{"id":2770,"date":"2023-08-07T12:18:58","date_gmt":"2023-08-07T15:18:58","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=2770"},"modified":"2023-08-08T09:06:51","modified_gmt":"2023-08-08T12:06:51","slug":"atualidades-tributarias-31-07-a-07-08","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=2770","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 31\/07 a 07\/08"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Atualidades Tributarias 31\/07 a 07\/08<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN e Receita prorrogam Lit\u00edgio Zero at\u00e9 28 de dezembro<\/strong>&nbsp;<br>Data: 31\/07\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em portaria conjunta, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal prorrogaram de 31 de maio para 28 de dezembro o prazo para ades\u00e3o ao Programa de Redu\u00e7\u00e3o de Litigiosidade Fiscal (PRLF), conhecido como \u201clit\u00edgio zero\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Lit\u00edgio Zero permite a renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas tribut\u00e1rias baseada na capacidade de pagamento do contribuinte, em troca da desist\u00eancia de a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a (no caso de d\u00e9bitos inscritos na D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o) ou de contesta\u00e7\u00f5es administrativas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), \u00f3rg\u00e3o que julga na esfera administrativa d\u00e9bito com o Fisco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ades\u00e3o pode ser pedida por meio de processo digital no Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal (e-CAC). O acesso ao e-CAC exige conta no Portal Gov.br n\u00edvel prata ou ouro, certifica\u00e7\u00e3o digital (no caso de empresas) ou um c\u00f3digo especial que pode ser obtido mediante o n\u00famero do recibo da \u00faltima declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda (para pessoas f\u00edsicas).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/07\/31\/pgfn-e-receita-prorrogam-litigio-zero-ate-28-de-dezembro.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/07\/31\/pgfn-e-receita-prorrogam-litigio-zero-ate-28-de-dezembro.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portaria regulamenta atendimento presencial e digital na PGFN<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) regulamentou, em portaria assinada nesta ter\u00e7a-feira (1\u00ba de agosto), o atendimento presencial e digital aos contribuintes na PGFN. A norma detalha ainda o autoatendimento orientado para pessoas com limita\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0 internet.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ato regulamenta o atendimento presencial para contribuintes, contadores e advogados, al\u00e9m de definir prazos e normas de acesso ao Regularize, o portal digital de servi\u00e7os da PGFN.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria foi amplamente discutida com representantes do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e do Conselho Federal de Contabilidade. E define expressamente como ser\u00e1 feito o atendimento presencial a advogados e contadores, com registro profissional, e contribuintes sem representa\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Procuradora Geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, a necessidade de uma portaria como esta foi identificada ap\u00f3s uma an\u00e1lise detalhada do atendimento ao contribuinte pela PGFN.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO grande valor por tr\u00e1s desta portaria \u00e9 estimular uma conformidade fiscal volunt\u00e1ria. Promover o est\u00edmulo para que as pessoas resolvam os seus problemas com a Fazenda Nacional de forma simples, acess\u00edvel e resolutiva\u201d, afirmou.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acessibilidade digital&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O atendimento orientado para pessoas sem acesso \u00e0 internet teve in\u00edcio na Procuradoria-Regional da Fazenda Nacional da 5\u00aa Regi\u00e3o, em projeto piloto em todas as capitais do Nordeste e hoje est\u00e1 em todo o Brasil. A procuradora Joana Marta Onofre de Ara\u00fajo, gestora do Atendimento e do portal Regularize, foi uma das l\u00edderes da iniciativa. Durante o evento de assinatura, ela enalteceu o projeto e afirmou que esta portaria simboliza \u201ca nova cultura de di\u00e1logo\u201d do \u00f3rg\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsta portaria d\u00e1 o tom e simboliza o que foi a transforma\u00e7\u00e3o digital da PGFN. A nossa transforma\u00e7\u00e3o foi pensar no ser humano com a experi\u00eancia do usu\u00e1rio, estudar economia comportamental e qual a melhor forma de dar ao contribuinte e a sociedade o melhor servi\u00e7o p\u00fablico\u201d, disse Joana.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A uniformiza\u00e7\u00e3o do atendimento, a defini\u00e7\u00e3o clara de prazos e normas e o compromisso com a inclus\u00e3o digital s\u00e3o partes de um esfor\u00e7o maior para tornar o governo mais transparente, responsivo e eficaz no atendimento \u00e0s necessidades dos cidad\u00e3os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN tamb\u00e9m oferece 100% dos servi\u00e7os ao contribuinte por meio de um \u00fanico portal digital chamado Regularize. O portal \u00e9 integrado ao acesso \u00fanico do governo digital, pode ser acessado com a senha gov.br e funciona de segunda a sexta (exceto nos feriados nacionais), das 7h \u00e0s 21h (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nova regulamenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m estipula o atendimento presencial a advogados e contadores, estabelecendo normas claras para essa intera\u00e7\u00e3o. A elabora\u00e7\u00e3o da portaria n\u00e3o foi um processo isolado, mas envolveu discuss\u00f5es amplas com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsta filosofia [de atendimento com foco no contribuinte] \u00e9 a que deve nortear o trabalho do Estado brasileiro. J\u00e1 estamos vendo esta grande mudan\u00e7a e acredito que esta \u00e9 uma das maiores delas\u201d, disse Francisco Queiroz Caputo Neto, da OAB.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Manoel Carlos de Oliveira J\u00fanior, vice-presidente de Pol\u00edtica Institucional do CFC, tamb\u00e9m esteve no evento de lan\u00e7amento da portaria. \u201cEsta portaria \u00e9 fruto de uma sensibilidade inclusiva, de se preocupar com o pr\u00f3ximo e com aquele profissional que est\u00e1 do lado de l\u00e1 do balc\u00e3o\u201d, afirmou J\u00fanior.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras do adjunto do Advogado-Geral da Uni\u00e3o, Fl\u00e1vio Jos\u00e9 Roman, \u201co Estado existe para oferecer servi\u00e7os para a popula\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cServi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 isso: servir ao p\u00fablico. Oferecer cidadania. Eu n\u00e3o tenho d\u00favida que o contribuinte n\u00e3o quer ser um advers\u00e1rio da Fazenda Nacional, ele quer ser um parceiro. Ele quer buscar essa conformidade e a gente precisa estar ao lado para isso\u201d, disse.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Linguagem simples e direito visual&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a primeira norma editada pela PGFN escrita com a t\u00e9cnica de linguagem simples, como o uso de termos comuns, frases curtas, na ordem direta. A portaria tamb\u00e9m traz anexo um leiaute elaborado com elementos gr\u00e1ficos do direito visual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o da portaria contou com a coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do Laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00e3o e Dados do Governo do Cear\u00e1 (\u00cdris). A Procuradoria e o Laborat\u00f3rio formalizaram, em abril de 2022, um termo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para ampliar o uso de linguagem simples e direito visual, entre outros projetos de inova\u00e7\u00e3o digital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes, em 2021, o Laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00e3o \u00cdris Lab j\u00e1 tinha colaborado com a Procuradoria na reformula\u00e7\u00e3o de cartas de cobran\u00e7a enviadas aos contribuintes devedores. A parceria deu origem a um novo modelo de carta de cobran\u00e7a inclusivo e mais acess\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o \u00cdris, Linguagem Simples \u00e9 uma t\u00e9cnica de comunica\u00e7\u00e3o e um movimento social que defende o direito de as pessoas entenderem as informa\u00e7\u00f5es prestadas pelo setor p\u00fablico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conv\u00eanios&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria tamb\u00e9m prev\u00ea expressamente a possibilidade de atendimento em postos de atendimento conveniados com entidades de classe e conselhos profissionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio deste ano, a Fazenda Nacional assinou acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo, o Conselho Regional de Contabilidade do Cear\u00e1 e as seccionais do Cear\u00e1, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Sergipe da OAB.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os postos de autoatendimento conveniados funcionam com um agente treinado pela PGFN e um computador conectado \u00e0 internet. O agente fica encarregado de orientar o autoatendimento de diversos servi\u00e7os do portal Regularize, como: cadastro e acesso ao Regularize, negocia\u00e7\u00e3o e consulta de d\u00edvida ativa, emiss\u00e3o da guia para pagamento integral ou presta\u00e7\u00e3o, protocolo e consulta a requerimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/portaria-regulamenta-atendimento-presencial-e-digital-na-pgfn#:~:text=A%20Procuradoria%2DGeral%20da%20Fazenda,limita%C3%A7%C3%A3o%20de%20acesso%20%C3%A0%20internet.\">https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/portaria-regulamenta-atendimento-presencial-e-digital-na-pgfn#:~:text=A%20Procuradoria%2DGeral%20da%20Fazenda,limita%C3%A7%C3%A3o%20de%20acesso%20%C3%A0%20internet.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas acham reforma tribut\u00e1ria positiva, mas per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o preocupa<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Incertezas sobre poss\u00edvel aumento na carga tribut\u00e1ria no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o e na convers\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios de benef\u00edcios fiscais est\u00e3o entre as principais preocupa\u00e7\u00f5es de empresas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma aprovada na C\u00e2mara, no in\u00edcio de julho. Clientes dos quatro maiores escrit\u00f3rios de auditoria do mundo \u2013 Deloitte, PwC, EY e KPMG \u2013 est\u00e3o buscando servi\u00e7os para modelagem de custos e para saber como lidar com o longo per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, segundo s\u00f3cios das firmas ouvidos pelo Valor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma das preocupa\u00e7\u00f5es que vemos com nossos clientes \u00e9 como eles v\u00e3o atuar no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 bem longo, sete anos, com um escalonamento progressivo de tributos, e onde v\u00e3o ter que fazer todo um compliance tribut\u00e1rio para viver com os dois sistemas\u201d, diz Carolina Verginelli, s\u00f3cia de consultoria tribut\u00e1ria da Deloitte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Substitui\u00e7\u00e3o de 5 impostos por 3&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O novo sistema tribut\u00e1rio prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o de cinco impostos federais e estaduais \u2013 IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS \u2013 por tr\u00eas tributos, a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto Seletivo (IS), federais, e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), subnacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, que se inicia em 2026, come\u00e7a com a implementa\u00e7\u00e3o do IBS e do CBS, seguida pela extin\u00e7\u00e3o do PIS, Cofins e IPI em 2027, redu\u00e7\u00e3o escalonada do ICMS e ISS a partir de 2029 e implementa\u00e7\u00e3o plena do novo sistema tribut\u00e1rio a partir de 2033.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos visto procura por servi\u00e7os de modelagem de custos e impacto da varia\u00e7\u00e3o de carga tribut\u00e1ria, quais ser\u00e3o os efeitos no neg\u00f3cio\u201d, explica Bruna Felizardo, s\u00f3cia especialista em tributos indiretos da EY. Ela diz que a aus\u00eancia da al\u00edquota para o novo sistema impede uma modelagem fidedigna do que ir\u00e1 acontecer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre Valor Agregado&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota do IVA n\u00e3o ser\u00e1 definida na proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) que est\u00e1 em tr\u00e2nsito no Senado Federal, j\u00e1 que os legisladores deixaram o assunto para lei complementar. Bernard Appy, secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da reforma tribut\u00e1ria, vem dizendo que o n\u00famero deve ficar em torno de 25%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Marcus Vinicius Gon\u00e7alves, s\u00f3cio-l\u00edder da \u00e1rea tribut\u00e1ria da KPMG, explica que, caso a al\u00edquota fique nesse patamar, ir\u00e1 se confirmar um dos temores dos clientes, que \u00e9 aumento na carga tribut\u00e1ria, em especial para empresas de servi\u00e7os e de valor adicionado, como telecomunica\u00e7\u00f5es. J\u00e1 o setor produtivo deve ter uma redu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo fim do dia, o projeto caminha para um equil\u00edbrio tribut\u00e1rio, para n\u00e3o termos um aumento ou redu\u00e7\u00e3o na carga tribut\u00e1ria. Mas, setorialmente, alguns ter\u00e3o benef\u00edcios e outros fatalmente ver\u00e3o um aumento de carga. Mas, no geral, a aceita\u00e7\u00e3o dos nossos clientes ao projeto vem sendo positiva\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Exce\u00e7\u00f5es e crescimento econ\u00f4mico&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Romero Tavares, s\u00f3cio de consultoria tribut\u00e1ria da PwC, surpreendeu o n\u00famero de exce\u00e7\u00f5es votadas na C\u00e2mara dos Deputados, o que reduz a expectativa de crescimento econ\u00f4mico p\u00f3s-reforma, e tamb\u00e9m os temores de que a al\u00edquota pode ser maior do que o esperado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossos clientes acreditavam que a reforma seria mais eficiente, mas o que vemos \u00e9 que ter\u00e1, pelo menos no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, um per\u00edodo de sobrecarga na transi\u00e7\u00e3o, com adapta\u00e7\u00e3o sist\u00eamica para vivermos com os dois sistemas. Mas h\u00e1 a expectativa de reestrutura\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas para gerar maior efici\u00eancia\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Verginelli, da Deloitte, afirma que \u00e9 importante que as empresas comecem, agora, a realizar um levantamento de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios referentes \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o do PIS, Cofins e ICMS a que podem ter direito, uma vez que esse mecanismo ser\u00e1 extinto ap\u00f3s o fim do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cParece muito tempo at\u00e9 2032, mas nessas quest\u00f5es de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, que dependem do tr\u00e2mite dos processos junto \u00e0 Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, com demora pelo volume de pedidos, j\u00e1 estamos instruindo as companhias a realizar esse levantamento agora para trabalhar em cima deles\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA devolu\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos do PIS e Cofins ficou bem amarrada na reforma, ser\u00e1 tudo em curto prazo. Mas a do ICMS ser\u00e1 um problema, tem setores com muito ac\u00famulo que n\u00e3o v\u00e3o conseguir us\u00e1-los at\u00e9 2032 e inevitavelmente v\u00e3o perd\u00ea-los\u201d, alerta Gon\u00e7alves, da KPMG. \u201cEstamos debatendo estrat\u00e9gias com clientes.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cias de capital aberto&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante que as companhias de capital aberto tenham um plano de a\u00e7\u00e3o bem estruturado para implementar os principais pontos da reforma, reavaliar estrutura de custo e analisar as mudan\u00e7as sist\u00eamicas que v\u00e3o acontecer, diz Felizardo, s\u00f3cia da EY.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tavares, da PwC, diz que o longo prazo de transi\u00e7\u00e3o elimina chances de um choque sist\u00eamico na configura\u00e7\u00e3o das empresas, dando bastante tempo para uma adapta\u00e7\u00e3o tranquila, caso elas trabalhem corretamente. \u201cA maior parte da nossa clientela tem uma perspectiva de redu\u00e7\u00e3o na carga tribut\u00e1ria\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A PEC da reforma tribut\u00e1ria come\u00e7a a ser avaliada pelas comiss\u00f5es do Senado Federal na volta do recesso de meio de ano. A expectativa \u00e9 aprov\u00e1-la at\u00e9 o fim de 2023. Para as firmas de auditoria, poucas mudan\u00e7as devem ocorrer no projeto que afetem as empresas, dado que as discuss\u00f5es devem ficar em torno do papel dos Estados e munic\u00edpios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 que se trabalhar melhor a discuss\u00e3o sobre as poss\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es estaduais, o que na pr\u00e1tica seria um novo tributo, e seria importante o Senado evitar a aprova\u00e7\u00e3o desse instrumento para n\u00e3o diluir ainda mais a reforma\u201d, afirma o s\u00f3cio da PwC. \u201cEssa quest\u00e3o da neutralidade tribut\u00e1ria \u00e9 importante para as empresas.