquer processo, protagonizados ou n\u00e3o por ente estatal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Nunes Marques, trata-se de invas\u00e3o da compet\u00eancia legislativa reservada \u00e0 Uni\u00e3o, que acabou tratando do assunto na LC 151.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o ministro, a lei local ser\u00e1 inconstitucional se ultrapassar aspectos que dependem de norma nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, alguns dos dep\u00f3sitos existentes devem mesmo acabar ingressando definitivamente no er\u00e1rio como receitas p\u00fablicas, porque o ente estatal deve ganhar algumas causas em que litiga. \u201cA indisponibilidade tempor\u00e1ria, por si s\u00f3, nem de longe representa a perda da propriedade do valor depositado\u201d, afirma, no voto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro lembra que as institui\u00e7\u00f5es financeiras, antes da LC 151, se beneficiavam com todo o spread banc\u00e1rio. Depois da norma, tiveram de repassar parte do montante em dep\u00f3sito aos entes estatais, o que reduziu o volume de recursos dispon\u00edveis para empr\u00e9stimo no mercado financeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO depositante n\u00e3o perde nada. Para ele, tendo seu dinheiro corrigido segundo a taxa Selic, nenhuma diferen\u00e7a faz que o seja pela institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria ou pelo ente estatal\u201d, afirma Nunes Marques.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no voto, o ministro negou os pedidos apresentados nas a\u00e7\u00f5es e declarou constitucional a LC 151.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/11\/stf-comeca-a-julgar-uso-de-depositos-judiciais-para-pagamento-de-precatorios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/11\/stf-comeca-a-julgar-uso-de-depositos-judiciais-para-pagamento-de-precatorios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ pode julgar liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro-garantia sob rito repetitivo<\/strong>&nbsp;<br>Data: 13\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) pode julgar, sob o rito dos recursos repetitivos, a liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro-garantia, ou seja, a transforma\u00e7\u00e3o desse seguro em dep\u00f3sito judicial antes do tr\u00e2nsito em julgado dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal. A presidente do STJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura, indicou um caso sobre o assunto de sua relatoria como representativo de controv\u00e9rsia. Trata-se do AREsp 2.349.081\/SP, da Sanofi Medley Farmac\u00eautica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A indica\u00e7\u00e3o de um caso como representativo de controv\u00e9rsia ocorre ap\u00f3s o STJ receber e julgar m\u00faltiplos recursos com fundamento na mesma quest\u00e3o legal. Neste cen\u00e1rio, o julgamento sob a sistem\u00e1tica de recursos repetitivos busca uniformizar o entendimento sobre o tema, uma vez que os tribunais em todo o Brasil tornam-se obrigados a aplicar o entendimento do STJ em casos id\u00eanticos. Ap\u00f3s a indica\u00e7\u00e3o como representativo de controv\u00e9rsia, o processo \u00e9 encaminhado \u00e0 Comiss\u00e3o Gestora de Precedentes, que decidir\u00e1 sobre a afeta\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria ao rito dos recursos repetitivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia 16 de maio, a 2\u00aa Turma do STJ julgou o tema a favor da Uni\u00e3o, ao julgar o REsp 1.996.660\/RS, permitindo a liquida\u00e7\u00e3o do seguro-garantia antes do tr\u00e2nsito em julgado dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal interpostos pela BRF S.A. Na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o permitiu a transforma\u00e7\u00e3o do seguro-garantia em dep\u00f3sito judicial. A turma acompanhou, de forma un\u00e2nime, o relator, o ministro Francisco Falc\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Andr\u00e9 Torres, do Pinheiro Neto, que representa a Sanofi no processo que pode ser julgado sob o rito dos recursos repetitivos, a indica\u00e7\u00e3o do caso como representativo de controv\u00e9rsia \u00e9 positiva. Segundo ele, ser\u00e1 uma oportunidade para os ministros examinarem o tema com profundidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO STJ vem decidindo desfavoravelmente aos contribuintes. O tema come\u00e7ou a ser decidido, originalmente, pela 2\u00aa Turma, com entendimento do ministro Herman Benjamin [AgRg na MC 19.565\/RJ] de que \u00e9 poss\u00edvel liquidar o seguro-garantia desde que o dep\u00f3sito [judicial] n\u00e3o seja convertido em renda. Em seguida, a 1\u00aa Turma come\u00e7ou a decidir da mesma forma e n\u00e3o houve um enfrentamento aprofundado, mas uma refer\u00eancia a precedentes da 2\u00aa Turma\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Torres afirma ainda que os precedentes utilizam a premissa de que a garantia, seja a carta fian\u00e7a, seja a ap\u00f3lice de seguro, n\u00e3o est\u00e3o entre as modalidades listadas no artigo 151 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) que suspendem a exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. Contudo, ele pontua que os contribuintes n\u00e3o buscam a suspens\u00e3o da exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, mas sim dos atos executivos, mantendo-se a garantia tal como oferecida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita como AREsp 2349081\/SP.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-pode-julgar-liquidacao-antecipada-do-seguro-garantia-sob-rito-repetitivo-13082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-pode-julgar-liquidacao-antecipada-do-seguro-garantia-sob-rito-repetitivo-13082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-palette-color-6-background-color has-background is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p style=\"font-size:0.8em\">A Amaral,\u00a0Yazbek, OAB\/PR 762, possui 36 anos de experi\u00eancia auxiliando empresas a transformar a tributa\u00e7\u00e3o em lucro. 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