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2023\/08\/01\/empresas-acham-reforma-tributaria-positiva-mas-periodo-de-transicao-preocupa.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2023\/08\/01\/empresas-acham-reforma-tributaria-positiva-mas-periodo-de-transicao-preocupa.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sancionada lei que cria estatuto de simplifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias<\/strong>&nbsp;<br>Data: 02\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva sancionou, com 11 vetos, a lei complementar que cria o Estatuto Nacional de Simplifica\u00e7\u00e3o de Obriga\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias Acess\u00f3rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A finalidade da nova lei \u00e9 facilitar o cumprimento pelo contribuinte dessas obriga\u00e7\u00f5es, como o preenchimento de declara\u00e7\u00f5es e a presta\u00e7\u00e3o de outras informa\u00e7\u00f5es ao fisco da Uni\u00e3o, estados, munic\u00edpios e Distrito Federal.\u202fA Lei Complementar 199\/23 foi publicada na edi\u00e7\u00e3o desta quarta-feira (2) do Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A norma tem origem em projeto (PLP 178\/21) do senador Efraim Filho (Uni\u00e3o-PB), que apresentou o texto na \u00e9poca em que era deputado federal. A proposta foi aprovada na C\u00e2mara dos Deputados em dezembro do ano passado e no Senado em julho \u00faltimo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os itens vetados atingem os principais pontos do projeto. Entre eles, a institui\u00e7\u00e3o da Nota Fiscal Brasil Eletr\u00f4nica (NFB-e), da Declara\u00e7\u00e3o Fiscal Digital Brasil (DFDB) e do Registro Cadastral Unificado (RCU). A primeira substitu\u00eda v\u00e1rios documentos por um modelo \u00fanico nacional. J\u00e1 a DFDB e o RCU permitiam a unifica\u00e7\u00e3o das bases de dados dos fiscos das tr\u00eas esferas de governo (Receita Federal e secretarias de fazenda ou finan\u00e7as de estados e munic\u00edpios).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Custos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lula argumentou que as medidas poderiam aumentar os custos no cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias devido \u00e0 necessidade de evoluir sistemas e preparar a sociedade para as novas obriga\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, afirmou que a simplifica\u00e7\u00e3o dos documentos fiscais deve ser realizada \u201cde maneira estruturada e em observ\u00e2ncia aos princ\u00edpios da efici\u00eancia e da economicidade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente tamb\u00e9m vetou o dispositivo que inclu\u00eda membros da sociedade civil no comit\u00ea criado para simplificar o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. A alega\u00e7\u00e3o foi de que \u201ca presen\u00e7a de membros alheios \u00e0s administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias\u201d poderia prejudicar o sigilo fiscal e a preserva\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi vetado o dispositivo que dava o prazo de 90 dias para ser criado o comit\u00ea e o que previa o uso do CNPJ como identidade cadastral \u00fanica para identifica\u00e7\u00e3o de pessoas jur\u00eddicas nos bancos de dados de servi\u00e7os p\u00fablicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estes e os demais vetos ser\u00e3o analisados agora pelo Congresso Nacional, em sess\u00e3o conjunta de deputados e senadores, a ser marcada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Medidas&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nova lei complementar prev\u00ea, como medida de desburocratiza\u00e7\u00e3o, a emiss\u00e3o unificada de documentos fiscais eletr\u00f4nicos e a padroniza\u00e7\u00e3o das legisla\u00e7\u00f5es e sistemas direcionados ao cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. As administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias das tr\u00eas esferas de governo poder\u00e3o compartilhar dados fiscais e cadastrais, sempre que necess\u00e1rio para reduzir obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias e aumentar a efetividade da fiscaliza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas de simplifica\u00e7\u00e3o ser\u00e3o geridas pelo Comit\u00ea Nacional de Simplifica\u00e7\u00e3o de Obriga\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias Acess\u00f3rias (CNSOA), vinculado ao Minist\u00e9rio da Fazenda. O colegiado ser\u00e1 formado por representantes dos fiscos da Uni\u00e3o, estados, munic\u00edpios e Distrito Federal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/982049-sancionada-lei-que-cria-estatuto-de-simplificacao-das-obrigacoes-tributarias\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/982049-sancionada-lei-que-cria-estatuto-de-simplificacao-das-obrigacoes-tributarias\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal lan\u00e7a guia de Perguntas e Respostas da Pessoa Jur\u00eddica com mais de 900 quest\u00f5es tribut\u00e1rias<\/strong>&nbsp;<br>Data:02\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Subsecretaria de Tributa\u00e7\u00e3o e Contencioso informa a publica\u00e7\u00e3o do Perguntas e Respostas da Pessoa Jur\u00eddica &#8211; edi\u00e7\u00e3o 2023, por meio do qual s\u00e3o apresentadas mais de 900 perguntas e respostas elaboradas pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o, relacionadas \u00e0s seguintes \u00e1reas de tributa\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre a Renda da Pessoa Jur\u00eddica e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Simples Nacional&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tratamento Tribut\u00e1rio das Sociedades Cooperativas&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tributa\u00e7\u00e3o da Renda em Opera\u00e7\u00f5es Internacionais (Tributa\u00e7\u00e3o em Bases Universais, Pre\u00e7os de Transfer\u00eancia e Juros Pagos a Vinculadas no Exterior)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre Produtos Industrializados&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Os temas abordados est\u00e3o divididos em 28 cap\u00edtulos, possibilitando uma maior facilidade de visualiza\u00e7\u00e3o e de consulta do material.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O manual \u00e9 elaborado e atualizado para oferecer seguran\u00e7a jur\u00eddica aos servidores e aos contribuintes quanto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/ecf\/perguntas-e-respostas-pj-2023.pdf\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/ecf\/perguntas-e-respostas-pj-2023.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal altera acesso ao e-CAC por representa\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<br>Data: 03\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Novas regras passaram a valer desde 1\u00ba de agosto ao contribuinte, incluindo pessoa jur\u00eddica, que permite o acesso de outra pessoa para o uso de servi\u00e7os digitais da Receita Federal em seu nome pelo e-CAC. As altera\u00e7\u00f5es constam na Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB 2.149\/2023, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o em meados do m\u00eas de julho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrando que, desde a cria\u00e7\u00e3o da conta.gov.br, os acessos aos servi\u00e7os do e-CAC passaram a ser realizados mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de uma conta espec\u00edfica pelo cidad\u00e3o, que o identifica por meios digitais, permitindo acessar sites e servi\u00e7os do governo, documentos digitais, assinatura eletr\u00f4nica, autoriza\u00e7\u00e3o para o uso de dados pessoais e a realiza\u00e7\u00e3o da prova de vida digital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Novas regras passaram a valer desde 1\u00ba de agosto ao contribuinte, incluindo pessoa jur\u00eddica, que permite o acesso de outra pessoa para o uso de servi\u00e7os digitais da Receita Federal em seu nome pelo e-CAC. As altera\u00e7\u00f5es constam na Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB 2.149\/2023, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o em meados do m\u00eas de julho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrando que, desde a cria\u00e7\u00e3o da conta .gov.br, os acessos aos servi\u00e7os do e-CAC passaram a ser realizados mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de uma conta espec\u00edfica pelo cidad\u00e3o, que o identifica por meios digitais, permitindo acessar sites e servi\u00e7os do governo, documentos digitais, assinatura eletr\u00f4nica, autoriza\u00e7\u00e3o para o uso de dados pessoais e a realiza\u00e7\u00e3o da prova de vida digital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a partir de agora, o cidad\u00e3o que n\u00e3o puder cadastrar uma conta gov.br pelos n\u00edveis de seguran\u00e7a digital Prata ou Ouro dever\u00e1 emitir a solicita\u00e7\u00e3o de procura\u00e7\u00e3o digital via portal e-CAC, pelo site da Receita Federal, que incluir\u00e1 hor\u00e1rio e data de emiss\u00e3o, al\u00e9m do c\u00f3digo de controle.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A procura\u00e7\u00e3o, que passar\u00e1 a ser impressa e assinada por procurador constitu\u00eddo por procura\u00e7\u00e3o p\u00fablica (que tenha os poderes para representar perante os \u00f3rg\u00e3os federais), dever\u00e1 ser entregue no prazo m\u00e1ximo de 30 dias a partir da data de emiss\u00e3o por meio de processo digital aberto no e-CAC, obrigatoriamente, nos casos de conter:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>1) reconhecimento de firma por cart\u00f3rio ou pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>2) assinatura eletr\u00f4nica realizada por contas digitais gov.br: a) por procurador constitu\u00eddo por procura\u00e7\u00e3o p\u00fablica espec\u00edfica, com poderes pr\u00f3prios para a realiza\u00e7\u00e3o da outorga; e b) por outros representantes legais n\u00e3o listados, que n\u00e3o sejam representante da pessoa jur\u00eddica (CNPJ), outorgante da pessoa f\u00edsica ou procurador constitu\u00eddo por procura\u00e7\u00e3o p\u00fablica espec\u00edfica; ou&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>3) assinatura qualificada (aceita em qualquer intera\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica com entes p\u00fablicos), nas hip\u00f3teses citadas acima, no item 2.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrando que as demais ferramentas de outorga de procura\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, realizadas diretamente via certificado digital ou conta gov.br pelo e-CAC, permanecem inalteradas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.fecomercio.com.br\/noticia\/receita-federal-altera-acesso-ao-e-cac-por-representacao#:~:text=Novas%20regras%20passaram%20a%20valer,seu%20nome%20pelo%20e%2DCAC.\">https:\/\/www.fecomercio.com.br\/noticia\/receita-federal-altera-acesso-ao-e-cac-por-representacao#:~:text=Novas%20regras%20passaram%20a%20valer,seu%20nome%20pelo%20e%2DCAC.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda vai divulgar, em breve, impactos das exce\u00e7\u00f5es da C\u00e2mara na reforma tribut\u00e1ria, diz Haddad<\/strong>&nbsp;<br>Data: 03\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (3) que a pasta dar\u00e1 publicidade, em breve, aos impactos das exce\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas pela C\u00e2mara na reforma tribut\u00e1ria. Apesar de n\u00e3o antecipar os percentuais, admitiu que, quanto maior a lista de exce\u00e7\u00f5es, a al\u00edquota padr\u00e3o ser\u00e1 maior para compensar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos pegando cada item [de exce\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas] na PEC aprovada da C\u00e2mara e dizendo quanto vai custar na al\u00edquota [geral]&#8221;, disse o ministro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad se mostrou satisfeito com o texto aprovado pelos deputados e comentou que caber\u00e1 ao Senado fazer uma &#8220;edi\u00e7\u00e3o&#8221;. Nesse sentido, citou, por exemplo, a possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de impostos estaduais, o que &#8220;deu muito ru\u00eddo&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad disse ainda que os fundos exclusivos s\u00e3o &#8220;uma anomalia&#8221; no sistema tribut\u00e1rio brasileiro. O governo prepara um projeto de lei para estabelecer medidas de taxa\u00e7\u00e3o aos fundos, que ser\u00e1 enviado ao Congresso Nacional neste semestre.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa\u00e7\u00e3o dos chamados &#8220;super-ricos&#8221;, hoje benefici\u00e1rios do fundo, segundo disse o ministro, est\u00e1 sendo recebida positivamente &#8220;inclusive por boa parte deles&#8221;, falou o ministro em entrevista \u00e0 GloboNews nessa quinta-feira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se o trabalhador paga Imposto de Renda na fonte, qual o sentido de n\u00e3o cobrar [nos fundos exclusivos]?&#8221;, questionou o ministro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O titular da Fazenda disse que conversou na quarta (2) com o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e refor\u00e7ou que enviar\u00e1 a medida via projeto de lei &#8220;para facilitar o trabalho&#8221; dos parlamentares. Lira, disse Haddad, est\u00e1 contrariado por haver o entendimento de que ele seria contr\u00e1rio \u00e0 taxa\u00e7\u00e3o dos fundos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Taxa\u00e7\u00e3o de heran\u00e7as e IVA&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a uma futura medida de taxar heran\u00e7as, Haddad disse que o &#8220;mundo inteiro est\u00e1 criando regras&#8221; nesse sentido. &#8220;Pessoa vai ficando bilion\u00e1ria e n\u00e3o quer pagar nada, inclusive depois da morte. Imposto no Brasil \u00e9 um dos menores do mundo, de 4%&#8221;, comentou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), o ministro disse que a al\u00edquota deve girar em torno de 25%. \u201cA al\u00edquota [do futuro IVA da reforma tribut\u00e1ria] pode ser 26%? Pode, mas pode ser 24% tamb\u00e9m&#8221;, estimou. &#8220;Vai girar em torno de 25%&#8221;, apostou Haddad.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/08\/03\/fazenda-vai-divulgar-em-breve-impactos-das-excecoes-da-camara-a-reforma-tributaria-diz-hadadd.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/08\/03\/fazenda-vai-divulgar-em-breve-impactos-das-excecoes-da-camara-a-reforma-tributaria-diz-hadadd.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prorroga\u00e7\u00e3o dos incentivos fiscais \u00e0 Sudam e Sudene ser\u00e1 analisada pelo Senado<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Senado vai analisar a prorroga\u00e7\u00e3o dos incentivos fiscais para as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o das superintend\u00eancias do Desenvolvimento da Amaz\u00f4nia (Sudam) e do Nordeste (Sudene). O PL 4416\/2021 j\u00e1 foi aprovado na C\u00e2mara. O texto que segue para o Senado prev\u00ea benef\u00edcios para atrair empresas e estimular o desenvolvimento econ\u00f4mico e social das regi\u00f5es. Com as regras atuais, os incentivos se encerram no dia 31 de dezembro de 2023. O projeto aprovado pelos deputados prorroga os benef\u00edcios por mais 5 anos.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Norte e Nordeste apresentam as maiores propor\u00e7\u00f5es de pessoas pobres entre a popula\u00e7\u00e3o, 44,9% e 48,7%, respectivamente. O mestre em direito tribut\u00e1rio\u202fRodrigo Helfstein\u202fafirma que os incentivos s\u00e3o importantes para o desenvolvimento das regi\u00f5es e um grande atrativo, j\u00e1 que as empresas que se instalam nas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o da Sudam e da Sudene podem usufruir de uma redu\u00e7\u00e3o fixa de 75% no imposto de renda pessoa jur\u00eddica (IRPJ).\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Helfstein explica que, para ter acesso aos benef\u00edcios, o empreendimento deve estar situado e funcionando nas regi\u00f5es. Al\u00e9m disso, a atua\u00e7\u00e3o deve estar relacionada a setores da economia considerados priorit\u00e1rios, como turismo, infraestrutura, ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, entre outros previstos na legisla\u00e7\u00e3o. \u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm outro benef\u00edcio \u00e9 a isen\u00e7\u00e3o do imposto de renda pessoa jur\u00eddica. Ou seja, a empresa n\u00e3o tem que pagar o imposto de renda pessoa jur\u00eddica desde que ela esteja trabalhando no setor de tecnologia digital. E um outro atrativo tanto da Sudam quanto da Sudene \u00e9 o reinvestimento de 30% desse imposto de renda pessoa jur\u00eddica devido. Ou seja, 30% acabam sendo reinvestido em prol da estrutura do empreendimento, para moderniza\u00e7\u00e3o, complementa\u00e7\u00e3o de equipamentos e linha industrial\u201d, explica.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) afirma que vai votar a favor da prorroga\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios. O parlamentar argumenta que a produ\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es Norte e Nordeste \u00e9 mais cara e os incentivos fiscais s\u00e3o um diferencial para atrair empresas.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cL\u00e1 no meu estado a experi\u00eancia \u00e9 essa: voc\u00ea incentiva a empresa, ela se instala, gera emprego, gera economia e essa economia que ela gira na regi\u00e3o, na cidade, voc\u00ea arrecada na g\u00f4ndola do supermercado, no shopping, nas lojas. Porque voc\u00ea deixa de arrecadar em um primeiro momento para arrecadar em um segundo momento, depois que o incentivo fez o efeito. O efeito dele \u00e9 girar a economia, \u00e9 aquecer a economia. O cara pega o dinheiro e vai l\u00e1 consumir. No consumo, o governo arrecada\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da Sudene, entre 2013 e 2022, as empresas incentivadas geraram mais de 1,3 milh\u00e3o de empregos e relataram investimentos na ordem de R$ 294 bilh\u00f5es em projetos na \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o da superintend\u00eancia. No per\u00edodo de 2013 a 2021, estima-se que, para cada R$ 1 em ren\u00fancia fiscal, foram investidos R$ 7,92 na regi\u00e3o.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, de janeiro a abril, a Sudene registrou mais de R$ 4,1 bilh\u00f5es em investimentos. O total investido foi de mais de R$ 22,6 bilh\u00f5es em 2022. A Receita Federal do Brasil estima que os incentivos na \u00e1rea da Sudam, neste ano, ultrapassem a marca de R$ 6 bilh\u00f5es.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sudam e Sudene&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sudam e Sudene integram o Sistema de Planejamento e de Or\u00e7amento Federal e possuem autonomia administrativa e financeira. Vinculadas ao Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o e do Desenvolvimento Regional (MDIR), as autarquias t\u00eam como finalidade promover o desenvolvimento includente e sustent\u00e1vel das \u00e1reas em que atuam, al\u00e9m da integra\u00e7\u00e3o competitiva da base produtiva regional na economia nacional e internacional.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com sede em Bel\u00e9m, capital do Par\u00e1, a atua\u00e7\u00e3o da Sudam abrange os estados do Acre, Amap\u00e1, Amazonas, Mato Grosso, Rond\u00f4nia, Roraima, Par\u00e1, Tocantins e parte do Maranh\u00e3o. J\u00e1 a Sudene atua em todos os estados da regi\u00e3o Nordeste e em parte de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/prorrogacao-dos-incentivos-fiscais-a-sudam-e-sudene-sera-analisada-pelo-senado-pind234170\">https:\/\/brasil61.com\/n\/prorrogacao-dos-incentivos-fiscais-a-sudam-e-sudene-sera-analisada-pelo-senado-pind234170<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Auditorias calculam custos de clientes com reforma tribut\u00e1ria<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Clientes dos quatro maiores escrit\u00f3rios de auditoria do mundo, Deloitte, PwC, EY e KPMG j\u00e1 est\u00e3o buscando servi\u00e7os para fazer uma esp\u00e9cie de &#8220;modelagem de custos&#8221; com a cria\u00e7\u00e3o de um novo sistema tribut\u00e1rio brasileiro. O motivo \u00e9 o ambiente de incertezas sobre o aumento de carga tribut\u00e1ria e de como ficar\u00e1 a convers\u00e3o dos cr\u00e9ditos fiscais. As empresas tamb\u00e9m tentam saber como lidar com o longo per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, da forma antiga para a nova tributa\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de s\u00f3cios das \u201cBig Four\u201d ouvidos pelo Valor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma das preocupa\u00e7\u00f5es que ouvimos dos nossos clientes \u00e9 como eles v\u00e3o atuar no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da reforma, que ser\u00e1 bem longo, de sete anos, com um escalonamento progressivo de tributos\u201d, diz Carolina Verginelli, s\u00f3cia de consultoria tribut\u00e1ria da Deloitte. \u201cE ainda v\u00e3o ter que fazer todo um compliance tribut\u00e1rio para conviver com os dois sistemas ao mesmo tempo nesta fase\u201d, acrescenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de reforma tribut\u00e1ria foi aprovada na C\u00e2mara dos Deputados no in\u00edcio de julho e, agora, est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o no Senado. O novo sistema tribut\u00e1rio prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o de cinco impostos federais e estaduais, o IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS, por tr\u00eas tributos: a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto Seletivo (IS), federais, e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), subnacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, que se inicia no ano de 2026, come\u00e7a com a implementa\u00e7\u00e3o do IBS e do CBS, seguida pela extin\u00e7\u00e3o do PIS, Cofins e IPI em 2027, redu\u00e7\u00e3o escalonada do ICMS e ISS a partir de 2029 e implementa\u00e7\u00e3o plena do novo sistema tribut\u00e1rio a partir do ano de 2033.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos visto procura por servi\u00e7os de modelagem de custos e impacto da varia\u00e7\u00e3o de carga tribut\u00e1ria para saber quais ser\u00e3o os efeitos no neg\u00f3cio\u201d, explica Bruna Felizardo, s\u00f3cia especialista em tributos indiretos da EY. Ela diz, contudo, que a aus\u00eancia da al\u00edquota no novo sistema impede uma modelagem fidedigna do que ir\u00e1 acontecer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota do IVA n\u00e3o ser\u00e1 definida na Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC), j\u00e1 que os legisladores deixaram o assunto para lei complementar. Bernard Appy, secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da reforma tribut\u00e1ria, vem dizendo que esse n\u00famero deve ficar em torno de 25%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a al\u00edquota fique nesse patamar, segundo explica Marcus Vinicius Gon\u00e7alves, s\u00f3cio-l\u00edder da \u00e1rea tribut\u00e1ria da KPMG, ir\u00e1 se confirmar um dos temores dos clientes, que \u00e9 o aumento na carga tribut\u00e1ria, em especial para empresas de servi\u00e7os e de valor adicionado, como telecomunica\u00e7\u00f5es. J\u00e1 o setor produtivo deve ter uma redu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo fim do dia, o projeto caminha para um equil\u00edbrio tribut\u00e1rio\u201d, diz Gon\u00e7alves. \u201cSetorialmente alguns ter\u00e3o benef\u00edcios e outros fatalmente ver\u00e3o um aumento de carga, mas, no geral, a aceita\u00e7\u00e3o dos nossos clientes ao projeto vem sendo positiva\u201d, afirma o especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vers\u00e3o da reforma aprovada na C\u00e2mara, surpreendeu o n\u00famero de exce\u00e7\u00f5es \u00e0 al\u00edquota padr\u00e3o, de acordo com Romero Tavares, s\u00f3cio de consultoria tribut\u00e1ria da PwC. Segundo ele, isso reduz a expectativa de crescimento econ\u00f4mico p\u00f3s-reforma e aumenta os temores de que a al\u00edquota pode ser maior do que o esperado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Tavares, haver\u00e1 sobrecarga no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para o novo sistema tribut\u00e1rio, \u201cmas h\u00e1 a expectativa de reestrutura\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas para gerar maior efici\u00eancia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, \u00e9 importante que as empresas comecem a realizar um levantamento de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios referentes \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o do PIS, Cofins e ICMS aos quais podem ter direito, orienta Carolina, da Deloitte, j\u00e1 que esse mecanismo ser\u00e1 extinto ap\u00f3s o fim do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cParece muito tempo at\u00e9 2032, mas nessas quest\u00f5es de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, que dependem do tr\u00e2mite dos processos junto \u00e0 Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, com demora em raz\u00e3o do volume de pedidos, j\u00e1 estamos instruindo as companhias a realizarem esse levantamento para trabalhar em cima deles agora\u201d, comenta Carolina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A devolu\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos do PIS e Cofins, para Gon\u00e7alves, da KPMG, ficou bem amarrada na reforma e ser\u00e1 tudo em curto prazo, mas a sistem\u00e1tica referente aos cr\u00e9ditos de ICMS ser\u00e1 um problema. \u201cTem setores com muito ac\u00famulo de cr\u00e9ditos que n\u00e3o v\u00e3o conseguir usar at\u00e9 2032 e, inevitavelmente, v\u00e3o perd\u00ea-los\u201d, alerta. \u201cEstamos debatendo estrat\u00e9gias com clientes\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ter um plano de a\u00e7\u00e3o bem estruturado para implementar os principais pontos da reforma, reavaliar estruturas de custo e analisar as mudan\u00e7as sist\u00eamicas que v\u00e3o acontecer ser\u00e1 especialmente importante para as companhias de capital aberto, diz Bruna, s\u00f3cia da EY. Um choque tribut\u00e1rio poderia, eventualmente, impactar o pre\u00e7o de a\u00e7\u00f5es na bolsa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que a PEC da reforma tribut\u00e1ria ainda seja avaliada pelas comiss\u00f5es do Senado Federal, para as firmas de auditoria, poucas mudan\u00e7as devem ocorrer no projeto que afetem as empresas. Para elas, agora as discuss\u00f5es devem ficar em torno do papel dos Estados e munic\u00edpios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 que se trabalhar melhor a discuss\u00e3o sobre as poss\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es estaduais, o que na pr\u00e1tica seria um novo tributo\u201d, afirma o s\u00f3cio da PwC. \u201cSeria importante o Senado evitar a aprova\u00e7\u00e3o desse instrumento para n\u00e3o diluir ainda mais a reforma\u201d, acrescenta. \u201cA quest\u00e3o da neutralidade tribut\u00e1ria \u00e9 importante para as empresas.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/04\/auditorias-calculam-custos-de-clientes-com-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/04\/auditorias-calculam-custos-de-clientes-com-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MEI pode renegociar d\u00edvidas com a Uni\u00e3o<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>PGFN promove campanha que oferece descontos de at\u00e9 50% dos valores das d\u00edvidas&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Criado para auxiliar brasileiros a se livrarem do endividamento, o Programa Emergencial de Renegocia\u00e7\u00e3o de D\u00edvidas de Pessoas F\u00edsicas Inadimplentes, conhecido como Desenrola Brasil, n\u00e3o contempla, at\u00e9 o momento, os microempreendedores individuais (MEI), mas estes agora contam com uma campanha com descontos especiais para regularizar seus d\u00e9bitos. A medida, oficializada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) atrav\u00e9s de editais, garante descontos que podem chegar a at\u00e9 50% do valor das d\u00edvidas com a Uni\u00e3o. O prazo para ades\u00e3o termina no dia 29 de setembro, e a negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita on-line, pelo portal Regularize, da PGFN.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o cinco possibilidades de negocia\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis nesse programa, sendo quatro que contemplam o MEI. Em todas, \u00e9 obrigat\u00f3rio estar registrado na d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o ou, caso contr\u00e1rio, ser\u00e1 necess\u00e1rio contatar o \u00f3rg\u00e3o correspondente. As condi\u00e7\u00f5es variam de acordo com o tamanho e o tempo da d\u00edvida, al\u00e9m das necessidades do microempreendedor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A \u2018Transa\u00e7\u00e3o de pequeno valor\u2019 \u00e9 para aqueles d\u00e9bitos que chegam at\u00e9 60 sal\u00e1rios-m\u00ednimos, podendo ser utilizada por pessoas f\u00edsicas, MEI, microempresas e empresas de pequeno porte, enquanto a \u2018Transa\u00e7\u00e3o para d\u00e9bitos de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o\u2019 se aplica \u00e0s d\u00edvidas consideradas irrecuper\u00e1veis por, entre outros crit\u00e9rios, estarem inscritas h\u00e1 mais de 15 anos ou suspensas por decis\u00e3o judicial por mais de 10 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem busca o maior parcelamento, a op\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u2018Negocia\u00e7\u00e3o conforme a capacidade de pagamento\u2019, que permite dividir em at\u00e9 145 meses, sendo uma entrada em 12 vezes e o restante em 133 parcelas. Essa modalidade tamb\u00e9m oferece descontos de at\u00e9 100% em juros, multas e encargos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a \u2018Negocia\u00e7\u00e3o de inscri\u00e7\u00f5es garantidas por seguro garantia ou carta fian\u00e7a\u2019 \u00e9 indicada para o contribuinte que possui decis\u00e3o transitada em julgado em seu desfavor, cujos d\u00e9bitos est\u00e3o garantidos por seguro garantia ou carta fian\u00e7a, antes da ocorr\u00eancia do sinistro ou do in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o da garantia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>K\u00e1lyta Caetano, head de Contabilidade de MaisMei, maior plataforma para abertura e gest\u00e3o de MEIs, ressalta que essa \u00e9 uma oportunidade \u00fanica para microempreendedores se regularizarem e, consequentemente, terem mais chances de investir em seu neg\u00f3cio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm junho, a Receita Federal divulgou que mais de 50% dos microempreendedores individuais est\u00e3o inadimplentes. Esse \u00e9 um cen\u00e1rio preocupante, pois al\u00e9m do risco de perda de direitos garantidos pelo regime do Simples Nacional, como aposentadoria e aux\u00edlio-doen\u00e7a, a inadimpl\u00eancia pode impedir o acesso ao cr\u00e9dito, por exemplo, que \u00e9 hoje uma das grandes dores para quem deseja melhorar seus rendimentos\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"8yPgych0W9\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/mei-pode-renegociar-dividas-com-a-uniao\/\">MEI\u00a0pode renegociar d\u00edvidas com a Uni\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;MEI\u00a0pode renegociar d\u00edvidas com a Uni\u00e3o&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/mei-pode-renegociar-dividas-com-a-uniao\/embed\/#?secret=xuPX0Oy7ji#?secret=8yPgych0W9\" data-secret=\"8yPgych0W9\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lei do Bem oferece incentivos fiscais, mas ainda \u00e9 pouco explorada pelo setor privado<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, a Lei do Bem completa 18 anos, mas ainda \u00e9 pouco explorada pelo setor privado. Segundo pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), apenas 37% das empresas utilizam a Lei do Bem no pa\u00eds, enquanto 66% dos empres\u00e1rios consideram alto o grau de import\u00e2ncia da norma para apoiar as atividades de PD&amp;I no Brasil.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A principal queixa dos participantes do levantamento foi que a presta\u00e7\u00e3o de contas e o mapeamento dos processos demandam muitos recursos da empresa. Outras reclama\u00e7\u00f5es incluem a limita\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio ao ano em que \u00e9 realizado e a inseguran\u00e7a jur\u00eddica quanto \u00e0 possibilidade de terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades inovativas dentro do territ\u00f3rio nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Senado Federal realizou nesta quarta-feira (2) uma audi\u00eancia p\u00fablica para debater aperfei\u00e7oamentos na Lei do Bem (11.196\/2005). A norma oferece incentivos fiscais por meio da redu\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) para empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o (PD&amp;I).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mediador da audi\u00eancia, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) ressaltou a import\u00e2ncia da Lei do Bem para o desenvolvimento industrial do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Senado Federal realizou nesta quarta-feira (2) uma audi\u00eancia p\u00fablica para debater aperfei\u00e7oamentos na Lei do Bem (11.196\/2005). A norma oferece incentivos fiscais por meio da redu\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) para empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o (PD&amp;I).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mediador da audi\u00eancia, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) ressaltou a import\u00e2ncia da Lei do Bem para o desenvolvimento industrial do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSem d\u00favida nenhuma, a Lei do Bem tem se caracterizado como um instrumento muito importante para financiamento do desenvolvimento de tecnologias no Brasil e isso, logicamente, implica tamb\u00e9m em uma melhoria da capacidade do nosso setor industrial com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de novas tecnologias e desenvolvimento.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como funciona&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas que operam no regime de Lucro Real; que comprovam regularidade de tributos federais e cr\u00e9ditos inscritos em D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o e que apresentam lucro fiscal no ano base \u2014 ou seja, t\u00eam impostos a pagar&nbsp; \u2014 podem participar da Lei do Bem. Para isso, basta informar na declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) o investimento realizado no ano-base em PD&amp;I.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a audi\u00eancia p\u00fablica, o coordenador-geral de Instrumentos de Apoio \u00e0 Inova\u00e7\u00e3o da Secretaria de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI), Jos\u00e9 Afonso Cosmo J\u00fanior, fez uma analogia com a declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA empresa realiza o investimento. No ano seguinte, ela coloca na declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica que realizou investimentos, como a gente faz na nossa declara\u00e7\u00e3o de Pessoa F\u00edsica com a escola das crian\u00e7as, o plano de sa\u00fade. E no ano seguinte, [a empresa] presta informa\u00e7\u00f5es dos projetos realizados ao Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia Tecnologia e a gente analisa e emite um parecer final.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, o Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia e Tecnologias analisou cerca de 32 mil processos de investimento em PD&amp;I para dedu\u00e7\u00e3o no IRPJ. A estimativa \u00e9 analisar 35 mil em 2023, acabando definitivamente com o passivo de projetos para an\u00e1lise acumulados na pasta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Afonso Cosmo J\u00fanior ressaltou ainda que a Lei do Bem gera um ciclo virtuoso de desenvolvimento completo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cGera empregos qualificados, gera no final de tudo melhoria do bem-estar geral da popula\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 um ciclo de desenvolvimento completo social, com o aumento da produtividade, fixa\u00e7\u00e3o de marcas, desenvolvimento de novos mercados, possibilidade de atua\u00e7\u00e3o externa das nossas empresas nacionais. Ent\u00e3o \u00e9 um ciclo de desenvolvimento completo.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como principal resultado, o governo calcula que para cada R$ 1 que o estado deixa de arrecadar com incentivos fiscais, R$ 4,6 s\u00e3o investidos pelas empresas em PD&amp;I.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Melhorias na legisla\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as propostas de melhorias \u00e0 Lei do Bem debatidas na audi\u00eancia p\u00fablica, est\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o limita\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio ao lucro apurado no ano de investimento, permitindo o uso do incentivo em anos subsequentes;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivo adicional \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de mestre e doutores para os projetos de PD&amp;I;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o da burocracia para realizar projetos em parceria com Instituto de Ci\u00eancia e Tecnologia;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Possibilidade de contrata\u00e7\u00e3o de outras empresas para realiza\u00e7\u00e3o de investimento em pesquisa e desenvolvimento externo;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Permiss\u00e3o para dedu\u00e7\u00e3o no imposto com investimentos em fundos voltados para aplica\u00e7\u00f5es em empresas de base tecnol\u00f3gica;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Permiss\u00e3o para deprecia\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos usados de forma n\u00e3o exclusiva para inova\u00e7\u00e3o;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Liberar o acesso aos benef\u00edcios da Lei do Bem para todas as empresas, independentemente do regime tribut\u00e1rio adotado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns desses pontos est\u00e3o previstos no projeto de lei 2838\/2020 que prop\u00f5e uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as \u00e0 Lei do Bem.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora de Inova\u00e7\u00e3o da CNI, Gianna Sagazio, destaca a import\u00e2ncia da aprova\u00e7\u00e3o do PL. \u201cImportante dizer que a lei tamb\u00e9m incentiva a integra\u00e7\u00e3o com institutos de ci\u00eancia, tecnologia e universidades; o que \u00e9 tudo que a gente quer: fazer essa integra\u00e7\u00e3o, essa articula\u00e7\u00e3o maior. Ent\u00e3o temos uma expectativa de que ela possa ser aprovada o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto de autoria do senador Astronauta Marcos Pontes ainda est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o, Comunica\u00e7\u00e3o e Inform\u00e1tica do Senado Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.hojeemdia.com.br\/geral\/lei-do-bem-oferece-incentivos-fiscais-mas-ainda-e-pouco-explorada-pelo-setor-privado-1.972856\">https:\/\/www.hojeemdia.com.br\/geral\/lei-do-bem-oferece-incentivos-fiscais-mas-ainda-e-pouco-explorada-pelo-setor-privado-1.972856<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Minist\u00e9rio da Fazenda estuda tributar estoque de lucro n\u00e3o distribu\u00eddo, diz Appy<\/strong>&nbsp;<br>Data: 05\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda avalia a possibilidade de, na segunda etapa da reforma tribut\u00e1ria, cobrar impostos n\u00e3o apenas sobre o fluxo dos lucros empresariais, mas tamb\u00e9m sobre \u201co estoque de lucros acumulados e que n\u00e3o foi distribu\u00eddo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso certamente \u00e9 um tema que est\u00e1 sendo considerado, mas o desenho final n\u00e3o foi definido\u201d, afirmou neste s\u00e1bado o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da reforma tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Bernard Appy, em entrevista \u00e0 r\u00e1dio A Hora, do Rio Grande do Sul.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda etapa da reforma tratar\u00e1 da tributa\u00e7\u00e3o sobre a renda. Mas ser\u00e1 debatida somente depois que esta primeira etapa, sobre o consumo, for aprovada, \u201cpara n\u00e3o gerar muito ru\u00eddo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Appy, a reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo poder\u00e1 aumentar em 15 anos, quando todos os efeitos das mudan\u00e7as forem atingidos, o Produto Interno Bruto (PIB) mensal per capita, em valores atuais, em aproximadamente R$ 750.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda disse que \u201cnas pr\u00f3ximas semanas\u201d ser\u00e3o divulgadas estimativas do Minist\u00e9rio da Fazenda para o hiato de conformidade, uma medida que considera, al\u00e9m da sonega\u00e7\u00e3o fiscal, perdas com fatores como lit\u00edgios judiciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/08\/05\/ministrio-da-fazenda-estuda-tributar-estoque-de-lucro-no-distribudo-diz-appy.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/08\/05\/ministrio-da-fazenda-estuda-tributar-estoque-de-lucro-no-distribudo-diz-appy.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda como a lei da simplifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria poder\u00e1 reduzir custos dos contribuintes e do Fisco<\/strong>&nbsp;<br>Data: 06\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta semana foi sancionada a lei que institui o Estatuto Nacional de Simplifica\u00e7\u00e3o de Obriga\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias Acess\u00f3rias. A medida \u00e9 comemorada por empres\u00e1rios, auditores, contabilistas e especialistas em tributa\u00e7\u00e3o porque a atual multiplicidade de declara\u00e7\u00f5es e documentos fiscais facilita o erro, o que gera preju\u00edzo tanto para a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica quanto para os contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estatuto criado pela Lei Complementar n\u00ba 199\/23, segundo explica a advogada Fernanda Rizzo, do Vieira Rezende Advogados, nada mais \u00e9 do que um conjunto de disposi\u00e7\u00f5es que t\u00eam por objetivo diminuir os custos de cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias para Uni\u00e3o, Estados, munic\u00edpios, Distrito Federal e contribuintes, assim como incentivar a conformidade fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) somadas as normas tribut\u00e1rias editadas no Brasil, desde a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal at\u00e9 2021, nas esferas federal, estadual e municipal, chegava-se a 443.236. Al\u00e9m disso, para estar em dia com as obriga\u00e7\u00f5es fiscais, naquele ano, uma empresa precisaria seguir 4.626 normas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Logo abaixo, a especialista tira d\u00favidas sobre como e quando a nova legisla\u00e7\u00e3o passar\u00e1 a funcionar na pr\u00e1tica:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que o novo estatuto imp\u00f5e e para quem?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estatuto prev\u00ea a padroniza\u00e7\u00e3o das legisla\u00e7\u00f5es e sistemas direcionados ao cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, mediante a futura emiss\u00e3o unificada de documentos fiscais eletr\u00f4nicos, unifica\u00e7\u00e3o cadastral e processamento de dados no intuito de possibilitar ao contribuinte declara\u00e7\u00f5es pr\u00e9-preenchidas e respectivas guias de arrecada\u00e7\u00e3o, com facilita\u00e7\u00e3o dos meios de pagamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tal estatuto tem como destinat\u00e1rios todos os contribuintes, com exce\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias referentes ao IR e ao IOF. Para empresas do Simples, a simplifica\u00e7\u00e3o proposta de acordo com a Lei Complementar ter\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o quando n\u00e3o conflitar com atos de compet\u00eancia do Comit\u00ea Gestor do Simples. Ser\u00e1 criado um comit\u00ea com participa\u00e7\u00e3o dos entes federativos para o estabelecimento das medidas de simplifica\u00e7\u00e3o, cujas delibera\u00e7\u00f5es ser\u00e3o objeto de consultas p\u00fablicas pr\u00e9vias \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o a possibilidade de compartilhamento de dados fiscais e cadastrais entre Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de iniciadas as medidas propostas pelo estatuto, os contribuintes devem continuar a acompanhar os manuais de preenchimento de declara\u00e7\u00f5es, emiss\u00e3o de notas fiscais e pagamento de obriga\u00e7\u00f5es em cada munic\u00edpio ou Estado em que exerceram atividades, al\u00e9m das obriga\u00e7\u00f5es federais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s implementada a simplifica\u00e7\u00e3o, o que se espera \u00e9 que as declara\u00e7\u00f5es sejam pr\u00e9-preenchidas, com dados extra\u00eddos dos documentos eletr\u00f4nicos dos contribuintes, um \u00fanico cadastro fiscal, notas fiscais e guias de recolhimento padronizadas. Ser\u00e1 muito mais simples para o contribuinte entender quais ser\u00e3o as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias a cumprir, bem como referidos documentos ser\u00e3o expedidos com sugest\u00f5es de preenchimento geradas a partir do cruzamento de informa\u00e7\u00f5es dos sistemas informatizados, evitando-se inconsist\u00eancias e, ainda, permitindo uma maior agilidade e efici\u00eancia no cumprimento e fiscaliza\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias acess\u00f3rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estatuto pode melhorar o compliance tribut\u00e1rio das empresas?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente, pois ao diminuir a quantidade de declara\u00e7\u00f5es e unificar os procedimentos, diminui-se o risco de cometimento de erros de preenchimento e de cruzamento de dados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se os objetivos da legisla\u00e7\u00e3o forem cumpridos, a quantidade de obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias ser\u00e1 diminu\u00edda drasticamente. Como consequ\u00eancia, dever\u00e1 haver uma redu\u00e7\u00e3o de custos da empresa com a pr\u00f3pria gest\u00e3o tribut\u00e1ria, pois a efici\u00eancia dessa unifica\u00e7\u00e3o de procedimentos ter\u00e1, espera-se, o efeito de diminuir o atual tempo dispensado por profissionais para o cumprimento das tantas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias acess\u00f3rias hoje existentes junto aos entes federativos, que n\u00e3o raras vezes adotam mecanismos diversos entre si em raz\u00e3o das tantas legisla\u00e7\u00f5es espec\u00edficas aplic\u00e1veis, assim como uma queda nas retifica\u00e7\u00f5es de obriga\u00e7\u00f5es, que hoje fazem parte do dia-a-dia das empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Qual o impacto do estatuto para os contribuintes? E para os advogados tributaristas?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a simplifica\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o da quantidade de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias a cumprir, espera-se uma redu\u00e7\u00e3o nos custos de conformidade e uma maior previsibilidade de procedimentos, cujo objetivo final \u00e9 facilitar a conformidade fiscal e diminuir a sonega\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para os advogados tributaristas, o impacto tamb\u00e9m ser\u00e1 positivo, eis que a padroniza\u00e7\u00e3o dos documentos fiscais possibilitar\u00e1 uma an\u00e1lise mais acurada da apura\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o dos procedimentos fiscais, diminuindo lit\u00edgios decorrentes de simples erros de preenchimento e diverg\u00eancia de entendimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infinidade de regras e procedimentos adotados individualmente para cada ente da Federa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de quando vai valer? Se n\u00e3o for cumprido h\u00e1 alguma pena?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo que determinava a cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Nacional de Simplifica\u00e7\u00e3o no prazo de noventa dias foi vetado. Assim, atualmente n\u00e3o h\u00e1 uma data estipulada para o in\u00edcio dos trabalhos de delibera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 penalidades previstas para a falta de cumprimento das disposi\u00e7\u00f5es trazidas pelo Estatuto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Qual a rela\u00e7\u00e3o deste estatuto e a reforma tribut\u00e1ria?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 199\/23 vem em boa hora. \u00c9 necess\u00e1ria a simplifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias e, nesse ponto, ela est\u00e1 alinhada aos interesses finais de uma ampla reforma tribut\u00e1ria, que tamb\u00e9m tem por objetivo simplificar a tributa\u00e7\u00e3o, principalmente aquela sobre o consumo, que \u00e9 a parcela que mais demanda procedimentos de conformidade fiscal e, normalmente, envolve obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias diversas nas tr\u00eas esferas da Federa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/06\/entenda-como-a-lei-da-simplificacao-tributaria-podera-reduzir-custos-dos-contribuintes-e-do-fisco.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/06\/entenda-como-a-lei-da-simplificacao-tributaria-podera-reduzir-custos-dos-contribuintes-e-do-fisco.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manifesto contra os Vetos Presidenciais ao Projeto de Lei Complementar 178 de 2021 \u2013 Estatuto Nacional de Simplifica\u00e7\u00e3o de Obriga\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias Acess\u00f3rias, que resultou na Lei Complementar 199\/2023<\/strong>&nbsp;<br>Data: 07\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), entidade de estudos e pesquisas tribut\u00e1rias, com 31 anos de atividades, vem a p\u00fablico manifestar sua preocupa\u00e7\u00e3o quanto aos vetos presidenciais ao Projeto de Lei Complementar 178 de 2021, que culminou na promulga\u00e7\u00e3o da Lei Complementar 199 de 01\/08\/2023. Cumpre ressaltar a relev\u00e2ncia da mat\u00e9ria, cujo texto original traz significativos avan\u00e7os para a simplifica\u00e7\u00e3o e otimiza\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar 178 de 2021, que institu\u00eda a Nota Fiscal Brasil Eletr\u00f4nica (NFB-e) e a Declara\u00e7\u00e3o Fiscal Digital Brasil (DFDB), representava uma iniciativa concreta para a unifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. Ao criar um \u00fanico modelo de nota fiscal, o projeto buscava promover a efici\u00eancia, reduzir a burocracia e fomentar a transpar\u00eancia nas transa\u00e7\u00f5es comerciais. A NFB-e e a DFDB possibilitariam uma maior integra\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e, consequentemente, um aumento da efic\u00e1cia na arrecada\u00e7\u00e3o de tributos, sem prejudicar a atividade empresarial. Al\u00e9m disso, no contexto da Reforma Tribut\u00e1ria prevista na Proposta de Emenda Constitucional 145-A, que visa a cria\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), a ado\u00e7\u00e3o da NFB-e e da DFDB seria crucial. Com um \u00fanico modelo de nota fiscal, os empres\u00e1rios e contribuintes teriam uma redu\u00e7\u00e3o significativa nas obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, o que implicaria em uma gest\u00e3o tribut\u00e1ria mais simples e menos onerosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o dessas obriga\u00e7\u00f5es em um sistema digital moderno traria maior seguran\u00e7a jur\u00eddica e facilitaria o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Entretanto, lamentavelmente, esses avan\u00e7os foram frustrados pelos vetos presidenciais ao projeto que teve amplo debate pela sociedade. Em especial, o veto aos dispositivos que previam maior participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil e das entidades representativas na discuss\u00e3o sobre a unifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. \u00c9 importante ressaltar que o IBPT, em seu estudo anual sobre a Quantidade de Normas Editadas desde a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, demonstrou que as empresas gastaram R$ 207 bilh\u00f5es em 2022, equivalente a 1,5% do seu faturamento, para se adequar \u00e0s milhares de normas tribut\u00e1rias em \u00e2mbito federal, estadual e municipal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto inicial do Projeto de Lei Complementar 178 de 2021 trazia a esperan\u00e7a de simplifica\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o desses custos, mas foi desfigurado em seus objetivos pelos vetos presidenciais. Nesse contexto, o IBPT insta o Congresso Nacional a restabelecer o conte\u00fado original do Projeto de Lei Complementar, derrubando os vetos presidenciais. Acreditamos que a participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e o di\u00e1logo com a sociedade s\u00e3o fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o de uma legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria justa, clara e condizente com as necessidades do pa\u00eds. O momento exige a\u00e7\u00f5es concretas para desburocratizar o sistema tribut\u00e1rio, estimular o crescimento econ\u00f4mico e proporcionar um ambiente mais favor\u00e1vel aos neg\u00f3cios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O IBPT reitera seu compromisso em contribuir para o debate em prol da melhoria do sistema tribut\u00e1rio brasileiro, e permanece \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para colaborar com as autoridades competentes na busca por solu\u00e7\u00f5es que beneficiem o pa\u00eds como um todo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gilberto Luiz do Amaral \u2013 Presidente do Conselho Superior do IBPT e s\u00f3cio fundador da Amaral Yazbek Advogados&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Eloi Olenike \u2013 Presidente Executivo do IBPT&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Let\u00edcia Mary Fernandes do Amaral \u2013 Vice-Presidente do IBPT&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-amaral-yazbek-advogados wp-block-embed-amaral-yazbek-advogados\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttp:\/\/ayadvogados.com.br\/nota-a-imprensa\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal pressiona empresas que usaram benef\u00edcio fiscal de ICMS<\/strong>&nbsp;<br>Data: 07\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal aumentou a press\u00e3o sobre empresas que recebem incentivos fiscais de ICMS e reduziram esses valores do c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL nos \u00faltimos anos. Duas levas de notifica\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram disparadas &#8211; e, a mais recente, segundo advogados, em tom mais duro. Cerca de 500 grandes empresas est\u00e3o na mira do Fisco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essas notifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o tratadas, internamente, como o \u00faltimo aviso para o contribuinte regularizar a situa\u00e7\u00e3o de forma espont\u00e2nea. O pr\u00f3ximo passo contra quem continuar em situa\u00e7\u00e3o irregular, na vis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, ser\u00e3o as fiscaliza\u00e7\u00f5es e, posteriormente, as autua\u00e7\u00f5es &#8211; com multa de 75% sobre os valores devidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 no ano de 2021 foram registrados R$ 120 bilh\u00f5es em exclus\u00f5es nas apura\u00e7\u00f5es de tributos federais, de acordo com a Receita Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o desses valores chamados de subven\u00e7\u00f5es \u00e9 uma das prioridades para a fiscaliza\u00e7\u00e3o. A equipe econ\u00f4mica v\u00ea o assunto como essencial para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o e cumprir a meta de zerar o d\u00e9ficit prim\u00e1rio do governo central no ano que vem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A briga entre o Fisco e as empresas que recebem benef\u00edcios de ICMS vem de longa data, mas ficou muito mais acirrada no primeiro semestre deste ano, depois que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) julgou o tema com efeito vinculante para todo o Judici\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o da Fazenda com esse julgamento era arrecadar cerca de R$ 90 bilh\u00f5es, segundo declara\u00e7\u00f5es do ministro Fernando Haddad. J\u00e1 a Receita Federal indicava na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias um impacto de R$ 47 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita enviou uma primeira leva de notifica\u00e7\u00f5es &#8211; para 5 mil contribuintes &#8211; no m\u00eas de maio, poucos dias ap\u00f3s o julgamento, mas antes de a decis\u00e3o ser publicada. A quest\u00e3o foi tratada de forma mais abrangente e as notifica\u00e7\u00f5es constaram como uma esp\u00e9cie de \u201cconvite\u201d \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o. A avalia\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 de que n\u00e3o surtiu efeito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa segunda leva foi considerada a relev\u00e2ncia do total de exclus\u00f5es do IRPJ e da CSLL. S\u00e3o contribuintes de diferentes setores que se beneficiaram de altas quantias. Est\u00e1 bem mais direcionada do que da primeira vez.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos convictos de que, nesses casos, houve redu\u00e7\u00e3o indevida de valores. Total ou parcial\u201d, diz um interlocutor da Fazenda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota enviada \u00e0 reportagem, a Receita Federal informou que 60% das cerca de 500 empresas que receberam as notifica\u00e7\u00f5es na segunda leva j\u00e1 procuraram o \u00f3rg\u00e3o, \u201co que est\u00e1 sendo tratado pela \u00e1rea t\u00e9cnica\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de solicitar informa\u00e7\u00f5es e documentos cont\u00e1beis, a Receita Federal abre para os contribuintes, nessas notifica\u00e7\u00f5es, qual \u00e9 a sua interpreta\u00e7\u00e3o do julgamento do STJ &#8211; que, agora, j\u00e1 tem decis\u00e3o publicada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ponto, especificamente, est\u00e1 sendo muito criticado por advogados de contribuintes que tiveram acesso \u00e0s notifica\u00e7\u00f5es. Os profissionais acusam o Fisco de distorcer o que ficou decidido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal diz, basicamente, que s\u00f3 existe garantia de n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o para o cr\u00e9dito presumido (uma modalidade espec\u00edfica de benef\u00edcio de ICMS). Todos os demais est\u00e3o sujeitos a uma an\u00e1lise criteriosa com base nos requisitos previstos no artigo 10 da Lei Complementar n\u00ba 160, de 2017, e no artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre esses requisitos \u201cest\u00e1 a ocorr\u00eancia de efetivo benef\u00edcio tribut\u00e1rio decorrente da norma estadual que concedeu o benef\u00edcio\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que a Receita quer dizer \u00e9 que em casos como isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo ou de al\u00edquota, por exemplo, o benef\u00edcio fiscal n\u00e3o \u00e9 dirigido ao vendedor da mercadoria e sim ao destinat\u00e1rio, que, em muitas opera\u00e7\u00f5es, \u00e9 o consumidor final.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 a diretriz para o auditor, no momento das fiscaliza\u00e7\u00f5es, que vai se debru\u00e7ar sobre os livros da empresa e verificar o que aconteceu com o benef\u00edcio\u201d, diz uma fonte. \u201cFoi destinado para investimento? Foi distribu\u00eddo como lucro de maneira disfar\u00e7ada? Ou foi repassado totalmente para o adquirente do produto?\u201d, detalha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados de contribuintes afirmam, no entanto, que essa abordagem \u00e9 nova &#8211; n\u00e3o teria sido ainda discutida em a\u00e7\u00f5es judiciais e administrativas. \u201cEst\u00e3o caminhando para uma argumenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que, no nosso modo de ver, n\u00e3o tem respaldo legal e tampouco algum respaldo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 decis\u00e3o do STJ\u201d, avalia o advogado Ricardo Varrichio, do escrit\u00f3rio RVC.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma leitura equivocada do ac\u00f3rd\u00e3o\u201d, concorda o advogado Fernando Sol\u00e1 Soares, do escrit\u00f3rio Gaia Silva Gaede. \u201cEssas notifica\u00e7\u00f5es, se evolu\u00edrem para autua\u00e7\u00f5es, v\u00e3o iniciar uma nova briga entre Fisco e empresas\u201d, frisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os advogados, o requisito previsto na lei &#8211; para livrar o contribuinte da tributa\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 de que os ganhos com os benef\u00edcios fiscais sejam \u201cregistrados em reserva de lucros\u201d. Significa que s\u00f3 podem ser usados na pr\u00f3pria empresa ou para abater preju\u00edzo fiscal. N\u00e3o \u00e9 permitido, por exemplo, distribuir aos s\u00f3cios como dividendos ou juros sobre capital pr\u00f3prio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas clientes do escrit\u00f3rio em que Soares atua receberam a notifica\u00e7\u00e3o. Uma das empresas t\u00eam sede em Santa Catarina e pertence ao setor aliment\u00edcio. Ela tem benef\u00edcios fiscais de redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo. As outras duas s\u00e3o do setor de moda, est\u00e3o localizadas no Rio de Janeiro e usufruem de benef\u00edcios fiscais da Lei de Moda e Incentivo \u00e0 Log\u00edstica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tem orientado os clientes a responder as notifica\u00e7\u00f5es e informar que n\u00e3o concordam com a interpreta\u00e7\u00e3o dada \u00e0 decis\u00e3o do STJ. \u201cN\u00e3o responder pode ser considerado como algum tipo de embara\u00e7o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o e o contribuinte pode sofrer penalidade por conta disso\u201d, pondera Soares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No escrit\u00f3rio Finocchio &amp; Ustra s\u00e3o 12 clientes notificados. O advogado Bruno Marques Santo, s\u00f3cio da banca, indica que pertencem aos setores de eletr\u00f4nicos, ind\u00fastria t\u00eaxtil, concession\u00e1rias de ve\u00edculos, ind\u00fastria de papel e fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Do total, sete t\u00eam o benef\u00edcio do cr\u00e9dito presumido &#8211; que n\u00e3o \u00e9 tribut\u00e1vel. Os demais usufruem de redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo e s\u00e3o afetados pela discuss\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Receita n\u00e3o tem expedido intima\u00e7\u00f5es, mas intimida\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Eduardo Barboza, tributarista no Nichele Advogados, que tamb\u00e9m tem clientes nessa situa\u00e7\u00e3o. Na vis\u00e3o dele, a Receita pretende que o contribuinte aceite o entendimento dela sobre o caso e n\u00e3o o que ficou decidido no STJ.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Toda essa discuss\u00e3o entre Fisco e contribuintes envolve os valores que as empresas deixam de repassar aos cofres estaduais. Uma companhia que devia R$ 100 mil de ICMS, mas por ter direito \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de base, por exemplo, pagou somente R$ 60 mil. A diferen\u00e7a &#8211; de R$ 40 mil &#8211; pode ser tributada pela Uni\u00e3o?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ decidiu, em 2017, que cr\u00e9ditos presumidos de ICMS n\u00e3o podem ser tributados. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que, se tributar, a Uni\u00e3o esvazia um benef\u00edcio concedido por Estados, o que viola o pacto federativo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed vem a discuss\u00e3o atual: esse mesmo entendimento pode ser aplicado aos demais tipos de benef\u00edcios concedidos pelos Estados?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do m\u00eas de abril, o STJ respondeu que n\u00e3o. Mas os ministros afirmam que a Uni\u00e3o precisa considerar &#8211; para exigir ou n\u00e3o os tributos &#8211; os requisitos estabelecidos no artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, que vem causando diverg\u00eancia de interpreta\u00e7\u00e3o. A Fazenda estuda, inclusive, uma altera\u00e7\u00e3o legislativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes apresentaram embargos de declara\u00e7\u00e3o \u00e0 Corte. Pedem aos ministros a aplica\u00e7\u00e3o da modula\u00e7\u00e3o de efeitos, para que a decis\u00e3o tenha validade somente para o futuro, e solicitam esclarecimentos sobre a forma como as empresas podem usar os recursos contabilizados em reserva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Receita est\u00e1 se antecipando [com as notifica\u00e7\u00f5es]\u201d, afirma o advogado Eduardo Barboza. \u201cFaz quase um exerc\u00edcio de futurologia, imaginando o que o STJ vai falar nos embargos para for\u00e7ar o contribuinte a pagar\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal, por outro lado, se coloca na posi\u00e7\u00e3o de colaboradora por expor o seu entendimento e dar a chance de o contribuinte pagar os valores ao governo de forma espont\u00e2nea, sem multa. \u201cQueremos evitar lit\u00edgio. O contribuinte que n\u00e3o quiser pode contestar administrativamente e, depois, judicialmente\u201d, diz um interlocutor da Fazenda. \u201cMas precisa estar ciente de que ser\u00e3o anos de discuss\u00e3o e dinheiro gasto com advogado\u201d, conclui.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/07\/receita-federal-pressiona-empresas-que-usaram-beneficio-fiscal-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/07\/receita-federal-pressiona-empresas-que-usaram-beneficio-fiscal-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fam\u00edlias se mobilizam para encarar taxa\u00e7\u00e3o de fundos<\/strong>&nbsp;<br>Data: 07\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de R$ 600 bilh\u00f5es em recursos em fundos fechados exclusivos ou reservados a poucos investidores est\u00e3o na mira do governo para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Se o plano do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seguir o script dos ensaios de legislaturas anteriores, carteiras usadas pelas fam\u00edlias endinheiradas para uma melhor efici\u00eancia tribut\u00e1ria passar\u00e3o a ter o \u201ccome-cotas\u201d, a antecipa\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de imposto de renda, que j\u00e1 incide nos portf\u00f3lios de renda fixa, multimercados e cambiais tradicionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O dilema, j\u00e1 observado em projetos frustrados no Congresso durante os governos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), \u00e9 se a cobran\u00e7a de um imposto adicional valer\u00e1 a partir de 2024 para as rendas obtidas neste ano ou se todo o estoque pagar\u00e1 o ped\u00e1gio retroativamente. Sem essa condi\u00e7\u00e3o, a medida se tornaria pouco relevante para as inten\u00e7\u00f5es de incrementar as receitas or\u00e7ament\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A volta do tema aos holofotes tem estimulado discuss\u00f5es entre os donos de fortunas com advogados e conselheiros financeiros sobre que iniciativas adotar para encarar a mordida do Le\u00e3o. Os fundos familiares deixariam de contar com um de seus principais benef\u00edcios, o diferimento tribut\u00e1rio a perder de vista &#8211; com cobran\u00e7a de imposto s\u00f3 nas amortiza\u00e7\u00f5es anuais ou liquida\u00e7\u00e3o das estruturas. \u00c9 o que potencializa os retornos compostos no tempo. Mas preservariam atributos como planejamento sucess\u00f3rio e a compensa\u00e7\u00e3o de perdas e ganhos entre diferentes classes de ativos, o que n\u00e3o ocorre nos ve\u00edculos condominiais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que j\u00e1 houve de mudan\u00e7a desde o projeto de lei (PL) 2.337, encaminhado pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes para a C\u00e2mara dos Deputados, em 2021, \u00e9 que alguns grupos fizeram a convers\u00e3o ou cis\u00e3o de carteiras existentes para separar a parcela investida em a\u00e7\u00f5es, diz a tributarista Ana Cl\u00e1udia Utumi, do Utumi Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, nos fundos que abrigam esses ativos, seja sob condom\u00ednio aberto (que permite a compra e venda de cotas a qualquer tempo) ou fechado (com regras restritas), o ganho de capital s\u00f3 \u00e9 tributado na retirada dos recursos, n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de come-cotas pela caracter\u00edstica da imprevisibilidade da renda vari\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas regras da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), essas carteiras t\u00eam que ter pelo menos 67% do patrim\u00f4nio em a\u00e7\u00f5es. \u201cMas na maioria das fam\u00edlias, um fundo m\u00e9dio de investimento [com diversas classes de ativos] n\u00e3o tem tanto risco assim em a\u00e7\u00f5es e continuam diferindo a tributa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Utumi. \u201cE os anos de 2021 e 2022 n\u00e3o foram de tanta bonan\u00e7a, houve perdas para as carteiras.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que ela observa na intera\u00e7\u00e3o de gestores de patrim\u00f4nio com os clientes \u00e9 a recomenda\u00e7\u00e3o para olharem para as carteiras e avaliar o que pode ser liquidado com maior facilidade para o pagamento do imposto. \u201cTem muito fundo com carteira il\u00edquida, e se o cliente n\u00e3o tem o dinheiro talvez tenha que se desfazer dos ativos de uma hora para outra a pre\u00e7os baixos.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Utumi d\u00e1 como certo um texto que inclua a tributa\u00e7\u00e3o sobre o estoque, sem o que o projeto perderia apelo para o governo. Ela lembra que, quando o come-cotas sobre os rendimentos dos fundos abertos foi institu\u00eddo, em 1997, o governo conseguiu tributar os rendimentos relativos ao passado, apesar de questionamentos na Justi\u00e7a, que n\u00e3o prosperaram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que vai ter tributa\u00e7\u00e3o, tanto de fundos exclusivos fechados quanto nos \u2018offshores\u2019 [no exterior], a ind\u00fastria est\u00e1 esperando por isso h\u00e1 muito tempo\u201d, diz Bernardo Assump\u00e7\u00e3o, CEO da Arton Advisors. Para ele, o texto da MP 1.171, enviada ao Congresso em maio &#8211; que prev\u00ea taxar ganhos de capital e rendimentos de brasileiros no exterior para compensar a isen\u00e7\u00e3o para quem ganha at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos -, foi muito bem escrito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos ve\u00edculos usados pelas fam\u00edlias ricas no Brasil, com patrim\u00f4nio a partir de R$ 10 milh\u00f5es, ele acrescenta que o ministro Haddad tem sido bastante vocal &#8211; chegou a chamar essas estruturas como \u201cpara\u00edsos fiscais dentro do Brasil\u201d em entrevista \u00e0 \u201cGloboNews\u201d, na semana passada &#8211; e prometeu encaminhar um projeto de lei neste m\u00eas em paralelo \u00e0 proposta or\u00e7ament\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assump\u00e7\u00e3o diz que nunca num in\u00edcio de governo houve tanta disposi\u00e7\u00e3o para tal debate. \u201cTodo mundo est\u00e1 esperando qual o tamanho da facada, se vai ser sobre o estoque ou daqui para frente, no Brasil e l\u00e1 fora. Vai ser o fim do diferimento eterno de IR em estruturas fiduci\u00e1rias. Mas n\u00e3o vai ter manifesta\u00e7\u00e3o na Faria Lima\u201d, brinca. \u201cVamos ter que conviver com isso, o apetite de arrecadar est\u00e1 dado.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com cerca de 30 fundos fechados restritos na sua base de investidores, o executivo da Arton diz que ve\u00edculos de previd\u00eancia tendem a suprir essa lacuna e t\u00eam sido os mais procuradas para organiza\u00e7\u00e3o de recursos obtidos em eventos de liquidez. \u201cEles preservam todo o instrumental de um fundo exclusivo e com flexibilidade cada vez maior para fazer investimentos.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Toda vez que a tributa\u00e7\u00e3o de fundos de gest\u00e3o patrimonial volta \u00e0 cena, o tema traz apreens\u00e3o aos investidores, diz Gustavo Schwartzmann, executivo-chefe de investimentos (CIO) da gestora do Santander Private Banking. \u201cMas o universo que a nossa gestora toca tem caracter\u00edsticas que justificam o produto e que v\u00e3o al\u00e9m do diferimento\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como atributos, ele cita a compensa\u00e7\u00e3o de ganhos e perdas dentro de um mesmo ve\u00edculo, o fato de operar no mercado institucional com acesso a spreads e corretagens mais baixos, al\u00e9m da possibilidade de fazer planejamento tribut\u00e1rio e sucess\u00f3rio. \u00c9 tamb\u00e9m um meio de acessar a capacidade de gestoras de recursos de primeira linha, que t\u00eam seus fundos quase sempre fechados para capta\u00e7\u00e3o. \u201cCarteiras administradas de t\u00edtulos isentos \u00e9 uma linha que passa inc\u00f3lume dessa discuss\u00e3o e os mandatos de previd\u00eancia exclusivos tamb\u00e9m\u201d, diz Schwartzmann.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Numa conjuntura que n\u00e3o favorece o aumento de renda da popula\u00e7\u00e3o e com poucas opera\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es para cria\u00e7\u00e3o de riqueza, a previd\u00eancia complementar n\u00e3o teria muito espa\u00e7o para crescer no curto prazo, diz Marcelo Mello, CEO de Vida, Previd\u00eancia e Investimentos da SulAm\u00e9rica. Mas a poss\u00edvel tributa\u00e7\u00e3o dos fundos fechados familiares tende a trazer um fluxo novo importante para os planos VGBL.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm debates anteriores, teve muita movimenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o com escrit\u00f3rios de advocacia especializados em sucess\u00e3o, muito pedido de simula\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a de produto 555 [de fundos tradicionais] para o de previd\u00eancia, para deixar o conceito preparado no caso a regra fosse aprovada. Agora que o assunto voltou, quem tem o fundo exclusivo tende a se planejar para isso\u201d, diz Mello.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia de recursos provocaria um evento tribut\u00e1rio porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel converter um fundo fechado para uma estrutura de previd\u00eancia. J\u00e1 um multimercado pode ser transformado em carteira de a\u00e7\u00f5es adequando-se o regulamento e a exposi\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 67% em bolsa, diz Evandro Bertho, s\u00f3cio da Nau Capital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAlguns clientes maiores, controladores de empresas listadas t\u00eam as suas a\u00e7\u00f5es dentro de um fundo. Podem resgatar a parcela do que n\u00e3o \u00e9 a\u00e7\u00e3o e j\u00e1 h\u00e1 o enquadramento. A forma mais inteligente de fazer \u00e9 tirar os ativos que t\u00eam benef\u00edcio fiscal na pessoa f\u00edsica como letras de cr\u00e9dito [imobili\u00e1rio e do agroneg\u00f3cio] ou as deb\u00eantures incentivadas\u201d, afirma Bertho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo lembra que no projeto de Guedes, a tributa\u00e7\u00e3o do estoque era opcional, com uma al\u00edquota diferenciada, de 6%, menor do que a que incidiria no come-cotas de 15%. \u201cDigamos que o texto venha parecido, para quem j\u00e1 pensava num resgate, uma carteira de renda fixa na pessoa f\u00edsica por conta dos incentivos seria uma sa\u00edda.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com quase 20 fundos reservados na prateleira, a recomenda\u00e7\u00e3o dentro da Nau tem sido esperar a reda\u00e7\u00e3o do novo projeto para pensar em poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00e3o h\u00e1 muito o que fazer com esse n\u00edvel de antecipa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Bertho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o acha que ser\u00e1 decretada a morte dos fundos fechados familiares que possibilitam que diferentes classes de ativos se conversem em termos de resultados, com compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos. Quem teve perdas com deb\u00eantures da Americanas e ganhou com a venda de determinada a\u00e7\u00e3o na pessoa f\u00edsica n\u00e3o poderia fazer esse ajuste de contas, exemplifica, e pagaria o imposto referente ao ganho de capital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro benef\u00edcio dos fundos exclusivos e reservados \u00e9 o sucess\u00f3rio, que permite a doa\u00e7\u00e3o de cotas em vida com usufruto de direitos pol\u00edticos pelo dono original da riqueza. \u00c9 tamb\u00e9m a forma de ter acesso \u00e0 gest\u00e3o profissional e consolidada da carteira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Dennis Kac, diretor de investimentos (CIO) da Brainvest, com a inclus\u00e3o do come-cotas os fundos fechados perdem apelo. \u201cOs investidores perguntam e est\u00e3o aguardando qual a regra e se realmente vai aprovar a medida, j\u00e1 que algumas vezes viu bater na trave\u201d, diz. \u201cParece haver um alinhamento maior do Congresso, do Senado, a chance \u00e9 maior de aprova\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos projetos anteriores. O texto da tributa\u00e7\u00e3o offshore j\u00e1 veio mais elaborado.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que parece que n\u00e3o est\u00e1 no radar agora nos planos do governo \u00e9 equiparar os fundos de investimentos em participa\u00e7\u00f5es (FIP) familiares a uma tributa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 pessoa jur\u00eddica. \u201cBem ou mal, os que funcionam como holding j\u00e1 foram autuados pela Receita Federal\u201d, diz Utumi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez n\u00e3o haja tempo para votar a MP que onera os ve\u00edculos \u201coffshore\u201d, j\u00e1 que n\u00e3o houve cria\u00e7\u00e3o de comiss\u00e3o mista nem foi designado um relator para o projeto, que tende a caducar, diz a tributarista. Ela imagina que o governo incorpore o tema no mesmo projeto dos fundos fechados exclusivos e reservados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/financas\/noticia\/2023\/08\/07\/familias-se-mobilizam-para-encarar-taxacao-de-fundos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/financas\/noticia\/2023\/08\/07\/familias-se-mobilizam-para-encarar-taxacao-de-fundos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo amplia prazo para empresas aderirem programa de quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos por meio de Acordo Direto<\/strong>&nbsp;<br>Data: 03\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo do Paran\u00e1 anunciou a extens\u00e3o do prazo para que empresas em d\u00e9bito com o Estado possam aderir \u00e0 Oitava C\u00e2mara de Concilia\u00e7\u00e3o de Precat\u00f3rios, por meio de Acordos Diretos com precat\u00f3rios. A ades\u00e3o deveria ser realizada at\u00e9 o \u00faltimo dia 31 de julho, mas com a publica\u00e7\u00e3o do Decreto n\u00b0 2.886\/2023, o prazo foi estendido at\u00e9 31 de outubro de 2023. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da Procuradoria-Geral do Estado, respons\u00e1vel por coordenar as C\u00e2maras de Concilia\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2012, empresas com d\u00edvidas de Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) podem quitar seus d\u00e9bitos por meio de Acordos Diretos com Precat\u00f3rios, decorrentes de condena\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00f5es judiciais propostas contra o Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o que acaba beneficiando todas as partes envolvidas: a empresa consegue sanar o d\u00e9bito de maneira mais r\u00e1pida, gerando receita para o Estado de um imposto que deixou de ser pago e, ao mesmo tempo, reduz o passivo que os precat\u00f3rios representam para os cofres p\u00fablicos\u201d, explica a Procuradora-Geral do Estado, Leticia Ferreira da Silva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>COMO FUNCIONA &#8211; De acordo com o presidente das C\u00e2maras de Concilia\u00e7\u00e3o de Precat\u00f3rios, o procurador Andr\u00e9 Renato Miranda Andrade, \u201cmensalmente o poder executivo transfere 2% da sua receita corrente l\u00edquida para o Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1 para o pagamento de precat\u00f3rios, sendo que 75% desse valor \u00e9 destinado ao pagamento dos precat\u00f3rios mais antigos, seguindo uma ordem cronol\u00f3gica. Os 25% restantes dizem respeito aos Acordos Diretos firmados entre o Estado e os credores origin\u00e1rios ou cession\u00e1rios de precat\u00f3rios, seguindo um regramento espec\u00edfico\u201d, detalha. A documenta\u00e7\u00e3o deve ser apresentada para a PGE-PR, respons\u00e1vel pela an\u00e1lise e parecer final sobre o Acordo Direto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimo nove anos, por meio das C\u00e2maras de Concilia\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram recuperados mais de R$ 1,4 bilh\u00f5es para os cofres p\u00fablicos estaduais, com a quita\u00e7\u00e3o do mesmo valor em precat\u00f3rios. Somente em 2023, esse valor j\u00e1 ultrapassou R$ 200 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral do Estado do Paran\u00e1 espera que a extens\u00e3o do prazo para ades\u00e3o \u00e0 Oitava Rodada de Acordos Diretos resulte em um recorde de quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos e, consequentemente, de pagamento de precat\u00f3rios. A expectativa \u00e9 de que os valores arrecadados alcancem a marca de R$ 2 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para fazer a ades\u00e3o, as empresas precisam atender aos requisitos e procedimentos previstos na Lei n\u00ba 20.946\/2021 e no Decreto n\u00ba 11.754\/2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ades\u00e3o deveria ser realizada at\u00e9 o \u00faltimo dia 31 de julho, mas com a publica\u00e7\u00e3o do Decreto n\u00b0 2.886\/2023, o prazo foi estendido at\u00e9 31 de outubro de 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.pge.pr.gov.br\/Noticia\/Governo-amplia-prazo-para-empresas-aderirem-programa-de-quitacao-de-debitos-por-meio-de\">https:\/\/www.pge.pr.gov.br\/Noticia\/Governo-amplia-prazo-para-empresas-aderirem-programa-de-quitacao-de-debitos-por-meio-de<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m adicional ao RAT mesmo com uso de EPIs<\/strong>&nbsp;<br>Data: 02\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sete votos a um, a 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) manteve a cobran\u00e7a do adicional \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do RAT (Risco Ambiental de Trabalho), antigo Seguro de Acidentes de Trabalho (SAT). Prevaleceu o entendimento de que ficou comprovada a exposi\u00e7\u00e3o dos trabalhadores a agente nocivo mesmo com a ado\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual (EPIs) pela empresa. A contribui\u00e7\u00e3o ao RAT tem al\u00edquotas que consideram os riscos das atividades praticadas pelos funcion\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A FCA Fiat Chrysler Autom\u00f3veis Brasil foi autuada para o pagamento do adicional \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o do RAT ap\u00f3s a Receita constatar que funcion\u00e1rios estavam expostos a ru\u00eddo acima do limite permitido, de 85 decib\u00e9is. Conforme o fisco, em raz\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o, os funcion\u00e1rios tinham direito \u00e0 aposentadoria especial com 25 anos de contribui\u00e7\u00e3o, o que obrigaria a empresa ao recolhimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso gerou discuss\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o, ao caso concreto, das teses fixadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, no julgamento do agravo em recurso extraordin\u00e1rio (ARE) 664335 (Tema 555).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, o Supremo fixou o entendimento de que, se o EPI for capaz de neutralizar os agentes nocivos, tais como barulho, n\u00e3o haver\u00e1 direito \u00e0 aposentadoria especial. No mesmo tema de repercuss\u00e3o geral, o STF estabeleceu que a declara\u00e7\u00e3o do empregador no Perfil Profissiogr\u00e1fico Previdenci\u00e1rio (PPP) atestando a efic\u00e1cia do EPI n\u00e3o descaracteriza o tempo de servi\u00e7o para a aposentadoria especial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf, o advogado do contribuinte, Marco T\u00falio Fernandes Ibraim, argumentou que, na decis\u00e3o, o STF se manifestou apenas sobre mat\u00e9ria previdenci\u00e1ria, n\u00e3o adentrando a quest\u00e3o do custeio da aposentadoria especial, que \u00e9 de natureza tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs ministros n\u00e3o discutiram a quest\u00e3o tribut\u00e1ria. Na \u00e9poca, alguns disseram que a quest\u00e3o do custeio deveria ser discutida na seara do Congresso. O tema de repercuss\u00e3o geral desse julgamento \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o previdenci\u00e1ria. Ap\u00f3s a decis\u00e3o [do STF] em 2015 n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o legislativa, posi\u00e7\u00e3o da Receita, nada para esclarecer os contribuintes\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O defensor argumentou que a Receita s\u00f3 viria a se manifestar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 decis\u00e3o do Supremo ao publicar o Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo 2\/2019, determinando a cobran\u00e7a do adicional da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do RAT sempre que ficar caracterizado o direito \u00e0 aposentadoria especial. Conforme o advogado, como a autua\u00e7\u00e3o contra o contribuinte se refere a fatos geradores de 2017 a 2019, a seguran\u00e7a jur\u00eddica n\u00e3o permitiria aplicar a interpreta\u00e7\u00e3o da Receita ao caso concreto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Legisla\u00e7\u00e3o pr\u00e9via&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a relatora, conselheira Fernanda Melo Leal, defendeu que a legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 permitia a cobran\u00e7a do adicional \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o do RAT se comprovada a exposi\u00e7\u00e3o a agente nocivo, independentemente da decis\u00e3o do STF e do Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo 2\/19. Segundo a julgadora, a Receita se baseou em fatos concretos, tendo citado a decis\u00e3o do Supremo apenas para corroborar a aplica\u00e7\u00e3o da lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Lei 8.213 [de 1991] faz a previs\u00e3o de demonstra\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o a agentes nocivos para fins de concess\u00e3o da aposentadoria especial. Todos os normativos consideram documentos, laudos e avalia\u00e7\u00f5es ambientais suficientes e apropriados para a verifica\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o dos trabalhadores\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira afirmou ainda que, conforme laudos t\u00e9cnicos assinados por especialistas, \u201cnem mesmo a comprova\u00e7\u00e3o de que foram fornecidos e usados EPIs \u00e9 capaz de neutralizar os efeitos nocivos \u00e0 sa\u00fade do trabalhador a longo prazo\u201d. Para a julgadora, ficou claro o direito dos trabalhadores \u00e0 aposentadoria especial e, diante disso, a obrigatoriedade do recolhimento do adicional, conforme previsto no par\u00e1grafo 6\u00b0, artigo 57, da Lei 8.213.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Wesley Rocha abriu diverg\u00eancia. Para ele, o fisco n\u00e3o comprovou a aus\u00eancia de efic\u00e1cia das medidas de prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores no caso concreto. \u201cNo meu ponto de vista, faltou uma an\u00e1lise mais apurada da fiscaliza\u00e7\u00e3o, pois s\u00e3o quatro estabelecimentos e alguns possuem tecnologias diferentes [de prote\u00e7\u00e3o]. H\u00e1 uma d\u00favida de como isso impacta o colaborador\u201d, observou. Por\u00e9m, a maioria acompanhou o entendimento da relatora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o de n\u00famero 13136.720749\/2021-16.\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-adicional-ao-rat-mesmo-com-uso-de-epis-02082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-adicional-ao-rat-mesmo-com-uso-de-epis-02082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre remunera\u00e7\u00e3o de estagi\u00e1rios<\/strong>&nbsp;<br>Data: 03\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa tinha 6 empregados e 139 estagi\u00e1rios; foi considerado que os estagi\u00e1rios desempenhavam pap\u00e9is de empregados&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sete votos a um, a 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) manteve a cobran\u00e7a de <\/p>\n\n\n\n<p>contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a remunera\u00e7\u00e3o de estagi\u00e1rios por considerar que eles estavam desempenhando atividades inerentes \u00e0s de empregados no regime CLT. A empresa, a MZ Consult \u2013 Servi\u00e7os e Neg\u00f3cios, tinha dois s\u00f3cios, seis empregados e 139 estagi\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento vencedor foi exposto pelo conselheiro Rodrigo Rigo Pinheiro ainda na fase de discuss\u00e3o da mat\u00e9ria. O conselheiro apontou que, al\u00e9m do volume grande de estagi\u00e1rios, ao ser intimada a empresa n\u00e3o apresentou a comprova\u00e7\u00e3o suficiente dos seus v\u00ednculos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDos 139 estagi\u00e1rios, a recorrente, desde a fase de impugna\u00e7\u00e3o, s\u00f3 juntou 3 documentos comprobat\u00f3rios e n\u00e3o mencionou a juntada de outros, n\u00e3o protestou, n\u00e3o pediu dilig\u00eancia\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi acolhido pelo conselheiro Diogo Denny. \u201cComo a empresa foi intimada, me parece que deveria ter trazido essa prova, e a prova foi feita de forma prec\u00e1ria\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Rodrigo Duarte Firmino, foi o \u00fanico a votar para dar provimento ao recurso e afastar a contribui\u00e7\u00e3o. Firmino reconhece que \u00e9 not\u00f3rio que o n\u00famero de estagi\u00e1rios \u00e9 exagerado, mas aponta que a Lei 6.494\/77, que regulamenta os est\u00e1gios e estava vigente \u00e0 \u00e9poca, n\u00e3o traz restri\u00e7\u00f5es quanto ao quantitativo de estagi\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA exa\u00e7\u00e3o se baseou nessa exacerbada utiliza\u00e7\u00e3o de estagi\u00e1rios pela recorrente, contudo sem trazer outros elementos que para mim seriam fundamentais de provas, tais como verifica\u00e7\u00e3o junto aos estudantes e institui\u00e7\u00f5es de ensino do eventual uso desvirtuado para o trabalho\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o de n\u00famero 19515.720495\/2012-67;\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-contribuicao-previdenciaria-sobre-remuneracao-de-estagiarios-03082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-contribuicao-previdenciaria-sobre-remuneracao-de-estagiarios-03082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf livra empresa da cobran\u00e7a de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios ap\u00f3s reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) abriu, recentemente, um precedente para afastar a responsabilidade de uma empresa de pagar d\u00e9bitos tribut\u00e1rios de outra, ap\u00f3s reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria chamada de \u201cdrop down\u201d. Nesse tipo de opera\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma troca de ativos: uma companhia transfere ativos ou passivos para outra e, em contrapartida, recebe participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o do Carf \u00e9 relevante, segundo Caio Malpighi, tributarista da VBSO Advogados porque a legisla\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria brasileira n\u00e3o prev\u00ea esse tipo de reorganiza\u00e7\u00e3o. No Judici\u00e1rio, os entendimentos sobre o assunto s\u00e3o divergentes &#8211; levantamento da banca feito a pedido do Valor identificou 11 decis\u00f5es. \u201cAl\u00e9m disso, opera\u00e7\u00f5es de drop down t\u00eam ganhado proemin\u00eancia em reestrutura\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias no Brasil nos \u00faltimos anos\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o opera\u00e7\u00f5es corriqueiras e servem, sobretudo, para organizar e segregar atividades dentro de um grupo econ\u00f4mico, explica o advogado Luiz Henrique Vieira, s\u00f3cio do Bichara Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa discuss\u00e3o chegou ao Carf a partir de recurso da empresa do setor de alimentos JBS. No ano de 2007, a partir de um drop down, a Bertin Ltda. transferiu ativos e passivos relacionados \u00e0 atividade de frigor\u00edfico para a Bertin S\/A. Dois anos depois, a JBS incorporou a Bertin S\/A. Por\u00e9m, o Fisco exigiu da empresa de alimentos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios da Bertin Ltda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, a disputa com o Fisco ocorre porque o drop down n\u00e3o est\u00e1 previsto no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) como hip\u00f3tese de responsabilidade tribut\u00e1ria por sucess\u00e3o empresarial. O artigo 132 do CTN estabelece que \u201ca pessoa jur\u00eddica de direito privado que resultar de fus\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o ou incorpora\u00e7\u00e3o de outra ou em outra \u00e9 respons\u00e1vel pelos tributos devidos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Diana Piatti Lobo, s\u00f3cia do Machado Meyer Advogados, a principal discuss\u00e3o do julgamento no Carf \u00e9 se a uma empresa estaria obrigada a responder por d\u00e9bitos de outra apenas nas hip\u00f3teses expressamente previstas no dispositivo do CTN.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste uma l\u00f3gica para o legislador ter elencado situa\u00e7\u00f5es em que ocorre a redu\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio para a responsabiliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria dos sucessores\u201d, diz. No drop down, acrescenta, \u201ch\u00e1 transfer\u00eancia patrimonial, sem perda de riqueza\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso que chegou ao Carf, o Fisco entendeu que ocorreu uma cis\u00e3o parcial. Isso atrairia a responsabilidade da JBS pelos d\u00e9bitos da Bertin.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento foi derrubado pela 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, por maioria de votos (processo n\u00ba 15868.720080\/2011-51). Prevaleceu o voto do conselheiro Marcelo Jose Luz de Macedo, para quem as opera\u00e7\u00f5es de drop down e cis\u00e3o parcial s\u00e3o diferentes e repercutem de forma diversa no quadro societ\u00e1rio e no patrim\u00f4nio das empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Macedo, a responsabiliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em caso de cis\u00e3o total e parcial se explica pelo fato de que a riqueza se transfere de uma empresa para outra. \u201cOcorre que no drop down tal racioc\u00ednio n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. O recebimento da participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria se d\u00e1 como contrapartida aos bens integralizados na investida\u201d, disse. \u201cQuer dizer, n\u00e3o h\u00e1 uma perda de riqueza por parte da detentora original do bem\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), por meio de nota enviada ao Valor, diz entender que \u00e9 juridicamente poss\u00edvel a atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade solid\u00e1ria quando os contribuintes usam a opera\u00e7\u00e3o de drop down.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cita decis\u00e3o da 1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, de 2014, em que o Carf, diz a Fazenda, entendeu poss\u00edvel aplicar a opera\u00e7\u00f5es de drop down \u201cos mesmos efeitos jur\u00eddico-tribut\u00e1rios previstos na legisla\u00e7\u00e3o e na jurisprud\u00eancia para a cis\u00e3o parcial\u201d (processo n\u00ba 15868.720125\/2011\u00ad98).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Judici\u00e1rio est\u00e1 dividido sobre o assunto. Ao analisar o caso da&nbsp; JBS e da Bertin, mas em raz\u00e3o de cobran\u00e7a do Fisco estadual, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) entendeu haver a responsabilidade da empresa do setor de alimentos por d\u00e9bitos de ICMS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para os desembargadores da 5\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado, se trataria de cis\u00e3o parcial, e n\u00e3o de drop down (processo n\u00ba 1004853-78.2019.8.26.0322).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), com sede em S\u00e3o Paulo, h\u00e1 tamb\u00e9m uma decis\u00e3o desfavor\u00e1vel ao contribuinte (processo n\u00ba 5005129-80.2017.4.03.0000), mas outras tr\u00eas favor\u00e1veis. Nelas, os desembargadores reconhecem a opera\u00e7\u00e3o de drop down entre a Bertin Ltda e a Bertin S.A. (processos n\u00ba 5001978-72.2018.4.03.0000, 5018758-82.2021.4.03.0000 e 5005848-62.2017.4.03.0000).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) pode analisar em breve a repercuss\u00e3o tribut\u00e1ria do drop down. Mas com vi\u00e9s diferente. Os ministros v\u00e3o julgar recurso contra uma decis\u00e3o do TRF da 4\u00aa Regi\u00e3o, com sede em Porto Alegre, do ano passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a Schulz S\/A constituiu, a partir de drop down, a Schulz Compressores Ltda. Agora, pede para transferir um regime especial aduaneiro a que tem direito para a subsidi\u00e1ria. O pedido foi negado. Para a 2\u00aa Turma, esse tipo de opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 hip\u00f3tese de sucess\u00e3o tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor este motivo, \u00e9 incab\u00edvel a pretens\u00e3o para que seja realizada a transfer\u00eancia da titularidade do ato concess\u00f3rio de drawback obtido pela empresa autora\u201d, afirmou o relator, o juiz convocado Eduardo Garcia (apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 5004284-78.2019.4.04.7201).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nivaldo Paz, do escrit\u00f3rio Martinelli Advogados, que representa o contribuinte na a\u00e7\u00e3o, destaca que a disputa \u00e9 diferente da analisada pelo Carf. \u201cDefendemos que direitos e obriga\u00e7\u00f5es da investidora s\u00e3o transferidos para a empresa constitu\u00edda no drop down\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Schulz informou que n\u00e3o comenta demandas jur\u00eddicas. A JBS foi procurada, mas n\u00e3o respondeu at\u00e9 o fechamento da reportagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/04\/carf-livra-empresa-da-cobranca-de-debitos-tributarios-apos-reorganizacao-societaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/04\/carf-livra-empresa-da-cobranca-de-debitos-tributarios-apos-reorganizacao-societaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf permite, por unanimidade, cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sobre insumos de insumos<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso discutido, os insumos de insumos s\u00e3o os servi\u00e7os ou bens utilizados na produ\u00e7\u00e3o cana de a\u00e7\u00facar&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) permitiu a tomada de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre despesas com insumos de insumos na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool pelo contribuinte, a Tereos A\u00e7\u00facar e Energia Brasil. Com o entendimento, o conselheiro Rosaldo Trevisan sugeriu que a quest\u00e3o fosse tema de uma proposta de s\u00famula.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso discutido, os insumos de insumos s\u00e3o os servi\u00e7os ou bens utilizados na produ\u00e7\u00e3o cana de a\u00e7\u00facar. Por sua vez, a cana \u00e9 insumo da fabrica\u00e7\u00e3o do bem final, como o a\u00e7\u00facar, \u00e1lcool ou energia no caso da ind\u00fastria sucroalcooleira. A primeira fase \u00e9 a agr\u00edcola, e a segunda \u00e9 a industrial do processo de produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao apresentar o recurso, a Fazenda Nacional considerou que a fase agr\u00edcola n\u00e3o faz parte da fase de produ\u00e7\u00e3o, e por isso n\u00e3o poderia ser caracterizada como insumo. O relator, conselheiro Vin\u00edcius Guimar\u00e3es, por\u00e9m, defendeu que as atividades desenvolvidas na fase agr\u00edcola, que ressaltou serem t\u00edpicas do ramo empresarial da empresa, comp\u00f5em o processo produtivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesse contexto, aqueles gastos relevantes na fase agr\u00edcola, os chamados insumos de insumos, s\u00e3o tamb\u00e9m essenciais e relevantes para consecu\u00e7\u00e3o da atividade produtiva e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o do sujeito passivo\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da turma considera o Parecer Normativo 5\/18 da Receita Federal, que repercute a decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) no Resp 1.221.170\/PR. O normativo disp\u00f5e que o conceito de insumo para fins de apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de PIS e Cofins deve ser aferido considerando a essencialidade e a relev\u00e2ncia do bem ou servi\u00e7o para a produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A turma decidiu da mesma forma em abril no processo 10865.902025\/2013-56, da Abengoa Bioenergia Agroindustria. Naquela ocasi\u00e3o, por\u00e9m, o entendimento foi tomado por maioria, e n\u00e3o unanimidade. O conselheiro Gilson Rosenburg, que havia sido o \u00fanico voto divergente na ocasi\u00e3o, alterou seu voto. Na \u00e9poca, Rosenburg considerou que seria necess\u00e1rio enviar o caso para a turma ordin\u00e1ria novamente para an\u00e1lise de quais eram os insumos tratados no processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a unanimidade, o conselheiro Rosaldo Trevisan sugeriu que a quest\u00e3o fosse tema de s\u00famula no Carf. As propostas de s\u00famula s\u00e3o analisadas em reuni\u00e3o do pleno da C\u00e2mara Superior do Carf no final de cada ano. Em 2023, o encontro est\u00e1 marcado para dia 20 de novembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processos: 10850.720407\/2013-22, 10850.720408\/2013-77, 10850.720409\/2013-11, 10850.720410\/2013-46, 10850.720415\/2013-79, 10850.720622\/2013-23 e 10850.720666\/2013-53.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-por-unanimidade-credito-de-pis-cofins-sobre-insumos-de-insumos-04082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-por-unanimidade-credito-de-pis-cofins-sobre-insumos-de-insumos-04082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"1\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Senten\u00e7a exclui da base de c\u00e1lculo do PIS e Cofins despesas com \u201cdelivery\u201d<\/strong>&nbsp;<br>Data: 01\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Senten\u00e7a exclui da base de c\u00e1lculo do PIS e Cofins despesas com delivery.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, muitas empresas adotam o sistema de vendas pelo \u201cmarketplace\u201d, atrav\u00e9s das plataformas de \u201cdelivery\u201d, para impulsionar suas vendas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O aplicativo de delivery repassa a essas empresas o faturamento da venda obtido atrav\u00e9s dos pedidos realizados na plataforma, fazendo a reten\u00e7\u00e3o dos valores que lhe s\u00e3o devidos que remuneram o servi\u00e7o da empresa de marketplace.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a Receita Federal entende que, a tributa\u00e7\u00e3o do PIS e Cofins incide sobre o valor total faturado em cada venda pela plataforma, sem o desconto das quantias retidas pelo aplicativo de \u201cmarketplace\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista disso, algumas empresas v\u00eam intentando a\u00e7\u00f5es para obter o direito \u00e0 exclus\u00e3o dos valores retidos pelos \u201capps\u201d de \u201cdelivery\u201d da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es do PIS e da COFINS, bem como para obter a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos, visto que esses valores s\u00e3o faturamento de terceiros e, portanto, n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo dessas contribui\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, ao analisar essa quest\u00e3o, o juiz da 8\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro, concedeu a ordem no mandado de seguran\u00e7a c\u00edvel n\u00ba 5003370-24.2023.4.02.5101\/RJ, para determinar que a Receita Federal se abstenha de praticar, por si ou seus agentes, quaisquer atos visando ao lan\u00e7amento ou a cobran\u00e7a de cr\u00e9dito de PIS e COFINS devidos por uma empresa, sobre o percentual retido por plataformas de entrega de refei\u00e7\u00f5es (delivery).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a senten\u00e7a, \u201cao examinar o caso concreto, verifica-se que a impetrante \u00e9 empresa do ramo de refei\u00e7\u00f5es, sendo optante pelo sistema tribut\u00e1rio SIMPLES NACIONAL, regime tribut\u00e1rio e diferenciado de arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, sendo que, conforme seu relato, 50% (cinquenta por cento) de suas vendas s\u00e3o realizadas por meio de aplicativo de entrega, ou seja, plataforma digital de delivery. Ocorre que do valor da respectiva venda, a plataforma digital ret\u00e9m determinado percentual (entre 12% a 30%), equivalente ao seu servi\u00e7o de intermedia\u00e7\u00e3o das entregas.&nbsp;&nbsp; Tal percentual, portanto, n\u00e3o chega a integrar o faturamento da empresa eis que \u00e9 retido como comiss\u00e3o pela plataforma digital.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o juiz, \u201cas leis que regulam a mat\u00e9ria, ou seja, Lei 10.637\/2002, com refer\u00eancia ao PIS e Lei 10.833\/2003, referente ao COFINS, permitem em seu artigo 3\u00ba que sejam descontados pelas pessoas jur\u00eddicas cr\u00e9ditos calculados em rela\u00e7\u00e3o a bens e servi\u00e7os, utilizados como insumos na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o e na produ\u00e7\u00e3o ou fabrica\u00e7\u00e3o de bens ou produtos destinados \u00e0 venda.&nbsp; \u2026&nbsp; o conceito de insumo deve estar atrelado as caracter\u00edsticas da essencialidade e relev\u00e2ncia da utiliza\u00e7\u00e3o daquele determinado bem ou servi\u00e7o para a atividade empresarial, sendo esse, inclusive, o entendimento da jurisprud\u00eancia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E conclui: \u201cAssim, uma vez que a impetrante \u00e9 empresa do ramo aliment\u00edcio e que \u00e9 flagrante que se utilize de plataformas digitais para impulsionamento de suas vendas, o valor pertinente a \u201ccomiss\u00e3o\u201d paga a tais empresas, cujo valor nem sequer entre na composi\u00e7\u00e3o em seu caixa, \u00e9 certo que tenha a natureza de insumo e, portanto, deve ser exclu\u00edda da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.\u201d\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/08\/sentenca-exclui-da-base-de-calculo-do-pis-e-cofins-despesas-com-delivery\/#:~:text=Senten%C3%A7a%20exclui%20da%20base%20de,e%20Cofins%20despesas%20com%20%E2%80%9Cdelivery%E2%80%9D&amp;text=senten%C3%A7a-,Senten%C3%A7a%20exclui%20da%20base%20de%20c%C3%A1lculo%20do%20PIS%20e%20Cofins,%E2%80%9D%2C%20para%20impulsionar%20suas%20vendas.\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/08\/sentenca-exclui-da-base-de-calculo-do-pis-e-cofins-despesas-com-delivery\/#:~:text=Senten%C3%A7a%20exclui%20da%20base%20de,e%20Cofins%20despesas%20com%20%E2%80%9Cdelivery%E2%80%9D&amp;text=senten%C3%A7a-,Senten%C3%A7a%20exclui%20da%20base%20de%20c%C3%A1lculo%20do%20PIS%20e%20Cofins,%E2%80%9D%2C%20para%20impulsionar%20suas%20vendas.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ veta cobran\u00e7a de ITR sobre im\u00f3vel rural com registro cancelado<\/strong>&nbsp;<br>Data: 02\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia do Imposto Territorial Rural (ITR) quando uma senten\u00e7a definitiva (transitada em julgado) cancela o registro da propriedade do im\u00f3vel. Para os ministros, estando a propriedade baseada em t\u00edtulo reconhecido como nulo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel cogitar a incid\u00eancia do tributo, pois o fato gerador \u00e9 inexistente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi definido em caso no qual a senten\u00e7a, j\u00e1 transitada em julgado (sem mais possibilidade de recurso), declarou a nulidade da escritura de compra e venda de duas propriedades rurais, tendo em vista que as matr\u00edculas eram baseadas em documenta\u00e7\u00e3o inexistente ou falsa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, o autor da a\u00e7\u00e3o de nulidade recebeu a cobran\u00e7a do ITR relativo aos im\u00f3veis, mas alegou, em novo processo, que nunca exerceu dom\u00ednio sobre aquelas terras de maneira efetiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta segunda a\u00e7\u00e3o foi julgada improcedente em primeira inst\u00e2ncia, com senten\u00e7a confirmada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 3\u00aa Regi\u00e3o, com sede em S\u00e3o Paulo. De acordo com o tribunal, o autor chegou a praticar atos t\u00edpicos de propriet\u00e1rio antes da a\u00e7\u00e3o de nulidade, de modo que o cancelamento posterior das matr\u00edculas n\u00e3o afastaria os lan\u00e7amentos tribut\u00e1rios j\u00e1 realizados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Registro&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator no STJ, ministro Benedito Gon\u00e7alves, destacou que, nos termos do artigo 1\u00ba da Lei 9.393\/1996, o ITR tem como fato gerador a propriedade, o dom\u00ednio \u00fatil ou a posse de im\u00f3vel localizado fora da zona urbana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fazendo refer\u00eancia ao artigo 108 do C\u00f3digo Civil, o relator ponderou que a escritura p\u00fablica \u00e9 a ess\u00eancia dos atos de constitui\u00e7\u00e3o, transfer\u00eancia, modifica\u00e7\u00e3o ou ren\u00fancia de direitos reais sobre im\u00f3veis de valor superior a 30 sal\u00e1rios m\u00ednimos. O ministro tamb\u00e9m comentou que, conforme previsto pelo artigo 1.245 da norma, o registro do t\u00edtulo translativo no cart\u00f3rio imobili\u00e1rio \u00e9 a forma de transmiss\u00e3o da propriedade entre pessoas vivas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Enquanto n\u00e3o registrado o t\u00edtulo translativo, o alienante segue como dono do im\u00f3vel. E enquanto n\u00e3o promovida, por a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, a decreta\u00e7\u00e3o de invalidade do registro e o respectivo cancelamento, o adquirente seguir\u00e1 como dono do im\u00f3vel&#8221;, completou o ministro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Benedito Gon\u00e7alves refor\u00e7ou que, ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da invalidade do registro \u2013 com o respectivo cancelamento \u2013, o comprador n\u00e3o \u00e9 mais considerado como tendo sido dono do im\u00f3vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fato gerador do ITR&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos autos, o ministro considerou que as propriedades estavam amparadas em registros inexistentes, que foram canceladas por meio de senten\u00e7a transitada em julgado. Nesse sentido, para o relator, o fato que justificaria o imposto (a propriedade territorial rural) &#8220;simplesmente n\u00e3o existiu&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao reconhecer a inexist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica tribut\u00e1ria que autorize a incid\u00eancia do ITR, Benedito Gon\u00e7alves apontou que, diferentemente do que entendeu o TRF3, o fato de os compradores terem oferecido as matr\u00edculas dos im\u00f3veis como garantia hipotec\u00e1ria n\u00e3o afasta a conclus\u00e3o de que, com o cancelamento dos registros por senten\u00e7a, o direito real sobre os bens n\u00e3o ocorreu de maneira concreta (AREsp 1.750.232).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/02\/stj-veta-cobranca-de-itr-sobre-imovel-rural-com-registro-cancelado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/02\/stj-veta-cobranca-de-itr-sobre-imovel-rural-com-registro-cancelado.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF retoma julgamento sobre responsabiliza\u00e7\u00e3o penal em crimes tribut\u00e1rios<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nessa sexta-feira o julgamento em que vai definir se s\u00e3o v\u00e1lidas as normas que abrandam a responsabiliza\u00e7\u00e3o penal de crimes contra a ordem tribut\u00e1ria. Por enquanto, cinco dos onze ministros votaram em sentido favor\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dispositivos analisados afastam a aplica\u00e7\u00e3o de penas, que podem chegar a cinco anos de reclus\u00e3o, caso o devedor pague ou parcele o tributo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado no Plen\u00e1rio Virtual. Os ministros t\u00eam at\u00e9 14 de agosto para depositarem os votos, pedirem vista ou destacarem o processo para julgamento no Plen\u00e1rio presencial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado a partir de uma a\u00e7\u00e3o em que a ent\u00e3o procuradora-geral da Rep\u00fablica, Deborah Duprat contesta a constitucionalidade de normas que abrandam essa responsabiliza\u00e7\u00e3o (ADI 4273). Na a\u00e7\u00e3o, a procuradora questiona dispositivos da Lei n\u00ba 11.941, de 2009.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pontos questionados afirmam que, na hip\u00f3tese de parcelamento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio antes do oferecimento de den\u00fancia, ele s\u00f3 poder\u00e1 ser aceito se houver inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o objeto da den\u00fancia (artigo 67). Tamb\u00e9m suspendem a puni\u00e7\u00e3o por sonega\u00e7\u00e3o e similares \u2014 penas que podem chegar a cinco anos \u2014 quando s\u00e3o suspensos os d\u00e9bitos por parcelamento (artigo 68) e nos casos que houver o pagamento integral (artigo 69).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a procuradoria alega que o legislador verificou que, sem a coer\u00e7\u00e3o penal, n\u00e3o haveria arrecada\u00e7\u00e3o de tributos que permitisse o desenvolvimento nacional e a elimina\u00e7\u00e3o da marginaliza\u00e7\u00e3o e das desigualdades sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora argumenta ainda que os dispositivos contestados \u201crefor\u00e7am a percep\u00e7\u00e3o da dupla balan\u00e7a da Justi\u00e7a: penaliza sistematicamente os delitos dos pobres e se mostra complacente com os delitos dos ricos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Votos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o julgamento foi retomado com o voto vista do ministro Alexandre de Moraes, que acompanhou o voto do relator, ministro Kassio Nunes Marques.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Kassio Nunes considerou em seu voto que a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade como decorr\u00eancia da repara\u00e7\u00e3o integral do dano causado ao er\u00e1rio pela pr\u00e1tica de crime contra a ordem tribut\u00e1ria constitui op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que vem sendo adotada h\u00e1 muito tempo. De acordo com o relator, isso demonstra a preval\u00eancia do interesse do Estado na arrecada\u00e7\u00e3o das receitas provenientes dos tributos &#8211; para obter a finalidade a que se destinam &#8211; em detrimento da aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o penal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA \u00eanfase conferida pelo legislador \u00e0 repara\u00e7\u00e3o do dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, com a ado\u00e7\u00e3o das medidas de despenaliza\u00e7\u00e3o (causas suspensiva e extintiva de punibilidade) previstas nos dispositivos legais impugnados, em vez de frustrar os objetivos da Rep\u00fablica, contribui para a concretiza\u00e7\u00e3o das aspira\u00e7\u00f5es de nossa Lei Maior\u201d, afirma, no voto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro manteve a validade dos artigos 67 e 69 e n\u00e3o analisou o 68, por uma quest\u00e3o t\u00e9cnica \u2013 sem an\u00e1lise, segue v\u00e1lido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Moraes, o voto foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Rosa Weber.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/04\/stf-retoma-julgamento-sobre-responsabilizao-penal-em-crimes-tributrios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/08\/04\/stf-retoma-julgamento-sobre-responsabilizao-penal-em-crimes-tributrios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PIS\/Cofins de bancos: Santander pede que decis\u00e3o produza efeitos a partir 20\/6\/23<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes pediram que a decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou a cobran\u00e7a de PIS e Cofins sobre receitas financeiras dos bancos produza efeitos a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento de m\u00e9rito (20\/6\/23) ou ap\u00f3s a entrada em vigor da Lei 12.973\/2014. Esta norma deixou claro que as contribui\u00e7\u00f5es incidem sobre todas as receitas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido foi feito por meio de embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos pelo Banco Santander no processo na noite de ter\u00e7a-feira (2\/8). A institui\u00e7\u00e3o argumenta que, antes da Lei 12.973\/2014, diversos contribuintes, de boa-f\u00e9, e com base em par\u00e2metros legalmente estabelecidos, tinham a expectativa leg\u00edtima de que o PIS e a Cofins deveriam incidir apenas sobre a receita decorrente da venda de bens ou da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSomente ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da Lei 12.973\/2014, houve a efetiva e inaugural institui\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e \u00e0 Cofins sobre a receita bruta advinda da atividade ou objeto principal da pessoa jur\u00eddica, al\u00e9m daquela resultante da venda de mercadorias e\/ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em geral\u201d, diz o banco, nos embargos de declara\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 pouco prov\u00e1vel que o pedido seja aceito, uma vez que ele invalidaria, na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o do STF. Isso porque, em julgamento conclu\u00eddo em 12 de junho, o STF decidiu que o PIS e a Cofins devem incidir sobre receitas financeiras dos bancos antes da Lei 12.973\/2014. Depois desta norma, ficou claro que as contribui\u00e7\u00f5es incidem sobre todas as receitas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a modula\u00e7\u00e3o de efeitos na decis\u00e3o representaria impacto bilion\u00e1rio sobre as contas da Uni\u00e3o, ponto que tem sido considerado pelo STF nas decis\u00f5es. Segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) de 2024, com a vit\u00f3ria, a Uni\u00e3o evita uma perda de R$ 115,2 bilh\u00f5es nas contas p\u00fablicas em cinco anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em relat\u00f3rio enviado aos assinantes em 29 de maio, o JOTA mostrou, por\u00e9m, que esse valor \u00e9 questionado por tributaristas, uma vez que parte das institui\u00e7\u00f5es financeiras aderiu ao programa de parcelamento de d\u00e9bitos, conhecido como Refis, institu\u00eddo pela Lei 12.865\/2013. A Federa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Bancos (Febraban), por exemplo, estima que o impacto desta discuss\u00e3o seria de R$ 12 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso concreto&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da modula\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o pediu que a decis\u00e3o n\u00e3o seja aplicada ao caso concreto. Ou seja, como o julgamento ocorreu sob a sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral, a tese fixada permaneceria v\u00e1lida, com aplica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria pelos tribunais em todo o Brasil em controv\u00e9rsias id\u00eanticas, mas n\u00e3o para o caso concreto do Santander.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Santander argumenta que o RE 609096, ajuizado pela Uni\u00e3o, do qual o banco \u00e9 parte e em que o relator \u00e9 o ministro Ricardo Lewandowski, tratava de mat\u00e9ria estranha \u00e0 causa analisada sob a sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral no Tema 372. Portanto, o recurso deveria ter sido desafetado, ou seja, desvinculado desse tema. Segundo o banco, o recurso discutia apenas a legitimidade da cobran\u00e7a do PIS \u2013 e n\u00e3o da Cofins \u2013 sobre as receitas financeiras dos bancos e n\u00e3o deveria sequer ter seguido no STF. Um segundo recurso, ajuizado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), pedia a cobran\u00e7a tamb\u00e9m da Cofins sobre esses valores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o banco, a discuss\u00e3o obteve reconhecimento de repercuss\u00e3o geral, no Tema 372, com base no recurso do MPF. Mas, posteriormente, o STF reconheceu que o MPF n\u00e3o era parte leg\u00edtima para discutir a causa de natureza tribut\u00e1ria, \u201craz\u00e3o pela qual passou a subsistir apenas o recurso extraordin\u00e1rio da Uni\u00e3o, em que e, frisa-se, a recorrente somente defende a constitucionalidade da exig\u00eancia do PIS sobre a receita bruta operacional\u201d, afirmam os embargos de declara\u00e7\u00e3o. Para o Santander, com isso, o RE 609096 n\u00e3o deveria ser atingido pela tese fixada no julgamento do STF.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: RE 609096 (Tema 372)\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pis-cofins-de-bancos-santander-pede-que-decisao-produza-efeitos-a-partir-20-6-23-04082023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pis-cofins-de-bancos-santander-pede-que-decisao-produza-efeitos-a-partir-20-6-23-04082023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF afasta imunidade tribut\u00e1ria de concession\u00e1ria de aeroporto no RN<\/strong>&nbsp;<br>Data: 04\/08\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, cassou decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Norte (TJ-RN) que havia concedido imunidade tribut\u00e1ria \u00e0 Infram\u00e9rica, concession\u00e1ria do aeroporto de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante (RN).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Infram\u00e9rica havia ajuizado a\u00e7\u00e3o para afastar a cobran\u00e7a do IPTU referente \u00e0 \u00e1rea do aeroporto de 2012 a 2017. O magistrado de primeiro grau julgou procedente o pedido, por entender que a imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca, que impede entes federativos de cobrarem tributos uns dos outros, seria extens\u00edvel \u00e0 empresa. O TJ-RN manteve a decis\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o ao Supremo, o munic\u00edpio sustentava que a concession\u00e1ria n\u00e3o tem direito \u00e0 imunidade tribut\u00e1ria, pois \u00e9 pessoa jur\u00eddica de direito privado exploradora de atividade econ\u00f4mica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua decis\u00e3o, Barroso observou que a imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca alcan\u00e7a apenas empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista prestadoras de servi\u00e7os essenciais e exclusivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembrou que o STF, no julgamento dos temas 437 e 385 da repercuss\u00e3o geral, firmou entendimento sobre a incid\u00eancia de IPTU sobre im\u00f3vel de ente p\u00fablico cedido a ente privado e a impossibilidade de extens\u00e3o da imunidade rec\u00edproca a empresa privada com fins lucrativos arrendat\u00e1ria de im\u00f3vel p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para o ministro, a decis\u00e3o questionada n\u00e3o poderia estender o benef\u00edcio \u00e0 Infram\u00e9rica. Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Rcl 60.726&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-ago-04\/stf-afasta-imunidade-tributaria-concessionaria-aeroporto-rn#:~:text=STF%20afasta%20imunidade%20tribut%C3%A1ria%20de%20concession%C3%A1ria%20de%20aeroporto%20no%20RN,-4%20de%20agosto&amp;text=O%20ministro%20Lu%C3%ADs%20Roberto%20Barroso,Gon%C3%A7alo%20do%20Amarante%20(RN).\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-ago-04\/stf-afasta-imunidade-tributaria-concessionaria-aeroporto-rn#:~:text=STF%20afasta%20imunidade%20tribut%C3%A1ria%20de%20concession%C3%A1ria%20de%20aeroporto%20no%20RN,-4%20de%20agosto&amp;text=O%20ministro%20Lu%C3%ADs%20Roberto%20Barroso,Gon%C3%A7alo%20do%20Amarante%20(RN).<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-palette-color-1-color has-css-opacity has-palette-color-1-background-color has-background is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-palette-color-6-background-color has-background is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p style=\"font-size:0.8em\">A Amaral,\u00a0Yazbek, OAB\/PR 762, possui 36 anos de experi\u00eancia auxiliando empresas a transformar a tributa\u00e7\u00e3o em lucro. 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